Bertram Daniel Aubrey
→ FC: Caleb Landry Jones.
→ Casa: Corvinal.
→ Ano: Sétimo.
Nascera em um pequeno vilarejo bruxo no norte de Highland - Escócia, chamado Dingwall. Era 12 de Junho, pela manhã, quando Marion - ex-estudante da casa dos corvos - sentira as primeiras contrações e o que mais temia parecia estar prestes a acontecer. O marido, Garrett havia acabado de partir para o trabalho em Gringotes, deixando a esposa nos cuidados do lar sem desconfiar que seu bebê dava sinais de que já era tempo de conhecer o mundo. Por sorte, Garrett - além de um amável esposo, era um tanto atrapalhado e esquecido - retornara à casa afim de pegar a varinha que havia deixado para trás, encontrando a esposa em estado de choque e um piso molhado pela bolsa que acabara de estourar. Entre topadas com o dedinho nas quinas da casa, muita confusão, ansiedade e por fim chamar pela parteira, às 10:45h vinha ao mundo um bebê extremamente branco, com uma rala cabeleira cor de fogo e olhos muito azuis que viria a ser nomeado Bertram, aquele que governa com a sabedoria de um elfo.
Se possui talento para o governo, não se sabe, mas é notória a sabedoria do garoto. Como crescera tendo a companhia única e exclusiva dos pais, Bertram foi sempre muito sozinho, sem ter alguém de sua idade para interagir, encontrando conforto nos únicos amigos que possuía: os livros. Sua primeira manifestação mágica ocorrera aos sete anos, quando a biblioteca de seu pai pareceu ganhar vida em uma crise de choro aparentemente sem explicação. Exemplares literários, dos mais comuns aos mais raros, voavam e davam razantes como pássaros acima de suas cabeças e só cessaram, desabando todos ao chão, quando também sem explicação, o pequeno ruivo engoliu o choro, virou as costas e foi para o quarto. Como pensaram se tratar apenas de birra, Marion e Garrett focaram-se apenas na alegria de saber que seu único filho era tão mágico quanto eles e que se possível fosse, pertenceria à casa que um dia os acolheu, a Ravenclaw. Sua infância passou tranqüila, no entanto, sua sede pelo conhecimento, não. Ao ter um determinado assunto dominado, logo Bertram se entediava e partia para outro. Por isso, não tem uma matéria preferida, pois sai-se relativamente bem em muitas. Sempre gostou de pensar que sabia muito e talvez seja por isso que até hoje, já um setimanista, tenha amigos que se possa contar nos dedos de uma mão só, posto que parece não perceber o desgosto que as pessoas têm ao se deparar com um “sabe-tudo”. Freqüentemente ia ao trabalho do pai em Gringotes, e por influência do constante contato com goblins, entende um pouco de Gobbledegook. E é por causa do apreço que sente por ele que Bertram anseia se tornar um Curse Breaker quando se formar em Hogwarts. Dois meses após completar onze anos, Aubrey recebera sua carta, convocando-o para ser um dos alunos de Hogwarts. Carta esta que fora recebida com muito anseio, além de felicidade e visível preocupação. Esta última, apenas por parte do garoto, que por pouco se relacionar com crianças de sua idade e ter crescido em um mundo rodeado de idéias, palavras escritas e linguajares adultos, temeu por imaginar-se solitário dentro do Castelo também. E ele não poderia estar mais correto quanto à sua inaptidão social e estranheza, após ter sido selecionado para a mesma casa de seus pais, a casa dos brilhantes corvos. Bertram até que tentou algumas vezes sentir-se acolhido entre um grupo - qualquer que fosse este -, mas mediante tanta rejeição, o pequeno resolveu parar de tentar, resignando-se com o seu conforto evidente entre os livros, timidez excessiva e sua fama de nerd sem fronteiras. O rapaz se sente deveras desconfortável quando é forçado a um convívio social, especialmente quando meninas estão envolvidas (e sempre estão, ainda mais quando se sente atraído por alguma). O ruivo é acometido de sudorese, suas mãos ficam geladas e úmidas, sua pele que já é incrívelmente pálida é invadida pelo mesmo tom avermelhado dos cabelos, sua fala que quando não desaparece por completo, apresenta gagueira e ele simplesmente não sabe como agir com simpatia. Tem sempre uma estupidez na ponta da língua pronta para acabar com suas chances. E é por isso que normalmente se esconde, evitanto assim maiores constrangimentos. Não é de todo um garoto ruim, e quando não está ocupado demais mergulhado em trabalhos e leituras (ou escondido), Bertram encontra-se bastante disposto a ajudar quem precisa dele. É por demais ambicioso e oportunista e isso se reflete mais fácilmente nas notas que recebe pelos trabalhos, fazendo parecer que seu interesse em aprender soe mais como bajulação. Com tem grande apreço por regras e um senso de organização extremamente aguçado, não é raro sentir-se na obrigação de fazer o que um monitor deveria e por causa disso, tem uma lista extensa de desafetos por delatá-los inconseqüentemente. Ele já percebeu possuir essa mania incrívelmente inconveniente em se meter na vida dos outros por conta de uma ocasião um tanto desconfortável. Mas como hábitos não se mudam da noite para o dia, o jovem tenta e tenta de verdade.
A ocasião, apesar de parecer e soar um tanto cômica para terceiros, não foi bem assim que pareceu a ele na época. Após delatar James e Sirius, acreditando realmente estar agindo de forma exemplar, ganhou de presente uma azaração ilegal que fez com que sua cabeça inflasse e simplesmente dobrasse de tamanho. Tudo bem que, como castigo, a dupla recebera o mesmo “dobro” como detenção, no entanto, não diminuíra a indignação sentida na época por constatar que ninguém estava ao seu lado, muito pelo contrário, pareciam achar justo e merecido que Bertram houvesse recebido uma cabeça gigantesca. Isso o fez perceber que não agradava tanto quanto imaginava, que repensar sua conduta era necessário e até de certo modo, concordar com o ocorrido. Atualmente, Aubrey encontra-se normalmente enfurnado na biblioteca, escondido atrás de pilhas enormes de livros, estudando para os N.I.E.M.S como se sua vida dependesse disso. Não se mantém alheio aos fatos, como dá a entender, e se necessário for, não pensará duas vezes antes de se meter em um combate contra Você-Sabe-Quem para defender o que acredita ser justo: o direito de qualquer um exercer sua magia independente do sangue que corre nas veias.
↳ Player: Catarina

















