Um vislumbre de uma pequena desconhecida
Sua beleza se abateu sobre mim numa noite solitária, toda estranha e pequena como uma aparição.
E logo me vi em uma fantasia noturna, criada pela minha própria solidão
Cativado por estranhas coincidências, mergulhei no charme do teu mundo
Tão súbito quanto esplendor, criado pela chama de um fósforo moribundo.
E sem perceber que já estavas indo, e acabei tendo que te ver partindo.
Ah! Como é cretino esse destino, me pondo em cada estranho caminho.
Agora sofro da ansiedade que sonha, o que talvez poderia ter sido.
E por fim digo: até que somos parecidos, para dois desconhecidos.
Concentro-me em encontrar-te algum dia, ó desconhecida
Perto das estrelas, nos céus da minha utopia.
Fora de minhas fantasias, à parte de uma imaginação ou então..
Ainda que só por uma noite dentro de um sonho,
Preso à uma eterna ilusão.
Carlos Vaz Naiser
















