274. 274 dias 274 sorrisos 274 flores 274 discussões 274 lágrimas 274 dias de 274 dias: fim.
thugz-luv 💟

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Encher o mundo de você.
Esses tempos eu percebi que não escrevo mais. E pior do que isso, o porquê de eu não escrever mais. Eu escrevia sobre todas as mágoas, sobre cada lágrima, sobre você. Escrevia sobre um futuro que eu - aparentemente já tinha conhecimento - e que, desgostada da vida, continuava repetindo a mim mesma que nós éramos impossíveis. Impossíveis de um jeito pejorativo - nunca iríamos dar certo. Eu vivia uma infelicidade conformista.
Passei os olhos nas anotações, nos rodapés dos cadernos e, como se as palavras tivessem sido escritas por um escritor de tirinhas, cada premissa acompanhada de coração falava de você. E como num passe de destino, num sopro de não-sei-quêm todas aquelas referências musicais viraram realmente parte da nossa coletânea, e cada desenho, se tornou um episódio de nós dois. Parei de escrever pois as mágoas de agora não fazem referência a você. E porque encher o mundo de textos sobre a política falha, e uma nacionalidade que já não existe mais é como desfazer o nó de um balão pra encher ele com mais ar. Ou seja, não faz a menor diferença.
Eu prefiro encher o mundo com a sua risada, que por sinal, deveria tocar no rádio. Eu prefiro ocupar as ruas com seu amor, pra preencher cada pessoa que está aí, como eu costumava estar. Eu prefiro falar o tempo todo de você, e deixar o mundo mais bonito. Mais bonito porque o que você faz com as pessoas é inacreditável. Você tem o maior coração do mundo! E eu não trocaria sua companhia até o enrugar dos dedos, por nada nesse mundo. Nem por Jimmy Hendrix, muito menos Renato Russo.
Eu escrevia pra encher o mundo com uma visão do futuro tão pessimista, da qual eu não tinha certeza, mas que a inconsequência e ansiedade intuíam que era meu único futuro. E eu acabava no fundo do poço. Agora eu escrevo pra encher o mundo de você. Porque você é a melhor coisa de me aconteceu, e você com certeza é a melhor parte de mim.
É que de segunda a quinta fica tudo muito bem, eu gostando de você e de mim também. Só que chega a sexta-feira e com ela toda asneira de que o amor não tem vez. E com a asneira, a bebedeira e toda besteira de que não serve pra amar. E com a besteira, vem sempre a saideira e a vontade de beijar. Beijar achando que vai acabar provando que não ama de uma vez. E quando descobertos, nós, despertos perceberemos o que acabamos de fazer. E sem demora, correremos em direção da porta, atrás de um por quê. Um por quê de ter acabado, um por quê de ter estragado, um por quê de não ter pensado antes de fazer. E com a cara amarrada em lágrimas, desculparemos enfim. Perdoaremos pois acreditamos, pois esperamos, pois, afinal, amamos. E começaremos tudo outra vez, já que na segunda-feira, ambos sabemos que estaremos contado nos dedos quão trouxa somos e seremos da próxima vez. - flor roxa 🌸
Desistir nunca foi parte dos meus planos. Ainda não é, mas eu fico repetindo que desistir é a solução pra ver se eu acabo me convencendo que isso acabará de vez com meus conflitos internos - e externos. Desistir é a última opção, vou tentar explicar. Existe uma coisa chamada angústia, que é a palavra que designa o sentimento que as pessoas têm quando precisam decidir entre duas ou mais opções. Isso é Sartre. Esse filósofo diz que, só pelo fato de você ter mais de uma opção de escolha, você já é livre. E desistir de alguma coisa ou pessoa, é agir de má-fé - conceito que é designado as pessoas que não escolhem nem uma das opções. Elas simplesmente, desistem. Ao invés de se decidir de uma vez entre o " sim e o não" elas preferem sair de cena sem dizer absolutamente nada. Eu me pergunto se continuar acreditando nos amores, nas pessoas, e nos sentimento vale mesmo a pena. Ou se eu devo jogar meus conceitos longe e agir de má-fé! Desistir e sumir, é algo a se pensar. Mas toda vez que me pego pensando em desistir, alguma coisa não me deixa. Eu não sei que coisa é essa - que problema é esse! Por que disso eu só consigo tirar muita esperança e fé, e continuo, talvez pela teimosia, ou talvez porque o problema seja, na verdade, amor.
Sobre acabar. Acabar é muito relativo apesar de não parecer, afinal, existem mil relacionamentos às escondidas e mil relacionamentos que são só um trato. O meu é um trato. E quando eu falo assim parece que eu só to nessa pra me divertir e tirar proveito ao máximo sem nem gostar da pessoa. Parece que quando acabar, sendo um trato, vai ser mais fácil. Mas acabar é relativo, o que significa que pessoas que namoram podem se relacionar com outros na semana seguinte, e pessoas que tem um trato podem demorar meses pra se relacionar novamente. Eu, por exemplo, eu vou me foder. Peço perdão pelo vocabulário chulo mas não tem outra palavra com melhor definição para o que eu vou sentir. Eu vou me foder porque eu nunca soube lidar com finais, tipo, todo revellion -fim de ano - eu fico mal, e choro! Eu não deixo a música tocar até o fim, eu repito, ou eu passo pra próxima antes de acabar. Foi sempre assim, e sempre será. O pior de acabar é que eu não vou sentir saudade quando trombar com ele numa festa, ou ver ele com outras, não! Eu vou sentir saudade quando tocar uma música muito boa e eu for mostrar pra ele e lembrar que não tem mais aquilo. O " nós " vai acabar. O nó acabará e aí vai latejar a ferida. Oh, se vai, quando eu for na academia e ver todos aqueles vigorexicos recheados de frango. Ou quando alguém derrubar o celular na cara. Ou quando alguém tocar Queen, e for baterista. Realmente, relativo. Eu tenho um trato mas não vai ser nada fácil! Não terão mais vídeos com voz de esquilo, nem star wars, nem facetime, nem risada. Ainda mais que eu vou demorar, e muito, pra me relacionar com alguém a ponto de ser parecido com o que eu tenho hoje em dia. A minha gargalhada, é claro que vai aparecer só pra lembrá-lo que estou bem, mas o que mais vai castigar o meu coração otário é o sorriso de criança boba que não vai mais se curvar pra mim cheio de charme e los hermanos.
quem te viu, quem te vê
Mudança, essa palavra é realmente perturbadora. É quando eu resolvo limpar o arsenal de fotos antigas e encontro vestígios de uma pessoa que eu não sou e, sinceramente, não voltaria a ser. E eu as vezes penso que quando as pessoas entram na sua vida, elas deixam manias e lembranças, coisas que ultrapassam anos e relacionamentos. Parece que as vezes as lembranças tocam tão fundo que dói pensar que certas coisas não vão voltar a ocorrer. Reforçando: queria as memórias de volta - ao vivo e em cores - e não a pessoa que eu costumava ser. Nessas eu paro de pensar e olho pra minha vida. E sinceramente, não vale a pena trocar o que eu tenho agora por reviver certas lembranças. Afinal, esses pedaços de amizades, amores e situações estão guardados comigo - uma espécie de pasta - quando eu quiser eu posso, simplesmente, abrir. É, e pensar que a pessoa que eu era antes nunca nem pensaria nisso, trocaria tudo de uma vez e depois ficaria choramingando. " Quem te viu, quem te vê " realmente. Eu, hoje, trocaria muito por uma simples continuação do dia de hoje. Pra que as coisas que eu disse e fiz ontem, tenham valor hoje. Afinal, não é sobre ser feliz hoje e amanhã só depender de um fator " X " que vai tornar o dia feliz. Como se o " X " fosse um valor mínimo de felicidade. Na verdade, é sobre ser feliz o bastante para conseguir transmitir essa felicidade pro dia de amanhã. É sobre sobrar amor, e amar. É sobre sobrar sorrisos, e sorrir. E eu ando sorrindo muito ultimamente.