Jade: - Não acredito que chegamos ate aqui. Amigas não podemos nos esquecer do nosso principal objetivo. A Faculdade, daqui a três ou cinco anos estaremos formadas. Trabalhando com aquilo que gostamos pelo resto de nossas vidas, então precisamos decidir agora o que queremos. Não estamos mais no colegial, estamos na universidade, nada mais será fácil. Precisaremos ter foco, força e fé. E além de tudo ficarmos juntas.
Maju: - Nos conseguimos treze anos juntas. Nada separa a nossa amizade. Nenhum garoto, nenhuma falsidade. Nossa amizade é a prova de tudo. É não importa o que acontecerá a partir de agora, nada mudará, continuaremos amigas, uma ajudará a outra a se encontrar caso estiver perdida. Construiremos o coração uma da outra caso ele for partido. E não deixaremos que o nosso laço eterno seja desfeito. Nós nascemos juntas e morreremos juntas.
Ashley: - Ai meninas eu amo você.
Jhulia: - Será que podemos entrar? Eu quero mijar. – Toda essa demonstração de carinho me dava nojo.
Jade: - Não se diz mijar. Se diz fazer xixi ou urinar.
Jhulia: - Vamos entrar meninas ou irei urinar na minha calcinha.
Jade: - Porque você torna tudo tão escroto?
Jhulia: - Cala a boca e passa as chaves borboletinha.
No ano passado eu era a lagarta. Minhas amigas diziam que eu ainda não havia saído do casulo, só porque sou a única virgem do grupo. Mas agora eu estou na faculdade tudo mudou. Já não sou mais a lagarta no casulo. Agora eu vou ser a borboleta, linda, livre, leve e solta. Eu e minhas amigas havíamos comprado um casarão em Oxford. Graças a Deus todas nos conseguimos entrar para a mesma faculdade. Estou fazendo Direito, me considero uma garota justa e uma romântica incurável. Já minhas amigas são bem diferentes.
Algo me dizia que tudo em minha vida iria mudar. É isso não era bom. Sempre odiei mudanças, por tanto namoro o mesmo garoto desde os meus 14 anos. As pessoas sempre veem problemas nisso, mas eu não. A gente se ama, qual o problema? Estou fazendo medicina. Tive muita dúvida em relação à qual faculdade fazer, mas amo cuidar das pessoas então optei por medicina. Sei que não será fácil, mas é isso ai. Sei que minhas amigas vão sempre me ajudar no que for preciso.
Maju: - Amei a casa, o Luigi vai adorar.
Jhulia: - Compramos a casa para nos quatro, o Luigi não tem quer gostar de nada por aqui.
Ashley: - A casa é linda, mas precisa de uma decorada, e eu não vou ficar aqui enquanto ela não estiver limpa.
Jhulia: - Querida as vassouras estão atrás da porta.
Estava muito mal humorada, alias era domingo (sempre odiei os domingos). Pra minha felicidade a casa era bem grande, tinha onde me esconder caso queira ficar sozinha. Mas pra minha infelicidade era muita coisa pra limpar. Pelo visto acorda todos os dias com a Ashley seria muito legal, já tenho várias sacanagens em mente para fazer com minhas amigas. De todas elas eu sou a mais “divertida”. Posso ser um pouco irônica e às vezes arrogante, mas as minha amigas sabem lidar comigo. Estava realizando o meu maior sonho, a universidade de psicologia. E estava mais feliz ainda por tem minhas amigas ao meu lado. Mas não ia deixar que elas soubessem que estou feliz, não mesmo. Demonstrar sentimentos não é comigo.
Ashley: - Eu não quero morar com uma família de morcegos. -Choramingava ao ver a bagunça daquela casa.
Jhulia: - Dá um tempo Ashley. – A Jhulia gritou fazendo com que o seu grito ecoasse por toda a casa.
Pelo visto vai rolar muita briga entre nós duas. Amava as minhas amigas, mas elas nunca concordam comigo. Mas cada uma de nós tem um jeito, vai ser difícil nos adaptar, mas vai ser bom. Sem pais para encher o saco, sem a minha irmã para roubar minhas roupas. Eu estava adorando essa coisa de universidade, era tudo tão diferente. Estou fazendo jornalismo, adoro fofocas, mas também amo escrever. Vamos ver o que vai dar né. Desejem-me sorte, não é fácil passar todos os dias com a Jhulia.
Entrei em um cômodo que dava vista para o mar. Esse seria o meu quarto com certeza. Senti algo passando por cima das minhas botas de salto e dei um grito quando vi um rato. Sai correndo até encontrar uma das meninas para me esconder.
Maju: - Ash é só um rato, ele não vai te devorar não.
Ashley: - Eu não vou ficar nesse lugar. -Estava falando tão alto que escutava o eco da minha própria voz.
Jhulia: - Ai que fofo o nosso amiguinho veio dar oi. - Eu tenho uma paixão por ratos, quando era pequena tinha dois, mas ai a linda da Ashley deu chicletes para eles. Já sabe o fim né? Eles foram parar na descarga mortos, nunca me esquecerei desse dia.
Jade: - Jhulia você não vai pegar esse bicho né, sai de perto dele. Anda. -Peguei uma vassoura para o caso dela se revoltar e jogar o rato em mim.
Jhulia: - Tá bem, eu só vou colocar o pobrezinho lá fora.
Maju: - Ótimo, já temos alguém para cuidar dos ratos, agora vamos limpar tudo isso aqui.
Ashley: - Finalmente, tudo pronto. Aleluia! –Me joguei no chão de felicidade, a casa estava totalmente decorada, sem ratos, sem poeira e sem morcegos.
Jade: - A nem foi tão difícil assim.
Jhulia: - A claro que não. Ate o meu útero esta sujo de tinta.
Ashley: - Jhulia ninguém precisa saber o que você faz com o pincel.
Maju: - Eca, vocês são escrotas. Então hoje é à noite onde conhecemos a galera da faculdade? –Estava super animada.
Jhulia: - Deixa eu te lembrar de que você namora, alias o mesmo cara há cinco anos.
Maju: - Eu sei muito bem disso, e ele vai à festa com a gente.
Ashley: - Eu acho que você deveria descobrir novos sabores. Novos corpos, novos homens. – Eu sabia exatamente o que a Ashley queria dizer com novos sabores.
Jhulia: - Tampe os ouvidos borboletinha, não quero que a minha pornografia a corrompa.
Jade: - Vou contar pra minha que vocês fazem bullying só porque ainda sou lacrada, tchau! - Sai andando e deixei-as falando sozinhas. Não precisava escutar aquelas escrortices.
Jhulia: - Maju vou lhe dizer do que você precisa. Uma transa nova, algo mais selvagem. Amiga você está precisando de trepada sacana.
Maju: - Trepada sacana, essa é nova, vou ate adicionar na minha lista de escrotice. – A Ashley e a Jhulia sempre fazem a gente rir com essas coisas nojentas.
Ashley: - Concordo. Toda essa coisa de faxina me deixou muito cansada, hoje eu vou ficar muy loca. – Estava comendo um gigante pedaço de bolo. Eu juro por minha mãezinha que assim que começarem as aulas eu voltarei para minhas dietas.
Jade: - Já arrumei alguns baseados para hoje. Será que vocês podem me arrumar? Quero ficar muito bonita. – É tipo um ritual festeiro nosso. Não vale apena ir a uma festa e não voltar chapada. Há dois anos atrás, a Jhulia sempre andava com um baseado na bolsa, a Maju começou a fuma por cauda do Luigi (seu namorado). Eu fumava por que simplesmente adorava a sensação de poder, já a Ashley só fumava por influencia. Não éramos viciadas, mas sempre estávamos com o cigarro aceso. Nós tempos atuais só nos drogamos em festas. E realmente é bom. Não me considero maconheira ou drogada, só aproveito as oportunidades. Alias sou uma boa garota durante a semana!
Jhulia: - Olha a nossa pequena virgem está se saindo bem.
Ashley: - Eu te arrumo, vou te deixar um arraso de mulher.
Maju: - Yeah! Primeira festa da faculdade, rumo ao sexo.
Jade: - Com o seu noivo né?
Maju: - Ate você Jade. Bye, vou tomar o meu banho de deusa, já que o meu quarto é o único que tem banheira.
E muito chato ser a única do grupo que namora. Realmente é bem estranho namorar uma pessoa por cinco anos. Principalmente quando se tem 19 anos. Comecei a namorar com apenas quatorze anos. Eu achava que tinha medo das mudanças, mas na verdade tenho medo de me perder nelas. Nunca questionei o meu amor pelo Luigi, mas agora tudo me faz pensar. Se ele estivesse aqui com certeza diria. “Não pense meu amor, pensar enlouquece.” Deixei meus pensamentos de lado e fui tomar banho. Assim que sai me deparei com uma montanha de roupa jogada no chão. Merda eu não arrumaria isso tão cedo.
Maju: - Preciso de uma roupa. – Entrei no quarto da Ash aos prantos.
Ashley: - Está me achando com cara de shopping por acaso?
Maju: - Que simpatia. Não sei como vou arrumar toda aquela bagunça. Que saudades da minha mãe.
Ashley: - Está pensando em vestir o que? Temos que ser as vadias mais gostosas daquela festa.
Maju: - E seremos. – Coloquei um lindo vestido preto da Ashley e minhas lindas botas de couro acima do joelho.
Ashley: - Ai estou muito animada. – Vesti uma saia curta e uma blusa rosinha.
Olhando-me agora no espelho me pergunto como uma garota tão bonita pode ser tão vazia? O vazio me engole a cada dia que passa, tento esconder, mas a cada dia me afundo mais em meu próprio precipício. Minha mente é um abismo sem fim. Sempre sonhei com o depois, o depois da festa, o depois do ensino médio. Pensei que depois que acabasse o colegial seria livre, vou pode viver sem ninguém se intrometer na minha vida, vou pode beijar dois caras na mesma festa sem ninguém me chamar de puta, poderei ser feliz. Era isso que eu pensava, mas agora preste a realizar o meu grande sonho vejo que nada mais faz sentido. Minha mãe adotiva diria que é preciso colocar amor em tudo que se faz. Mas quando se não conhece o amor verdadeiro, como viver?
Jade: - Está com medo de que? –Estava deitada na gigante cama redonda da Jhulia enquanto ela se arrumava.
Jhulia: - Quem disse que estou com medo?
Jade: - Seus olhos. Desembucha vai. – Os seus olhos brilhavam como o de uma criança de seis anos.
Jhulia: - Tá bom estou preocupada. Você sabe que vai ser uma excelente advogada, a Ashley esta fazendo o que gosta e a Maju sabe que quer ser médica. Já eu não sei o que quero, eu nem se quem sou, estou com medo de ter que deixar o nosso sonho.
Jade: - Ei deixa de ser boba, eu te conheço melhor do que ninguém e sei que você vai amar o que vai fazer. Você vai se encontrar e também vai passar a entender os seus sentimentos. Pra tudo nessa vida tem um jeito minha diabinha. Imagina que legal ver uma pessoa se abrindo para você, mais legal ainda você entende-la e poder ajuda-la. Deve ser uma sensação boa né?
Jhulia: - Espero que você esteja certa. Porra isso foi muito gay. –Dei um beijo na testa da Jade, não sei o que faria sem o meu anjinho.
Jade: - Não tenho culpa de ser uma amiga prestativa.
Ashley: - Virgenzinha, vem quero te arrumar.
Jade: - Eu te odeio Ash. –Deixei que a Ashley me maquiasse e penteasse os meus lindos cabelos. Coloquei uma calça bem apertada com uma blusa que deixasse metade da minha barriga amostra.
Maju: - Como estou? –Rodopiei na frente das minhas amigas que se arrumavam no quarto da Ashley.
Jhulia: - Perfeita. – Assim que fechei a boca à campainha tocou, pelo grito da Maju deu pra saber que era o Luigi.
Faz duas semanas que não vejo o meu namorado. Estávamos acostumados a nos ver todos os dias, então seria um sacrifício ficar longe dele.
Luigi: - Olha como ela está gata. –Não esperei ele acabar de falar e já pulei em seu colo.
Luigi: - Quando vocês me disseram que iam comprar uma casa imaginei uma casa toda rosa e cheia de frufru, igual naquele filme Legalmente loiras.
Ashley: - Eu queria comprar uma casa assim, mas ninguém concordou comigo.
Luigi: - Oi loira também senti saudades sua.
Ashley: - Está me achando com cara de Maju? Te vi a um minuto e já estou enjoada da sua cara.
Maju: - Vem amor, deixa ela ai. Quero te mostrar o meu quarto.
Luigi: - Cuidado Ash, isso pode ser amor. –A Maju saiu me puxando então só escutei a Ashley gargalhar.
Jade: - Oi Lui. –Estava parada enfrente ao espelho do corredor quando a Maju apareceu com o Lui.
Maju: - O que achou do meu novo quarto? – O Luigi se jogou na minha cama assim que entramos no quatro. Havia decorado ele bem do meu jeitinho, uma parede só de fotos com família, amigos e meu namorado, na outra parede coloquei um guarda roupa gigantesco, e no teto coloquei um espelho.
Luigi: - Amei sua cama. Vou amar dormir nela.
Maju: - Você fala como se realmente fossemos dormir.
Luigi: - Você não quer dormir com seu namorado?
Maju: - Não, eu quero fazer amor a noite inteira com você.
Luigi: - Me desculpe baby, mas eu não faço amor, eu fodo.
Maju: - Agora você é um Grey da vida? – Os olhos do Luigi brilharam ao me ver, eu sabia que ele me amava, e eu amava-o. – Como é a faculdade?
Jhulia: - Ai amor você sabe, você não esta lá, então é um saco. – Entrei no quarto fazendo a vozinha romântica do Luigi, não tinha nada contra ele, mas era um prazer atormenta-lo.
Luigi: - Já vi que ninguém nessa casa sabe o que é privacidade. Vem Jhulinha deixe-me te educar. – Peguei a mão da Jhulia e a levei ate a porta, me surpreendi quando ela não brigou por encostar nela.
–Porta Jhulia. Jhulia porta. Antes de você entrar deve- se bater. Entendeu?
Jhulia: - Só isso? –Não iria dizer em voz alta, mas sentia saudades do Luigi, ele era um chato, mas sempre me compreendia, ele entendia o espírito de diversão.
Luigi: -Sim, Jhulinha agora vá lá é me mostre o que aprendeu.
Jhulia: - Tá, mas sem diminutivo, por favor. – Tenho pânico a diminutivo, amorzinho, florzinha, Jhulinha. Na moral vão se foder todas as pessoas que falam em diminutivo. Saí do quarto da Maju e bati na porta, do jeito que o Lui tinha dito.
Maju: Quem é? – Quando o Luigi e a Jhulia se juntam é briga na certa.
Jhulia: - Jesus Cristos. –Entrei no quarto estressada, eles já estavam abusando da minha bondade.
Luigi: - Jesus não sabia que você era tão magro. –Ela me mostrou o dedo do meio e pegou uma bolsa. –Maquiagem não faz milagre não gata.
Jhulia: - Vai se fuder. –Ela bateu a porta do quarto com tanta força que toda a parede tremeu.
Maju: - Às vezes acho que vocês se amam. – Sentei em seu colo do jeito que ele adorava.
Luigi: - A única mulher que eu amo é você. Sem ciúmes tá?
Maju: - Quem disse que estou com ciúmes?
Luigi: - Eu disse. Topa uma rapidinha antes de sair? – A Maria Júlia sabia como me provocar.
Maju: - Não, vai ter que esperar se quiser. –Eu sentia o volume de sua calça abaixo de mim, mas eu não faria as suas vontades, não agora.
Maju: - Vamos descer. – O Luigi foi para o sofá e eu me sentei em seu colo. A Jhulia bolava um baseado no outro sofá.
Jhulia: - Qual é a dessas meninas nunca vi tanta demora pra se arrumar? - A Maju e o Luigi continuaram se beijando fingindo que eu nem estava ali. Dez minutos depois a Ashley desceu com uma saia tão curta que eu podia ver seu útero. Logo atrás veio a Jade com tanta maquiagem que parecia o Coringa, o Luigi soltou uma gargalhada que fez todos na sala rirem.
Maju: - Olha no espelho gata. –A Jade desceu as escadas correndo para se olhar no espelho, a Ashley havia exagerado na maquiagem.
Jade: - ASHLEY. – Gritei tão alto que o lustre da sala até tremeu.
Ashley: - Tá parecendo comigo né?
Jade: - Estou parecendo à noiva do Chuck. –Escutei a gargalhada do Luigi e tive vontade de mata-lo. –Lui sabe a minha parte favorita desse filme?
Luigi: - Não, qual? – A Jade estava muito engraçada, não dava pra não rir.
Jade: - A parte em que ela arranca a salsicha do cara, eu não teria dó de fazer isso com você. E depois eu daria a sua salsicha para o pai da Maju comer assada. – Todos ficaram me olhando boquiabertos, talvez eu tenha exagerado um pouco. Deixei meus amigos e fui tirar aquela maquiagem terrível.
Luigi: - O que o seu pai tem haver com isso? – Perguntei para a Maju depois de rir da revolta da Jade.
Maju: - Depois dessa eu preciso de uma tragada. – Tomei o narguilé da Jhulia e voltei para o meu lugar no colo do meu namorado que passava mal de rir.
Ashley: - Isso que dá conviver com a Jhúlia.
Jhulia: - Cala a boca barbie.
– Meia hora depois conseguimos sair de casa. Assim que chegamos ao Campus da faculdade recebemos um mapa com bares, baladinhas, sala de jogos, ate mesmo uma área de prostituição.
Ashley: - Olha tem uma área reservada para você Vic. – O Sobrenome da Jhulia era Victória então às vezes a chamávamos de Vic.
Jhulia: - Que pena eles não tem uma área reservada para piranhas.
Jade: - Tem como as duas pararem isso tá ficando chato já.
Luigi: - Falou a açougueira. –Provoquei a Jade, mas ela demorou um pouco para entender.
Jade: - O que eu te fiz em Lui?
Luigi: - Mano, você disse que ia arrancar meu salsichão e iria dar ela para o meu sogro, assada ainda. – Ela começou a rir.
Maju: - Ela não disse salsichão. – O Luigi me olhou com um olhar de desaprovação. Abracei-o e começamos a nos beijar ali na frente de todo mundo, sua mão foi descendo as minhas costas ate chegar a minha bunda.
Jade: - Seu tarado não se esqueça de que irei arrancar a sua salsicha. – Tirei a mão do Luigi da bunda da Maju.
Ashley: - Ok chega de agressividade. Vamos nos separar.
Jhulia: - Eu fico com o scooby doo.
Maju: - Quanto senso de humor vindo da sua parte Vic.
Jhulia: - Ai gente vocês não sabem brincar. Tchau também. Eu não tenho carro então, por favor, não me deixem aqui. Beijo vadias. – Era revoltante ser a única que não tinha um carro. Minha mãe acha que vou enfiar ele na primeira árvore que ver pela frente, por isso não ganhei um até hoje. Fui ate o bar e peguei uma garrafa de Sminorff, depois fui direto para a balada eletrônica. Comecei a dançar sozinha enquanto derrubava a vodka pela garganta a fora, quando mais aquele líquido amargo descia por minha garganta mais feliz me sentia.
- Como uma garota tão gata como você aguenta virar uma garrafa de vodka assim?
Jhulia: - Não sou fraca, aguento muitas coisas. – Tentei ser grossa, mas pelo visto não deu muito certo. Até que o cara era bem gato, mas odeio gente se intrometendo em minha vida.
- Vou tentar não levar isso na malicia, prazer Pedro.
Jhulia: - Pode me chamar de Jhulia. – Se não tivesse muitos outros caras na festa eu ate me interessaria por esse Pedro, ele fazia o meu tipo, então resolvi parar de ser ignorante e conhece-lo.
Pedro: - Jhulia, nome bonito.
Jhulia: - Pedro é um nome bem comum.
Maju: - O que se tem em uma casa de shows? – No mapa tinha uns dois locais reservados para casa de shows.
Luigi: - Nós iremos lá ver.
Ashley: - Stripers. –A Maju olhou para o Luigi e depois lhe deu um tapa, eles formavam um belo casal. – Jade vamos ao bar.
Jade: - Vocês vão me deixar com ela?
Maju: -Jade não deixa a Ashley se confundir com uma striper. –A Ashley saiu puxando a Jade que não estava nada contente com isso.
Luigi: - Finalmente a sós.
Maju: - Podemos ir para um lugar com menos gente?
Luigi: - Que tal o meu carro?
Maju: - Que tal um bar? Quero ficar bêbada.
Luigi: - Adoro você bêbada. – A Maju pegou na minha mão e saiu me guiando no meio daquele tanto de gente chapada, tenho certeza que ela nem sabe a onde está indo.
Maju: Chegando ao bar peguei uma garrafa de vodka é duas tequilas. O Luigi se jogou em um dos sofás do restaurante. –Se eu ficar bêbada você promete cuidar de mim?
Luigi: - Você é minha, sempre cuidei e sempre vou cuidar de você.
Maju: - Eu te amo meu amor.
Luigi: - Só não vou dizer que te amo mais porque não quero começar aquela discursão de quem ama mais. Hoje eu só quero aproveitar você.
Maju: - E vai aproveitar como? – Sussurrei em seu ouvido. As mãos do Luigi escorregaram por de baixo da minha saia tocando a parte interna da minha coxa. Seus lábios desceram de minha boca até meu pescoço. Passei a minha mão de leve no volume de sua calça, senti todos os ossos de seu corpo se endurecer.
Jade: Eu e a Ash já havíamos virado quatro copos de tequila.
Jade: - Por favor, me de um daqueles drink azul.
Ashley: - É um pouco forte esse drink, dá conta?
Jade: - Claro, posso ser virgem, mas não sou mais uma menininha Ash. – Virei á bebida azul e fui direto para a pista de dança. Já estava bêbada então nem sabia se estava pagando mico ou não.
Comecei a dançar com um carinho super gato, moreno dos olhos azuis. Deixei que ele me conduzisse á dança até que chegou mais um cara atrás de mim, esse também era bonito, porem muito mais musculoso que o outro. Ficamos dançando por alguns minutos até que cansei.
Carinha moreno: - Que sair daqui gatinha?
Carinha gostoso: A gente pode ir pro meu quarto.
Jade: - Na verdade eu vou até o bar. Sozinha. – Sai deixando os dois carinha me olhando. Sentei-me no bar vendo todas aquelas pessoas bêbadas, lésbicas, gays, heteros gente de todo tipo se pegando. Será que os corações daquelas pessoas estavam intactos? Peguei mais um drink azul.
- Todas essas meninas se matariam por estar dançando com qualquer um daqueles dois caras. – Um garoto bem lindo se sentou no banco ao meu lado.
Jade: - Me pareço com todas essas garotas?
-Não, você tem um olhar angelical. Como se chama?
Jade: - Jade, e você? – Olhei para o garoto no qual conversava, depois olhei para a pista a procura do gostoso que estava dançando comigo.
-Sim, ele é o meu gêmeo do mau.
Jade: - Você já me disse que todas as garotas daqui se matariam por ele, agora só falta me dizer que ele é bonito.
-Não, eu me acho mais bonito que meu irmão.
Jade: - Olha eu devo te chamar de convencido ou você vai me dizer seu nome?
Pedro: - Você faz psicologia?
Jhulia: - Como você adivinhou? –Ainda estávamos dançando, a minha garrafa de vodka já estava na metade.
Pedro: - Você é meio louquinha, só se encaixaria em psicologia.
Jhulia: - Vou levar isso como um elogio, e você faz o que?
Pedro: - A tenta adivinhar.
Jhulia: - Olha você tem cara de nerd batedor de punheta, mas chutaria publicidade você tem um jeito pra isso.
Pedro: - Adivinhou o punheteiro aqui tem jeito para outras coisas também. –Ele me puxou pela cintura juntando nossos corpos. Os seus lábios eram carnudos, sua língua viaja todo canto da minha boca. Ele segurou meus cabelos e apertou ainda mais a minha cintura.
Pedro: - Sim, quer aplicar um?
Jhulia: - Eu não aplico apenas fumo.
Pedro: - Já cheirou cocaína?
Pedro: - Que bom que tem uma primeira vez pra tudo. – Fomos para uma pista de skate, o Pedro deu 70 reais para um garoto que em troca lhe deu um pacote de drogas. Ele cheirou um pó branco e depois me ensinou a cheirar. Dez minutos depois estávamos deitados na grama, minha boca estava seca então eu o beijava a cada um minuto que passava. Minha cabeça rodava como um globo de discoteca.
Pedro: - Está bem princesinha? Pelo visto você não é tão forte.
Jhulia: - Sem diminutivos seu babaca. –Levantei-me precisava tomar alguma coisa, aquele troço havia acabado comigo.
Pedro: - A onde você vai sua louca?
Jhulia: - Procurar minhas amigas.
Pedro: - Mas você está chapada, me deixa cuidar de você.
Jhulia: - Você é bem legal, mas eu sei me cuidar sozinha, agora me deixa em paz você já fez muito em me drogar.
Pedro: - Você disse que queria. –Sai andando e deixei-o falando sozinho. Cheguei a um dos bares vazios, minha cabeça rodopiava, eu queria que o efeito daquele baseado passasse logo, precisava encontrar alguma coisa.
Garçom: - Menina toma isso?
Jhulia: - Minha mãe me ensinou a não aceitar nada de estranhos.
Garçom: - Não vou te deixar mais drogada do que já está. Confie em mim isso vai te ajudar. – Eu já estava um lixo mesmo beber aquilo não iria piorar. Assim que o liquido chegou ao meu estomago comecei a vomitar sem parar.
Jhulia: - O que era aquilo?
Garçom: - Vai tirar o efeito do álcool assim o efeito da cocaína passa mais rápido.
Pedro: - Me desculpa, não pensei que fosse ficar tão mal assim. – Olhei pra cima e vi o Pedro me carregando.
Jhulia: - Tá me levando a onde?
Pedro: - Te dar um banho.
Jhulia: - Você está louco?
Pedro: - A louca aqui é você meu amor. Espero que não me mate por isso. – Aconteceu tão rápido que quando vi já estava dentro da piscina. A agua me atingiu como um anestesiante, minha cabeça parou de girar, podia sentir minha noção voltando, toda aquela sensação ruim havia passado. Olhei para fora da piscina e o Pedro estava sentado com os pés dentro da água.
Jhulia: - Essa sensação boa é a cocaína?
Pedro: - Não, essa sensação boa é estar sóbria. O Efeito da cocaína dura uns dez minutos, lembra aqueles dez minutos que você me contou toda sua vida?
Pedro: - Pois é. A cocaína serve pra duas coisas ela te deixa lucido ou ela faz todas as suas dores virem átona. Com você aconteceu á segunda opção, sinto muito Vic não queria ter estragado sua noite. Achei que você fosse o tipo de garota doida.
Jhulia: - É eu não sou? –Sai da piscina e me sentei ao seu lado.
Pedro: - Você é doida, mas não o tipo de doida que se droga e dá para o primeiro cara que vê, você é doida do tipo que fica chapada e se apaixona por um cara que só sabe o nome.
Jhulia: - Está dizendo que posso me apaixonar por você?
Pedro: - Não, e se fosse isso você seria orgulhosa demais para dizer isso em voz alta. Estou dizendo que eu posso me apaixonar por você.
Jhulia: - Quer uma dica? Não cometa essa erro.
Pedro: - Quer outra dica? Não fique chapada a doidinha sóbria e bem mais interessante. – Ele passou os dedos por meus lábios.
Jhulia: - Porque outra dica?
Pedro: - A primeira dica foi não se apaixone princesa doí muito. – Essa noite já estava complicada demais pro meu gosto, precisava deitar e dormir. Não, eu precisava me divertir mais. Precisava aproveitar aquela onda de felicidade.
Jhulia: - Não vai tomar um banho comigo? –Pulei na piscina e o puxei em seguida.
Pedro: - Qual é a sua garota? Eu só tomo banho aos sábados.
Jhulia: - Eca! Seu porco. – Nesse momento começou a tocar Dark Horse, eu amava essa música. Eu e o Pedro estávamos tão perto que nossos lábios quase se tocavam.
Pedro: - Quero saber como é te beijar sóbria?
Jhulia: - Eu estou sóbria, está esperando o que?