I promise a BANQUET for our ending. I promise a p a r a d e of drums for the day you close the door behind you for the last time. I promise not to (( carry )) you around with me like a mistake or a pack of gum, even when I F O R G E T what you taste like. when they ask me about you, I will always smile. I will say your name and it will sound like “thank you.” Emelisse Danchev, 22 years old, medibruxaria, haus land
A enfermaria era um lugar calmo, ou pelo menos Emelisse estava tão dentro da própria mente que não percebia os sons do lugar, faziam alguns dias desde o baile e a loira continuava na mesma maca a qual tinha sido designada quando chegara ao castelo após o ‘incidente’. Seus cabelos estavam molhados e ela cheirava a rosas, no entanto a loira mal se lembrava de mover-se da posição em que se encontrava - sentada com as costas na cama e os joelhos abraçados contra o peito - muito menos se lembrava de tomar banho, vagamente se recordava de uma voz conhecida dizendo-a que iria lhe ajudar com o vestido, mas não se lembrava quando havia sido isso ou o que tinha acontecido naqueles dias em que ficara ali naquele estado de confusão e medo. O cheiro diferente atingiu suas narinas antes que a voz chegasse a seus ouvidos, mas nenhum movimento foi feito, isso até sentir alguém lhe tocar levemente no ombro, nesse momento um grito foi dado enquanto Emelisse se encolhia mais contra a parede batendo as costas com certa força, as mãos agarrando os lençóis da maca. ❝ ⇁ Eu sinto muito, eu sinto muito. ❞ A frase continuava sendo repetida pela mestiça intercalando entre o russo e o inglês, Emelisse não sabia pelo que se desculpava, sequer havia encarado a pessoa a qual tinha supostamente feito algo, porém sentia que era a coisa certa a se fazer. ❝ ⇁ Eu não queria gritar, eu juro. ❞
AVISO: O CONTEÚDO A SEGUIR TRATA DE MENÇÕES DE NICTOFOBIA, ABUSO SEXUAL, ESTUPRO, NEGLIGÊNCIA E VIOLÊNCIA, ALÉM DE CONTER EXPLICITAMENTE CARCERE PRIVADO CASO DESEJE PROCEDER TOME CUIDADO.
Alguns dizem que sonhos são produtos de desejos subconscientes, desejos tão profundos que quando totalmente despertos não poderíamos ser capazes de compreender ou reconhecer. Esse tipo de desejo é o mais puro de todos, mesmo quando se é obscuro, ainda sim o mais puro, livre de qualquer intencionalidade ou interferência, o que Sigmund Freud diria ser o homem animal. Emelisse não costumava a pensar sobre esse tipo de coisa, era raro ver a veela falar sobre sonhos que não fossem imediatos, seu pai tinha lhe ensinado a guardar suas intenções e desejos a sete chaves assim ninguém poderia intervir contra. Ele também tinha a ensinado algo muito importante: Não deixe com que saibam seus temores. Medo era algo mais perigoso que desejos, desejos eram controláveis, algo que você pode escolher entre querer realizar ou não, mas medo? Medo é irracional. Medo é algo que você não controla. Ele te controla.
Um claro exemplo de um medo que pode te controlar é a Nictofobia, há tantos nomes para essa fobia que os listar seria uma perda de tempo, afinal todos os nomes dizem a mesma coisa: Medo do escuro. É comum entre crianças e muitas vezes se resolve sozinha, mas adultos também podem tê-la e talvez essa versão adulta seja pior, afinal na maioria das vezes o medo de uma criança é totalmente ligado à sua imaginação fértil e lúdica, mas em adultos? Não é sobre imaginação, é sobre memórias. Memórias que usualmente doem tanto quanto a realidade e que tornam o fato de se estar no escuro algo aterrorizante, algo capaz de te fazer perder o sono, ter dores, náuseas e outros sintomas físicos. O temor de Emelisse era causado por memórias. Um temor que seu próprio pai dizia ser insano e sinal de fraqueza, mas ela discordava, não achava que temer era sinal de fraqueza.
Temer não é algo que deveria ser desencorajado, temer é bom, o medo é bom, se na medida certa é claro, medo é o que te motiva a se proteger, a sobreviver, é o que te impede de se jogar do precipício mesmo quando o desejo de saber o que há depois do fundo parece maior que qualquer ponta de racionalidade. Medo é a voz no fundo de sua mente que lhe implora para dar a meia volta, é a voz baixinha e assustada que te pede para checar duas vezes se trancou a porta, medo as vezes é a única coisa que separa uma presa dos dentes de um predador faminto. A coragem por outro lado é exatamente o que leva um coelho curioso a procurar pela toca da raposa. O único sentimento que sobra no coelho enquanto é devorado é o arrependimento de não ter ouvido aquela pequena voz. Aquela voz baixinha e assustada que dizia ‘dê meia volta e saia’. Emelisse naquele momento não passava de um coelho e de arrependimentos ela entendia tão bem.
As mãos tremiam, não de frio, ainda que de fato a noite estivesse gelada e o vestido que usava não trouxesse proteção alguma contra o frio do leste europeu. Elas tremiam de antecipação, medo, lembranças, ansiedade, arrependimento, haviam tantas coisas passando na mente de Emelisse naquele exato momento. Seu corpo tremia. Não por frio, mas pelo choro, o choro silencioso, mas devastador, que era derramado pela mestiça, seu corpo tremia a cada soluço, a cada lágrima que escorria junto de seu rímel. Seus pés começaram a se mover sozinhos, pequenos passos tropeçantes que cada vez mais se afastavam de todos até conseguirem que a loira estivesse em um dos cantos da jaula, as costas tocaram a fria barreira invisível e aos poucos Emelisse escorregou para o chão, os joelhos sendo abraçados contra o peito, o corpo todo tremendo enquanto se balançava para frente e para trás devagar, o rosto enfiado entre os joelhos e pequenas frases, pedidos de clemência saindo de sua boca em francês em sussurros baixos e embargados, uma voz tão quebrada quanto a pessoa que a detinha. Por favor não me toque. Era a única coisa que Emelisse continuava a repetir. Por favo não me toque. Não era uma frase que ela dirigir a qualquer um que dividia aquela ‘cela’ com ela, mas sim para os demônios que dividiam consigo a prisão que ela chamava tão carinhosamente de memórias.
Pense em outra coisa. Era o que seu pai sempre dizia quando ela tinha medo de algo, só pense em outra coisa. Talvez se ela fosse capaz de apenas concentrar-se em outra coisa, qualquer outra coisa, por exemplo no fato de que haviam 206 ossos em seu corpo e dentre esses 206, dez já haviam sido quebrados em alguma ocasião, nove deles pela mesma pessoa e um por um estúpido sangue-puro que havia lhe dado um empurrão em sua primeira semana de durmstrang. Três costelas haviam sido quebradas com um joelho empurrando seu corpo para baixo, a mantendo parada, só um segundo, querida, você só precisa ficar parada por um segundo. Seu osso do carpo havia sido quebrado de proposito, ela sabia disso, no momento que ele tinha segurado seu pulso com força suficiente para fazê-la se ajoelhar. Sua clavícula havia sido quebrada de forma cruel e fria, calculada, apenas um puxão de braço e lá estava ela no chão novamente segurando seu braço, tendo que engolir o choro. Três de seus dedos haviam sido quebrados na primeira vez que ela revidara, fora a primeira vez que não havia lágrimas de dor e sim de raiva por não ter conseguido se defender de forma decente. Seu rádio e sua ulna foram quebrados juntos na última vez que havia se tido registro do ex-comensal da morte vivo. O outro osso? Só um dedo que caíra por cima quando fora empurrada por um purista, nada que houvesse lhe causado algum dano real, entretanto os outros noves eram constantes lembranças em seu histórico médico de uma criança negligenciada e abusada. Engula o choro. Ela lembrava daquilo, se lembrava do pai sabendo exatamente o que acontecia com ela e ainda sim a culpando toda vez, sempre dizendo que se ela controlasse seus poderes veelas nada disso aconteceria.
❝ ⇁ Por favor, pare de pensar nisso. ❞ A voz saiu baixa, afinal estava falando consigo mesma, precisava se lembrar de que pensar naquilo não era o melhor. Todo santo dia era o que se falava quando estava prestes a ter um ataque de pânico. Não pense nisso. Era mais fácil falar que de fato fazer, todos seus pensamentos pareciam continuar a voltar para as tantas noites em que tinha o quarto invadido, mesmo que trancasse a porta, mesmo que se escondesse, mesmo que lutasse contra. A cada minuto se sentia mais presa dentro de si mesma do que dentro daquela barreira invisível, sua mente pintava cenários terríveis, ela era uma meio-veela, seu charme emanava querendo ou não, estar com medo a fazia não ter controle de nenhum membro em seu corpo e todos ali pareciam tão descontrolados quanto ela. O cenário não era propenso a finais felizes e a pequena e baixa voz em sua mente só estava tentando a alertar, entretanto sua parte irracional já tinha tomado conta de cada parte de seu ser e era tão mais fácil só se encolher e chorar, se render, não importava de qualquer jeito. Ele faria o que ele queria. Então por que arriscar um décimo primeiro osso quebrado? Por outro lado haviam 206 ossos em seu corpo, o pensamento dessa dor era um tanto tentador, era mais fácil lidar com a dor de um osso quebrado do que de uma violação. Ela sabia disso.
Seus olhos se fecharam com força, o vestido branco de renda já estava arruinado, a sujeira, as folhas, o frio, o escuro, tudo aquilo era tão sufocante, tão real, tangível. Os dedos trêmulos procuraram pelos pingentes de diamante do colar de memórias, mas não havia em seu pescoço, ambas as mãos foram levadas ao local em total desespero e um som de puro terror lhe escapou da garganta ao perceber que estava sem seu colar, ainda mais ao perceber que sua mente não conseguia distinguir qual fora a última vez que estivera com o colar. Maldita hora para se perder algo tão importante. O corpo foi dobrado, os joelhos tocando o chão frio, a testa sendo encostada nos joelhos, as mãos apertando com força o chão, seu estomago parecia querer expulsar todo o conteúdo de sua última refeição para fora, a bile salgada se formava em sua boca e ela odiava a sensação de enjoo que o medo a causava. Seu peito doía. Sua cabeça girava. Todos seus músculos pareciam rígidos. Respirar começava ser uma tarefa impossível, ela podia sentir os dedos longos, com as pontas queimadas, passeando por sua pele e o nojo crescendo dentro de si, mas seus olhos se recusavam a se abrir, a checar se de fato estava sendo tocada ou se era apenas uma peça, ao invés disso os olhos claros foram apertados com mais força e o choro se intensificou como uma criança acuada que sabe que os pais não vão salvá-la no fim do dia.
Emelisse é um nome sem significado tecnicamente, afinal é uma junção de dois nomes. Emma que significa inteiro ou universal e Liesel que significa meu Deus é abundância. Alguns dizem que Emelisse sendo a junção significa ‘Meu Deus é inteiro ou universal’, Emma nunca acreditou em Deus ou em qualquer força maior que regia o universo, ela achava que o universo era fudido suficiente sozinho e não precisava de ninguém para lhe ajudar com isso, mas no segundo que seu corpo foi levantado do chão ela não sentiu medo ou pânico, por um segundo ela se sentiu segura. Por um momento se perguntara se aquilo era sentir religião, devoção, contar com o desconhecido para lhe guiar para a luz, a luz brilhante e forte que irritava suas pupilas e ao mesmo tempo a abraçava com uma mãe que diz que tudo vai ficar bem. Não que ela tinha alguma experiência com mães ou pais que abraçavam suas crianças e diziam que tudo ficaria bem, mas parecia como uma boa comparação naquele momento, parecia certo. A única coisa que parecia certa em meio a todo pânico e dor que sentia. E no segundo que se sentiu desamparada pelos braços que antes a carregavam tudo parecia perdido e o pânico encheu novamente seu peito, ela não tinha coragem ou forças suficientes para abrir seus olhos, mas podia sentir que não estava mais na floresta.
Quando seus olhos se abriram na enfermaria as lágrimas ainda corriam, seu corpo todo ainda tremia. ❝ ⇁ Eu quero ir para casa. ❞ Sussurrava de forma incansável em sua língua materna. Não havia casa para a qual voltar, ela sabia disso, o que faria? Permaneceria viajando naquele estado de pânico? Não era uma opção. Ir para casa e ficar sozinha no mesmo lugar aonde todos os abusos haviam sido perpetuados também não era uma opção. Ela tinha que ficar e terminar seus estudos, sabia disso, mas seu lado irracional, o lado que estava morrendo de medo, o lado que ainda lembrava como era ser uma menininha assustada e forçada a fazer o que outros queriam só queria que o medo acabasse. Esse lado só desejava ter uma casa para a qual voltar.
。✧◂ Tradicional: Que se funda na tradição. Que se incorporou aos hábitos, ao uso. Estava acostumado à participar daquele evento, sendo o baile, uma das inúmeras tradições de Durmstrang. Mas mesmo que todos os anos parecesse o mesmo evento, era incapaz de evitar o sorriso satisfeito enquanto vislumbrava o salão. Os olhos percorreram o perímetro com calma, verificando cada detalhe antes que pudesse escolher por onde começar. Mas bastou ouvir a voz de Emelisse, próxima demais de si, para que os planos fossem esquecidos. A expressão do sangue-puro não era lá das mais agradáveis quando aceitou o copo da mestiça, servindo-se de um longo gole da bebida, uma das sobrancelhas sendo arqueadas à loira como se questionasse se estava satisfeita com sua performance. ❝ Na verdade, é difícil acreditar que também pode ser uma má pessoa. ❞ Brincou, irônico, mesmo que aquilo não fosse muito distante do que pensava em relação à ela. ❝ Você não deveria estar bebendo tanto assim. ❞ Comentou enquanto capturava o copo dela, sem qualquer tipo de pedido ou aviso prévio.
Ela estava acostumada aos olhares carrancudos vindos de Meliorn, queria poder dizer que era uma surpresa que fosse recepcionada daquela forma, mas a verdade é que sempre que chegava perto do moreno todas as palavras trocadas eram de puro desprezo mútuo, até é claro Emelisse passar a ignorá-lo e evitá-lo como uma pecadora fugindo do altar, agora as interações eram raras, entretanto continuavam a ser tão malvadas quantos as outras, mas não naquela noite. Emelisse estava tirando uma licença poética, por assim se dizer, e quem melhor para começar a testar isso do que com Meliorn? ❝ ⇁ Oh, eu posso ser uma garota má...Tenho certeza que já ouviu boatos sobre isso. ❞ A voz alegre quase escondida o quão sujo aquilo poderia soar, a mente entorpecida realmente não pensara sobre duplos sentidos. ❝ ⇁ Hey! ❞ O protesto foi imediato e a mão se esticou para pegar o copo quase a fazendo cair devido aos movimentos bruscos, as duas mãos seguraram com firmeza os braços do outro apenas para se manter no lugar e a Danchev logo se afastou se ajeitando balançando a cabeça de forma risonha. ❝ ⇁ Qual é! É um baile, Lestrange, vai realmente bancar a polícia canina ou alguma coisa assim? Eu não bebi tanto assim... ❞ Mentira, ela havia ingerido muito mais álcool que deveria. ❝ ⇁ Além do mais eu tento ser gentil te dando uma bebida e você toma a minha de mim? Qual é o próximo passo? Vai sabotar minhas conquistas e me dar uma bronca sobre manter minha compostura? ❞ Levantou uma sobrancelha com certa diversão, como se o desafiasse. ❝ ⇁ Se eu não me engano, eu tenho muito mais compostura que você, afinal não fui eu que quase te atacou em uma carruagem... ❞ Deu de ombros se fazendo de desentendida sobre o assunto enquanto se virava tentando achar alguém que pudesse lhe dar o mínimo de diversão que Meliorn parecia querer tirar dela. ❝ ⇁ Hey, você! Quer dançar? ❞ Perguntou alto para um garoto dos anos regulares, o charme veela emanando de si enquanto sorria.
A risada da loira era contagiante e foi impossível para Annett não acompanhá-la, inclinando o corpo para a frente como se tivesse acabado de ouvir a coisa mais engraçada do mundo - era uma pessoa sociável por natureza e essa habilidade se intensificava ainda mais quando simpatizava com alguém, o que claramente acontecia ali. “Se formos olhar por esse lado, é verdade mesmo.” Concordou; em sete anos de Durmstrang, nunca conhecera alguém que tivesse uma vida pacata. A alemã arqueou as sobrancelhas diante do entusiasmo da moça, e aceitou a taça de vinho que ela lhe oferecia com um sorriso de agradecimento. “Bom, se acabei de fazer uma nova amiga, já estou na maré de sorte!” Disse. “É um prazer conhecê-la, Eme. Eu sou a Annett.”
Emelisse não tinha muitos amigos e Merlin sabia que ela não queria mais amigos que tinha, pelo menos não sóbria, acontecia que Emelisse embriagada achava que sua falta de amigos era um problema e não uma solução para os constantes ataques a sua raça. ❝ ⇁ Annett, eu gostei do seu nome, vou te chamar de Anne. ❞ Sorriu orgulhosa de si mesmo como se o apelido realmente tivesse sido criativo. ❝ ⇁ Eu vou te contar uma coisa, Anne, eu sou uma ótima dançarina, eu fiz balé desde os três, mas essa música? Essa música é uma porcaria! ❞
。..。.☆ Disfarçadamente, Teagan deixou o líquido escorrer de sua taça para alguma planta decorativa perto da pilastra, aproveitando-se da distração momentânea da loira. Deixaria para se preocupar com o atentado contra a natureza mais tarde. Não queria negar a gentileza de Emi, mas queria menos ainda beber algo com álcool. O gosto era horrível, além de que ela não precisava de ajuda para se tornar falante e animada, na verdade, ela precisava mesmo era de alguns freios para para de envergonhar a si mesma. — Eu? Nunca! Você é ótima… Só precisa dar uma chance para que as outras pessoas saberem disso. Não é como se a minha opinião contasse muito por aqui… — Ela deu de ombros, a esse ponto, ela já aceitava com tranquilidade o fato de ser algum tipo de escória social da instituição. — Você tem toda razão, que loucura a minha! —- O pequeno tapa, ainda que teatral, em sua testa, devia bastar para convencê-la de sua confusão e ela deixou a taça vazia sobre a bandeja prateada de algum garçom que passava assim que teve a chance. — Vinho para você a algum suco para mim. Ótima ideia! — A palma alegre selou a ideia, mas deu de ombros no instante que ouviu o elogio. —- Meus pais que escolheram. Como sempre. Eles adoram escolher meus vestidos para bailes… — Bem mais do que eu. Completou mentalmente, sem de fato se sentir tão soturna quanto o pensamento fazia parecer. Ela sabia que os pais faziam um trabalho bem melhor em escolher vestidos do que ela poderia fazer. Ter dois pais experts em moda tinha suas vantagens. — Você está fantástica… Como sempre. Planos para essa noite?
As palavras de Teagan entravam em sua mente com uma mistura de divertimento e de atenção, era sempre divertido estar perto da morena, ela sabia como fazer Emelisse esquecer por alguns momentos de todos os problemas que seu sangue a causava, era quase como se fossem normais quando estavam juntas. Dar uma chance das pessoas saberem disso, uma risada foi dada diante da ideia de que poderia de fato se abrir para alguém ali, ia de encontro com sua ideia de ser mais gentil naquele ano, mas gentileza era uma coisa, outra era deixar todos saberem que era uma pessoa boa, afinal pessoas boas não sobreviviam a lugares como aquele. ❝ ⇁ Como se eu não fosse ser exterminada no primeiro ponto fraco que encontrassem. ❞ Ainda que a voz fosse brincalhona havia um quê de seriedade e ressentimento em seu tom, era pura verdade e ela não conseguia entender muito bem o motivo, ela sabia muito bem o que era. Uma mestiça. É claro. Ainda sim não era como se tivesse sangue trouxa em si para ser tão odiada por puristas, era ilógico e a fala dos mesmos tinha tantas falhas. ❝ ⇁ Suco? Você é tão fofa! Eu gosto disso, vá para seu suco, eu fico com o vinho. ❞ Vinho não era sua bebida preferida, mas vinho era bom quando precisava manter-se pelo menos em um patamar aceitável de consciência. ❝ ⇁ Seus pais têm bom gosto e com toda certeza sabem o que fica bem em você, mas é claro que sabem são seus pais...Eles te mandam muitas cartas? Eles querem me adotar? ❞ A taça de vinho que havia pego com um dos garçons foi imediatamente virada e deixada em uma mesa próxima, ela daria de tudo para se livrar do sobrenome Danchev e com ele as responsabilidades. ❝ ⇁ Meus planos para essa noite são... ❞ Ela parou por um momento pensando que não queria dizer em voz alta seus planos, ela queria se divertir, mas mais que tudo queria fazer algo que sabia que não deveria, ela queria interagir com alguém que sua veela precisava e ainda sim que sua mente avisava para ficar longe. ❝ ⇁ Me divertir. ❞ Respondeu com um sorriso, claramente contando uma meia-mentira.
·˚.・° Houve um tempo em que tudo que desejava era andar ao lado de Emelisse pelos corredores, provavelmente aquele tempo tenha sido o que ela mais precisava da mais velha, esta que sempre esteve presente, mas a mais velha tal como fumaça era impossível de se manter segura em suas mãos, não era rancor o que fizera Anine estacar sem reação por alguns segundo e sim medo. Havia tantos medos em seu cerne que era difícil simplesmente aceitar gentileza. —— Por uma noite? Deveria se envergonhar por ceder tão facilmente, mas a realidade era que não apenas queria ceder, mas precisava de uma trégua de si mesma, de todas as suas medidas de autodefesa. Levou o copo aos lábios e virou-o de modo que só parou quando sorveu todo seu conteúdo. A fase exibia uma careta por conta do gosto da bebida, não era familiarizada com o que os trouxas tomavam, mas ela parecia boa. —— Me promete que não vamos fazer nada estupido… Bem, dizem que é interessante se divertir em um baile, não é?
Um olhar de desafio foi dado a Anine, uma noite era tudo que Emelisse precisava, tudo que ela pedia, uma noite para fingir que não havia sido tudo culpa dela, uma noite para que pudesse sorrir e deixar para trás todas as coisas que tinha feito para sobreviver àquele lugar. Sobreviver. Parecia dramático considerando que estavam em uma escola, mas era a pura verdade, precisavam constantemente estar tentando sobreviver quando eram considerados traidores ou então no caso de Emelisse quando tinham o azar de nascer com o sangue errado. ❝ ⇁ É tudo que eu peço. ❞ Sorriu de forma encorajadora. O próprio copo foi levado aos lábios enquanto encarava a outra com as sobrancelhas levantadas de forma surpresa, com calma deu uma risada baixa e então balançou a cabeça. ❝ ⇁ E eu alguma vez já fiz algo estúpido? ❞ Ela podia pensar em uma ou duas coisas feitas na vida toda, mas de qualquer forma todas eram tão pequenas que nem mesmo ela conseguia considerar, era de fato uma pessoa responsável e ficar bêbada em um baile escolar talvez fosse seu primeiro delito dentro da instituição. ❝ ⇁ Dizem mesmo, principalmente se dançar, você quer dançar comigo? Ou podemos sair daqui, o que quer que esteja em sua mente podemos fazer. ❞
Manon caminhou até a mesa de bebidas, caminhando um pouco estranho. – Estou pensando em colocar um sapato mais confortável para dançar, estou acostumada a usar tênis, não vou aguentar muito com um salto quinze. – Franziu o nariz, escolhendo um copo limpo e se servindo do ponche. – Preciso batizar isso aqui, por acaso você não tem nada ai? Senão vou procurar alguém que tenha. – Tomou um gole, e então abriu um sorriso de canto. – Deixa quieto, já se encarregaram disso, adoro a eficiência desse lugar.
O primeiro estágio de Emelisse bêbada era excitação, felicidade, o segundo irritação e o terceiro era o que experimentava naquele momento a crepitante tristeza que tentava lhe deixar para baixo, presa em suas memórias e decepções. O olhar foi para os pés da menina que falava. ❝ ⇁ Deveria ter colocado um esparadrapo atrás, assim não doeria tanto, mas posso transformar eles em sapatilhas da mesma cor, isso lhe deixaria mais confortável? ❞ Bebeu um pouco do copo que tinha e então riu da pergunta alheia. ❝ ⇁ Parece que não foi a única que teve essa ideia. Se precisar de algo mais forte, eu posso te conseguir...Espere, quantos anos você tem? ❞
❛ —— Aaaah, o álcool! ❜ a brasileira comentou com um tom sonhador – fazendo uma clara referência ao estado alegre da garota a sua frente – um riso se desprendendo de sua garganta à medida que observava. Tinha que admitir que uma das melhores partes daquelas festas escolares era ver pessoas como Emellisse, que usualmente lhe pareciam quietas, se soltando graças as bebidas. ❛ —— Duvidar que você é uma boa pessoa? Jamais, mulher! ❜ ela exclamou com uma certa comicidade na voz, o braço envolvendo o corpo da outra em um abraço de lado enquanto estendia a mão para pegar o copo que lhe era oferecido. ❛ —— Como assim você não colocou nada? Que vacilo, Ems! Super queria drogas de graça. ❜
Pietra era uma ótima companhia, Emelisse diria isso bêbada ou não, mesmo que não fossem próximas e que a Danchev raramente tivesse mais de uma interação social com a brasileira, ela ainda achava que Pietra era ótima. A bebida foi tomada com calma enquanto a observava rindo. ❝ ⇁ Ótimo, já existem pessoas demais duvidando da minha grande capacidade de ser feliz sem ter tido algum encontro sexual, o que é ridículo já que minha satisfação carnal não tem nada a ver com meu humor. ❞ Ela provavelmente estava falando mais do que deveria e mais do que Pietra queria saber, entretanto a bebida não a deixava sequer corar sobre a forma como estava falando abertamente. Ser abraçada a fez quase pular, mas de qualquer maneira acabou relaxando colocando a cabeça um pouco para o lado rindo enquanto bebia. ❝ ⇁ Eu sou uma mestiça em durmstrang, Pietra, eu não posso me dar ao luxo de dar drogas de graça. Eu preciso de dinheiro, ok? Em caso de precisar fugir no meio da noite ou algo do tipo. ❞
Condessa gostava de festas. Ela não era baladeira ou qualquer coisa do gênero -principalmente porque ela gostava de festas com pessoas próximas a ela e que ela conhecia- entretanto ela amava bailes. Por ter sido algo que a família Stradivari perdeu ao longo das gerações, ela amava a grandiosidade dos bailes e, apesar de ser apenas um baile de Homecoming, aquele não era exceção. E, claramente, ela não podia perder a oportunidade de se sobressaltar. O tecido 95% translúcido mexia ao seu redor conforme ela andava pelo salão. –”Talvez, mas não tão difícil quanto acreditar que você já está alegre assim.”– a italiana retrucou com um sorriso nos lábios e na voz, mas acabou pegando o copo que lhe era oferecido. –”Ainda que tivesse colocado algo, eu faria você se arrepender de ter me drogado depois. Fora que minha fisiologia processa essas coisas com um pouco mais de lentidão do que o esperado. Então… Salute!”– brindou antes de tomar um gole.
Dizer que Emelisse estava encarando o corpo alheio era minimizar a situação, os olhos da Danchev simplesmente não conseguiam se desviar da silhueta da garota a sua frente, além de ter um corpo perfeitamente moldado o vestido que a Stradivari usava era simplesmente maravilhoso e Emelisse tinha de admitir que se tivesse coragem de mostrar seu corpo daquela forma totalmente copiaria o modelo para eventos futuros. ❝ ⇁ Eu não sei do que está falando, eu estou totalmente normal... ❞ Os olhos foram piscados com certo ar de inocência, ainda que soubesse que era uma mentira das feias, a Russa estivera bebendo desde o início da tarde, enquanto se arrumava uma garrafa e meia de vodca haviam sido ingeridas por Emelisse e agora estava em seu segundo ou terceiro copo de fire whisky, estar apenas alegre era mais um sinal de sua resistência por conta de seu sangue misturado do que um sinal de fraqueza, ainda sim uma risada saiu de seus lábios. ❝ ⇁ Eu não duvido que faria, mas honestamente olhe para mim, acha mesmo que eu faria uma coisa dessas? ❞ Ela faria. Ela já tinha feito algumas vezes, mas não ali, não agora, não com alguém que poderia facilmente a dominar, ela sabia seus próprios limites. ❝ ⇁ SALUTE! ❞ Falou mais alto que o necessário, como uma comemoração antes de ingerir todo o conteúdo do seu copo o trocando por um cheio com um garçom que passava a seu lado. ❝ ⇁ Eu não ia falar nada, mas tenho que falar. Seu vestido é maravilhoso e eu sei que é indelicado, mas eu não consigo parar de te encarar! ❞
·˚.・° Era seguro pensar que para Anine os bailes de mascara eram seus favoritos, pois, se esconder seria mais fácil, todavia esse não era o caso. Se divertir, por outro lado, não fazia parte da equação, a ideia de ficar por horas com pessoas que a evitavam nos corredores não se destacava em sua lista de afazeres. Fora a dose extra de alegria na voz familiar de Emelisse que guiou seus passos até mais velha. Fitou com um misto de confusão e espanto a mão estendida em sua direção. Recordou-se que seu lembrou estava em sua pequena bolsa e se o mesmo não estava zumbindo, não havia riscos em aceitar. —— Não é difícil acreditar que você possa ser boa, é na bondade que eu não acredito. —— A intenção de ser rude ou sarcástica não existia em tais palavras, mas temia que acabasse por parecer assim aos ouvidos alheios.
Os segundos que se passaram com Anine apenas encarando sua mão eram quase torturantes, seu dedos pareciam trêmulos conforme esperava pacientemente por uma reação da outra, qualquer que fosse, mas a mente levemente embriagada se recusava a dar meia volta e se afastar como deveria fazer. Um sorriso breve se espalhou por seu rosto ao ter a bebida aceita, mas logo esse desapareceu com as palavras. ❝ ⇁ Outch... ❞ Deu um longo gole da bebida deixando com que essa acalmasse seus nervos. ❝ ⇁ É um baile, Anie...Relaxe. ❞ Ela não tinha o direito de chamar a outra assim, não mais, não depois de ter virado as costas à ela quando esta mais precisava, um pontada de arrependimento pelo ato egoísta começava a tomar conta de seu peito, no entanto a Danchev apenas respirou fundo como se nada naquilo a afetasse ou incomodasse, afinal era um baile e ela se recusava a se sentir mal durante um baile daquela magnitude. ❝ ⇁ Só por uma noite, vamos esquecer daquele fiasco e aproveitar? Vamos lá...Tenho certeza que colocar o papo em dia não está na sua lista de proibições, está? ❞
“E esse seria o título da sua sextape.” Annett sempre fazia essa brincadeira quando algumas pessoas soltavam frases no meio da conversa que poderiam ser levadas para um sentido sexual. Claro, era uma piada que fazia com seus amigos mais próximos, mas por alguma razão se sentia estranhamente à vontade ao redor da moça loira que agora bebia consigo. Em uma ocasião rotineira, ser elogiada de forma tão explícita lhe traria certo constrangimento, mas naquele momento Schaefer apenas riu de forma lisonjeira, aceitando o galanteio com um aceno de cabeça. “Eu, uma bruxa comum, sendo elogiada por alguém que, literalmente, traz a beleza no sangue. Podem encerrar o baile agora mesmo porque minha noite já está ganha.”
Uma risada alta foi dada com a fala da outra e uma das mãos de Emelisse cobriu sua própria boca, ela não estava familiarizada com o que seria uma sextape, mas pelo nome podia imaginar e de qualquer maneira se fosse o que estava pensando seria um escândalo alguém de seu status ter uma. ❝ ⇁ O título da minha sextape provavelmente seria algo pior que isso... ❞ Aproveitou que um garçom passava para pegar de sua bandeja duas taças de vinho tinto deixando uma na frente da morena e a outra consigo. ❝ ⇁ Não diga isso. Nenhuma bruxa é comum. ❞ Era certamente verdade, ninguém no mundo bruxo era comum. ❝ ⇁ Ah não! Não encerre o baile ainda, eu posso fazer sua noite ser uma maré de sorte! ❞ Uma das mãos foi jogada para cima de forma exagerada enquanto bebia o vinho, ela não estava exatamente bêbada, mas algo naquela noite a tinha deixado tão...Feliz. ❝ ⇁ Oh, eu não me apresentei, eu sou Emelisse, mas pode me chamar de Ema ou Eme ou Lisse ou o que você quiser, sério, eu topo tudo com meus amigos e agora você é minha amiga. ❞
“Não colocou nada? Que pena!” Annett riu enquanto aceitava a bebida das mãos da moça que havia acabado de conhecer, trocado poucas palavras, e simpatizado de imediato - o que não era muito difícil de acreditar, dado que ambas já estavam bem mais sorridentes e sociáveis devido ao álcool. A alemã não era muito fã de firewhiskey, mas quanto mais alcoolizada ficava, menos seletivo era seu gosto, então acolheu de bom grado o gosto quente e amargo da bebida âmbar. “Todos somos ótimas pessoas quando bêbados. Até eu estou menos rabugenta do que o costume.”
A resposta alheia a fez segurar uma risada. ❝ ⇁ Infelizmente sai desse ramo, hoje em dia só dou o que as pessoas explicitamente pedem. ❞ Brincou antes de tomar sua própria bebida enquanto observava a outra garota tentando puxar em sua mente o nome da mesma, não era uma tarefa fácil já que conhecia tantas pessoas no castelo e ainda sim conhecia tão poucas intimamente, esquecer nomes era quase seu esporte favorito, mas não conseguia ligar o rosto da morena a algum cenário especifico. ❝ ⇁ Isso faz duas de nós, normalmente eu não falo com garotas bonitas como você, meu lado veela tem algo com isso...Mas bêbada? Bêbada eu amo falar com pessoas bonitas e você. ❞ Um dedo foi apontado para a outra tocando levemente o nariz alheio. ❝ ⇁ Você é linda. ❞
Como ser sociável que era, nada mais natural que Rhaella amasse o homecoming. Contudo, não do jeito que garotas, de um modo geral, o faziam. Não queria ser o tipo de pessoa que suspirava pelos cantos por causa da forma como a luz batia no lustre numa decoração de festa, ou pelas pedras no vestido. O que a Hotharn apreciava mesmo era a diversão proporcionada por eventos como aqueles, que fugiam da seriedade da instituição. Até mesmo pessoas com quem não conversaria em dias normais pareciam se tornar divertidas com um pouco de álcool no sistema, e foi com um sorriso ladino que ela se aproximou de Emelisse, tomando o copo oferecido. “Nunca pensei que fosse menos que boa, Emezinha” — forçar intimidade que não existia era com ela mesmo. “Na verdade, uma das pessoas mais decente dessa escola, e isso é dizer muito”, comentou, com desinteresse. “Você não me envenenaria, envenenaria?”
Uma risada foi dada com o apelido, era fofo, tinha de admitir, ninguém tinha chamado ela de Emezinha em sua vida, Ema, Eme, Lisse, Liesel, seu nome tinha tantas várias opções de apelidos, além daqueles que não vinham com o nome, mas Emezinha? Aquele era novo e podia ser o alcool em seu sistema, mas ela gostava. ❝ ⇁ Emezinha, eu gostei disso. Eu não lembro seu nome, então eu vou te chamar de boneca, você parece uma, tão bonita. ❞ A sinceridade em todas as suas palavras até a assustaria se estivesse totalmente sóbria, mas no momento parecia perfeitamente normal que não se lembrasse do nome da menina a sua frente, sabia que era algo com R, mas sua mente fazia milhares de combinações que não pareciam certas, Renata, Rowena, Ralina, Raegar. ❝ ⇁ Acha mesmo? Eu também acho isso sabia? Você também é muito decente ao contrário dos outros alunos daqui que só querem saber de sangue, qual a obsessão por sangue? Oh! Será que todos os sangue-puros são vampiros? ❞ Arregalou os olhos pensando na possibilidade por um segundo. ❝ ⇁ É claro que não, eu não envenenaria ninguém, se fosse para matar alguém eu faria com um feitiço. Veneno me parece covardia e arriscado demais, pode falhar. ❞
。..。.☆ Os olhos castanho esverdeados da bruxa se fixaram na taça por um tempo longo demais para parecer uma ponderação normal, até que sua demora em aceitar acabou por revelar todo o receio que sentia em aceitar a bebida. Era uma festa, teria bebidas. Sempre tinha bebidas, corrigiu-se mentalmente, de modo que ela se sentiu idiota por estar surpresa. — Não! Claro que não… Você é ótima! Ótima pessoa... — As palavras se embolavam uma na outra, o toque de desespero tingia cada uma delas, já que ofender uma das únicas amigas que tinha ali não era seu objetivo, então ela logo que pegou o copo das mãos da outra. — Viu? Já peguei! Eu só… Você sabe se colocam nozes nisso? Por que, você sabe, Eu sou alérgica. — Porque colocariam nozes numa bebida é a pergunta, mas foi o melhor que ela pode pensar para explicar sua delonga em aceitar o drink, e antes mesmo dela responder, a menina já estava bebericando sua bebida. — O que você está bebendo?
Uma risadinha baixa foi dada enquanto bebia com calma, Tea era apenas um ano mais nova que Emelisse, mas isso já era suficiente para que a loira tivesse um certo senso de responsabilidade para com a outra bruxa e depois de tudo que haviam passado juntas naquela escola elas mereciam uma bebida e um pouco de diversão. ❝ ⇁ Eu sou? Agora está exagerando um pouco... ❞ Brincou antes de rir, ela não era exatamente o exemplo do ano, nem nunca fora, entre os segredos e as mentiras haviam as manipulações e tantas outras sujeiras que a Danchev guardava embaixo de um fino tapete de sorrisos e floreios. ❝ ⇁ Por que colocariam nozes na bebida, Tea? É claro que não há nozes. ❞ Desta vez a risada dada era verdadeiramente divertida, talvez fosse o álcool em suas veias ou talvez de fato tivesse achado engraçado a confusão alheia, perto de Tea era sempre difícil de distinguir quando estava de fato alegre e quando estava se forçando a gentilezas. ❝ ⇁ Whisky, é claro. Eu queria vinho, mas não achei o garçom então peguei o whisky mesmo, mas se quiser posso procurar algo mais leve para você. Seu vestido é lindo, na verdade, você está linda. ❞
A felicidade de Emelisse era nítida em seu rosto e na maneira como se mexia pelo lugar, ela amava bailes, amava os trajes, a decoração, a forma como a música penetrava em seus ouvidos a fazendo querer dançar mesmo sozinha. E ela amava como seu humor melhorava com uma ou duas bebidas em bailes, ela não estava bêbada, mas sim alegre. ❝ ⇁ O que foi? É tão difícil assim acreditar que também posso ser uma boa pessoa? ❞ Indagou a pessoa a sua frente enquanto tomava um gole de sua bebida, a outra mão continuava esticada oferecendo um segundo copo ao outro. ❝ ⇁ Eu não coloquei nada, só estou oferecendo uma bebida, se eu trocar os copos se sentirá mais confortável? ❞
Fashion is the art, designers are the GODS
&& models play the part of A N G E L S in the dark
Which one of you would ever (( dare )) to go against
That BEAUTY is a trade and everyone is paid