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@andrezinhodo43
As bestas dentro de mim forçam suas saída. E enquanto eu tiver forças para segurá-las e mantê-las quietas em suas jaulas, estarei com o corpo e mente sob controle. No entanto, quando não suportar toda pressão que essas bestas proporcionam, ficarei fora de mim. Uma mente com pensamentos violentos, negativos e destrutivos, e um corpo que responde a todos eles.
Com os cabelos longos e grisalhos, soltos, voando com o forte vento, vem ela, caminhando naquela praia. A areia fina, fria e macia entrando entre seus dedos, causam um bem estar, que a faz relembrar de tempos onde não sentia dor ou tristeza. Mas após 15 anos de sua morte, a única coisa que ela sente realmente é a areia, onde ela está enterrada até hoje.
Acordo por qualquer coisa quando durmo chapado, imagina sóbrio.
Meus olhos ainda conseguem sentir o cheiro da voz dela.
Não abriu os olhos quando acordou
Só queria levantar e continuar sonhando
Vou tentar reaver minha sanidade.
Vou refazer meus passos pra ver se me lembro onde posso ter deixado.
Mas o ruim é não lembrar se eu a perdi ou se nunca a tive
Ajoelhados e de cabeça baixa, implorando por suas vidas. Enquanto sentia a pequena superfície fria do cano da arma em sua nuca, Leandro percebe que um dos sequestradores se distraiu, olhando para o lado, deixando sua arma desprotegida. Em um movimento rápido e certeiro, Leandro se atira em direção à arma. Quando seus dedos a tocam, ele sente um último respiro de esperança, seguida de uma sensação estranha de calor por todo seu corpo, junto com o barulho ensurdecedor dos outros sequestradores disparando contra ele.
Após tomar um soco forte na testa, lá ficou, estirado no chão. Com um olhar vazio em direção ao céu, notou que quem assistia a briga começou a ir embora. E logo se viu só, deitado na grama baixa em campo aberto. Apenas ouvia o cantar dos pássaros, enquanto seus pensamentos voltavam.
Caminhava sem pressa, quando sente algo gelado tocando sua testa. Olha à frente e percebe pequenas e leves gotículas de água voando desordenadas com o vento. Uma leve garoa que está se desenvolvendo, ganhando corpo e força. Ela evolui rápido, e logo uma chuva forte começa a cair. Nesse momento se apressa, acelerando seus passos sobre o espelho d'água. Com a chuva mais densa que já havia visto, não conseguia enxergar um metro à sua frente. O desespero toma conta de si, e isso faz com que não distingue a direção em que corre. De repente a chuva cessa, o céu abre e o sol volta a brilhar. Então com seu corpo encharcado volta a caminhar sem pressa.
A vista privilegiada daquele final de tarde, lhe apresentava o horizonte atraindo o Sol, que tão baixo, reflete sua luz alaranjada nas volumosas nuvens, fazendo com que o céu pareça estar em chamas.
Apenas se ouvia o vento e o canto tímido e distante de alguns pássaros retornando para seus ninhos
Ugly voodoo doll test
The butt face
Xinforinfola
Apôg - A felicidade dos detalhes
Os 43 cavaleiros sobreviventes da grande batalha de Betellfour, liderados por Pehrin, o gentil, cavalgam calmamente onde antes era um lindo e plano campo de relva baixa, agora, um mar de corpos mutilados, expostos aos animais carniceiros. De longe se avista um pequeno menino sujo de terra e sangue, correndo em direção aos cavaleiros, pulando e tropeçando em corpos e membros arrancados, alguns tão desfigurados por cortes e pisoteio que chegam a ser irreconhecíveis em meio a toda lama. Esse menino é o filho mais novo de Pehrin, Apôg, com 8 anos de idade está sempre nas batalhas com seu pai, ele adora o cheiro de lama, sangue e bosta misturados, que só uma batalha recém terminada pode proporcionar. Chegando aos cavaleiros, Apôg fica ao lado do cavalo de seu pai, um cavalo pardo assustadoramente grande, ainda imponente, mesmo com o corpo expondo as marcas do confronto que acontecera instantes antes. Apôg, menor que as pernas do cavalo, olha pra cima com um olhar alegre e pede a espada de seu pai. Com um sorriso quase imperceptível, Pehrin, com dores em todo seu corpo, segura firmemente no cabo de sua espada e a ergue devagar, revelando calmamente uma lâmina agora praticamente sem fio, partes amassadas e totalmente encardida de restos de quem foi atravessado, dividido ou apenas surrado com ela. No momento em que a ponta da lâmina sai da bainha, Pehrin solta a espada, que craveja no pouco espaço de terra entre o pé direito de Apôg e um corpo com a metade do rosto esmagada por uma pedra. A espada tem o tamanho de Apôg, mas ainda feliz e com muita energia, ele agarra o cabo da espada com suas duas mãos e começa a arrasta-la com uma certa dificuldade. A sensação do arraste da lâmina da espada nos corpos jogados, o rasgar de peles, sentir o poder que um pedaço pesado de aço tem em suas mãos, é o que Apôg mais aprecia nos momentos com seu pai.
Trois Marys
Andrécito