il y a encore un monde de rêves que je ne t'ai pas montré..
sinto sua falta quando danço no abismo

祝日 / Permanent Vacation
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@adesgrenha
il y a encore un monde de rêves que je ne t'ai pas montré..
sinto sua falta quando danço no abismo
Mayara
“fiquei deitada na areia da praia por uns minutos hoje; o som do mar se propaga de um jeito gostoso perto do chão; senti-me acolhida. também encontrei uma borboleta sendo levada pelas ondas, achei que ela estava morta quando a peguei. é verdade que ela pareceu se agarrar ao meu dedo — a ventania da praia estava aterradora — mas só algumas horas depois, quando fui tira-la do meu chapéu, ela se agarrou no meu dedo; e eu a percebi viva. muito fraca para voar, suas asas coladas, carregadas de sal. e eu não me senti bem em devolver ela pras ondas, então; tampouco pra servir de banquete pras formigas do gramado. (diário pessoal — março de 2023)”
o vento de chuva correndo pra dentro de casa carregado do cheiro da terra molhada. estou feliz pelo que me ocorre: estou me formando na época da chuva (diário pessoal, do verão em Brasília)
diario, 2023
— eu quero estar junto a ti
Eu não fazia ideia da velocidade em que estávamos no caminho pra palenque e me perguntava sobre isso - olhando em vão pro velocimetro do táxi que não marcava coisa alguma - enquanto o vento corria gélido pelo meu corpo, escapando da estrada pelas janelas abertas do carro. Vez ou outra tínhamos que parar no meio do caminho por causa de um desvio ou uma obra e nesses momentos o motorista parecia sempre conhecer alguém; rindo e conversando com vários amigos em uma língua que eu até então não conhecia e que me disse ser “tsepal” quando o perguntei.
Já hospedados na cidade, vimos macacos aviadores pulando pelas árvores ao sairmos da cachoeira — que fica no quarto ou quinto desvio, à esquerda da estrada que leva às ruínas. E antes, na trilha até chegar na cachoeira, eu fiquei o tempo todo com meu coração palpitando forte, cheio do medo que eu sentia de escorregar naquele caminho argiloso, liso e escorregadio, como a chuva do dia anterior — e eu quase deslizei quatro vezes, salvando-me sempre no último segundo e ficando só com toda aquela vertigem na boca do meu estômago. Eu cantei com minhas mãos na saída, AH UHH, UH UH UHH, quando escutamos o barulho dos macacos; que pareceram gostar! porque repetiram e repetiram e repetiram seu canto até que os encontramos na goela, na boca da trilha, voando pela copa das árvores para depois se deitar nos galhos e poder comer suas folhas ainda molhadas da chuva. — diário, virada do ano de 2022
brincando com o ciro e inteligência artificial, produzimos esses seres
é o Mar // Brazilian summer
alguns frames do primeiro ortho 25 que queimei; em outubro de 2022 e janeiro desse ano — no outono de Orlando e nos verões de Brasília e Maceió // obsessing over water as a hole
viagem pela minha terra natal // homeland
the sun guiding us even in the middle of the winter //
eu tenho tido muita vontade de materializar minhas fotografias em zines. até o momento tenho três em construção na minha cabeça: "sabática", "somática" e "via de mão dupla". mal posso esperar pro inverno chegar aqui em casa também e eu passar dias inteiros imersa.
witchcraft // quanto mais padrão eu quero ser, mais eu adoeço
é transformador pensar que palavras nos moldam, que discursos de outras pessoas podem reverberar em nós e tornar-nos nós mesmos. é transformador, pois podemos perceber que todas essas palavras, essas histórias faladas em conjunto ou por um só, não passam de construções, pontos de vista; e nada disso precisa definitivamente ser você. da mesma forma que alguém inventou uma lenda sobre você, invente também. e tente ser gentil consigo, lembre-se que as palavras que costuramos em nós podem se transformar em realidade material, como na bruxaria - quando nos vemos de acordo com elas passamos a agir de acordo também.
você é muito mais do que alguém um dia achou que você fosse. achou, porque ninguém sabe, ninguém nunca irá saber. nem você.
nossas potencialidades não cabem em palavras e mesmo assim só nos resta inventar e acreditar no que quisermos; quem sabe assim a gente até convence alguém também.
meu nome é amanda, tenho vinte e cinco anos desde o último dia 18 de agosto, e espero cada vez mais me ver como o ser único e especial que sou.
mas também faz sol // i hear you