Obrigada pela saudade
Sempre aproveito momentos sensíveis pra escrever. Mas acho que o motivo desse texto vai muito além dessa minha sensibilidade sem tamanho. É tanta coisa responsável por essas palavras que já estão sendo escritas, tanta coisa vivida, que só mesmo o clichê "só quem viveu, sabe" define. Acho que se pudesse escolher uma palavra para definir o que eu mais sinto depois desse ano de "trabalho" em Malhação, seria "gratidão". Gratidão porque conheci pessoas incríveis. Gratidão porque tive a oportunidade de criar, ao lado de muitos, uma personagem tão marcante. Gratidão porque finalizamos um "trabalho" com sensação de dever cumprido, com risos e ótimas memórias e, principalmente, com saudades. Sentir saudade é MUITO bom. É quando a gente vê que tudo o que foi feito, valeu realmente a pena. E como valeu... Um ano de muita coisa boa acontecendo! Formamos um time impecável!!! E fomos capazes de provar que é possível, sim, trabalhar em harmonia com tantas pessoas diferentes. Respeitamos, admiramos e amamos as diferenças dos outros. Nós todos fomos um durante esse ano. É fato que televisão não se faz sozinho, mas fazer ao lado de vocês foi muito especial. Foi leve, divertido e inesquecível. Vou guardar sempre com muito carinho as internas, as "trocas de ideias", os ensinamentos dos mais velhos, os nossos abraços e principalmente o quanto vocês foram importantes e o quanto me acrescentaram... Aprendi tanto nesse tempo! Às vezes, precisamos abrir mão de algumas coisas pra seguir nossas escolhas. Tivemos que mudar radicalmente nossas vidas nesse ano, nos entregamos e nos dedicamos 100% ao trabalho. Precisei virar minha vida do avesso e mergulhei de cabeça nesse mundo que, aos poucos, fui descobrindo ser quase inacreditável de tão bom. Pra mim não foi fácil no início, confesso, mas depois, todos vocês conseguiram, de alguma forma, preencher o vazio que tinha dentro de mim. Obrigada, gente. Vocês me ajudaram a ir além, a conhecer coisas em mim que eu não conhecia antes, e a ver o quanto a vida pode ser prazerosa mesmo nos dias mais difíceis. O que foi feito pra brilhar, brilha de qualquer jeito; não há nada no mundo que ofusque. E nada nos ofuscou. Que isso que a gente construiu não acabe por aqui; que os nossos caminhos se cruzem muitas vezes mais nessa vida, e que a gente não deixe de ser o que foi e o que é agora, porque o que somos foi capaz de encantar milhões de pessoas desse mundo. Aos fãs, MUITO obrigada por serem tão fieis, por acompanharem, opinarem, torcerem e insistirem na gente. Saibam que vocês foram essenciais e que tiveram voz, influenciando muito no desenrolar da história. Vocês, assim como todas as pessoas que estiveram envolvidas no projeto, fizeram-nos acreditar ainda mais nele e nos deram ainda mais vontade de buscar o melhor. Obrigada. Uma coisa é certa: estamos eternizados! E cada um desses personagens construídos vai fazer falta, cada um com seu jeito e sua história, que hoje chegou ao fim. Adeus Lia, Adeus Abertura Com "Tempos Modernos", Adeus Amigos do Quadrante, Adeus Sobrado, Praça, Misturama, Oficina, Hostel, Quadra, Sala de Aula... Adeus Guerras de Tinta, Festchénhas, Casamentos, Acampamentos, Estreias de Filme, Beijos Técnicos, Passeios de Moto, Panelas de Brigadeiro, Cartazes na Varanda, Sequestros, Resgates, Chororôs, Perrengues, Shows Animados, "Primeiras Vezes", Despedidas de Solteiros, Formaturas... Adeus burrices do Fera, Funks do Pilha, Indas e Vindas BruTinha, TV Orelha, Blog da Ju, Contos de Fada da Morg, Ideias da Rita, Dancinhas do Rafa, Ações do C.R.A.U, Surpresas Românticas do Dinho, Grafites do Gil, Poemas do Vitor e Perrengues da Lia. Adeus Mechas Coloridas, Blusas de Banda, Shorts Rasgados, Guitarra, Falas pra Decorar, Preparações de Elenco e Tudo Que Me Ajudou A Construir A Marrentinha. Adeus... E, a Deus, aos autores, diretores, equipe, elenco e fãs, muito, mas MUITO obrigada pela oportunidade de viver isso. Aos novos, APROVEITEM! Permitam-se, porque como diz a música, "O tempo voa, e não há tempo que volte". Provavelmente essa será, como foi pra mim, a melhor fase de suas vidas até agora. Um beijo cheio de saudade, gratidão e muita emoção, De quem não conseguiu descrever tudo o que passou. Mas tudo bem, porque, como eu e o clichê já havíamos dito, "só quem viveu, sabe". AWC










