Subimos até o telhado da casa tomando cuidado para não escorregar nas telhas, que estavam desgastadas e cobertas por uma camada verde gosmenta. O vento fazia com que os fios de cabelo dela parecessem dentes de leão a voar sobre campos de morangos e uvas. - Eu espero que não tenhamos encrencas aqui em cima. Disse tomando cuidado onde pisar. Esticamos a toalha no chão e subimos em cima dela, depois ela se virou para mim e riu. - A unica encrenca que vamos ter é se cairmos daqui meu anjo. Da bolsa que trazia consigo, Nana retirou uma garrafa de champanhe e posicionou no meu colo. - Nana, eu já disse que não be- - Ora vamos, só uma vez vai, o céu esta todo estrelado e como dizia John Green, "Vamos saborear as estrelas". Não tive como não recusar, aquela garota mexia demais com meu psicológico e meu sub-consciente. Conseguia usar a arte da psicologia reversa a seu favor, em qualquer momento.






