El contacto cero está bien, pero no desearle feliz navidad ya es el fin de todo

#dc#dc comics#batman#bruce wayne#dc fanart#dick grayson#batfamily#batfam#tim drake



seen from China

seen from Germany

seen from United States

seen from Türkiye
seen from Australia
seen from United States
seen from China
seen from Tanzania
seen from South Korea
seen from United States

seen from United States
seen from Canada

seen from Germany
seen from United States
seen from Japan

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Netherlands
El contacto cero está bien, pero no desearle feliz navidad ya es el fin de todo
═╬ AMOR DE MORTE LENTA
Porque matar é amar em demasia
● Original Character • WC 755 • Soft horror(?), término, drama •
✎┋ Encontrei um desafio de escrita onde tinha que começar com a frase "Ele ainda não estava morto", e saiu isso aí! Que de alguma forma gostei mt, espero que vocês gostem tbm┋
Ele ainda não estava morto.
Maria sentia o peito dele subir e descer sob sua bochecha, num compasso que não combinava com o silêncio do quarto — um silêncio de velório não anunciado. Ajeitou a cabeça em seu tórax, como quem repousa sobre o túmulo do que ainda não morreu.
Fernando dormia. E, no fundo, isso a enfurecia.
Ela bufou, impaciente, perguntando-se por que ele ainda continuava vivo. Por que era ela quem morria, dia após dia, deitada ao lado dele?
Seus dedos caminharam pelo peito nu do homem com a delicadeza de um carrasco. Observou os pelos finos, as marcas da pele, e pensou em como seria arrancá-la em tiras. O amor também faz isso: destrincha a carne até o osso.
As coisas seriam bem mais fáceis se ele simplesmente morresse. Sempre fora mais fácil lidar com a despedida da morte do que com a despedida de alguém que nunca partia de fato.
Talvez devesse envenenar sua bebida preferida — aquela que ele tomava religiosamente, e lhe fazia ficar com o sorriso estupidamente fofo no rosto.
Ou coloca-lo em um ônibus e fazê-lo colidir de frente com um poste — só para ver se ele acordaria do torpor em que vivia. Como o filme que haviam visto.
Ou sufocá-lo com o próprio travesseiro — o objeto já não lhe era tão útil, de qualquer forma; sempre preferiu se aconchegar no corpo quente do rapaz.
Mas o melhor, talvez, fosse usar uma faca. Simples. Profunda. Repetidas vezes. No coração. Nos olhos. No queixo. No amor. Só para que ele sentisse ao menos metade da dor que ela carregava.
Ela o amava. Amava de forma grotesca.
Amava como quem aperta demais um animal pequeno.
Amava até o limite do insuportável — e odiava a si mesma por não saber até onde ele acharia isso belo, ele ao menos amava ela de alguma forma?
Porque Fernando conseguia ser doce, calmo, gentil.
E também uma tempestade, faca, víscera exposta.
E ela? Ela possuía algum adjetivo?
Ela tinha que matá-lo, pois jamais conseguiria se despedir de alguém que a tratava tão bem, mesmo sentindo tão pouco.
Precisava assassiná-lo, não por crueldade — mas por autopreservação.
Porque não saber o quanto ele a amava era pior do que saber que ele a odiava.
Porque o silêncio dele a comia viva.
Porque ela não sabia lidar com meias-intensidades.
Se ela o comesse, talvez entendesse.
Se abrisse seu crânio, grelhasse seu cérebro, tragasse sua memória, talvez descobrisse onde ela se encaixava naquela mente indecifrável.
Talvez descobrisse por que diabos ele ainda não havia ido embora, ou a mandado ir.
E então Fernando se mexeu.
— Hm.
Um grunhido, quase um ronronar de bicho ferido, escapou de sua garganta. Ainda de olhos fechados, ele se inclinou para frente e a envolveu num abraço leve, torto, como quem segura uma criança que não quer dormir.
Aquele gesto a rasgou.
Como ele podia ser tão bom para alguém que estava prestes a matá-lo?
Ele abriu os olhos, para a infelicidade da mulher — que ainda alimentava a esperança de que ele tivesse tido uma morte silenciosa e estivesse apenas nos espasmos finais. Em vez disso, sorriu. Um sorriso bobo, quase idiota. E selou os lábios nos dela com a leveza de quem não carrega peso algum no coração.
Maria tentou resistir. Mas seus lábios sorriram antes que pudesse impedir.
Como sempre.
Fernando se ajeitou novamente, murmurou algo incompreensível e, num piscar de olhos, voltou a dormir. Quase como se tudo tivesse sido uma alucinação da madrugada.
Voltou a dormir.
Como se o amor não fosse um campo de batalha.
Como se ela não estivesse em frangalhos.
Como se a presença dele não a despedaçasse, mesmo no silêncio.
Maria se acomodou outra vez. Passou uma perna por cima do corpo dele, entrelaçou os braços em sua cintura como quem se agarra à própria salvação — ou um ursinho de pelúcia.
E então os pensamentos voltaram. Sempre voltavam.
Ela podia apertá-lo até os ossos cederem.
Podia sufocá-lo de tanto amor.
Nunca soube medir seus sentimentos de qualquer forma: sempre amou demais, ou de menos.
Esse era o verdadeiro problema. Talvez o assassinato de Fernando estivesse agendado por pura incompetência emocional. Talvez, se ela sentisse da mesma forma que ele, se vivesse o agora sem pensar no amanhã — sem querer saber onde estariam daqui cinco, dez anos — as coisas funcionassem.
Talvez ela o matasse, sim.
Não por ódio. Mas porque amava com fome de faca.
Porque, no fundo, sabia: não havia como amar alguém como ela.
. : Merece seu like & reblog?
É patético perceber o quanto a gente implora pra ser amada do jeito certo. Implora por atenção, por cuidado, por respeito. Implora por coisas que nunca deveriam ser pedidas.
É patético ter que ensinar alguém a não machucar, a te ouvir, a ficar.
Enquanto isso, em algum lugar bem perto, existe alguém que faria por você coisas que ninguém nunca fez. Sem você pedir. Sem negociação. Sem cobrança.
Alguém que não precisaria ser convencido de que você merece amor. Alguém que não trataria o básico como um favor.
E talvez o mais doloroso não seja amar quem não sabe amar direito, mas insistir quando na verdade o amor certo nunca exigiu súplica.
-JM
Para ele, que ficou.
Dançamos no escuro, depois no nosso fim, com Put Your Head On My Shoulder ecoando por cada canto desse apartamento minúsculo que sempre foi tão nosso.
As memórias me perseguem como sombras.
Elas ainda moram aí, entre as paredes que agora são só suas. No reflexo da janela da quarto, na cama que um dia foi comprada para dois, no cheiro do café que você ainda deve fazer todas as manhãs. Eu as deixei para trás junto com você, não porque quis, mas porque não consegui carregá-las sem que doessem.
Me pergunto se, às vezes, você as percebe. Se escuta a minha risada misturada com a sua enquanto abre uma lata de cerveja, se sente minha presença no silêncio que se espalha depois de um dia longo. Me pergunto se alguma coisa mudou desde que fui embora ou se tudo segue igual, como se eu nunca tivesse estado aí.
É estranho saber que o nosso lar virou só seu. Que as mesmas paredes que nos abrigaram agora guardam apenas um de nós. Você foi quem ficou, e eu fui quem aprendeu a existir sem esse lugar, sem esse cotidiano que um dia me pareceu definitivo. Mas, honestamente? Ainda não sei onde guardar tudo isso. O que se faz com um amor que não cabe mais na vida da gente?
Eu saí com uma mala pequena. Não levei as cortinas que escolhemos juntos, nem os pratos que combinavam com as xícaras que um dia achei bonitas demais para usar. Levei o que coube e deixei o que ainda tinha forma de nós dois. Não porque não queria, mas porque não conseguia olhar para nada sem sentir o peso do quase.
Quase casamento.
Quase para sempre.
Ainda tento entender em que momento o que tínhamos se tornou um erro que não soubemos evitar. Se foi no acúmulo dos pequenos desencontros, nos jantares em silêncio, nas desculpas murmuradas antes de dormir. Ou se foi quando percebemos que já não sabíamos mais como voltar um para o outro.
O amor estava ali, mas já não era suficiente.
E agora você está aí e eu estou aqui. O que antes era um lar virou um ponto de partida. Para mim, para você, para tudo o que ainda não entendemos. Eu queria que fosse diferente. Eu queria que soubéssemos como continuar sem precisar recomeçar.
Mas algumas histórias terminam mesmo sem um final.
E talvez essa seja a parte mais difícil: aceitar que, às vezes, o amor não acaba, só se torna impossível.
Amá-lo foi como estender as mãos ao pôr do sol: eu sabia que jamais o tocaria por completo, mas ainda assim me aquecia na esperança. Só não previ que, ao me doar tanto, ficaria à sombra da ausência dele, esperando que um coração indeciso aprendesse a me escolher.
Havia algo de sagrado na maneira como meu coração se inclinava ao dele, como se pressentisse que ali poderia habitar um amor sereno e profundo. Eu não precisava que ele dissesse muito, bastava a presença, o olhar meio desviado, o quase, para que meu peito se enchesse de promessas que ele nunca chegou a fazer.
E por isso a dor foi tão silenciosa: porque não houve mentira, só ausência de certeza. Não houve rejeição, só a falta de um gesto que dissesse “sim”. E esse quase-amor, essa esperança que me alimentava sem nunca me nutrir de fato, foi se tornando o lugar onde me perdi de mim.
Cada vez que ele sorria e depois partia, levava um pedaço da minha coragem. Cada silêncio dele me fazia duvidar da minha intuição, como se o erro fosse amar demais, querer demais, esperar por algo que talvez só existisse dentro de mim.
Mas não se ama menos por precaução, e eu não soube amar com freios. Fui inteira. Me entreguei com a delicadeza de quem cuida de um jardim, mesmo sem saber se haveria primavera. E esperei. Esperei que um coração hesitante despertasse, que meus gestos fossem suficientes, que minha constância o tocasse.
Só que há corações que vivem na penumbra, por escolha ou por medo. E amar alguém assim é como tentar aquecer-se num sol que se põe: bonito, mas efêmero. Intenso, mas inalcançável. E, no fim, fui eu quem ardeu, não de amor, mas de ausência.
Hoje entendo: o amor não deveria me deixar nesse lugar de quase. Porque quem sente de verdade não hesita, não foge, não responde com metades. E por mais que parte de mim ainda deseje que ele me veja com outros olhos, a outra parte, a que aprendeu a se amar, sabe que mereço ser escolha, não esperança.
— G.C.S. numa tarde em que o pôr do sol já não doía mais.
umpontofinal
hoje eu escrevo esta última carta, estou escrevendo para libertar você ou melhor para me libertar do sentimento que tenho por você. hoje eu escrevo para conseguir seguir minha vida, como naquela mensagem que mandei para você "eu quero que você seja feliz, que encontre alguém que o faça feliz". eu espero que ela esteja fazendo você muito feliz, que tudo na sua vida esteja fazendo sentindo hoje e que em nenhum momento da sua vida você olhe para trás para me procurar, igual eu estou olhando hoje tentando achar você. hoje é o dia que apago você de todas as coisas da minha vida, hoje eu vou enterrar tudo aquilo que você me deu e tentar deixar você no seu devido lugar que é o passado e espero que você fique por lá até o resto da minha vida. o que deveriamos fazer um na vida outro já foi feito, nosso tempo já passou e ao inves de aceitar isso, só fizemos piorar tudo com erros e mais erros. agora é oficial, desejo tudo de bom para você, mas não posso continuar seguindo essa merda de vida que estou levando por esperar você voltar.
Hoje vou naquele lugar que gostávamos de ir; mas com outra pessoa. E eu sei que as lembranças vão me atravessar como uma flecha, porque eu estou chorando só de pensar ( e ainda nem sai de casa) Mas vou lidar bem com isso, vou sorrir e fingir que não lembro de você quando chegar aquele açaí com chocolate e aquele nosso lanche que você odiava dividir. Não vou lembrar de você em nenhuma música, nem quando olhar pra parede decorada com aquela frase que eu amava…
Os lugares ‘da gente’ você frequenta com outras pessoas e nem lembra de mim… E tudo bem, eu ainda vou aprender a esquecer você também.
- Rabisquei sentimento
Talvez não seja nada, seja só o destino. Era simplesmente a hora de tudo acabar.