Cause we are the champions (of the world) Aaron, Luke & Thea.
O jogo daquela noite foi difícil, mas Thea não esperava menos de uma partida daquela importância. Semi-final da League Cup contra, nada mais, nada menos, Holyhead Harpies. Durante muito tempo, Thea nutriu grande paixão pelas Harpias, porém tal paixão se dissipou quando ela foi contratada pelo time e esteve lá dentro, podendo assim constatar que era um ninho de cobras – e mesmo tendo pertencido à Slytherin, isso não era um elogio - onde cada uma comeria a parceira se isso fosse necessário para se tornar a melhor. Sua estadia no Holyhead Harpies foi uma das maiores decepções da vida.
A partida daquela noite não durou muito mais do que o esperado. O seeker do Montrose foi mais astuto que a das Harpias e capturou o pomo de ouro. Porém a disputa de pontos que ficou a cargo dos outros jogadores foi acirrada. As Harpias saíram na frente, fazendo os primeiros pontos. Mas não muito depois os Pegas diminuíram a vantagem e logo as reverteram a seu favor, ficando assim a mais de trinta pontos à frente no placar do jogo. A comemoração havia começado ainda dentro de campo, com abraços e cumprimentos entre os jogadores. E então ela seguiu para o vestiário, que estava abarrotado por pessoas gritando o lema do time, cada vez mais alto, cada vez com mais paixão. Com algum custo a morena conseguiu ausentar-se um pouco para tomar um banho e trocar suas roupas. Após finalmente ter conseguido ela foi arrastada por Aaron, junto de um grupo para outra comemoração, que estava acontecendo em um pub perto dali.
Entrar no pub foi muito mais barulhento do que havia sido no vestiário, todos gritavam e saudavam os jogadores que adentravam o recinto. Thea recebeu incontáveis apertos de mãos em seu caminho até o balcão do bar, onde conseguiu um banco. Sentou-se ao lado de Aaron e Luke, seus colegas de time. — Olha só, se não são os nossos melhores jogadores. – Brincou com os dois. Sem nem ao menos pedir, uma caneca de cerveja já estava à sua frente. “Cortesia da casa.” Ouviu o barman dizer. — À vitória de hoje. – Ergueu a caneca para simbolizar um brinde. Sem hesitar pegou a caneca na mão e bebeu em um gole só o máximo que conseguiu, sentindo a bebida descer macia por sua garganta.












