What ... a dream? (PT - 2)
-Quem era aquela mulher do sonho? -Eu sou amigo do seu pai mas ainda não aprendi a ler sonhos. -Mas… -O quê é Margo? -Margo? -Não! Jade! -Quê? -A menina ergueu o cenho confusa- quem é Margo? -Uma… olha aqui pirralha, vai voltar pro acampamento ou vou ter que te atropelar? -Você está indo encontrar meu pai, não é? -Sim. E sei onde quer chegar… entra logo no carro pirralha. -O homem musculoso de jaqueta entrou no carro e a garota correu para o outro lado, entrando no banco do passageiro. […] Um silêncio durou quinze minutos desde que entraram no carro, a ruiva estava com a cabeça em outro lugar, se perguntava incessantemente se aquilo que acabara de ter era realmente um sonho e como raios havia saido da barreira do acampamento enquanto dormia, sua mente tremia com o frio da noite misturado com o cheiro horrível de sangue que Ares mantinha em seu corpo, a menina observou as mãos do deus por um momento e subiu os olhos até o rosto do grego. -Você sabe quem é ela não sabe? -Não… -Você sabe! Que é ela? -Uma má pessoa. -Quem?! -Sua mãe Jade, Ícelo disse que uma hora ou outra ela conseguiria uma ligação pelos seus sentimentos. -Mas foi a merda de um sonho! Ela não é boa para fazer isso! -Bênção de Morfeu. -Puta merda… mas… -Não vá procurar ele entendeu? Não vá. -Mas ela é a bosta da minha mãe! -Ela não é como finge ser no sonho, ela vai te fazer mal. -Dane-se, onde ela está? -O deus encarou os olhos azuis da menina, o olhar em chamas. -Se você for eu posso te punir. -Onde?! -Ela está por aí. -Onde? -Ela está na Inglaterra e… -Vai, me leve até lá. -Eu não vou. -Você é só um deus, mitos fantásticos, acha que eu me importo em perder a vida para alguém como você? Pois é. Me leva. -Puta merda. […] Sentada num banco branco uma ruiva baixa estava sentada com grandes óculos de sol, um vestido branco e cantarolava uma música… aquela música. Jade empurrou com força Ares e correu pelo jardim, pulou a mureta branca de mármore e abriu o chicote para caso o deus da guerra tentasse ataca-la. Um grande erro. A mãe de Jade olhou para a ruiva que, mesmo no frio de Londres, vestia um shortinho minúsculo com uma camiseta rasgada, os fios longos soltos e olhos manchados. -Mãe?-A mulher se pôs de pé e abriu os braços-MÃE! -JADE EU MANDEI FICAR!- mesmo após toda distância percorrida Ares estava ao lado dela, segurou o pescoço da menina e, com o minimo esforço… jogou-a para cima. A ruiva caiu com força no chão, batendo as costas e a cabeça -Flitch eu avisei. A partir disso as coisas ficariam difíceis para a filha de Ícelo. Ares a segurou pelo braço e mais uma vez bateu a cabeça dela no chão com força, mais uma e mais uma vez, essa hora Jade perdeu a visão já não tão boa para algo embaçado, o deus puxou o chicote de sua mão e ergueu o no ar. -Não! Você nã–Antes que terminasse de implorar aos choros uma chicotada forte acertou suas coxas de uma única vez, imediatamente foi acertada por uma dor insuportável. Se contorcia no chão, chorando apenas por sentir o veneno tocando a pele. -OW! EU DEIXEI BATER NA MINHA FILHA?-Uma voz familiar gritou ao longe fazendo Ares rir alto-Jade você… pode bater.















