⠀⠀ ׄ ⠀⠀੭⠀⠀ 𝅃⠀⠀ 𝖉ivine⠀⠀ 𝗮𝗿𝗰𝗵𝗲𝘁𝘆𝗽𝗲⠀⠀—⠀⠀predecessor of light .⠀
⠀⠀ ׄ ⠀⠀por favor, aplausos para PEARL ARGENTÉ, nossa representante do DISTRITO 1! se não me falha a memória, essa graciosidade tem apenas 25 ANOS e vem se destacando desde que foi VOLUNTÁRIA na colheita, especialmente por sua habilidade com MIMETISMO SOCIAL e por ser RESILIENTE e MANIPULADORA. a verdade é que toda capital não vê a hora de descobrir o que esse rostinho angelical é capaz de fazer!
⠀⠀ 𝅃⠀⠀informações básicas ;
nome completo. pearl gemma cyrvain-argenté • aniversário. 31 de setembro • pronomes. ela / dela • gênero. mulher cis • distrito de origem. distrito um • ocupação. modelo e carreirista • armas de preferência. faca; faca de arremesso; adaga; bestas; armadilhas.
⠀⠀ 𝅃⠀⠀informações físicas ;
cor dos olhos. castanho escuro • cor do cabelo. preto • altura. 1,64m • físico. de estatura média e estrutura corporal esguia, pearl se move com leveza, como se cada gesto fosse pensado para parecer involuntário, cada olhar cuidadosamente calculado para revelar apenas o suficiente. ela não é imponente pela força, mas pela compostura e agilidade— e por um magnetismo silencioso que a faz ser notada mesmo quando deseja passar despercebida.
⠀⠀ 𝅃⠀⠀habilidades ;
MIMETISMO SOCIAL — ainda que tenha crescido com o treinamento de carreirista, pearl aprimorou uma habilidade pouco comum, que é a da leitura das intenções e necessidades dos outros, o que normalmente a faz moldar a própria postura e comunicação para seu benefício. sua alta inteligência emocional e performática permite que possa fingir fragilidade e inofensividade, criar alianças baseadas em falsa empatia ou manutenção de ego, manipulação de comportamento de outros tributos, por conseguir ser persuasiva. ela é a dita loba em pele de cordeiro.
⠀⠀ 𝅃⠀⠀long story short ( headcanons ) ;
⠀⠀ ׄ ⠀⠀the afterglow.
quando nasceu, pearl conheceu uma vida fabulosa— mas não com o significado de grandiosidade ou extraordinário. fábula. fantasia. ela nasceu em uma realidade onde o sobrenome argenté era como o título de uma antiga canção de ninar, que narra histórias controversas sobre o que é servir de espetáculo para os jogos. ela vinha de uma antiga linhagem de vitoriosos. voluntários, sorteados, não importava. eles pavimentaram seus caminhos como bons exemplos do distrito 1, principalmente esmerald. vitoriosa do 52º jogos vorazes. implacável. em tenra idade, havia feito de tudo o que lhe coubesse fazer para sair vitoriosa e trazer ao sobrenome da família mais uma estrela de honra. mais uma campeã. mas por alguma razão que nem esmerald, tampouco qualquer outro argenté conseguia explicar era como aquilo não perdurou muito mais. depois dela todos esperavam que qualquer argenté que viria depois seguiria os mesmos passos. vitória. mas não foi o que aconteceu. esmerald assistiu um por um, ano após ano, cair. assistiu o prestígio e o mito acerca do próprio sobrenome enfraquecer, como quando se perde a magia sobre acreditar em velhos barbudos que entregam presentes ou criaturas feéricas que lhe toma os dentes debaixo do travesseiro em troca de moedas. quando pearl nasceu, a história que acompanhava seu sobrenome era fabulosa, mas não passava disso. e quando se tem um gostinho disso, é difícil deixar ir. esmerald argenté nunca quis deixar ir. ela perdeu irmãos mais novos. ela perdeu sobrinhos. perdeu um filho— que se voluntariou para ir no lugar da irmã mais nova. e essa irmã mais nova, mediante tanta perda, sempre rezou em silêncio para que nunca fosse sorteada. por alguma razão suas preces eram ouvidas, ano após ano. então, essa mesma irmã, se casou e teve dois filhos. jade, então pearl; e ela passou a rezar para que eles dois não fossem sorteados. mas esmerald tinha outros planos. se ela tinha uma filha que se negava a ascender mais uma vez o sobrenome da família, que fossem aqueles saídos dela, afinal, eles tinham o sangue argenté.
⠀⠀ ׄ ⠀⠀the pearl.
tudo o que pearl conheceu foram histórias, lembra? a vida que ela viveu não era uma lástima, longe de ser algo como viver no distrito 12 e precisar de mais horas de trabalho do quê de descanso para tentar comer um pão. ela conheceu uma vida confortável. uma vida sem altos, nem tão baixos. mas todo mundo sabe que quando não se tem nada e se conquista algo, retornar ao nada em algum momento é cair em terreno conhecido. os argenté nunca souberam o que era o nada. esmerald antes mesmo que chegar ao potencial fundo do poço já se mostrava prestes a enlouquecer. ano após ano a fortuna da família foi diminuindo, ao modo que eles passaram a precisar viver sem excessos, apenas com o necessário. são problemas dos quais eles não estavam acostumados. mas pearl nasceu já acostumada. nasceu já sabendo quais eram as condições da família. então o plano era prático. ela seria uma madame. seria uma senhora da capital. foi bem educada. aprendeu etiqueta e sempre que saia à rua, não havia um fio de cabelo fora do lugar. a mãe estava a moldando para ser uma esposa troféu, alguém cuja capital enxergasse como uma natural. uma predestinada. ela se casaria com algum figurão da capital, então, jogaria seguro e tornaria a vida deles mais fácil. mas não era o plano perfeito para esmerald. então enquanto crescia, pearl era feita de boneca de pano, passada de mão em mão, num jogo de estica e puxa, entre a mãe e a avó. a mãe a queria casada e segura; a avó a queria vitoriosa e trazendo de volta o que estava se perdendo nos argenté: respeito. e pearl? ela não sabia realmente o que queria. sabia o que não queria, na verdade. e ela não queria morrer como tantos outros.
⠀⠀ ׄ ⠀⠀the blackbiirds.
junto ao irmão, pearl conseguiu ano após ano retardar o que parecia ser o destino. jade e ela não eram sorteados, mas também não se voluntariaram aos jogos— o irmão encontrou um bom emprego, ela estava engatando em algo que parecia promissor com um jovem chefe dos pacificadores no distrito. por alguns anos, ela servia como modelo para as criações do distrito. a manequim perfeita antes que os itens de luxo fossem distribuídos a capital. então, a vida não era fabulosa, mas eles talvez conseguissem chegar lá. ao menos parecia melhor do que morrer. e ela, junto com jade, conseguiu tapear a avó. eles conseguiram sustentar farsas e tardar o que a velha vitoriosa esperava deles pelo tempo que foi possível; até tudo mudar. até eles perderem o controle. a tentativa de revolução despertou em pearl uma curiosidade silenciosa. ela sabia quem a mãe esperava que ela fosse. sabia quem a avó esperava que ela fosse. a capital e seus malabarismos surgiram com um empurrãozinho para também ditar o que esperavam que ela fosse uma vez que a edição especial dos jogos a colocou num beco sem saída. os vitoriosos assistiriam seu próprio sangue na arena, sem exceções. a mãe de pearl se mostrou resistente a ideia e como forma de protesto ela causou problemas— problemas que chamaram a atenção dos pacificadores, da capital. problemas que trouxe holofotes para ela e que, de acordo com o que o chefe dos pacificadores confidenciou a pearl, seria respondido na colheita. os irmãos tiveram que agir rápido. eles haviam sido treinados por anos para participar dos jogos, mesmo tendo adiado aquilo. jade se voluntariou; pearl fez o mesmo, antes que tivesse qualquer possibilidade do nome chamado publicamente ser o da mãe. houve choro e descontentamento da parte de uns— a mãe, o futuro seguro. mas havia um vislumbre de esperança e fé cega de outros— esmerald. eles havia assumido a responsabilidade daquilo. pearl não podia falar pelo irmão, mas podia falar por si, o que a fez decidir ir. era pela mãe, porque sabia que a mulher não duraria um segundo nos jogos. e talvez fosse por ela. talvez fosse a primeira vez em sua vida que precisaria viver por si. sobreviver por si. e com sorte, saindo viva dali, decidir por si mesma o que aconteceria depois.















