Divindade que profana o sagrado por existência, não passa da maior das blasfêmias, pecado além dos dogmas conhecidos.
Tu és o que qualquer escritura teme o que qualquer devoto repreende, o que qualquer vida sabe.
Tua certeza é a da existência, e quando me deito em madrugada escuto teu sussurrar em lamúrias. A doce voz que geme meus temores, E me lembra novamente o que a mortalidade significa, porque tu não passas de uma certeza dolorida, e caminha junto a mim numa promessa que espero ser longínqua
Uma carta aberta para algo que não deveria ser sentido














