“Alguns querem abraçar o mundo. Eu só queria abraçar você.”
— Amanda P.
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@arymaciiel
“Alguns querem abraçar o mundo. Eu só queria abraçar você.”
— Amanda P.
“Foi meio sem querer, e talvez por isso eu tenha ficado tão surpreso com sua singularidade. Eu não planejei depender do seu jeito tão particular de me desejar um bom fim de noite. Não planejei ficar acordado pensando em você. Aquela sua foto na porta do meu guarda-roupas, definitivamente não estava nos meus planos. Eu fui me afastando das coisas que pareciam me pertencer, e fui me aproximando de você. E quanto mais eu me aproximava, ficava cada vez mais claro que meus planos não passavam de carências bobas. O plano agora é não ter plano, não ter medo, não te perder. Você me trouxe para luz, quando tudo era escuro. Me deu direção, rumo e sentido. Me entregou seu coração, depositando em mim toda a confiança que você possuía, e eu, responsável como sempre fui, tirei de letra essa “missão”: Cuidar de algo que é seu, mas tão meu. Me ensinou da forma mais linda, que quem ama, espera. Que o longe, é perto. Que o amor, é bondoso. Me mostrou que a paz que sempre procurei, vinha da sua voz. Me viu quando eu era um pontinho pequenininho no meio de tantas pessoas maiores que eu. Eu serei eternamente grata, porque só com você meu amor, eu sou inteira”
— “Também não planejei escrever pra você, mas…” Multiversar e Adverbio.
“Desculpa se não sou quem você espera. Eu tenho falhas e fico me criticando o tempo todo, me punindo, não me permitindo saborear pequenas doses de felicidade. Isso me bagunça, me agita e aterroriza. Sei que todo mundo tem seus demônios, mas ultimamente os meus andam me espetando a cada segundo. E isso tem me doído. Não entendo porque não consigo mais ser como as outras pessoas e desfrutar os pequenos momentos felizes. Não entendo porque agora tudo parece conturbado, distante, abstrato.”
— Clarissa Corrêa.
a ansiedade é como se existir fosse uma crise de abstinência de qualquer coisa que não existe.
Pra mim existem dois tipos de amores. Amores carrosséis e amores montanha russa.
O amor montanha-russa é aquele do frio na barriga: Intenso e turbulento a cada curva brusca, que nos causa frio na barriga em suas descidas longas, e nas emoção de seus looppings deixam nossos cabelos em pé (literalmente). Faz valer cada roxo. Já os amores carrosséis são seguros, pés no chão se assim podemos colocar, são amores mansos e plenos, aqueles que você olha e fala “eles vão casar” porque aparentemente não tem brigas, barracos, apenas são pequenas discussões, pequenos giros que francamente não deixa nenhuma cabeça tonta. Mas como nem tudo são águas mansas, os amores carrosséis não tem emoções.
No momento eu não vivo nenhum dos dois amores, entretanto já sou emoção por si só, me sinto como a Kingda Ka por dentro, maior montanha russa do mundo, tenho pausas antes das decidas, curvas que batem contra o carrinho e loppings que fazem pensar que vou despencar, sou alucinante, todos querem dar uma volta, sou o brinquedo com a maior fila do parque. Mas no final todos enjoam e querem descanso no maldito carrosel. Confesso que tenho um tico de inveja do carrosel, porque aparentemente ele não deixa ninguém mal, ninguém sai vomitando, ou desiste de última hora, já eu que sou toda adrenalina constante, voltas, giros de ponta cabeça, cansei de quantos enfrentaram essa fila imensa e acabaram desistindo no final do segundo tempo. E eu tive que girar sozinha pelo mundão, sem passageiro, muito menos alguém que quisesse ficar pra sempre, porque minhas inconstâncias cansam e eu já cansei de cansar tanta gente.
- Larissa Freschi
Incendeia-se
Tu és a pedra filosofal que brilha neste mundo
Tu és um raio de luz
O que te impede de trilhar o teu caminho?
Deixe teu fogo queimar.
— DiAngelox.
“Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento historinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranoias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem.”
— Caio Fernando Abreu. (via esqueciam)
Os olhos dela eram constelações. Cada olhar que lançava a mim era como uma estrela cadente, e meu pedido todas as vezes era que lembrasse de mim ao amanhecer e que me deixasse fazer parte de sua vida pra sempre.
B.K
De tudo que eu puder viver, me permita admirar o máximo da Sua criação. Não pelas viagens, muito menos pelas fotos, apenas pela alegria de poder Te sentir muito mais perto. O que são as luzes de um holofote comparadas ao brilho do sol. Quão pequeno torna-se um arranha céu perto do próprio céu. De que serve uma imensa piscina quando se tem um mar inteiro. Deixe-me ir até onde o brilho das estrelas é o suficiente para me nortear, até onde os barulhos audíveis sejam apenas da Sua criação.
Até lá, me faça enxergar além dessa poluição, sonora, visual, humana!
A pintura “A Verdade saindo do Poço” (1896), mostrada acima, é de autoria de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, e está ligada a uma parábola do século XIX.
Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.
A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.
O Mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.
A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do Mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.“
Para os Amigos
De entre todos, apenas vós
tendes direito a ver-me
fracassar. Onde caio
entre a vossa irónica
doçura implacável, convosco
partilho o pão e o espaço
e a rapidez dos olhos
sobre o que fica (sempre)
para dar ou dizer.
E de vós me levanto
e vos levo pesando
e ardendo até onde
me ajudais a ser
melhor ou talvez
menos só.
Retrato de Amigo
Por ti falo. E ninguém sabe. Mas eu digo
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeado de cardos por muitíssimos lados.
Meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Recado aos Amigos Distantes
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.
Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.
"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."