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venus • goddess of love
thexsungod:
“Hey… Uh, bom, ontem você estava no museu, né? Eu preciso de perguntar uma coisa,” começou a falar, claramente nervoso enquanto coçava a nuca e olhava de um lado para o outro, antes de abaixar o tom de voz para concluir o que dizia, “você também… sofreu alguns efeitos colaterais quando a luz apagou? Por exemplo… perdeu seus poderes?”
“Sim, estava.” Respondeu de maneira receosa, devido aos últimos acontecimentos tinha motivos para desconfiar de qualquer um. Especialmente de um desconhecido que questionava sobre os seus poderes -- ou melhor, sobre a falta dos mesmos. Inclinou-se levemente na direção alheia, sussurrando as seguintes palavras: “Não me leve a mal, mas eu não me recordo de ter encontrado você no evento e agora você está me perguntando isso... É um pouco suspeito.”
brandturner:
Quando ouviu o apelido, seu olhar distraído pelas estátuas, quadros e representações vivas passou para a ruiva, abrindo um sorriso lateral por a reconhecer. “Eu acreditei ou ainda acredito em Deus, não deuses.” A corrigiu ainda sorrindo, deixando que seu corpo virasse para ficar de frente para ela. “Não… Dessa vez eu ganhei um convite para cá. Era para eu estar interpretando um desses deuses…” Acenou com a cabeça para os atores. “Mas alguma coisa fez eles mudarem de ideia.” Deu de ombros, realmente não se importando com aquilo. Era melhor aproveitar do evento do que fazer parte dele, pelo menos era o que dizia a si mesmo. “Será que hoje eu descubro o seu nome ou vamos ficar nesse jogo de apelidos?”
Amanda suspirou, era de se esperar que o mortal que fosse um cristão. “Eu acredito em deuses.” Confidenciou com um dar de ombros. Provavelmente o outro questionaria a sua sanidade, mas não se importava. Se alguém ali era louca, definitivamente era a pessoa que acreditava em um deus que ninguém havia visto -- exceto, é claro, o Lúcifer que jura ter visto a face divina de Deus. Se é que o anjo poderia ser considerado uma fonte confiável. Amanda tinha suas dúvidas. “Sério? Qual deles pretendia interpretar?” Questionou, desviando o olhar para o grupo de atores, tentando resgatar em sua mente um deus que tivesse características parecidas com o mortal com quem conversava. A pergunta seguinte tirou Amanda do devaneio antes que algum nome divino viesse a sua mente. Rindo, voltou sua atenção para a companhia novamente. “Não gosta de ser o garoto das flores? Tudo bem. Meu nome é Amanda, qual é o seu?”
nxghtsoul:
— Não acredito que adiantasse de alguma coisa fazer algo diferente. — deveria lembrar-se a cada segundo que ela mesma era mãe de Moros, o Destino. — Nem acredito que mesmo que eu não tivesse feito algo, por escolha, não viria a ter que fazer em algum outro momento.
Destino, huh? Não gosto de pensar que estamos fadados a seguir um roteiro.
------- evento: night at the museum.
brandturner:
Dá para acreditar que o homem foi capaz de criar todas essas mitologias? Quanta criatividade, você não acha? Fico pensando como foi o processo deles em se tocar que não tinha nada disso… Deuses envolvidos nos negócios naturais, sabe? Eventos? Não lembro o nome. Só acho bem estranho pensar que um dia alguém acreditou nisso tudo.
A voz masculina era conhecida, mas Amanda não reconheceu o dono dela até se virar para encará-lo. Um sorriso surgiu em seu rosto ao ver se tratava do desconhecido que lhe dera flores, afinal Los Angeles era uma cidade grande e não imaginara que um dia encontraria o homem novamente. “Sim, dá para acreditar. Vai dizer que nunca rezou para algo divino em toda a sua existência, garoto das flores?” Rebateu, no fundo um pouco curiosa sobre as crenças alheias. “É bom vê-lo novamente. Espero que dessa vez não seja um encontro que deu errado também.”
eleanorgachet:
“A única coisa que eu mudaria, provavelmente seria minha decisão de vir para cá.” Comentou com seu olhar sobre a atriz que estava a representando, negando com a cabeça devagar, preferindo mudar o foco de sua visão. “E você? Faria algo diferente?”
Amanda riu. Divertia-se com o incômodo da outra deusa de ver uma atriz caracterizada como Atena na exposição. “Por que você está implicando com a sua representação? Eu achei tão fiel. Adorei a toga.” Disse, com o único intuito de provocar, levando a taça aos lábios antes de voltar a falar para responder a pergunta. “Se eu faria algo diferente? Bem, acho que a questão é o que eu não faria de diferente. Cometi alguns erros, sempre fui impulsiva. Você deve conhecer a história, é muito parecida com a de uma deusa do seu panteão.”
Se você tivesse o poder de mudar o passado, faria algo diferente?
reinxmaria:
María levou o copo de papel aos lábios, mas ao contrário do que esperou, o gosto do café não era nada parecido com o que estava acostumada em seu país e mesmo depois de um tempo morando nos EUA, ainda não havia se familiarizado com o gosto meio aguado da bebida que deveria ser muito forte. “Isso é uma porcaria, por acaso vocês tem algum problema com o café? Me parece até pecado servir essa coisa e apelidar de café, está mais para chafé e muito aguado.”
Amanda suspirou impacientemente e revirou os olhos ao perceber que a pessoa à sua frente na fila iria começar uma discussão com o atendente. Ela só desejava fazer o pedido e sair da cafeteria, estava atrasada para uma sessão de fotos do outro lado da cidade. “Oh, querida, você pode reclamar em outro momento?” Indagou, intrometendo-se no meio da conversa.
greedy // ariana grande
nxghtsoul:
— Há quanto tempo está aí? E o que você viu?
Há um tempo. Relaxe, não vi nada demais. Exceto, é claro, você praticamente se materializar no meio das sombras. Sutileza não é a seu ponto forte, eu suponho.
brandturner:
Não era para ser, eu acho. Ah, não tem problema, eu estava levando mais por agrado do que por desculpas, mas acontece com mais frequência a segunda opção… Pelo menos em filmes. Gosta? Que bom, alguns acham meio clichê, mas são as minhas favoritas…
Filmes? Se você acha que é ficção é porque claramente nunca foi casado ou ao menos teve um relacionamento sério. Em uma relação é muito comum tentar compensar os erros com presentes. Pode ser clichê, mas não há nada de errado nisso.
khalideath:
Estava sendo um dia estranho, não o estranho normal, mas um estranho estranho mesmo, passou o dia todo tendo que resolver coisas dos mundo dos mortos já que parecia que eles não o deixariam em paz hoje, tendo que fazer muitas projeções astrais para cuidar de muitas coisas, já que não queria ter que ficar falando sozinho como um louco, na visão dos outros no caso - já que sabia que ele não estaria falando sozinho -. Ele sabia que ia dar ruim ficar saindo de seu corpo toda hora e bem, aconteceu. Sentiu que alguém estava falando com ele em seu corpo físico e teve que voltar. Olhou pra ruiva em sua frente - Desculpa, eu … eu não ouvi. Meio que estava … em outro lugar - tentou explicar, mas parecia só piorar a situação.
Amanda quase se arrependeu de iniciar a conversa no momento em que o fez. Uma vez tão próxima da outra divindade, era notável que a mesma estava em uma especie de transe e não a encarava como pensara antes. Ela o observou com a cabeça levemente inclinada, os olhos cerrados, indagando-se mentalmente se poderia sair da presença do outro sem que fosse notada. Mas uma parte de si queria continuar ali, descobrir quem era e a qual panteão pertencia. Odiava ser tão indecisa, pois não chegara a tomar uma decisão, esta lhe fora imposta no momento em que a divindade a sua frente retornou a realidade. “Oh, não se desculpe.” Disse, com um dar de ombros e uma risada curta. Ela puxou a cadeira da mesa alheia, sentando logo em seguida. “Eu apenas perguntei se o local estava vago e, pelo que vejo, está. Então... Desculpe, só fiquei curiosa quando te vi do outro lado do bar. E, não, não estou te cantando ou algo do gênero. É que faz tempo que não encontro um... semelhante.”
brandturner:
Olá, sei que você não me conhece mas, cancelaram um encontro comigo então, meio que não tenho o que fazer com essas flores. Você quer ficar com elas? É de graça, pode fazer o que quiser, mas se for jogar no lixo, por favor, jogue depois de algumas quadras, assim eu não vejo.
Oh, você levou flores em um encontro... O que você fez de errado? Desculpe, mas geralmente quando um cara leva presentinhos ele tem a intenção de se desculpar por algo que fez. E, okay, posso ficar com elas. Eu amo rosas.
O murmúrio de conversas animadas se misturavam à melodia da música, mas o ambiente descontraído não conseguia amenizar o mau humor de Amanda. Após um longo dia em um estúdio, deparou-se com um pedido de casamento e a demonstração de afeto do casal de desconhecidos trouxe a tona memórias que evitara por um bom tempo. Não era o tipo de deusa que costumava ficar remoendo o passado, até mesmo se apresentava pelo nome de sua nova identidade, mas, naquele noite, sentada em um banco próximo ao bar com uma taça quase vazia à sua frente, parecia impossível pensar em outra coisa senão o passado. Ela não saberia dizer quanto tempo permaneceu em seus devaneios antes de ter a estranha sensação de que alguém a observava. Ao levantar o olhar constatou que uma pessoa próxima de fato olhava em sua direção, notando no mesmo instante que não se tratava de um humano e supunha que a outra divindade havia percebido o mesmo sobre si. Suspirou pesadamente, a presença de um semelhante era tudo o que não precisava nesta noite. Contudo, havia passado muito tempo desde que trombara com outra divindade e não pôde deixar de sentir um pouco curiosa sobre quem se tratava dessa vez. Então, movida por tal curiosidade, se viu impelida a fazer o que estava acostumada: fingir. Colocou um sorriso no rosto, adquirindo um semblante mais simpático, levantou-se do banco e rumou em direção a outra divindade. “Você pretende continuar a olhar pelo resto da noite ou vai me pagar um drink?”