We could be best friends | Lydia & Amber
Graças ao tempo que passava infiltrada dentro da Guns Club, Amber aprendera a fazer amizade com as dançarinas do local. Sentia pena da maior parte delas, já que a maioria estava ali para tentar manter a casa ou pagar dívidas por vício em drogas. Era uma história mais triste do que a outra e quase sempre a espiã se solidarizava com elas. Ainda que não estivesse muito inserida no movimento, só por ser mulher se considerava uma feminista. Por isso, tentava sempre aplicar a lei da sororidade e com frequência resgatava e protegia as colegas de trabalho de abusos e outras situações constrangedoras e humilhantes.
Dentre todas as garotas que tinha amizade, uma das que mais gostava era Lydia Asher. Ela, sem grandes surpresas, tinha aceitado o emprego na boate para ajudar nas despesas de sua família e Amber encantava-se com a bondade da outra. Assim como a canadense, Lydia havia sido criada no meio religioso e por isso automaticamente compartilhavam uma conexão. Há muito tempo Moser deixara o seu catolicismo para trás e às vezes sentia-se mal por isso, tendo a dançarina como uma das únicas pessoas com quem poderia partilhar esse sentimento e ser compreendida.
Depois de uma noite comum na danceteria, os barmen já começavam a limpar o bar e todos encerravam o expediente. Amber preparava-se, assim como os outros, para ir embora. Vestiu a sua jaqueta de couro e rumou até a saída, desistindo na última hora. Ao invés de seguir para o ponto de táxi como fazia todos os dias e ir até a casa de Caleb, a jovem deu meia-volta e dirigiu-se ao vestiário da boate. Algumas garotas despiam as suas lingeries e deixavam as meias arrastão de lado, outras já tinham ido embora. “Lydia ainda está aqui?” Indagou em voz alta o suficiente para que todas pudessem ouvi-la, esperando que alguém soubesse responder a sua pergunta.














