Um poema sobre insegurança
olhei os movimentos rápidos dos dedos nessa tela durante o calendário inteiro
os mesmos dedos que gostavam de tantas coisas por dentro desse mundo fictício
os mesmos dedos que apontavam os defeitos do próprio corpo
entrando na alma e rasgando os pedaços odiando as dobras do tempo passando na minha barriga
detestando os buracos criados pelas águas na terra do meu corpo
o meu dedo apontou pra mim um discurso que não de compra mais em postagem nenhuma
o meu dedo tinha partes costuradas pelo caminho social doentio percorrido até aqui
mas de meu peito saiam asas
e a mente questiona e se opõe
se sou uma grande parte desse todo meus dedos precisam plantar em mim ervas que curem e cresçam no meu jardim












