A alma se cura no escuro
Falar sobre cura é bonito. Viver a cura… é outra história. Ninguém te conta que, antes da luz, vem a queda. E que o fundo do poço às vezes não tem chão — tem espelho. A alma não se cura em retiros iluminados. A alma se cura quando você está deitada no chão do banheiro, em silêncio, ouvindo seus próprios gritos internos. Quando ninguém te responde. Quando nada mais faz sentido. Quando até o universo parece quieto demais. A cura vem quando você desiste… e, mesmo assim, continua. Ela aparece no meio da madrugada, no nó da garganta, no texto que você escreve pra não enlouquecer. Cura é atravessar. É morrer em vida e renascer sem aplausos. É encarar seus monstros, seus traumas, sua criança ferida, seus desejos proibidos e seus sonhos partidos — e não virar o rosto. A alma se cura no escuro porque é ali que a gente para de fingir. É no escuro que a verdade aparece nua. É no escuro que você encontra você. E acredite… não há nada mais sagrado do que isso. — Camila 🌌












