Porque, olha, eu adoro seu jeans desbotado. E seu sorriso tímido. E a linha da sua coluna vertebral quando se senta de qualquer jeito, sem se importar com postura. Também o modo como repete meu nome, quando diz que não me aguenta em tom de riso. Eu gosto tanto disso tudo, que me chega a doer. Que me chega a revirar o estômago, só de pensar em um dia perder. Eu, logo eu, que me gabava por não escrever diretamente sobre você em público, veja só, publicarei em poucos minutos uma declaração-sem-vergonha que fiz com corações nos olhos. Eu, que preferia viver dizendo tudo isso só para você, estou, neste momento, confessando todo o meu amor pelas suas sardas, olhos cerrados e boca cor-de-vinho para quem quiser ler. O que quero dizer é que não consigo guardar em mim esse afeto pelo seu sorriso, sobrancelhas franzidas e pés que se encaixam perfeitamente nos meus. Essa alegria que sinto só com você por perto. É tanto amor que quase me afogo quando paro para pensar. Eu! Logo eu, que me dizia tão segura.