theblacknotsobad:
all my greens to the bottom | truth or dare | halloween 1976
{FLASHBACK} -antes do interrogatório
Quando Andrômeda conheceu Ted, bem ela havia conhecido a pessoa mais doce e gentil de toda sua vida, alguém que ela queria proteger a todo custo e o fez. Os dois viviam cuidando um do outro e a sonseria as vezes achava que ele estaria melhor sem ela para lhe dar trabalho, mas Ted não parecia se casar nunca da enorme confusão que era Andrômeda Rosier Black e as poucos fora impossível não se apaixonar pelo menos. “E você é importante pra mim desde a primeira vez que te vi”. Confessou em um riso fraco, sentia as bochechas ruborizarem, ela queria confessar todos seus sentimentos pelo lufano mas não parecia apropriado, sentia medo de sua reação, não apenas de ser rejeitada mas de quebrar o elo forte que tinham como amigos. Além do mais não era fácil, parecia que havia um abismo entre eles, sua classe social e seu sangue, coisas bobas para a dona dos olhos azuis e cabelos negros, mas ainda os mantinha distantes, ela só queria poder acabar com aquilo pois não havia ninguém mais perfeito para ela que Edward Tonks. O jeito divertido, doce, carinhoso, desastrado, tímido e único dele encantava a sonserina cada vez mais e era difícil tentar achar alguém que pudesse substituí-lo, ninguém parecia suficiente por mais invencível que fosse, talvez esse fosse seu mal, estar fadada a amar que não poderia ter. Eu nunca iria afastá-la, nunca… aquelas palavras lhe ecoava a cabeça como uma promessa da qual ela se apegaria pro resto da vida. “Eu apenas achei que nada parecia o suficiente”. Murmurou colado a testa com a dele, seu corpo cabia perfeitamente em seus braços e se aconchegavam como se estivesse em casa, já os toques, aqueles malditos toques, fazia seu corpo todo delira quase implorando por mais.
Sentia um misto de surpresa e alívio com a resposta de Ted. “Você me conhece mais do que imagino então”. Ouvir aquilo sobre seus pais doia, doía muito e seus olhos começaram a marejar novamente. “Eles nem sempre foram de todo ruins sabe? Mamãe penteava meu cabelo e papai me deixava pisar em seus pés para dançar, eu sei lá eu tenho essas memórias boas deles e as ruins, eu sempre quis acreditar que não eram as mesmas pessoas porque… eu os amava, eu os amo mesmo depois de tudo”. Escondeu o rosto entre o corpo do outro afundando suas lágrimas em sua roupa, mas o murmúrio lhe fez cessar o choro. “Como pode saber? Como pode saber que não sou como eles?”. Ela se lembrava de tudo que já havia feito e nem sempre sentia remorso ou culpa, algumas pessoas mereciam sofre e no final das contas ela só queria sobreviver. “Um sacrifício por um bem maior”. Disse ríspida lembrando das palavras duras de seus pais, sabia que não poderia impedir a guerra apenas teria que escolher um lado e ela estaria no lado dela. “Obrigada”. Sussurou após as palavras inspiradoras, ele sabia exatamente como acalentar seu coração. “Bem eu sempre cuidei de mim mesma, eu precisava afinal ninguém o faria mas acho que posso deixar você me proteger também, esteja aqui por mim e eu estarei por você, sempre”. Ninguém estava disposto a desistir, a partir, aquilo era uma promessa independentemente do que acontecesse, aquele era seus juramentos. “Eu sei… O que foi?”. Fraziu o cenho com a risada do mesmo. “Eu amo sri jeito sabia, se as pessoas se permitissem elas mudariam seus malditos pensamentos em um piscar de olhos ou se apaixonaria perdidamente por você”. Mordeu o lábio inferior em sua confissão sabendo que Ted não tinha noção da enorme diferença que seu destino teria se não o tivesse conhecido, talvez suas historias já tivessem sido escritas pelas estrela. “Eu sempre serei sua luz Andrômeda Black, não importa onde eu esteja”. A emoção que as palavras dela o fizeram sentir por muito pouco não escaparam pelo canto de seus olhos. Sorriu largo, mostrando suas covinhas e depositou um beijo na testa dela, aproveitando a proximidade para lhe afagar o cabelo. “Você existe sem mim, você não é alguém dependente, mesmo que entenda que de alguma forma eu acabei de dando tudo o que você sempre quis e precisou, mas há outros além de mim e você precisa ser autossuficiente ou eu sempre seria a sua fraqueza, mesmo que… você também seja a minha, precisamos crer no contrário ou isso irá nos destruir”. Seu tom era sério agora, tinha receio do peso de suas palavras sobre ela e se… Andromeda entendesse que ele a amava? “Não tem porque escondermos mais nada, não é mesmo? Todos já sabem”. Moveu levemente os ombros como se não se importasse com aquilo, e de fato não se importava, apenas se preocupava se alguém de sua casa começassem a pegar no pé de seus amigos por causa dos últimos acontecimentos e em relação a como sua familia reagiria.
“Eu infelizmente tenho que concorda com isso” Riu em meio as lembranças das inumeras confusões que acarretava em seu círculo, ao mesmo que era uma aluna exemplar e brilhante isso jamais implicou em alguma detenções e murmúrios pelos corredores de Hogwarts do quando era esquentada, de fato não era nada difícil ver a pele pálida e alva de Andrômeda se torna escarlate, ela gostava disso de todo modo, o medo que tinham sobre si era um tanto excitante e ela não ligava de carregar tal peso, de qualquer não era como se fosse um mostro por completo afinal quem prestasse atenção via seus atos de bondade encobertos. “Bem se eu sou essa bomba ambulante porque nunca me temeu Edward Tonks?”. O encarou curiosa por aquela resposta, seu olhar fixo e predador, ela adorava como ele não apenas não atemia mas o carrinho estampado em seus olhos, uma pontada de chama que aquecia a Black, algo como esperança, ele a fazia se sentir incrível do jeito que era. Perdidas em seus inúmeros pensamentos seu olhar se encontrava vidrado em cada detalhe perfeito do rosto de Ted, sua pele clara e macia ao toque, seu olhar gentil e até mesmo ingénuo, seu cabelo curiosamente como um arco-íris, as covinhas em sua bochecha, seus lábios rosados… suspirou frustrada, tentando conter seus impulsos. “Bem quando pessoas se amam tentam encontrar paz no meio da guerra se elas apenas querem estar juntas”. Amor, não sabia ao certo se Ted estava tentando lhe dizer algo, amigos se amam mas Andrômeda o amava de uma forma diferente. “Você tem razão juntos somos mais fortes e de qualquer forma eu não pretendia me afastar de você mesmo, não conseguiria nem se quisesse”. De certo era impossível não notar o sorriso em seus lábios com o beijo, um mero beijo na bochecha, talvez ele quisesse algo mais, ela com certeza queria… “O que foi? Tô te deixando sem graça?” Sussurou em uma pequena risada, prendeu o lábio inferior entre os dentes enquanto suas mãos brincanvam com os fios rosados. “Você não gosta dos meus beijos?” Disse mais uma vez quebrando o espaço entre eles e agora grudando seus lábios em seu pescoço, aquilo estava perdendo um pouco o controle. O toque dele lhe aquecia todo o corpo, como chamas, um suspiro escapará de seus lábios, seu olhar subiu mais uma vez e quando percebeu aonde a visão de Ted focava não pode mais conter-se, sabia agora que ele desejava aquilo tanto quanto ela. Seus lábios primeiro se aconchegaram no canto de sua boca, enquanto uma de suas mãos subiam emaranhavam os dedos entre as madeixas rosas e a outra lhe descia a cinturq o puxando contra si, antes de se inclinar e finalmente possuir seus lábios, sugando o inferior e o mordendo de leve antes de atrever-se a se aprofunda e saborear o gosto que o lufano tinha. Isso é um sonho? Isso está realmente acontecendo? Um baixo gemido escapará de seus lábios e não poderia ser culpada, havia desejado aquilo por tanto tempo, sonhado inumeras vezes com aquele beijo, mal sentia suas pernas de tão entorpecida que estava.
Um singelo sorriso se formou nos lábios do lufano, hipnotizado pela beleza da Black, algo recorrente desde que a conheceu. Ela era durona, mas também era uma das pessoas mais adoráveis que conhecia e naquele momento estava totalmente irresistível com as bochechas vermelhas. “Então estamos no mesmo barco”. Comentou o óbvio com uma pequena risada, talvez pintada com um pouco de nervosismo. Os dois eram importantes para o outro, desde a primeira vez que se viram, era algo em comum e estavam de acordo em relação a isso. Não queria interpretar aquilo como uma confissão de sentimentos, eles eram amigos e era completamente normal que fossem importantes um para o outro, alimentar esperanças só o machucaria depois. Porque ela tinha que estar tão perto? Aquilo não estava facilitando nenhum pouco para ele, mas ao mesmo tempo era tão bom tê-la em seus braços, a forma como seu corpo se encaixava totalmente no dele, de modo que podia sentir que a protegia. “Talvez não fosse mesmo, mas não havia mais nada o que fazer. Eu já estava na enfermaria devidamente medicado e não conseguiria ficar em paz com você ali, você precisava de uma noite de sono, mesmo que provavelmente não conseguisse dormir, precisava descansar um pouco, ficar lá comigo não ia me fazer sentir melhor, só nos deixaria mais cansados”. Explicou da melhor forma que pôde naquela situação, se preocupava muito com ela desde sempre e isso era algo inerente de si.
“Sou um bom observador”. Um pequena risada escapou entre os lábios, enquanto ele a apertada um pouco entre os braços. “Eu acredito em você, Andy… consigo imaginar o quão terrível deve ser ver aqueles que amamos se tornarem pessoas… bem… terríveis. Não é sua culpa o que eles estão se tornando, as pessoas mudam ou em alguns casos se revelam com o passar do tempo”. Suspirou sem ao certo o que dizer, não queria dizer que os pais dela eram pessoas ruins, mas eram, era um fato inegável. “Não estou julgando seus pais, mas o que a sua família se tornou e vem se tornando não é algo que dê para negar…” Explicou da maneira mais suave que pôde, a apertando um pouco mais contra si e pousando o queixo sobre sua cabeça, enquanto esfregava seus braços com as mãos. “Eu vejo nos seus olhos Andy, você é um ser gentil, é justa e determinada, torturar pessoas por simples prazer não faz o seu estilo, a não ser que essas pessoas tenham feito algo de muito ruim, mas pessoas inocentes? Não mesmo”. Afirmou com convicção, ele sabia muito bem do que Andrômeda Black era capaz, mas a morena não era alguém cruel que saía torturando quem se colocasse em seu caminho, só porque podia ou queria. Deixou que uma baixa risada reverberasse por seu corpo enquanto a mantinha nos braços. “Me sinto honrado por você deixar que eu a proteja também” Respondeu com diversão, era uma resposta tão típica da amiga que aquilo aquecia seu coração. “As pessoas não estão dispostas a mudar seus pensamentos e crenças, imagina se apaixonar por mim? Definitivamente eu não sou um bom partido”. Riu um pouco nervoso, ele não era bom em relacionamentos, ainda que só tenha tido um. Mesmo que tivesse certeza de que seria um ótimo parceiro se Andy o escolhesse, a protegeria sempre, daria toda a atenção que ela pudesse requerer e zelaria por seu bem estar. “Não, não faz sentido esconder mais… só daria mais munição para usarem contra nós”. Ponderou pensativo.
“Porque você só explode quando alguém que você se importa é afetado”. A encarou com um pequeno sorriso de canto, comentando como se aquilo fosse óbvio. “Sua ira nunca esteve voltada para mim e simplesmente nunca vi motivos para temê-la, só a teme quem tem algo a perder ou a esconder, principalmente se for contra os seus ideias. Eu não me encaixo em nada disso ou não seríamos amigos”. Apontou acariciando com a ponta dos dedos a face alheia.
Ok, aquelas palavras o atingiram em cheio, é claro que ele a amava, mas falar de amor e relacionamentos era um pouco complexo para si e por um momento teve medo do que poderia vir após aquelas palavras. “I-isso é bom, por-porque eu também não gostaria de me afastar” Respondeu gaguejando um pouco, um claro sinal de que começava a se sentir nervoso. Nem mesmo via sentido ou motivo para o nervosismo, mas ali estava ele gaguejando pateticamente. Demorou tanto para responder que quando se deu conta os lábios dela já estavam nos seus, ele sempre sentia-se meio bêbado na presença da sonserina, era como se ela sugasse todos os seus sentidos. Se entregou completamente ao beijo, espalmando as mãos nas costas dela e a trazendo para mais perto, completamente entorpecido por ela e pelo que faziam, por um momento esqueceu onde estava ou qualquer vestígio de realidade, até ouvir o pequeno gemido dela, aquilo o despertou e o lufano simplesmente entrou em pânico. A empurrou um pouco, de modo suave e com as mãos trêmulas. “Eu…” Deixou a fala no ar e simplesmente saiu correndo. Certo, não era uma atitude louvável.

















