[Missão: Diplomata Desaparecido]
Participantes: Lupus (Caçador de Recompensas e Rastreador), Ronan (Arcano e Draconiano) e Akihiko (Tanuki)
Descrição: Um diplomata asmodiano indo para uma convenção em Nova Esperança não chegou na data estipulada. Supõe-se que a energia sombria do castelo abandonado de Kamiki interferiu com seus poderes e agora ele e seus subordinados estão perdidos naquela região perigosa.
Local: Arredores do castelo de Kamiki, Ellia
Status: Em andamento
Lupus
Inventário de missão
A viagem foi longa, como elas sempre eram. Os três pegaram uma caravana de viajantes logo ao amanhecer e depois embarcaram em um navio para Ellia; e só chegando lá é que conseguiam se dirigir aos arredores do castelo de Kamiki.
O problema real eram as nevascas.
Seu plano inicial era vir de armadura, mas o caçador achou melhor se agasalhar; se estava frio em Vermécia, talvez estivesse tão frio quanto em Ellia. Além da touca, usava também um protetor para as orelhas.
Foi bem difícil chegar no destino, uma vez que a maioria das caravanas não enfrenta nevascas e tentar viajar no meio de uma é praticamente impossível. Os três chasers se movimentavam em momentos de estiagem ou abrandamento delas.
No mais, conseguiram chegar lá enquanto a nevasca estava branda.
- O tempo não vai nos ajudar nem um pouco. - Começou ele. - Por isso, temos que ser rápidos, aproveitar que a nevasca agora está branda pra poder continuar. Creio que você também consiga sentir almas.
Ronan
Depois de ter falado com o Akihiko, eu tive que arrumar algumas coisas para a missão. Não era bem algo que eu esperava fazer, porém, graças a minha organização consegui arrumá-las em pouco tempo. Ao longo do caminho do QG até o porto de Vermécia, eu me resumi a ler nos momentos que não interagia com os outros. Graças a neve, a viagem não foi um pouco mais demorada que o habitual, e, assim que chegamos a Ellia, também tivemos certas dificuldades.
Graças ao fato do porto de Ahivir transportar mantimentos, e outras coisas do gênero, para as outras cidades, seguir pela rota até os arredores do nosso objetivo, felizmente, teve alguma facilidade. Agora… Vinha a parte complicada: encontrar os asmodianos. Suspirei, Deslocando o olhar por toda a neve. Eri estava no meu encalço, de bom humor – afinal, que dragão branco não ficaria de bom humor na neve? - A área é grande… Os sentidos de vocês alcançam até que raio?- Era uma dúvida legítima.
De qualquer forma, abaixei-me diante da Eri e prendi a faixa de identificação nela, era clara o suficiente para que vissem que ela era da Grand Chase. - Eri, preciso que sobrevoe a área e procure por um grupo de homens, um pouco diferentes do comum. - E tentei descrever asmodianos da melhor forma que pude, era bom que ela soubesse pelo que estava procurando, afinal. Os procedimentos de defesa/esquiva eu não precisei explicar para ela, já que outras missões fizeram o favor de deixá-la acostumada a situações assim. Eri levantou voo assim que eu terminei de explicar tudo o que era necessário.
Agora, quanto aos asmodianos… Já que eles não encontram as rotas, devem estar perdidos pelas áreas montanhosas, talvez…?
Como o tempo ainda não estava cruel, acredito que eles devam estar andando também, em busca de se reencontrar.
Akihiko
O frio estava insano, então tratei de me agasalhar bastante, além de vestir o capuz da minha blusa e a touca de lã para que minhas orelhas não fossem prejudicadas. Por sorte, consegui me manter aquecido pelo caminho pelos meus mantimentos, sempre economizando-os, imitando meus companheiros de missão, e abraçando minha cauda quando podia. Quebrava galho como um cobertor, apesar de ficar branca por conta da neve, algumas vezes.
A energia de Ellia não me agradava muito… Mas era fazer o que tinha que ser feito, ou… Fazer.
- Nossa sorte que são asmodianos, eu teria dificuldade em rastrear alguém com presença fraca se dependesse do cheiro. Aliás, não sinto cheiro de nada por aqui, mesmo com a nevasca mais calma… - Comentei com eles, esfregando uma mão enluvada na outra. - Mas vou ficar atento a qualquer presença, mesmo que meus sentidos não sejam tão aguçados.
Bem, naquela situação, só poderíamos prever duas coisas; ou buscaram se esconder da friaca em algum lugar coberto, ou estão perdidos na neve, o que não é difícil. É muito branco, eu estaria bem perdido se não tivesse tio Ronan e tio Lupus comigo. De qualquer forma, voltei a abraçar minha cauda assim que o dragãozinho bonito pegou voo. Não entendia muito sobre eles, não seria perigoso deixar ele ir sozinho por aí…? Corri para alcançá-los, um tanto desengonçado, já que a neve afundava abaixo de meus pés.
Lupus
- Não tem um raio específico, mas também não sou capaz de senti-los a quilômetros daqui, mesmo que a presença dos asmodianos seja bastante acentuada. - Respondeu, caminhando cuidadosamente pela neve. Tinha um pouco de dificuldade, mas nada que o impedisse de se movimentar.
Ajeitou um pouco mais a mochila nas suas costas e certificou-se de que ela estava bem presa enquanto ponderava sobre prováveis lugares onde o grupo de asmodianos podia estar.
- Se o dragão não encontrar nada, a busca vai se tornar um pouco mais difícil. Mas tudo o que podemos fazer por agora é confiar nos nossos instintos e tentar não morrer congelados. - Ele revirou os olhos; sabia que estava frio em Ellia, mas não imaginou que haviam tantas nevascas assim.
Ronan
Então nós precisaríamos andar por aqui. Não é um problema para Eri, que pode, sem problema algum, nos encontrar em qualquer local, desde que não seja longe demais. - Podemos tentar a área montanhosa, é uma boa aposta, já que o grupo também precisaria de um abrigo.
Parte da minha preocupação era, também, com as nevascas e avalanches. Uma área montanhosa seria bem perigosa por esse ponto. Dei leves batidas na empunhadura do meu Gládio, retomando a caminhada. Teríamos que andar, e aproveitar o tempo bom para solucionar logo essa missão.
Akihiko
Os passos deles acabavam sendo mais compridos que os meus, mas pouco a pouco ia seguindo o caminho junto deles, evitando me distanciar. O vento gélido doía na alma!
- Eu arrisco a dizer que provavelmente estão perdidos num lugar muito aberto com neve ou encontraram algum lugar para se esconder do frio - Comentei. - Se for a primeira opção, vai ser um pouco difícil de achar um grupo em movimento, se a Erizinha não conseguir nos ajudar. Pode ter muitos desencontros, ainda mais num lugar tão… Grande. Mas se ao menos chegarmos um pouco perto deles, com certeza tio Lupus pode distinguir a presença, ou até mesmo eu…
Não estava ligando muito para o fato de que podiam me achar estranho por opinar em algo do tipo, parecendo uma criança. Acho que ninguém mais lá realmente me via como uma verdadeira criança, no entanto.
Lupus
- Vamos primeiro continuar andando e ver o que o dragão consegue achar lá de cima. - Opinou, não conseguindo pensar em nenhuma alternativa melhor no momento. - Dependendo do que ele achar ou não, decidimos alguma estratégia.
Tanto o chute do guaxinim quanto a opinião do azulado eram possíveis e muito prováveis de acontecer. Como não havia informação nenhuma sobre o desaparecimento do grupo de asmodianos, concluiu que o ideal mesmo era esperar alguma resposta do dragão.
–
Tamanha energia sombria emanava daquela região que qualquer um com presença demoníaca seria facilmente camuflado por ela. Se fossem contar com o rastreamento de magia, não chegariam a lugar algum sem antes descobrir o que causava a expansão da energia negra que deveria estar contida no castelo.
Embora todos ali tivessem consciência da magia negra que os cercava, apenas Ronan poderia supor que ela não era natural; alguém a estava causando de algum lugar.
Ronan
A princípio, a presença mais intensa de magia negra não me parecia ser algo relevante de se mencionar – cogitei ser só impressão, afinal, lidei com energia sagrada faz pouco tempo. No entanto, na medida que andávamos, a sensação de que aquilo não estava certo apenas se intensificou, e eu me vi franzindo o cenho, estático, olhando pelos meus arredores… Com os outros dois um pouco mais a frente.
Não é uma certeza, não é como se eu pudesse afirmar que meus pressentimentos estavam corretos, mas… Não, mesmo que o castelo de Kamiki esteja perto, ela não tem a constância de algo natural. - Tem algo errado. - Falei, por fim.
Eri também é capaz de sentir magia… Ah, não…
Engoli em seco, se aquilo estivesse mais forte mais adiante, poderia atrair meu dragão como doce atrai formigas. Ergui minha mão direita e lancei um sinalizador discreto para chamar meu dragão de volta. Se há essa fonte de magia em algum local, prefiro não arriscar a segurança da Eri.
… Acho que eu esqueci de explicar?
Acabei rindo, um pouco sem graça. Devia estar parecendo um idiota, parado ali no meio da neve, por motivo nenhum.
Akihiko
O que eu sentia não era de muita ajuda; tinha um tanto de sensibilidade espiritual, já que eu era um ser espiritual, mas… Nada, tudo parecia a mesma coisa para mim. Não gostava muito daquele lugar, dragões, energias ruins… Definitivamente não devia ser um ambiente muito legal de se morar. Mas enfim, eu continuava a seguir tio Lupus, parando assim que ouvi tio Ronan murmurar algo.
Esperei por algum tipo de explicação, mas… Tudo o que ele fez, foi erguer a mão para cima e só. Não notei mais nada além disso, então voltei até ele, sempre olhando para cima.
O que tinha ali? Tinha algo de errado no céu?
- Tio Ronan, tem algo de errado no céu, é isso? - Alternei meu olhar nele e o céu bem nublado. - Se é a neve, uhn… É um tanto óbvio… -Acabei franzindo o cenho e rindo sem graça também, por motivo algum.
Lupus
Ele olhou para trás e encarou o azulado com a melhor face de “sério mesmo?” que conseguiu fazer enquanto constatava que a energia maligna do lugar podia atrapalhar consideravelmente o seu rastreio espiritual.
- Conte-me uma novidade agora. - Disse ele, de maneira irônica. - O melhor seria sair daqui. Provavelmente eu e o Akihiko não vamos conseguir rastrear nada enquanto estivermos muito perto dessa energia maligna.
Bufou. Estava seriamente preocupado em quando a próxima nevasca aconteceria - o que os obrigaria achar algum abrigo o mais rápido possível e atrasaria a missão.
Ronan
Eu mereci essa. Olhei para o céu mais uma vez, procurando por sinal da Eri. Com a visão aguçada dela, aquele sinal devia ser o suficiente para que retornasse. Bem, eu devo algumas explicações… - Essa magia maligna, é ela que não está certa. - Comecei, inspirando fundo para pensar em um modo de explicar o que eu estava sentindo, percebendo. - A quantia dela não é normal, mesmo para o local… É como se, em um ou mais pontos, estivessem fazendo algo para aumentá-la. - Fora isso, eu sequer sei se há alguma direção certa.
Ainda não cheguei a prestar a devida atenção, talvez seja por isso.
- Se nós queremos ter alguma chance de encontrar esse grupo, acho prudente começarmos por ela, já que o rastreio de vocês está comprometido. - Além de que deixar algo assim em Ellia é preocupante. Em mais algum tempo, Eri pousou ao meu lado. Eu me abaixei diante dela, fazendo-lhe um breve afago na cabeça. - Eri, consegue sentir essa energia negra? - Ela me olhou, olhou para os lados… E ficou em silêncio. Acho que posso considerar isso como um sim? Dragões conseguem sentir magia, no entanto, Eri conseguiria distingui-la? - É a mais presente no ambiente, há algum ponto de onde ela está emanando com mais intensidade. Consegue senti-lo?
Akihiko
Ah, então o problema não era no céu, e sim algo em específico. Algo que, segundo o diálogo do tio Ronan com o dragão, atrapalhava nossos sentidos. Eu realmente não conseguia distinguir nada, só de estar cercado por aquela energia. Tentei farejar alguma coisa, mas tudo o que eu aspirava era o ar gélido e punitivo.
A neve e a constante brisa levavam qualquer pistas para longe de mim, nem mesmo poderia procurar por pegadas, já que nosso chão era uma camada em constante renovo. Procurar por algo antes que o tempo piorasse, ficaria ainda mais complicado.
- Tem algum ponto em específico emanando essa energia, então? - Perguntei. - Não seria melhor verificarmos? Tio Ronan ou Tio Lupus conseguem sentir de onde ela vem? Eu não consigo distinguir nada, parece que tudo tem a mesma energia… Temos que encontrar uma solução logo, ou vai ficar ainda pior. Se pudermos fazer alguma coisa ao menos pra identificar essa energia…
Lupus
- Só consigo distinguir se for alguma energia espiritual. - Disse ele, depois de escutar atentamente as palavras do azulado. - Bom, se tem uma energia maligna no ar, é fácil presumir que parte da culpa do fatos desses asmodianos estarem perdidos é dela. Seria bom irmos atrás de uma vez.
Vez ou outra encarava os arredores, procurando verificar os ventos - não seria boa ideia se fossem pegos desprevenidos - e os arredores. Definitivamente não era uma hora boa para aparecer algo estranho ou ameaçador.
Ronan
Eu me levantei, dando uma boa olhada nos arredores. Voltei meu olhar para a construção peculiar, um pouco distante. Será prudente que verifiquemos o local. -Eu tenho alguma sensibilidade, mas não quero depender exclusivamente disso. - Runas podem ser postas em locais diferentes, e ressoar com a magia de um foco específico como se fossem diversos pequenos focos. Não sei se é esse o caso daqui… - A nossa melhor aposta, no meio desse tempo ruim, seria o castelo abandonado da Kamiki.
Akihiko
Acabei assentindo com as palavras do tio Lupus, e automaticamente com as do tio Ronan. Acompanhava seus olhares atentos ao arredor.
- Um castelo? Então vamos! - Exclamei, e comecei a andar com certa animação na frente. Meus passos eram desajeitados, levando em conta que afundavam na neve.
Uh, só não sabia se estava indo na direção certa, com meus sentidos espirituais um tanto bagunçados.










