Um prêmio pra quem adivinhar o que eu tô pensando 🤔💭😂 . Dica: é de comer✌️ . . . #quemmeconhecesabe #sendoeu #verdadeouconsequencia #ouimaginacão #nadadissofazsentido #fui (em Brasília, Brazil)

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Um prêmio pra quem adivinhar o que eu tô pensando 🤔💭😂 . Dica: é de comer✌️ . . . #quemmeconhecesabe #sendoeu #verdadeouconsequencia #ouimaginacão #nadadissofazsentido #fui (em Brasília, Brazil)
Um prêmio pra quem adivinhar o que eu tô pensando 🤔💭😂 . Dica: é de comer✌️ . . . #quemmeconhecesabe #sendoeu #verdadeouconsequencia #ouimaginacão #nadadissofazsentido #fui (em Brasília, Brazil)
Verdade ou Consequência? Capitulo 1 - Atropelada Pelo Destino. #E1
Sou uma árvore seca. Olho-me no espelho e não gosto do que vejo. Primeiro, o meu rosto está marcado por ter dormido com a cara em cima da calça jeans de miçangas. Segundo, meu cabelo castanho-claro, liso e encaracolado nas pontas está tão bagunçado que parece que milhões de gatos brincaram com ele, como se de repente ele tivesse se transformado numa gigante bola de lã. Mordo meus lábios vermelhos e finos decidindo que, definitivamente, estou destruída por ter ido dormir tarde lendo alguma coisa sobre DNA que agora desapareceu da minha mente.
Resolvo deitar na cama. Quero dormir. Mais do que isso: quero hibernar. Bem, não fecho os meus olhos e, em vez disso, varro o antro em que moro. Um pequeno recinto com pôsteres espalhados, roupas, copos, meias, livros e muitos papéis. Tudo bem, tudo bem, tudo bem. Dou um grunhido. Sou uma fracassada. A prova disso é que a minha mãe me abandonou quando eu tinha sete anos. Levou a minha casa; a minha felicidade; a minha irmã gêmea Belle. Fico imaginando se ela se parece comigo e se tem esse cabelo cor de merda que chega ao pescoço. Só tem uma coisa que gosto no meu rosto: o nariz, pequeno e com uma pontinha angulada.
Meu celular toca e com o susto acabo caindo da minha pequena cama. Dou um gemido e minhas mãos varrem o chão até encontrar a foto do Derek piscando na tela do meu celular que para de tocar e eu me rendo. Durmo. Cinco minutos depois ou pelo menos tenho a vaga sensação de que foram cinco minutos -,
Derek empurra minha cabeça no chão com a ponta do pé. Sei que é ele por que conheço esse Converse surrado em qualquer lugar. - Ah, Alice, não acredito que você está drogada! Ele se agacha e pega uma mecha do meu cabelo rebelde e cretino. Os olhos de Derek se encolhem como se quisessem ver a minha alma ou, quem sabe, esteja à procura de um segredo. Não. Talvez seja algo que eu tenha feito de muito errado na noite passada. Mas é obvio que eu não fiz nada, sou uma planta vegetativa (planta vegetativa é muito, muito legal mesmo!) - Drogada é a sua mãe! - Sussurro quando ele dá um muxoxo. - Oquei, desculpe, não quis ofender! E, ah, eu não sou uma drogada! - Pode até não ser, mas tenho certeza que é uma aspirante à atriz fracassada! - Ele quase berra.
É ai que decido levantar o meu tronco e a minha pele por cima das clavículas estão brilhando fora da camisola preta de bolinhas brancas.
- Cara, definitivamente, você não se enxerga. Somos dois fracassados. - Passo a língua nos lábios. - Pelo menos não sou eu quem está apaixonado por uma garota nem aí para você. E é isso mesmo. O Derek está apaixonado por uma garota que ele conheceu no cinema. Na verdade eu não sei o que ele viu nela, tecnicamente eles não trocaram nem cem palavras naquela noite. Aliás, eles não se viram desde aquela noite. Honestamente, o único contato que eles têm é pelo Facebook, onde ele tratou de procurar no mesmo dia em que voltou do cinema.
O nome dela é Lena, de cabelos com luzes e de rosto pequeno e fino. Sim, ela é uma fadinha. - Tudo bem, acho que por hoje chega de ofensas. Ele roda a chave prateada nos dedos e se levanta. É aí que me arrependo de um dia ter confiado a chave do meu moquifao Derek. De repente ele acha que aqui é a casa da mãe Joana e que ele pode entrar e sair sempre que desejar. Eu fui bem clara no dia em que lhe dei a chave e quase escrevi na minha testa "APENAS EMERGÊNCIAS". A porta da geladeira é aberta e enfim me levanto. Tiro a minha calcinha daquele lugar me perguntando como ela foi parar lá dentro e rezando para que o Derek não tenha visto o meu traseiro. Não que eu me importe. Somos irmãos de almas. Conhecemo-nos desde que me entendo por gente. As pessoas da minha rua até achavam que um dia a gente se casaria, mas é obvio que isso nunca irá acontecer (ainda existiam outros boatos). Que nojento! Quer dizer, não que ele seja feio, ele é até lindinho. Fofinho demais. Cabelo a escovinha, pele morena e olhos negros feitos breu e, ah, quando ele sorri, as covinhas nascem em seu rosto. Nunca nos separamos desde então. Não imagino a minha vida sem o Derek... É como se de repente eu não fosse eu se ele não existisse. - A Silvia me enviou o slide do nosso seminário e também pediu para que a gente estude todo o assunto, e não apenas leia a nossa parte, oquei?
- Isso é uma indireta. - E nada de esquecer o jaleco, como sempre. Concordo com a cabeça e sopro o ar sentindo o gosto de cabo de guarda chuva em minha boca. Preciso escovar os dentes. Enquanto alegro a minha boca, penso que a Silvia é uma vaca! Eu estudo sempre para os seminários. A última vez foi um contratempo, quer dizer, foi uma tragédia. Li todos os slides e tirei nota baixa! Por que mesmo? Porque deixei de estudar para o seminário e decidi estudar as falas de Julieta.
Estava tentando o papel numa peça ridícula, mas que alavancaria a minha carreira. Não que eu já tenha uma carreira. Sou uma fracassada. Bem, atualmente estou estudando Biomedicina. De início, foi só uma tentativa, uma maneira de não abandonar o Derek. Gosto dele de verdade! Ah, estou gostando muito do curso, mas nunca abandonarei a minha carreira de atriz - que ainda não começou. Até já sei o meu futuro: primeiro, uma peça vagabunda. Depois, a uma grande emissora brasileira e, enfim, Hollywood. Pode apostar!
Enxáguo a boca. - Alice, sua meretriz! Essa geladeira está tão vazia! Que diabos! Você anda passando fome? É isso?! - É claro que não, seu idiota! Só não tive tempo de fazer compras. Estive ocupada, ensaiando as falas do meu novo teste. Dessa vez é sério. Pegarei esse papel! - E eu estarei lá na primeira fileira com um buquê de rosas e, depois que acabar a peça, vamos ao pub e beber muito para comemorar. Depois vamos ter uma noite louca de sexo. Não. Uma orgia louca até o amanhecer! - Derek, você é totalmente nojento! Sinto meu hálito de pasta de dente fluir. Pego uma maçã e me sento de frente ao Derek, colocando meu pé branquelo e pequeno em seu colo. Ele me faz massagens enquanto dou guinchos porque não tem nada melhor do que uma massagem. Deve até ser melhor do que sexo, fala sério! - Derek? - Ele olha pra mim e, sim, estou com aquele olhar de cachorro molhado.
- Se daqui a três anos eu não me casar, você se casa comigo? Ele sabe que eu estou falando sério por que tenho passado os dias amargurada, sonhando com um príncipe encantado... Mas não existe um príncipe encantado de verdade, nem mesmo um Shrek! - Acho que sim... Se daqui pra lá você não estiver famosa e mais gostosa e... - Eu não sou gostosa?! - Eu abro a boca num escandaloso "O". É tudo encenação. Estou apenas testando um novo drama.
- Ah, isso só prova que você é, de fato, gay! - Faço um sinal esnobe com a mão e uma careta de patricinha mimada. Derek empurra o meu pé. Sim, ele se ofendeu.
- Eu não sou gay! - protesta. - É claro que sim. - Continuo encarnando a Patrícia, minha personagem mental - Você não tem uma namorada, se veste bem, não gosta de beber, ama filmes e diz que eu não sou gostosa. Fala sério! Sem falar... - Oquei, meretriz, pode sair do seu mundinho. Você não é a Angelina Jolie e eu não sou gay. Você que não quis provar da fruta aqui. - Nem faço questão... - Isso, continue BV e torça muito para que consiga esse papel, assim você vai fazer uma encenação romântica e beijar um estranho. Desejo-lhe sorte, querida. Não digo nada. A ideia me estremece. Sim, sinto vontade de beijar outro cara, mas a ideia é devastadora e começo a imaginar coisas como, por exemplo, que o meu beijo é ruim e, bem, como vou saber qual à hora de colocar a minha língua na boca de outro cara? A gente se beija e lentamente empurro a minha língua... Ou enfio a língua assim que os lábios dele toquem os meus? Sim, devo parar de pensar essas coisas porque está ficando muito nojento.
- Onde está o meu vestido? Pergunto enquanto jogo o miolo da maçã no lixo. Quanto ao vestido, é o da Alice no País das Maravilhas que pedi ao Derek para ir buscar na loja. Achei que seria perfeito se eu encarnasse a personagem por completo no meu teste hoje! Oh, meu Deus! Mal dá para acreditar! Desta vez estou tão confiante de que o papel será meu! Interpretarei uma Alice do século 21, com gírias e tudo mais. Sem falar que eu já sou uma Alice, tirando as gírias! - Está perdurada atrás da porta! - Ele me olha com aqueles olhos reprovativos. - Ainda não sei porque diabos você tem de ir fantasiada. As pessoas vão falar! Ninguém faz um teste vestindo fantasias! - Cala a boca, Derek! Já conversamos sobre isso. Sem falar que eu não sei qual é a graça de querer sabotar todos os meus testes! Sinto-me bem, fantasiada... Sinto-me livre, entende? É como se existisse apenas a cena e eu! Derek concorda com a cabeça e eu me levanto dando pulinhos. Vou até a porta, pego o vestido azul e penso que, dessa vez, dei uma resposta merecida, mas ele começa a falar de novo. - Sim, claro! E quantas testes você fez? - Faço as contas mentalmente - Quinze, dezesseis... Ah, perdi as contas! E em quantas peças você ganhou um papel? Ah, sim, lembrei daquela no ensino médio em que você estava vestida de árvore e no fim dizia "viva a primavera!" Oquei. Aperto o vestido em meu corpo e faço cara de dor. Não sei exatamente se estou encarnando algum personagem, mas a vontade que tenho é de acabar com a vida do Derek! Eu o odeio, hoje e sempre. Talvez porque ele sempre fala a verdade e nem sempre gosto de ouvir a verdade. E mais uma vez sou uma fracassada. Sento-me no chão com as pernas abertas. - Então, é isso. Eu sou um fracasso total. - Meus olhos ardem. Deve ser por isso que a minha mãe me abandonou. A Belle sempre foi melhor do que eu... Ela conseguia tudo (não sei por quê). - Alice, eu não quis dizer o que disse... - O problema é esse, Derek. Você sempre diz uma coisa e eu acabo interpretando errado ou, quer dizer, interpretando o que você realmente quis dizer, mas não diz com todas as letras. Ele caminha na minha direção, se ajoelha e me abraça. É um abraço fraternal e ele nem se importa se estou cheirando a lençóis. - Você não é uma fracassada, tá legal? Eu nem sei por que digo essas coisas. A verdade é que eu tenho medo dessas suas fantasias; tenho medo de que um dia quebre a cara. Então... É isso. Também estou confiante. Algo me diz que hoje a sua vida vai mudar para sempre. - Controverso, penso. Sorrio desanimada e lembro-me da aula de Anatomia, do meu músculo risonho se esticando por baixo da pele.
- Derek? - chamo. Não quero parar de ouvir o som do seu coração batendo ritmado. Tum. Tum. Tum. - Hum? - Você vai comigo hoje? Isso me dá uma força, sabe? - Não dá. Preciso ir ao laboratório e, bem, eu já deveria estar a caminho. - E eu quero desaparecer. Ele nunca vai comigo aos testes, a não ser para aquele das Chiquititas. Isso porque eu prometi beijá- lo e eu o beijei, quer dizer, dei um selinho. Não podemos esquecer que não sei quando usar a língua. - Muito bem, eu sou sozinha mesmo neste mundo e só me resta ir sozinha, como sempre. Mas eu te prometo que darei o melhor de mim. - E eu dou um riso nervoso. - Sabe, seu desgraçado arrogante, espero sinceramente que você nunca consiga beijar a Lena. Ele apenas ri, pois até eu sei que estou falando disso da boca para fora. Espero realmente que ele consiga tudo com a Lena, porque não conheço nenhum outro cara melhor do que o Derek. Ele sim sabe como tratar uma mulher, embora algumas idiotas não percebam isso. Se bem que o Derek não é muito de se mostrar, sentimentalmente falando - pelo menos por enquanto. - Eu te amo, Alice. No silêncio do meu antro, eu sorrio imaginando que eu poderia me casar com o Derek, com exceção dessa coisa de sexo e blá, blá, blá. - Eu também te amo, você sabe disso. Então eu dou um selinho nele e sorrimos. Sempre trocamos selinhos, eu mesma quem teve essa ideia. Foi logo depois que a minha mãe foi embora e eu passei uma temporada na casa dele e, sim, sei que um dia isso vai terminar. Cedo ou tarde ele vai arranjar uma namorada e me abandonar. - Agora vá, seu calhota, e me deixe sozinha. Preciso de um tempo sozinha. - Quem sabe eu não apareça por lá quando terminar tudo no laboratório? Prometo que vou fazer o máximo para estar presente. - Ele se levanta e parece que se esqueceu de algo. Olha pra mim.
- Vá lá e mostre para todos quem é que manda, minha adorável meretriz! Sim. Sinto-me poderosa! Vesti o meu vestido da sorte, um de marca que comprei numa liquidação, mas não deixa de ser caro e nem todo mundo precisa saber que eu comprei pela metade do preço. Enfim, estou com os monólogos na ponta da língua e com o pressentimento de que, se eu e a Anne Hathaway disputarmos esse papel, eu, literalmente, ganharia de lavada! Apanho a minha bolsa e o vestido azul e branco. Suspiro. Pego a minha pasta com os scripts (a gente nunca sabe quando será preciso revisar as falas). Suspiro de novo porque agora estou com medo. Prometi a mim mesma que, se eu não passar no teste, abandonarei tudo e, bom, se eu passar
- E SEI QUE IREI PASSAR -, nunca mais colocarei um só grama de chocolate na boca!
Tá liberado VERDADE OU CONSEQUÊNCIA clique no link a seguir e participe da brincadeira 👉🏻 https://youtu.be/TLuKJ1EnoIM #FredeGustavo #VerdadeouConsequencia #novohitFeG #Verão #2017 #Fbproduções @fredegustavo @fbproducoes_ @fredinhofbproducoes @vinicius_arvati @carlaeflavio
Com uma história mega atual, o filme mostra como os jovens estão cada vez mais viciados no mundo virtual, e além disso mostra a necessidade q esses jovens têm de se provarem perante os outros. Com um jogo q lembra Verdade ou Consequência, só q sem a Verdade, Nerve vai te prender do início ao fim. Então corra, assista e comente sobre o q achou do filme. #nerve #verdadeouconsequencia #emmaroberts #davefranco #jogador #observador
Então finalmente entendi, parei de tentar buscar o motivo dos outros e comecei a pensar no porque eu me esquivei de responder uma pergunta até então inofensiva. Me dei conta que o que me assustava não era em si o que seria me perguntado, mas sim a minha resposta. Porque enquanto aquela informação estivesse a salva comigo eu poderia fazer o que eu quisesse com ela, inclusive fingir que ela não existia. Mas uma vez que eu as disse-se em voz alta a todos da sala eu admitiria que aquilo era real e não haveria mais como negar ou fugir dos fatos. E a consequência não seria a inventado por alguém a quem eu poderia atribuir a culpa, mas eu seria a única responsável por ela e eu não estava preparada para lidar com ela. Foi assim eu meio a uma brincadeira infantil que descobrir porque os adultos temem tanto a verdade...