"Você poderia, por favor, parar de justificar o que você fez? Não irei julgá-lx. Eu simplesmente não sou a mínima. Você não me deve justificativas.”

Love Begins
Three Goblin Art
almost home

pixel skylines

ellievsbear
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
Mike Driver

❣ Chile in a Photography ❣
Cosimo Galluzzi
Show & Tell
Noah Kahan
No title available
ojovivo

Product Placement
Monterey Bay Aquarium
YOU ARE THE REASON
official daine visual archive
Game of Thrones Daily
DEAR READER
Jules of Nature
seen from Argentina

seen from United States
seen from Türkiye

seen from Singapore

seen from Canada
seen from Argentina

seen from Netherlands

seen from India
seen from United States

seen from Türkiye

seen from Germany
seen from United States
seen from United States
seen from Tunisia

seen from Ireland
seen from United States

seen from T1

seen from Indonesia

seen from Türkiye

seen from Bangladesh
@b-ell4donna
"Você poderia, por favor, parar de justificar o que você fez? Não irei julgá-lx. Eu simplesmente não sou a mínima. Você não me deve justificativas.”
♦ ♢ I'm addicted to you Don't you know that you're toxic ♥ ♡ Toxic Queens {{..Bella&Duela..}}
O delírio visível na íris de Duela ostentava um teor carnívoro; um cerne próximo a um devorador. Um poder maculado em seu espírito capaz de destruir o equilíbrio que há em Belladonna. Fazê-la vítima de sua loucura patológica; tornando-a uma mera peça em seu tabuleiro sanguinário. Um peão que está à mercê das ordens de sua rainha; submisso à sua vontadelouca. Duela tinha esse poder sobre Bella, mas a ruiva tentava resistir a habilidade natural que Duela possuía de atraí-la e torná-la tão cúmplice e viciada em seu teor da loucura. A distância da outra parecia criar uma abstinência em seu ser. Poderia negar, mas já havia adquirido certa dependência ao fôlego alheio. A existência de Duela parecia ser necessária; ela era o seu vício. A criatura responsável por fazê-la tão manipuladora e tão manipulável. A Isley tentava criar um antídoto; uma solução passível de não ser mais uma vítima das mãos da melhor amiga. Contudo, estratégia alguma parecia protegê-la da sedução natural oriunda das partículas corpóreas da outra. Ambas eram um complemento; portanto, cada átomo de seu corpo parecia ser atraído pela extensão curvilínea da outra. O nível de possessão era tamanho que Duela seria capaz de controlá-la; talvez Belladonna estaria tão à mercê desse controle patológico que a Isley permaneceria alienada a tal domínio. Mas não desejava ser uma vítima temporária no jogo de Duela. Pelo contrário, desejava honrar o princípio do equilíbrio e fazer parte do processo como um todo. Era necessário controlar os próprios impulsos; pois a área selvagem que há em sua psiquê desejava dominá-la. Reverter o processo e tornar Duela a sua subordinada. Mas ambas não funcionavam dessa forma. Havia cumplicidade em demasia para haver dominância de um único ser; portanto, não deveria estar à mercê de possíveis desfechos quando possuía diante de seus olhos o seu laboratório de experiências. Uma ação iria criar uma reação em cadeia; portanto, deveria pensar com cuidado. “Eu preciso que você faça algo por mim.” Fez uma mudança súbita em seus planos. Um sorriso ousado compondo os seus próprios lábios. “Preciso conseguir a confiança de uma pessoa em específico; portanto, eu preciso estar fragilizada para conseguir a atenção dessa pessoa.” A frase não possuía um sentido claro, mas logo tratou de consertar o enigma. “Nós precisamos forjar uma discussão física. Eu preciso que você me machuque. Eu quero que ela sinta misericórdia de mim, pois a fraqueza que há em um herói é em sua misericórdia.” O ser em específico era a sua colega de quarto. Bree. A ruiva possuía potencial em demasia para ser manipulada pela Isley, portanto, era necessário cultivar o mínimo de piedade na dita cuja para fazê-la confiar em si.”Eu irei machucá-la também, pois assim você poderá ir atrás da garota do anel.”Terminou o raciocínio pensando em esquematizá-lo, mas não poderia deixar esse vestígio em sua psiquê. “Eu preciso que você me manipule.” A voz soou melódica, erguendo os olhos para encará-la. “Irei lidar com uma potencial telepata, portanto, eu não posso ter vestígios desse dia em minha memória. Eu preciso que você faça algo químico por mim. Apagar a minha memória. Eu não sei.” Andou em direção ao quadro do laboratório. Inúmeras fórmulas químicas sendo postas no quadro. “Você será a única a lembrar. Eu sei que posso confiar em você.” Retornou ao ponto de início. “Eu posso. Não é?” Disse com audácia; aproveitando a aproximação corporal de Duela para consigo. “Eu realmente vejo potencial nela. Então preciso que você faça isso por mim.” Mordeu o lábio inferior. “Se você fizer isso por mim eu faço qualquer coisa por você.” Direcionou os próprios dígitos ao redor do pescoço de Duela. Os dígitos entrelaçados entre os cabelos oriundos da nuca da amiga; puxando-os de forma sedutora. “Desperte o meu lado violento.” Sussurrou de forma pausada; mordendo o lóbulo da orelha da amiga. Empurrando-a contra a parede do laboratório. “Diga-me que irá queimar várias árvores.” Sorriu de forma doentia. Passando as próprias unhas pontiagudas contra o pescoço alvo. “Eu quero sentir a dor queimar em minha alma.” Aproximou-se novamente de Duela, o pudor inexistente em seu ser conduzindo-a para beijá-la. Porém, a ruiva apenas tocou o lábio inferior da melhor amiga. Mordendo-o com certa força; sentindo o sangue alheio na ponta de sua língua. “Tudo começa com sangue.” O sorriso diabólico ganhou certo teor doentio. “Pegue suas lâminas, baby.”
O doce sabor do masoquismo parecia correr nas veias não somente de Duela, afinal. Usá-la fora algo que fazia desde que era uma criança, possuindo uma ligação muito forte com a filha da Hera Venenosa. Isso porque, Arkyn era ela mesma, Bella, o complemento. Ou seja, compartilhava com ela alguns vícios femininos que o gêmeo não chegaria a entender. Depois de crescidas seu olhar sobre ela havia se moldado com o passar dos anos. O gosto de veneneno de Belladonna era doce na ponta de sua língua, imune aos venenos da outra. Ela lhe despertava interesse e mesmo incapaz de sentir nada por ninguém, sentia por Belladonna o sentimento de posse, admiração e orgulho. Alguém a quem se aliar e se alguém além dela tocasse em um único fio de cabelo da ruiva Duela faria questão de fazê-lo comer os próprios intestinos antes de dá-lo para Nêmesis comer como almoço. O silêncio fora por um segundo o mais cruel inimigo de Duela. Encarou-a no fundo dos olhos, tentando analisá-la como fazia com todas as pessoas. Conhecia Bella como a palma de suas mãos e ainda assim, não a conhecia inteiramente. Sempre fazia algo digno de surpreendê-la ou de causar-lhe arrepios. Não tinha certeza porque não havia tomado uma atitude ainda apesar dos anos de convívios. Mas se havia alguma coisa a esse respeito, seria feito naquele momento. Escutou-a sem proferir uma única palavra. Podia sentir o gosto do sangue alheio só de ouví-la fazer o pedido. Duela não machucaria Bella se ela não lhe pedisse e parecia que finalmente, ela havia pedido. Seu sorriso se alargou, e podia sentir seus dedos coçarem para começar a sessão de tortura, tudo que precisava estava naquele lugar com isolamento acústico. Ela passou a língua pelos lábios, como uma leoa analisando sua presa. Bella não era frágil, mas tê-la à mercê de sua própria loucura? Aquilo seria interessantíssimo. A melhor vítima que ela já teria feito em sua vida. Não iria matá-la, claro que não. Havia parceria, era um pedido digno para um plano inteligente. “Isso é um plano maravilhoso, Bella.” Sua voz soou baixa, próxima de Belladonna, passando os dedos pela face da amiga. “Tenho certeza que vai ser no mínimo… Delicioso.” Ela disse, estreitando os olhos para observar cada reação alheia em relação aos seus toques. Imaginava como seriam quando começasse de fato a machucá-la. A arruiná-la. Ela própria tinha seus pelos arrepiados do mais puro tesão de imaginar a situação. A relação não podia ser mais patológica, mais doentia. Aquilo era exatamente o que ela precisava. Se Duela era a faísca, Bella era o combustível que faltava para implodir em chamas. “O estado que eu vou te deixar… Ela não vai sentir misericórdia. Ela vai sentir algo muito mais forte, porque ela vai precisar cuidar de você se quiser te manter respirando.” A ameaça era verdadeira. “E a leoa captura a onça. Vemos aqui uma bela história a ser contada.” Comentou aleatoriamente. Se Bella queria ser machucada… Duela não iria facilitar nem um pouco e sabia muito bem que fora escolhida exatamente por isso. Misericórdia era uma palavra inexistência em seu vocabulário extenso.
“Me machuque. Eu te machucarei. Vai ser o melhor show que já existiu. E apenas nós duas iremos ser espectadoras dele.” Sentiu o puxão em seus cabelos e uma risada insana atravessou suas cordas vocais. Seus dedos no rosto de Bella intensificaram o aperto, segurando o queixo dela com força exacerbada. “O que você não pede sorrindo que eu não faço com um sorriso ainda maior?” Ela disse enlaçando Belladonna pela cintura, puxando-a para perto de si e apertando as costelas da amiga com força, para deixar hematomas novos em folha. “A dor é a melhor maneira de se contar uma piada.” Fechou os olhos ao sentir a proximidade dos lábios de Bella e se inclinou somente para ter o espaço vazio à sua frente. “Elas estão aqui o tempo todo. E você, prepare os pulmões para gritar.” Disse e sem nenhuma delicadeza, segurando Bella pela cintura a empurrou em direção à parede com força, esperando que ela batesse a cabeça no concreto. Indo até a melhor amiga, colocou ambas as mãos ao redor do pescoço dela, apertando-o com força, para deixar marcas roxas no pescoço dela e em seguida aproximou-se do rosto dela. “Melhor tarde da minha vida.” Sorriu, e em seguida, abraçou-a pela cintura, dessa vez iniciando um beijo voraz, fechando os olhos para aproveitar o gosto doce do batom de Belladonna. Seu objetivo, além do beijo, porém era segurar os lábios dela com seus próprios dentes e mordê-lo com força suficiente para abrir uma ferida nos lábios alheios. Só soltou-a quando sentiu o gosto de ferro em sua própria boca, indicando que havia machucado os lábios dela o suficiente. Pegou de suas botas uma lâmina pequena, mas letal e subiu suas mãos até a face de Bella. “Sabe, vai ser uma pena cortar esse seu rosto maravilhoso.” Fez um pequeno beicinho, mas a lâmina não tardou para encostar na bochecha dela e rasgar-lhe até o queixo a pele, o sangue escorrendo pela face da melhor amiga. Duela se aproximou do rosto da ruiva e passou a língua pelo machucado dela para lamber o líquido escarlate. “Mas devo dizer que você tem um gosto melhor do que eu imaginava.”
Para uma colheita satisfatória é necessário o investimento prévio; para que uma reação química ocorra é preciso a existência de tempo. Porém, há fatores que são passíveis de acelerar o processo; a presença de um catalisador. A circunstância como um todo era um reagente; a tortura sendo um mero bônus para reduzir a energia de ativação. Ou seja, não poderia esperar por um roteiro modelado com antecedência fizesse todo o trabalho. Ceder o próprio corpo a tortura era o delírio; o plot twist para tornar as coisas deveras interessantes. Possuía um plano por trás da escolha súbita; Uma espécie de receita mágica para atingir pessoas certas. Não era de fato importante a elas; contudo, Belladonna iria dilacerar o sentimento da misericórdia que há no âmago de seus adoráveis futuros heróis. Iria oferecer como tributo o seu castelo em prol da sobrevivência de sua rainha; portanto, por que não arriscar alguns centímetros de carne por um desejo doentio? A faculdade de medicina prescreve cuidados, mas na vida prática os cuidados serão os produtos de sua reação em cadeia. Possuía conhecimentos anatômicos que seriam cruciais à tortura; portanto, um pouco de ciência em seu laboratório seria interessante; Afinal não poderia escolher qualquer ser para executar o trabalho, pois Duela seria a única a exercê-lo com perfeição e astúcia. Portanto, ao sentir o gosto metálico do sangue feminino em seus próprios lábios venenosos, a Isley permitiu que um gemido praticamente inaudível abandonasse os lábios curvilíneos. Esse era o sabor da volúpia; o sabor da vida. O sangue deveria ser apreciado como um bom vinho; pois é necessário um longo período de tempo para degustar de Colombina. A doce composição de loucura e inteligência. Oh. Tratava-se de um néctar tóxico, mas modéstia a parte, mas ambas eram sobreviventes ao tóxico. “É claro que é um plano interessante, Duela.” Respondeu-a; atenta aos movimentos dos dígitos alheios contra a sua face. “Espero não precisar chamar o seu irmãozinho para terminar o trabalho.” Replicou como audácia; analisando-a como a precisão. Mordeu o lábio inferior ao observá-la à mercê do tesão; a emoção de uma tortura recíproca? Talvez eram raríssimas as amizades que permitiriam tamanho lapso psíquico. “Pois eu quero que você me deixe irreconhecível. À mercê da morte, pois eu sei que eles irão aparecer no momento certo para me salvar. ”Sim, possuía um longo arsenal de nomes que seriam manipulados por sua pessoa. Portanto, cada ser que estava presente em sua lista iria fazer parte do processo de produção da máquina perfeita. A mãe ficaria orgulhosa de sua pessoa? Foda-se a mãe. Respondeu a voz de sua consciência, pois o quê estava prestes a fazer seria uma prova concreta de seu delírio pessoal. Psiquiatras que peguem o seu material, pois eis que surge uma nova extensão de patologia psíquica.
“Não é necessário telespectadores externos, Duela. Pois as marcas que ficarão em seu corpo serão a prova concreta de que a misericórdia é inexistente. Um público ordinário iria implorar por clemência; portanto, estou satisfeita com sua presença.” Respondeu-a de forma precisa a medida do possível, pois o aperto exacerbado em seu queixo fora o vislumbre do início de uma sessão patológica de tortura física. As próprias mãos estavam à mercê da nuca alheia; fechando os olhos por um instante ao sentir o aperto em sua cintura. A força existente nas mãos de Duela não era análoga a força de um mutante; contudo, o treino de toda uma infância ao estágio atual lhe rendeu uma dor similar a de um aperto maligno. O contato entre os ossos da costela contra a própria epiderme pareceu criar um atrito; tonificando uma nova coloração avermelhada por baixo do tecido intacto de suas vestes. Um novo hematoma. Uma dor doce e sutil; cuja excitação parecia fazê-la querer implorar por mais da dor. Fazê-la usufruir do princípio do limite corpóreo; desejava chegar próximo a inexistência para chorar como um ser normal. Pois a dor era uma das únicas sensações que a tornavam similar a um indivíduo saudável; portanto, por que não dar a si própria o direito de ser ordinária por uma única noite? “A dor é a melhor maneira de se provar a existência.” Retornou a abrir os olhos; fitando-a com um desejo. Desejava ser destruída; desejava destruir Duela para poder reconstruí-la. Afinal, para haver a reconstrução é necessário o desequilíbrio.
cr4zydentDuela soltou a pétala da rosa que segurava entre seus dedos deixando-a cair no colo da melhor amiga. Sua expressão continuava a usual, o sorrisinho malicioso e os olhos contendo uma loucura explícita. Confiava completamente em Belladonna, a única em que confiava tanto quanto confiava em Pierrot. “Sorrir não cansa. No entanto ser eufemista o tempo inteiro… Me dá vontade de fazê-los comer os próprios olhos.” Seus olhos ficaram fixos na imagem sinuosa da amiga. A aparênci atraente era digna de uma flor. Atraía suas presa que não conseguiam mais se desenroscar de seus espinhos. “Que bom que não somos normais.” Deu um passo à frente, diminuindo a distância entre as duas. Belladonna sempre fora digna de Duela, a filha do Joker sempre admirou a filha da Isley, sempre teve uma conexão à mais com ela. Não era como a conexão de psiquês que tinha com Pierrot. Ele era igual à ela, eram a mesma pessoa, indivisíveis. Com Bella parecia que… Havia o complemento. Ela lhe acrescentava. Não podia dizer que a amava, pois era impossível para um sociopata amar. Mas sabia que Bella era sua propriedade, um sentimento possessivo, eloquente. Era sua parceira e melhor amiga, dividiam coisas demais. Talvez pudessem dividir ainda mais. “Faz sentido. Talvez seja possível cultivar o medo e a compaixão dela. Afinal, aquele anel possa ser útil em algum momento.” Disse olhando-a andar em círculos. “A sua sugestão é melhor. Mas quando for necessário terminar a piada já sabemos o que fazer.” Disse andando até Bella com um sorriso nos lábios e parando na frente dela. Duela colocou uma mexa do cabelo dela atrás da orelha. “Se você sumir de novo eu vou cortar todas as árvores desse lugar até você aparecer.” Disse de maneira genuína, mantendo seus olhos nos dela e mantendo a proximidade com Belladonna.
O delírio visível na íris de Duela ostentava um teor carnívoro; um cerne próximo a um devorador. Um poder maculado em seu espírito capaz de destruir o equilíbrio que há em Belladonna. Fazê-la vítima de sua loucura patológica; tornando-a uma mera peça em seu tabuleiro sanguinário. Um peão que está à mercê das ordens de sua rainha; submisso à sua vontade louca. Duela tinha esse poder sobre Bella, mas a ruiva tentava resistir a habilidade natural que Duela possuía de atraí-la e torná-la tão cúmplice e viciada em seu teor da loucura. A distância da outra parecia criar uma abstinência em seu ser. Poderia negar, mas já havia adquirido certa dependência ao fôlego alheio. A existência de Duela parecia ser necessária; ela era o seu vício. A criatura responsável por fazê-la tão manipuladora e tão manipulável. A Isley tentava criar um antídoto; uma solução passível de não ser mais uma vítima das mãos da melhor amiga. Contudo, estratégia alguma parecia protegê-la da sedução natural oriunda das partículas corpóreas da outra. Ambas eram um complemento; portanto, cada átomo de seu corpo parecia ser atraído pela extensão curvilínea da outra. O nível de possessão era tamanho que Duela seria capaz de controlá-la; talvez Belladonna estaria tão à mercê desse controle patológico que a Isley permaneceria alienada a tal domínio. Mas não desejava ser uma vítima temporária no jogo de Duela. Pelo contrário, desejava honrar o princípio do equilíbrio e fazer parte do processo como um todo. Era necessário controlar os próprios impulsos; pois a área selvagem que há em sua psiquê desejava dominá-la. Reverter o processo e tornar Duela a sua subordinada. Mas ambas não funcionavam dessa forma. Havia cumplicidade em demasia para haver dominância de um único ser; portanto, não deveria estar à mercê de possíveis desfechos quando possuía diante de seus olhos o seu laboratório de experiências. Uma ação iria criar uma reação em cadeia; portanto, deveria pensar com cuidado. “Eu preciso que você faça algo por mim.” Fez uma mudança súbita em seus planos. Um sorriso ousado compondo os seus próprios lábios. “Preciso conseguir a confiança de uma pessoa em específico; portanto, eu preciso estar fragilizada para conseguir a atenção dessa pessoa.” A frase não possuía um sentido claro, mas logo tratou de consertar o enigma. “Nós precisamos forjar uma discussão física. Eu preciso que você me machuque. Eu quero que ela sinta misericórdia de mim, pois a fraqueza que há em um herói é em sua misericórdia.” O ser em específico era a sua colega de quarto. Bree. A ruiva possuía potencial em demasia para ser manipulada pela Isley, portanto, era necessário cultivar o mínimo de piedade na dita cuja para fazê-la confiar em si.”Eu irei machucá-la também, pois assim você poderá ir atrás da garota do anel.”Terminou o raciocínio pensando em esquematizá-lo, mas não poderia deixar esse vestígio em sua psiquê. “Eu preciso que você me manipule.” A voz soou melódica, erguendo os olhos para encará-la. “Irei lidar com uma potencial telepata, portanto, eu não posso ter vestígios desse dia em minha memória. Eu preciso que você faça algo químico por mim. Apagar a minha memória. Eu não sei.” Andou em direção ao quadro do laboratório. Inúmeras fórmulas químicas sendo postas no quadro. “Você será a única a lembrar. Eu sei que posso confiar em você.” Retornou ao ponto de início. “Eu posso. Não é?” Disse com audácia; aproveitando a aproximação corporal de Duela para consigo. “Eu realmente vejo potencial nela. Então preciso que você faça isso por mim.” Mordeu o lábio inferior. “Se você fizer isso por mim eu faço qualquer coisa por você.” Direcionou os próprios dígitos ao redor do pescoço de Duela. Os dígitos entrelaçados entre os cabelos oriundos da nuca da amiga; puxando-os de forma sedutora. “Desperte o meu lado violento.” Sussurrou de forma pausada; mordendo o lóbulo da orelha da amiga. Empurrando-a contra a parede do laboratório. “Diga-me que irá queimar várias árvores.” Sorriu de forma doentia. Passando as próprias unhas pontiagudas contra o pescoço alvo. “Eu quero sentir a dor queimar em minha alma.” Aproximou-se novamente de Duela, o pudor inexistente em seu ser conduzindo-a para beijá-la. Porém, a ruiva apenas tocou o lábio inferior da melhor amiga. Mordendo-o com certa força; sentindo o sangue alheio na ponta de sua língua. “Tudo começa com sangue.” O sorriso diabólico ganhou certo teor doentio. “Pegue suas lâminas, baby.”
cr4zydent
Duela segurou uma das petálas de Bella entre os dedos. Adorava quando ela conseguia teleportá-las. Olhou as plantas ao redor que pareciam prontas para engolí-la viva. “Digamos que eu exagerei na piada quando fui demonstrá-la para a filha do lanterna verde.” Ela disse indo até Bella e colocando as mãos nos ombros da ruiva. “Poderíamos usar a filha do Hal, não poderíamos? Assim ela manteria a boca fechada pra sempre. E a desculpa… Um acidente com suas plantas.”
Era encantador a forma com que as pétalas pareciam devorá-las; uma poesia mortal de que um mísero deslize poderia fazê-las ir para um lugar aleatório. A chance de ambas ficarem à mercê de um território desconhecido, mas até aquele momento não teve o desprazer de cometer um deslize ao realizar a técnica. Portanto, ao estar em território familiar às suas memórias, Bella pôde abandonar a típica máscara de sua expressão facial. “Estava cansada de sorrir.” Confessou em um suspiro exausto, girando-se na cadeira giratória para ficar de frente à Duela. “Eu estava pensando que certos deslizes são necessários.” Levantou-se para ficar mais próxima de sua amiga. “Pessoas normais cometem erros. Preciso ser mais sentimental. Expor um lado mais.. humano.”Sorriu de forma maquiavélica. “Então você pode usar a piada mortal ao seu favor. Retornar a falar com a filhote do lanterna verde. Afinal, eles adoram dar uma segunda chance.” Parou de andar em círculos. “Até porque nós só conhecemos a maldade. Então por que não dar uma chance para nós? “ A última frase de Duela fê-la franzir o cenho.”Um acidente? Interessante. Nós poderíamos realmente usar essa justificativa. “
E ali estava o real motivo que sua irmã vir lhe visitar. Ela gostaria de saber sobre o que andava fazendo em relação ao que tinham em mente juntamente com a filha da Arlequina. Por alguns momentos Viper gostaria de estar no mesmo dormitório que ela. Seria mais fácil para poderem conversar. “Awn, desculpe sis mas preferi ficar mais no quarto esses dias cuidando das minhas plantas. Não posso perder nem um momento caso elas façam algo de novo.” Deu de ombros normalmente como se fosse casual. Porém seus olhos falavam para Bella o que ela gostaria de saber: que estava trabalhando em um novo tipo de veneno. “Realmente não devoram, porém bem que poderia devorá-las. São tão irritantes…”
Não iria fazer um comentário típico de sua pessoa; portanto, Belladonna sentiu certo receio ao analisar as próximas palavras que ousariam sair de seus lábios. “Seria mais fácil caso nós estivéssemos juntas.” Confessou sem entusiasmo, mas era verídico o quê havia acabado de dizer. “Porque há certas pessoas que têm confundido a minha cabeça.” A próxima frase fora articulada sem a sua autorização; forçando-a a tentar mudar de assunto. “Eles não fizeram uma escolha sábia ao pôr certas pessoas em nosso dormitório.” Deu de ombros, levantando-se para observar as plantas da irmã. Nesse ponto em específico a mãe jamais poderia reclamar de ambas, afinal as duas faziam um ótimo trabalho em relação as plantas. “Eu estou com um projeto novo em mente.” Falou pausadamente, pois ainda não havia arquitetado um plano certeiro em sua psiquê. “A dita cuja é a minha colega de quarto.”
Faz uma pose bonita!
O quê? Acho que a foto ficou péssima. Exclua. Por favor.
Eu to bem eu acho, só que o teletransporte deu muito, muito errado…
Você poderia treinar a sua queda longe de mim, certo? Você poderia ter me acertado com o seu corpo. Céus. Lugar nenhum é seguro enquanto você estiver treinando.
heytherevie
Tudo o que a garota mais desejava no momento era que o rapaz que quase matara ainda estivesse vivo. Não suportaria o fato de ter realmente matado alguém, e pior ainda, gostado de faze-lo. Ela sentia-se mal pelo que fizera, mas parte sua via a situação como um tipo de entretenimento, parte esta que Evie tentava ocultar sob uma máscara de preocupação enquanto guiava a outra pelo vasto jardim. Nunca pensou em todo esterótipo de ser má igual ao pai, ela simplesmente ignorava isso, mas agora que parte de seus genes haviam despertado, ela não sabia como agir ou como se sentir sobre isso. Era como um peso que a esmagava a cada segundo. Olhou para a ruiva ao final da fala desta e negou com a cabeça rapidamente. “Não, eu não estou apta a fazer algo assim, nem agora e nem nunca.” Murmurou, passando as mãos pelo cabelo nervosamente, tentando ignorar a chama que queimava intensamente em seu peito. “Eu sou O-!” O rosto iluminou-se com a possibilidade de salvar a vida do rapaz. Era o mínimo que poderia fazer naquela altura. Contudo, o verdeiro motivo de estar disposta a fazer aquilo era porque queria ignorar toda a parte que lhe dizia para deixá-lo morrer. Queria ignorar as vozes ensurdecedoras dentro de sua cabeça. “Ele está atrás daquele arbusto.” Apontou para uma pequena saliência a alguns metros de onde estavam, caminhando em passos apressados até sua vítima. Queria ter certeza de que ele estava bem. Ao chegar ao local, Evie abaixou-se ao lado do corpo imóvel do rapaz o observando atentamente. Ele não parecia estar morto. Virou o rosto para encarar a ruiva e torceu o nariz. “E agora? Como vamos carregá-lo até a enfermaria?”
Há quem diga que o maléfico seja uma condição de existência; algo moldado por circunstâncias péssimas que traz a característica amarga a essência de um ser. Belladonna, porém, não discordava em gênero, número e grau de tal afirmação. Afinal, é necessário uma experiência para que o teor maligno seja manifesto na vivência de um ser. Todavia; a única condição a ser ensinada a ela fora a maldade. Não encontrava vestígios de uma poesia amarga na definição de maldade, pois de acordo com a ótica da ruiva o mal era o correto. Não havia o porquê ser genuína com o próximo, pois a única coisa que o homem - de ambos os gêneros - sabe fazer é desapontar alguém. Portanto, a maldade poderia ser cultivada. Belladonna jamais iria esquecer de seu primeiro homicídio. Oh. Porventura, matar alguém era o presente de aniversário entregue por sua mãe. Uma vítima. Uma criatura cujo fôlego da vida seria ceifado por suas plantas carnívoras. Não era literalmente uma assassina, mas uma criatura que utiliza às suas adoráveis plantas para realizar o trabalho sujo. Era necessário haver a relação em cadeia; afinal se as suas plantas carnívoras não se alimentassem não haveria alegria em seus dias mórbidos. O som da lamúria; da dor. Talvez a melhor composição musical aos seus tímpanos. Portanto, ao questioná-la uma parte do seu ser se acendeu. Porventura, Evie havia apreciado a circunstância do quase assassinato, mas não estava dando crédito a si mesma. “Eu tenho acesso a inúmeros cadáveres. Eu posso ajudá-la a praticar.” Oferecer o necrotério da faculdade não fora uma péssima ideia, afinal poderia fazer a análise microscópica da quantidade de ferritina no corpo dos cadáveres. Poderia dizer que estava treinando às habilidades em necrópsia. Enfim, a questão é de que poderia realmente ajudá-la a treinar, afinal nunca se sabe se algum dia iria precisar da ajuda de Evie. Apenas deveria ensiná-la a ter autoconfiança, senão seria difícil fazê-la enxergar às vantagens de ser má. “Então tudo bem. Nós iremos fazer a transfusão estilo guerra mundial, pois algo me diz que ele está com uma hemorragia aguda.” Refletiu em voz alta, pois embora fosse uma víbora em seu âmago, Bella precisava expor o mínimo de humanidade. Ficou em silêncio por alguns instantes; concentrando as partículas de sua anatomia com as estruturas do solo abaixo de seus pés. Precisou ignorar cada devaneio de sua psiquê; cada sílaba que saia dos lábios da filha do Magneto para focar com única e exclusividade com o solo. Era difícil iniciar uma conexão com a terra, mas após alguns minutos tentando manter a conexão, Bella finalmente pôde enxergar em sua própria mente a projeção do local onde o corpo do moribundo repousava. “Encontrei.”A amiga lhe dera a confirmação do local, de modo a fazê-la ficar orgulhosa pelo seu próprio trabalho. Após localizar a vítima de Evie, Belladonna curvou-se para ficar a altura do corpo desacordado. Os dígitos foram de encontro ao pulso; sentindo a frequência cardíaca do indivíduo. “Ele não está morto.” Confirmou. Porém, era necessário agir de forma ágil. O olhar fora de encontro as suas rosas. Seria necessário sacrificá-las para teletransportá-las. “Ok. Irei teletransportar-nos.” Referiu-se a forma com quê elas iriam levá-lo até a enfermaria. As rosas do jardim fragmentavam-se em pétalas; conduzidas através do vento em direção aos três que ali estavam. O conjunto de pétalas vermelhas compôs três giros completos até teletransportá-las no recinto da enfermaria. Raízes amparavam o corpo desacordado do rapaz, que posteriormente fora conduzido a maca. “Um minuto.” Virou-se para dar atenção as raízes; transformando-as em pequenas sementes ‘na natureza nada se cria nada se perde tudo se transforma.’ Pensou consigo mesma, voltando-se à amiga. “Pois bem. Sente-se ali. Vamos precisar fazer a transfusão.” Orientou-a a sentar na cadeira, dirigindo-se ao armário da enfermaria. Recolhendo o equipamento necessário; lavando ambas as mãos para em seguida vestir as luvas de látex. “Vamos começar. Você está bem?”
Concordo com essa informação. Qual é o nome da sua mãe?
Há boatos que após saberem o nome da minha adorável mãe as pessoas correm. Você quer correr o risco? Porém; uma dica. Lábios mortíferos.
Amei o jardim. Amei as rosas. Adoro rosas… São as minhas flores favoritas. Obrigada por as ter colocado.
Eu adoro rosas! Elas são as minhas favoritas também, mas dificilmente digo isso em voz alta. Porque não quero que as outras fiquem com ciúmes. Mas eu realmente fico feliz que você tenha notado esse detalhe! Sério! Ultimamente são poucas as pessoas que notam a existência de um jardim.
Não.
Depois que o seu tecido ficar necrosado não venha me culpar. Céus. Cansei de ser altruísta. Não irei mais ajudá-lo. Mesmo que você implore.
bad-weatherx
Mas eu acabei de chegar e não falei absolutamente nada a partir do momento em que sentei aqui. - olhou para a garota com um olhar de descrença.
Céus. Eu acho que estou ouvindo vozes. Desculpe-me... Acho que já estudei demais por hoje, pois os meus livros parecem estar conversando comigo.
magiceion
Desculpe, mas acho que me confundiu com aquele bando de pessoas ali do lado que realmente estão falando. Estou quieto desde o momento que cheguei a esse lugar. Sugiro que preste atenção antes de me acusar. - suspirou suavemente voltando a fazer seu dever de Analise Numérica.
“Desculpe-me. Realmente acabei por confundi-lo com aquele grupo de pessoas à sua esquerda. Não queria acusá-lo ao acaso, então sim. Eu errei. Perdoe-me. Então fique feliz, pois é uma situação inédita alguém como eu pedir perdão por algo. ”
whysoviper
Viperouse não esperava atitude diferente vinda de sua irmã quando a mesma praticamente expulsou a terceira pessoa que estava na conversa. A conhecia muito bem para saber que não desistiria assim tão fácil de ir embora, por isso não retrucou quando ela entrou, já deitando em sua cama. “Você sempre precisa de um motivo quando vem falar comigo, Bells.” O sorriso em seus era o mesmo que o da irmã, algo que a mãe delas havia ensinado muito bem. “Esse quarto é ridiculamente horrível simplesmente porque minhas colegas de quarto não aceitam minhas plantas aqui. Não tenho culpa se elas quiseram cheirá-las e começaram a passar mal.” Deu uma pequena risada um tanto sádica enquanto fechava a porta e voltava para sua mesa.
Não fazia escolhas ao acaso; portanto, a irmã estava certa sobre questioná-la sobre o porquê de sua visita em seu dormitório. Não iria comparecer no território por uma mera cordialidade, logo a área desocupada de desconhecidos, portanto, seres não confiáveis era o único lugar seguro para fazer certas pronúncias. Afinal, ninguém iria retirar o direito da privacidade aos alunos, certos? Talvez jamais teria certeza absoluta de tal hipótese, portanto, deveria ser cuidadosa até mesmo em pronúncias ordinárias. “Eu estava com saudades de ouvir a sua voz.” A voz na verdade estava direcionada aos possíveis planos da irmã, mas não poderia utilizar a linguagem típica. Então codificar certas palavras fora a estratégia. Ao menos funcionava com Duela, portanto, acreditou fielmente de quê a irmã iria compreender. “Você deveria substituir as suas adoráveis colegas por vegetação. Aposto que elas estão com medo de morrer asfixiadas. Alguém precisa dizer a essas criaturas ingênuas que nossas plantas não devoram qualquer um.”
alecparkers
Cada palavra proferida pela, agora conhecida, Belladonna Isley, deixava-o de um certo modo intrigado, somente pelas curtas frases ditas poder-se-ia notar de imediato que ela era cheia de conhecimentos de insignificância nenhuma para os demais estudantes. Quem iria trazer à tona a história da morte de Sócrates em uma conversa casual? Não era de todo algo que o garoto espera-se de modo algum. “É de lamentar alguém que cita Sócrates matar seres preciosos. As aranhas são cruciais para a regeneração da vida em zonas destruídas por incêndios florestais, por exemplo”, disse de imediato um tanto quanto insultado por sua companhia ter antipatia a um animal invertebrado que detinha uma grande importância na sua família. “Minhas mãos são livres de teias, senhorita Isley”, pronunciou com rugosidade o sobrenome que lhe fora pedido, mas Parker iria certamente no futuro muito próximo a chamar pelo nome próprio, porém, agora o momento era meio tenso. “Alec Parker.” Apresentou-se observando-a nos olhos esperando que uma luz se acendesse em cima da moça, porque realmente era de lamentar que um veneno não matasse a ruiva, isto se ela fosse como a mãe, Alec conhecia a breve história dos poderes da Dra. Pamela Lillian Isley, aliás, da Poison Ivy. Aproximou um dos livros junto de si de modo a ler a forma como este explicava o assunto de flores, porém, notara que ainda nada comentara acerca da planta favorita dela, quiçá, por estar em sua cabeça procurando por algo referente à história do falecido filósofo. “A tendência de questionar de Sócrates nos deu hoje ensinamentos úteis, a morte dele foi nada mais, nada menos do que a falta de aceitação dos outros por pensamentos demasiado avançados para a altura”, concluiu de rosto ainda vidrado no livro, a página era de ervas letais a humanos, nunca tinha estado junto de uma, contudo, contaria Belladona como uma hera venenosa? Talvez sim. “Você não gosta de pensamentos novos, Belladona?”, questionou num sussurro atrativo colocando os olhos primeiramente de soslaio, para depois a olhar frente a frente nos olhos. “A vida deve ser contestada, contudo, nem todos têm a capacidade para debater com ela; infelizmente está com alguém que gosta de indagar.” Deixou um sorriso passageiro no rosto esperando pela voz melódica sair novamente da Isley.
O sobrenome alheio fora uma espécie de consequência a sua tensão após a pronúncia homicida em relação às aranhas. Não poderia estar menos desconfortável depois de uma frase tão idiota de sua parte, pois era uma característica de sua pessoa ser precavida a palavras que poderiam trazer consequências para si. Para ser sincera consigo mesma; cada frase e cada mover de sua extensão anatômica era calculada com antecedência para não lhe trazer consequências, portanto, não soube agir de imediato depois de ouvir a frase de Alec. Poderia julgá-lo? É claro que não. Era uma víbora, mas não era hipócrita. Afinal, fora ela a responsável por plantar uma frase tão desagradável. Portanto, analisou com cuidado a sua resposta. “Desculpe-me. Eu sei disso, mas é uma reação automática. Eu tenho pavor de aranhas.” A última sentença fê-la ficar brava consigo mesma, afinal era estúpido em demasia articular uma fraqueza para alguém. Contudo, poderia de certa forma encontrar vantagem em sua redenção, mas o cérebro não pôde calcular a principio onde poderia utilizar tal deslize. “Eu ouvi na primeira vez.” Referiu-se a apresentação alheia, forçando-se a ser no mínimo cortês ao oferecer a mão direita a ele. “Espero que seja verdade.”Não sabia se ele iria aceitar o seu cumprimento tardio, mas recolheu a mão antes que fosse possível ser deixada no vácuo. Afinal, não poderia apostar em algo que não fosse previsível ao seu cérebro; algo passível a deixá-la à mercê do enigmático. “Eu menti para você. Cicuta não é a minha planta favorita.” Cicuta fora a primeira planta utilizada na didática de sua mãe para ensiná-la a criar um veneno mortífero, portanto, embora a parte cruel dentro de si gostasse da planta não era essa a sua favorita. “Qual é a espécie de sua aranha favorita?” Utilizou a estratégia de Sócrates para questioná-lo; refazendo a pergunta apenas substituindo o sujeito da frase. “Sócrates acredita na maiêutica. Ele desejava que seus discípulos dessem luz às suas próprias ideias. Ele não era como os socráticos que ensinava apenas os membros favorecidos da sociedade. “ Certamente se Sócrates existisse na atualidade ele não iria julgar um filho de um vilão; sendo o contrário também verídico. Continuou a observá-lo com atenção, a atenção masculina direcionada ao livro. Questionou-se sobre o nível de discernimento de Alec em relação às plantas. Observou-o levantar os olhos para encará-la; conduzindo o próprio olhar para o página do livro que ele lia. “Pensamentos novos?” Repetiu a pergunta em voz alta. Deveria respondê-lo com sua máscara teatral ou a sua resposta verdadeira? Optou por escolher a típica máscara. “Para haver pensamentos novos é necessário dominar os pensamentos tradicionais. É difícil dar a luz às próprias ideias quando jaz preso em uma tradição.” Houve a composição de ambas as máscaras em sua pronúncia; pois de fato jazia presa às convicções de sua mãe. O seu lado sombrio e malvado, mas também havia conhecido uma nova ótica do bem. Porém, o novo não era tão encantador e sustentável quanto a tradição de sua família. “Questionar é interessante, mas nem sempre você terá a certeza de que as respostas são reais. Ou você tem?” Questionou-o com uma visível curiosidade, mas tratou de sucumbi-la para não dar margem a um possível deslize de sua máscara. Mas até onde ia o instinto do filho do Peter Parker?
A minha adorada mãe é rigida. E desta vez me obrigou a portar bem ou sofria as consequências.
Mães têm uma tendência adorável a mostrar o seu amor por nós. A minha mãe não está orgulhosa de minha postura, mas infelizmente não sou capaz de orgulhá-la 100% do tempo.
Por falar em jardim… Foi você que plantou as roseiras?
Sim! Rosas são a minha marca registrada. O que você achou do jardim?