Dunas y estero, cavalos e patos e zorros e mar que habitam minha tarde de maio. O trem que apita de tão longe, a pipa que empino mesmo temendo ser descoberto.
Juro que vi dois homens cavalgando, poncho e chapéu à chilena. Quando me aproximei dos cavalos me dei conta de que não haviam homens, e os cavalos tampouco eram de ser cavalgados, mal cuidados e velhos que estavam.
Segui meu caminho um pouco amedrontado, e os cavalos me acompanharam pelo par de horas que estive de frente pro mar, observando-me com atenção enquanto comiam e caminhavam pelas orillas do estero.
Comi, bebi, empinei pipa mais um pouco. Corri na direção do mar e só parei quando senti o calçado encharcado. E meu vazio ainda berrava dentro de mim, a fantasia que ainda se impunha. Respirei mais fundo e gritei tão alto, tanta dor nesse grito. E desapareceu.













