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stop suffering about something you can't do anything to chance. focus on what is good in your life and what you can do to be better. it's normal to fail. it's ok if you do bad things sometimes. thing is: life isn't perfect. you know that. start again. everyday is a new chance to change your behave and be a person you would admire. be calm. things will be better.
Tudo que irá existir Tem uma porção de mim Tudo que parece ser eu É um bocado de alguém Tudo que eu sei me diz do que sou Tudo que eu sou também será seu
Pra Manter ou Mudar (Móveis Coloniais de Acaju)
what is love? it’s the infinite inside my heart.
is it normal not knowing how to react when I see my friends where I usually don't see them? it's like: should I say hi or no? is it okay if I just pretend I didn't see them?
igarapé açu: a lembrança dos dias passados que não vão mais voltar
ano passado foi quando eu tive o meu primeiro choque de realidade. foi quando eu tive noção da efemeridade das coisas. não foi nada a ver com amor, não. nada a ver com as pessoas e experiências novas que tive. foi em uma viagem. viagens sempre fazem a gente crescer mais do que o normal, ver a vida com outros olhos. não era um lugar novo, nem companhias novas. era o interior dos meus avós, que eu vou sempre com minha família. já fazia um tempo que eu não voltava naquele lugar específico: igarapé açu. não, não era a cidade igarapé-açu - colônia japonesa aqui pertinho. era um igarapé chamado de açu. eu sempre ia quando criança. criança gosta de água, nadar até cansar. tenho muitas lembranças de lá: a água limpinha, os peixinhos vindo na nossa mão - cheia de farelos de salgadinho -, as vitórias régias na beira do igarapé e aquela parte mais funda - onde meus pés não chegavam no chão. depois de alguns anos sem visitar esse igarapé, voltei lá. choque. estava eu no mesmo lugar que ia quando criança? o nível da água subiu muito, pois o corpo d'água foi represado por causa da estrada que passa lá perto. as árvores que rodeavam o meu querido igarapé ficaram secas, mortas pelo exagero de água - que um dia foi responsável pelo crescimento delas. a água, que um dia tinha altura o suficiente para ainda nos deixar ver o fundo - a areia e os peixinhos que tomavam conta do lugar quando a gente ficava imóvel -, me dava medo. não dava mais pra ver o fundo. só se via uma grande massa de água preta: a luz não refletia mais nos grãos de areia. o lugar que antes me empolgou tanto foi o mesmo lugar que me deu um medo intenso. o que teria no fundo dessa água que eu não reconhecia mais? o tempo passou tão rápido que eu o perdi? onde está a felicidade desse lugar que agora mais parece um pântano? eu poderia ter feito alguma coisa que preservasse o lugar exatamente como ele era na minha memória? quanto tempo demoraria para acontecer essa transformação se não houvesse interferência antrópica? será se todas as memórias que tenho estão susceptíveis à mudanças como essa e nunca haver a possibilidade de retomá-las? eu já li muitos textos onde velhinhos saudosos falavam sobre aquele rio da infância deles que nos dias atuais já não existia mais. mas nunca havia sentido na pele até esse dia. e doeu.
Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. (...) Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer.
Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
sometimes i have this feeling: oh, i have so many friends, i'm happy and they love me in many ways. then i feel like they all secretly hate me and i can't trust anyone 'cause i don't have any friends. it's annoying.