“Mas, se digo que nunca mais mencionarei o Senhor, nem falarei em seu nome, sua palavra arde como fogo em meu coração; é como fogo em meus ossos. Estou cansado de tentar contê-la; é impossível!”
Jeremias 20:9 NVT

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“Mas, se digo que nunca mais mencionarei o Senhor, nem falarei em seu nome, sua palavra arde como fogo em meu coração; é como fogo em meus ossos. Estou cansado de tentar contê-la; é impossível!”
Jeremias 20:9 NVT
O Noivo que espera, paciente, a noiva voltar. O Pai que espera, incansável, o filho voltar pra casa. O Pastor que busca, insistentemente, a ovelha que se perdeu. Três histórias, um mesmo amor. Um amor que não desiste, que não se cansa, que não muda de ideia. Um amor que atravessa distâncias, silêncios e desertos, apenas para reencontrar o coração que ama. Ele é o Noivo, o Pai e o Pastor. O Deus incansavelmente fiel.
- Leia, 2 Timóteo 2:13.
Um homem viveu a séculos no oriente. E desde então, eu não posso olhar uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar nele.
- G. K. Cebesterton
Deus distribuiu para cada um de nós um propósito específico dentro do plano de redenção. A alguns destinou lugares altos, a outros, bastidores. O nosso problema é comparar o nosso “cenário” com o do outro. Deus não mede grandeza como nós! A mente humana mede “importância” por visibilidade, mas Deus mede por fidelidade. Jesus deixou isso claríssimo na parábola dos talentos (Mateus 25:14–30). Um recebeu cinco, outro dois, outro um, mas o elogio do Senhor foi o mesmo: “Muito bem, servo bom e fiel.” Ainda que fuja do nosso entendimento o fato de as circunstâncias da nossa vida parecerem mais “difíceis” que na vida de outros, é preciso confiar no amor soberano de Deus. É preciso ter essa fé que não busca explicações. Seremos uma terra fértil no propósito que Ele nos confiou, seja em altares ou bastidores, seja com uma ou cem moedas. Daremos frutos para Ele. 🌾
— Leia, Romanos 9.
Eu sei, Jesus, que o Senhor iria atrás de mim todas as vezes que eu me perdesse. Incansavelmente deixaria as 99 para me encontrar, vez após vez. Mas eu não quero mais ser a ovelha perdida. Eu quero PERMANECER! Estou cansada dessa guerra entre minha carne e meu espírito, que sempre me leva a cair. Porque bem sei que na minha carne não habita bem nenhum. O querer está em mim, não, porém, o efetuá-lo.
Um cristão pode beber? A Palavra do Senhor nos ensina que “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém” (1 Coríntios 6:12). Diante disso, eu carrego comigo algumas verdades que o Espírito Santo me ensinou:
1. Como o mundo vê a bebida?
Como um alívio. Mas se eu estou em Cristo, não busco alívio em atalhos, e sim nele. O meu descanso vem do Senhor, e não de algo que apenas me entorpece por um momento.
2. Que imagem o cristão deve refletir?
Se Cristo vive em mim, as pessoas precisam vê-Lo através da minha vida. E isso significa andar na contramão do mundo. Se a bebida é vista como algo mundano, por que eu consumiria algo que poderia envergonhar Aquele que habita em mim?
3. A bebida é uma porta aberta para o pecado.
A história de Noé nos mostra isso. O álcool trouxe desonra e pecado para dentro da sua família. Tudo o que rouba o nosso domínio próprio já não nos convém, porque fomos chamados para estar alertas e vigilantes, e não embriagados e distraídos.
4. Pode uma árvore boa dar frutos maus?
Não. Jesus disse que pelos frutos conheceremos a árvore. Se colocarmos o álcool à luz da Palavra, veremos que ele está presente em bares, festas promíscuas e cenas de destruição. Que coerência há em trazer para dentro da nossa casa algo que o inimigo tem usado para destruir tantas famílias?
Cristo nos chamou para ser luz em meio às trevas, e não para nos adaptar às sombras. Cada um examine a si mesmo, e busque direção do Espírito Santo.
Deus é o melhor escritor que existe. Ele escreveu a maior história de amor que o mundo já viu. Um amor perseguidor, imerecido, que tudo suporta, tudo espera, tudo crê. Um amor que não se cansa de reescrever finais, mesmo quando nós insistimos em rasgar as páginas. Deus suportou a nossa rebeldia, nos amou quando ainda éramos pecadores, esperou séculos pelo nosso coração. Vendo o nosso pecado, enviou Seu Filho. Vendo a nossa fraqueza, enviou o Consolador. O amor de Deus é paciente, ele não é ansioso. Ele sabe o tempo exato de toda a história. E quão grande será o dia, quando todos nós estivermos juntos novamente, pela eternidade. O felizes para sempre, existe Nele! ❤️
A escassez testa a fé, mas a fartura testa o coração. Buscar a Deus quando tudo desmorona é fácil, que dificuldade haveria em ter um coração quebrantado quando ele já está quebrado? Mas escolher buscar ao senhor quando tudo está certo, quando tudo está suprido isso é amor. Moisés sabia disso quando disse ao seu povo: Cuidado! Cuidado quando comerem e se fartarem, quando construírem boas casas e nelas morarem, quando o ouro e a prata aumentarem, para que o coração de vocês não se ensoberbeça e vocês se esqueçam do Senhor. O perigo não está só no deserto, está também na terra prometida.
- Leia, Deuteronômio 8:11–14.
Somos todos como Pedro. Ouvimos a voz de Jesus, nós enchemos de coragem e saimos do barco, afinal nada é tão fácil quanto sair dele! Basta uma decisão em um momento de empolgação. Mas, no meio do caminho, começamos a olhar para o tamanho das ondas e afundamos. É como se nossas emoções nós empurrassem pra fora do barco, mas só a fé nós mantivessem de pé. E quando essa fé se perde em meio à ansiedade, dúvidas e questionamentos, fica claro: O problema não está nas águas, está no nosso coração. Quando Pedro afunda, Jesus não diz: Nossa, os ventos e as ondas estão realmente fortes! Não, ele diz: Porque duvidaste?
— Leia, Mateus 14:22-33.
Vivemos em um século que ninguém mais quer revelar sua fraqueza. Todos nós queremos a melhor aparência externa. Quero que todos vejam o quão bem sucedida eu sou, culta, inteligente, cristã, santa, pura. Quando na verdade isso só revela o meu caráter corrompido diante de Deus. Se eu fosse tão autossuficiente onde Deus estaria na minha vida? Mas quando eu revelo a podridão do meu coração, a fraqueza da minha carne, meus pecados ocultos, a vergonha dos meus pensamentos, eu glorifico a Deus. Porque eu revelo ao mundo que eu não sou nada, é a graça e o poder de Deus que movem em mim, me redimem e me sustentam em amor. Quando eu escondo minha fraqueza, eu exalto a mim mesma, mas quando a revelo eu exalto Cristo. Talvez seja exatamente isso que o mundo precisa ver em nós hoje: não crentes perfeitos, mas homens e mulheres que sangram, caem, se levantam e continuam vivendo pela graça.
— Dentre os pecadores, eu sou o maior. (1Tm 1:15)
Se você está na fila do mercado, no ônibus, em uma consulta, ou até numa conversa difícil, pense: “Talvez essa pessoa nunca entre numa igreja. Mas agora ela está aqui comigo, e eu sou a igreja.”As pessoas podem resistir a sermões, mas não resistem a uma vida marcada pela paz e pelo amor de Jesus. Há poder no seu testemunho. Compartilhe de onde Cristo te resgatou, a chave que você recebeu, pode abrir as correntes de alguém que está na mesma prisão.
A sala estava cheia de ouro, púrpura e autoridade. O rei Agripa em seu trono, Berenice ao seu lado, governadores e soldados ao redor. Tudo reluzia, menos o prisioneiro que entrava acorrentado, Paulo. Não havia coroa sobre sua cabeça, apenas cabelos cansados, talvez grisalhos. Não havia túnica bordada, apenas o tecido gasto da prisão. Não havia espada, mas havia marcas. Cicatrizes que falavam mais alto que qualquer joia. Quando ele abriu a boca, não foi um réu que falou, Foi o Céu. “Eu caí por terra… ouvi uma voz… vi uma luz mais forte que o sol…” As correntes não prendiam sua voz. O peso dos anos não apagava o fogo nos seus olhos. Festo interrompe: Estás louco, Paulo! Mas Paulo responde com a serenidade de quem já morreu e ressuscitou com Cristo: Não estou louco, excelentíssimo Festo, mas digo palavras de verdade e de sobriedade. Então ele se volta ao rei: Rei Agripa, crês tu nos profetas? Bem sei que crês… E por um instante, um silêncio cortante tomou a sala. O rei, o homem que tinha tudo, sentiu que lhe faltava o essencial. A verdade atravessou sua alma como espada. E sua boca confessou o que seus pés não tiveram coragem de caminhar: Por pouco me persuades a ser cristão. Naquele instante, o trono humano se fez pequeno, e o prisioneiro se fez rei. As correntes se tornaram coroa. E a sala inteira ardeu com a presença invisível do Espírito Santo. Porque a maior verdade é que há um poder sobrenatural de Deus sobre a nossa história. Nosso testemunho com Cristo está encharcado da presença dele. E cada vez que falamos, não é só a nossa voz que ecoa, é o próprio Espírito Santo revelando Jesus através de nós.
— Uma reflexão sobre Atos 26.
O Espírito Santo nós revela o mundo com os olhos de Jesus.
— 1 Coríntios 2:10-12.
O chamado de Paulo não cabia em uma geração. As palavras que nasceram no frio de prisões, pelo poder do Espírito Santo romperiam as fronteiras do espaço físico, do tempo e das línguas. Paulo pregou para mais pessoas que jamais viu em toda a sua vida. Pregou para igrejas que não conheceu. Pregou para gerações que nem existiam. Pregou para mim. Pregou para você! Porque o chamado de Deus é maior que as paredes de uma prisão, maior que as limitações humanas, maior até que a própria vida de quem carrega a promessa. Às vezes pensamos que o chamado de Deus sobre nós depende apenas do que fazemos fisicamente, mas Deus pode estar construindo algo através de nós que vai muito além do que nossos olhos conseguem ver.
— Leia, Isaías 55:8-9.
Uma promessa: "Paulo, você pregara em Roma!" (Atos 23:11) E então, as luzes se apagam. Por dois anos, Paulo não veria nada além de grades e escuridão. Sem frutos visíveis. Sem milagres. Apenas ele o Espírito Santo e o tempo. Paulo, o apóstolo das esperas. O que menos pregou em liberdade. E, ainda assim, foi através dele que o Espírito Santo escreveu quase todo o Novo Testamento. Foi no silêncio e nas esperas que nasceram as cartas. Se Paulo estivesse solto, provavelmente teria passado os dias viajando, pregando, discipulando, e talvez nunca tivesse parado para registrar aquilo que o Espírito soprava. E o que parecia “atraso” foi, na verdade, o cenário perfeito para que a Palavra se tornasse escrita e chegasse até nós hoje.
Chegou a hora. O ápice de toda a nossa história. A profecia de dois mil anos se cumprindo, o caminho sendo aberto. Sem multidões, sem plateia, sem a luz do dia. Essa “hora” não era apenas um instante no tempo, era o cumprimento do plano divino desde a fundação do mundo. Como foi possível que as pessoas que mais leram sobre ele não o terem reconhecido? Isso revela o grande perigo entre conhecer Jesus e ter um relacionamento com ele! Posso conhecer toda a sua palavra de tal modo que ela seja decorada, mas se eu não tiver intimidade para ver seu coração nelas Jesus, tudo é inútil. Podemos criar um evangelho a nossa vontade e ao final nunca termos conhecido o Deus que pregávamos.
— Leia, Mateus 26:45.
E se falar de Jesus nos colocasse em lugares que ninguém quer estar? E se falar dele nos fizesse perder nossos melhores anos de vida, nossas maiores oportunidades de emprego? E se falar de Jesus nos levasse a carregar malas em vez de subir em palcos? E se o nosso sucesso não fosse medido por curtidas ou visualizações, mas por corações quebrantados que só Deus conhece… Ainda assim, falaríamos dele?
- Leia, Lucas 22:26.