Quando acordo feliz porque é sexta-feira.
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@acld-things
Quando acordo feliz porque é sexta-feira.
Quando descubro que a pessoa é fluente em ‘dilmês’.
Eu entendi o que transformou meu sentimento em algo tão singular.
Entendi que não importa quantos beijos te roube, a textura dos seus lábios sempre serão uma novidade pra mim.
Entendi que não me importo em te roubar um beijo depois de acordar, ainda que seja ape as um selo para evitarmos de matar um ao outro com bafo de dragão matinal.
Entendi que vou dormir enquanto você joga um jogo entediante (ao meu ver), mas que vou acordar algumas vezes só para admirar seu empenho.
Entendi que não me importo com o tamanho da cama, vou acabar grudando em você de noite, principalmente se estiver frio.
Entendi que não me importo com o barulho do seu ronco, dormir agarrada como ensaiar o som de trator e os espasmos noturnos. Na verdade, até acho graça em todo o barulho.
Entendi que posso experimentar uma torta de palmito (mesmo sem ser fã) e amar o sabor. Certamente porque foi você quem fez.
Entendi que vou procurar várias oportunidades para agradecer o fim de semana e não vou conseguir dizer mais que "obrigada".
Entendi que farei questão de me juntar a você no banheiro só poder te lavar as costas e ver alguma palhaçada sua.
Entendi que as minhas melhores noites foi dividindo a cama com você.
Entendi todo o medo que tive de não mais poder ter esses momentos com você.
Entendi que não existe momento certo para dizer "eu te amo", isso pode ser dito até enquanto você dorme.
Entendi que o importante não é o que fazemos mas com quem fazemos.
Querendo ou não, entendi que você faz parte de um capítulo importante da minha vida, um do qual não pretendo abrir mão.
Entendi que adoraria ter tido coragem suficiente para te dizer cada uma das palavras que escrevi.
Entendi que tudo o que senti durante três dias foi amor.
Quanto tempo se leva para aprendermos uma lição? Um dia? Uma noite? Uma vida inteira? Nunca? Levei exatos nove meses para entender uma parcela de algo que sempre busquei aprender. Sabe o que é mais interessante? Entendi exatamente depois de ter desistido de entender. Deve ser essa a ironia da vida, os pormenores capazes de nos fazer rir sem que levemos para o lado pessoal.
Precisei de um fim de semana inteiro para entender algo sobre "nós". A ausência de um "nós" não impede que as pessoas nos coloquem dentro de uma situação ímpar, resumindo duas pessoas em uma. Entendi isso quando me perguntaram: "Vocês namoram há quanto tempo?"
- Namorar? Não, não somos namorados.
"Então vocês ficam?"
- Sim.
Engraçado como isso mexeu com uma parte de mim. Não o status e nem a necessidade de explicar qualquer coisa da história que escrevemos, apenas o fato de resumir tudo em um "sim". Pra mim, esse "sim" significou o suficiente para entender como você se tornou importante.
Sim, a gente fica. A gente fica perto, fica longe, fica com saudade. Por vezes, ficamos grudados, ficamos com os dedos entrelaçados e corpos encaixados. A gente fica puto, depois fica com medo, também ficamos arrependidos e depois ficamos novamente perto. A gente fica louco, meio risonho ou apenas contente. A gente fica mesmo quando podemos ir embora. A gente fica porque se entende, porque passa a madrugada acordado falando nada com nada e o quase o dia inteiro junto. Ah, a gente fica deitado um no outro e espera o tempo passar. A gente fica porque entendemos que faz parte da existência de um "nós".
Mesmo que a gente não se considere um casal, algumas pessoas vão nos considerar. Assim como imaginamos as histórias de outras pessoas, as pessoas imaginam a nossa.
Pois bem, a gente fica porque, de alguma forma, passamos a fazer parte dos dias um do outro.
A garota que você deixou partir.
Posso dizer que em duas semanas eu aprendi bastante coisa com alguém que vive de palavras. Eu aprendi que podemos magoar as pessoas com muito pouco e quanto maior a importância de alguém, maior a chance de ferir essa pessoa com nossas atitudes impensáveis. Mas quer saber? Eu estou bem. Alguns minutos atrás poderia dizer que estava magoada, chateada, que esperava pelo menos um pedido de “desculpa”, algo real, algo olho no olho, já que o problema ocorreu pessoalmente. Em todo caso, nada disso aconteceu. Sinceramente? Até pensei que iria chorar por conta de alguma coisa dentro dessa situação, mas não chorei. Eu apenas disse: “Não vou mais atrás.” – Escrever isso e enviar é como dizer em voz alta para a pessoa ouvir.
O dia que eu disser que alguém é importante, tratarei de fazer a pessoa se sentir assim. Com tudo o que aprendi nos meus dias, uma delas gira em torno de transformar palavras em algo real e não, nunca me importei quanto tempo possa levar para isso chegar até a pessoa.
Pela primeira vez não soube responder o seu “Está tudo bem?” – Esquivei-me porque era o melhor a ser feito, ou talvez esperasse que você percebesse que não, eu não estava bem naquele momento, que havia um pouco da saudade e muito da mágoa deixada pelos outros dias. Ainda assim eu queria estar perto, ainda assim eu fiquei feliz por suas boas notícias, porque é isso... Quando a gente quer alguém bem, a gente torce para que seus planos sejam um sucesso ainda que pouco a pouco estejamos nos colocando para fora de tudo.
“Não vou mais atrás, não vou mais ficar em cima, não vou mais me importar.” – É assim que vai ser daqui para frente, seremos meros estranhos e só. Seremos amigos no meio de outros amigos, aproveitaremos o dia, riremos, mas nada será como antes porque a pessoa que você deixou para trás ficou lá. Junto do calor de outras noites, restou somente o frio e ele me contagiou de uma maneira que acabarei devolvendo cedo ou tarde. E talvez, algo o faça entender que a culpa disso é apenas tua.
Idiota não é quem acredita no amor, mas quem deixa de acreditar que um dia o sentirá por perto pela primeira vez ou mais uma vez. Quem não garante que todas as outras vezes foram amor? Claro! O sentimento machuca quando não correspondido e algumas pessoas pensam na possibilidade de "nunca mais amar". Seria possível? Quando amor se torna amor? Paixões acontecem o tempo inteiro. Mas e o amor? Posso amar alguém mesmo sem qualquer condição de tê-la perto. Posso amar sem pedir nada em troca. Podemos ignorar tal sentimento quando estivermos cansados, no entanto sempre lembraremos disso em algum momento. Claro, podemos estar calejados ou chorar ao mesmo tempo que sorrimos por algo estúpido.
Quando o amor deixa de ser amor? Talvez, quando a outra pessoa não te enxerga mais ou não te deseja mais perto. Então você guarda para si tudo que sente ou expressa de outras maneiras até que o ar volte a invadir seus pulmões, até que o peito se sinta aliviado. Por vezes, isso ameniza quando podemos voltar para casa e deitar a cabeça no colo de alguém sem ter de responder qualquer questão.
Vinte e quatro horas. Muitas horas; poucas horas. Momentos que passam rápido demais, outros nem tanto assim. Torcemos para que o relógio avance, outras vezes que ele retarde. Olhamos para trás e estamos acordando, olhamos para frente e estamos indo dormir. Quantos sorrisos? Quantas lágrimas? Aquela gargalhada gostosa, onde está? Sentimentos reais, outros nem tanto assim. Dias, semanas, meses, anos... Você se lembra de quando era criança? Sonhos realizados? Sonhos deixados de lado por uma realidade mais complicada do que se imaginava. Quem sabe onde estaremos daqui alguns anos? Qual sua maior vontade? A pessoa que mais ama nesse mundo? O que gostaria de estar fazendo hoje? O que você faria se um antigo amor invadisse sua vida? Sente falta de algum pedaço seu? São tantas perguntas e nenhuma razão. Uma coisa é verdade... Só os loucos sabem!
Sentimentos são sufocantes se não expressados; lágrimas, risos, gritos, corridas sem destino ou até aquela insana vontade de dirigir por horas e horas sem saber para onde ir e menos ainda quando chegará. Sentir saudade, medo, amor, raiva, receio, vergonha... Sentir que pode ser tudo o que quiser e no segundo seguinte, não saber mais o que quiser. Mudar de ideia com a mesma facilidade com a qual muda de roupa, cabelo, pensamentos. Paradoxos que nos acompanham do início ao fim da vida, ao último suspiro. Palavras desconexas, assim como momentos que invadem nossa mente e nos enche de melancolia. Aquele sorriso bobo que se manifesta no canto da boca e faz com que tudo seja passageiro, porém não menos especial. Palavras que expressem momento, sentimento, razão, ideia, loucura, vontade... Palavras que são ditas, escritas, caladas, esquecidas. Palavras que queremos gritar, no entanto se calam dentro de nós para sempre e mais um dia.