“Não se limite ao quarto, Allie. Viva, trepe pela casa ou palácio inteiro, inclusive ao ar livre. Faça passeios e viaje sempre que possível, explore os lugares sexualmente!”. Riu instigando a outra, claro que provavelmente a amiga já fazia boa parte dessas coisas, mas não deixaria de provoca-la com isso. Léonie era uma mulher sexualmente ativa e adorava todas essas coisas, então era natural pensar naquilo e provocar a respeito disso. O assunto seguinte, porém, a paralisou um pouco, mordeu os lábios e cruzou os braços. “Acredito que boa parte deles serão bons amigos, consigo pensar em pelo menos dois para conselheiros, poderia ter um terceiro, mas Tamlin é um ótimo médico, seria uma perda muito grande para o povo colocá-lo como conselheiro”. Suspirou sabendo que nutria sentimentos distintos e confusos por cada um de seus selecionados. “Você se apaixonou e ganhou de um brinde um ótimo rei consorte. Regulus faz um ótimo trabalho como marido e rei, então eu não pretendo e não preciso casar para governar”. Além do fato de correr o risco de me apaixonar pela pessoa errada, completou em pensamento, mas não disse nada. As palavras seguintes de Alyssia, lhe prenderam a atenção e a deixou mais preocupada. “Tudo bem, mas fale logo, porque estou ficando realmente preocupada”.
“Limitarmos ao nosso quarto? Ohh, não, não, isso não acontece na Hungria!” - Ela riu mordendo o lábio. “Se lembra da cabana perto do lago? Aquela que eu disse que Regulus me deu o anel de noivado, num pedido de casamento que ele nunca vez de verdade?” - Ela falou com carinho, enquanto mexia no anel em seu dedo. “Bom, eu mandei reformar nossa cabana e passamos longas horas por lá... Por outros lugares. No lago...” - Ela riu compartilhando aquilo. E se Regulus descobrisse que ela estava compartilhando segredinhos deles com Léo, ele provavelmente não aprovaria. Ela então voltou sua atenção a Léo quando ela falou dos selecionados. “Bom, está vendo só. Você não precisa perdê-los. Sei que soa egoísta, mas você ainda pode ter todos eles por perto.” - Ela deu de ombros, por que havia sido isso que ele fizera com seus próprios selecionados. “Sim, Regulus é um ótimo rei, e o povo o ama. O ama mais do que a mim.” - Ela disse rindo. Realmente não se importava com isso, estava apenas feliz que as coisa iam bem. “Mas ele teve que aprender muito Léo, nós dois aprendemos. E ele se dedicou. Então, se é isso que te aflige... Não tenha medo. Se você escolher alguém que não está apto ao trono, esse alguém sempre pode aprender.” - Ela pensou nas palavras de Léonie e concordava com ela. Não precisava de alguém para governar. Mas o caminhou era solitário e ela com certeza precisaria de alguém para apoiá-la. “Léo, independentemente, se você escolher alguém ou não...Quem irá governar a França será você. Você realmente não precisa se casar pra isso. Mas...O casamento não é para o governo, é para sua vida. Você se casará com alguém que a estará esperando, de coração aberto, para cuidar de você e te amar, quando o dia acabar!” - Ela disse, sentindo uma terrível dor em seu peito, pois não teria mais isso. Respirou fundo e então voltou ao assunto que precisava tratar com Léo. “Bom, eu diria para você se sentar mas...Faça como achar melhor.” - Ela franziu o cenho. Nunca se sentava quando alguém pedia, não diria para Léo fazer o mesmo. “Enfim...Eu estou morrendo. A algumas semanas comecei a me sentir terrivelmente mal, desmaiar...Fui consultada pelo meu médico, fiz um monte de exames e ele chegou a conclusão de que estou morrendo. Tenho apenas alguns meses de vida. Os meses que preciso para organizar tudo para quando partir.” - Ela disse de uma vez, não podia mais adiar aquele assunto. “Ninguém da minha família sabe. Além do Alec, aquele infeliz achou meu esconderijo e achou meus exames e descobriu tudo. De qualquer foram, eu vim até aqui, com a desculpa de que estou muito estressada e preciso de férias, para te pedir aliança com a Hungria. Sei que já temos isso, mas...Eu realmente preciso do seu apoio quando eu partir.” - Ela disse, tentando não derramar nenhuma lágrima. “Não quero deixar Regulus, Erick, Alec e minha mãe desamparados. E sinceramente, se você não estivesse tão enrolada com essa seleção, eu lhe pediria que se casasse com o Regulus, porque por mais que isso me doa profundamente...Eu não quero que ele fique desamparado. Politicamente e emocionalmente.”