Jay estava saindo do banheiro quando ouviu alguns caras comentarem sobre pagar bebidas para Bianka e levá-la para outro lugar, o detetive não iria deixar isso barato. Buckerman nunca fora o policial mais civilizado da inteligência e isso não mudaria, puxou um dos caras pela camisa acertando um no rosto do homem que lhe parecia ser um pouco mais velho que ele. Ao ver que Bianka havia se metido no meio o jovem se acalmou olhando o adversário com certa raiva, Jay claramente tinha apanhado bastante mas o outro também não havia saído ileso. “Tudo tem limites, e aquele cara não parecia conhecer”
Se aproximou de Jay e deu um longo suspiro. - Você está machucado. - Ela se apressou em dizer com calma, observando os machucados dele. - Você ainda está ferido, vem, vamos pra sua casa e eu ajudo. - A morena disse com calma. - Eu preciso mesmo te ajudar. - Suspirou. - É uma maneira de agradecer por ter me salvo no outro dia. - A mulher comentou deixando um sorriso doce brincar na face.
Bianka estava distraída quando entrou no bar, queria apenas tomar um drink antes de partir para sua casa, foi quando os seus olhos encontraram uma confusão, dois homens bêbados, quando seus olhos reconheceram Jay, que estava apanhando de um homem bem maior, ela praticamente correu para o meio da cena. - Para, seja lá o que ele fez, ele se arrepende. - Falou e viu os seguranças se aproximarem para os colocar pra fora. - Eu cuido desse aqui. - Disse segurando o braço do policial, vendo que ele estava com o rosto ensanguentado. - Pensei que era o responsável herói.
I've seen the world, done it all Had my cake now Diamonds, brilliant And Bel Air now Hot summer nights mid-july When you and I were forever wild The crazy days, the city lights The way you'd play with me like a child Will you still love me When I'm no longer young and beautiful? Lana Del Rey - Young and Beautiful
A pretty picture but the scenery is so loud A face like heaven catching lighting in your nightgown But back away from the water, babe, you might drown The party isn't over tonight (Lighting in your nightgown) Hey Where will you be waking up tomorrow morning? Panic At the Disco! - Miss Jackson
You think you got the best of me You think you had the last laugh Bet you think that everything good is gone Think you left me broken down Think that I'd come running back Baby, you don't know me 'Cause you're dead wrong What doesn't kill you makes you stronger Stand a little taller Doesn't mean I'm lonely when I'm alone What doesn't kill you makes you a fighter Footsteps even lighter Doesn't mean I'm over, 'cause you're gone Kelly Clarkson - Stronger
You know, she beat me at darts and then she beat me at pool And then she kissed me like there was nobody else in the room As last orders were called was when she stood on the stool After dancing to céilidh singing to trad tunes I never heard Carrickfergus ever sung so sweet Acapella in the bar using her feet for a beat Oh, I could have that voice playing on repeat for a week And in this packed out room swear she was singing to me Ed Sheeran - Galway Girl
And all those things I didn't say Wrecking balls inside my brain I will scream them loud tonight Can you hear my voice? This time this is my fight song Take back my life song Prove I'm alright song My powers turned on Starting right now I'll be strong I'll play my fight song And I don't really care If nobody else believes 'Cause I've still got A lot of fight left in me Rachel Platten - Fight Song
Bianka Aliz - Letter - Task 002
Imagino a sua cara quando ver que isso é uma carta minha, talvez você jogue fora antes de terminar essa primeira linha, deve estar imaginando que eu vou te xingar e amaldiçoar até a décima geração da sua família, mas na verdade não, eu só quero agradecer. Sim, agradecer, eu posso imaginar a cara de confusão em sua face não é Louis? A mesma que você sempre fazia quando não entendia algo que eu estava fazendo, como não deve estar entendendo o porque de eu estar agradecendo, eu estou agradecendo por você ter me deixado no altar. Veja bem, se não tivesse feito isso, eu não teria escrito, eu não teria viajado o mundo e não teria me tornado a Bianka que sou hoje, sabe, você também deveria agradecer a si mesmo pelo favor que fez a nós dois, afinal eu não seria a esposa que você queria, eu nunca fui boa em seguir ordens, eu nunca pensei em ter filhos, quando você queria um time de futebol. O que eu quero dizer é que eu te perdoo, e realmente te agradeço, sua decisão de me deixar plantada na frente de todo mundo nos salvou de um futuro infeliz e me fez mais forte. Espero que você seja feliz, até mais.
O bandido finalmente havia soltado a moça a jogando no chão e aquela era a oportunidade certa para que ele escapasse, do mesmo jeito que havia agido rápido Jay também agiu chamando por reforços para o suspeito em fuga, o rapaz rapidamente pegou a arma de volta guardando esta e indo até a jovem. “Ele te machucou?”
Bianka caiu no chão, sentindo o joelho e a mão nos quais se apoiou doerem, o que provavelmente queria dizer que havia se ralado. Viu ele vir até si e suspirou aliviada. - Só meu joelho, minha mão e minha dignidade. - Falou se levantando como podia, endireitando a postura. - Tem algo que eu possa usar pra limpar esse arranhões na viatura?
Jason via o homem se afastar junto da jovem a cada passo que ele dava, o criminoso havia acionado a arma pedido para que o policial colocasse a sua no chão, Jay não iria o contrariar pois sabia que ele poderia realmente atirar na jovem. O policial ergueu os braços e largou a arma no arbusto que tinha a sua frente. “Calma cara, só solta ela e você pode ir”. Jason ora olhava para garota ora olhava para arma no chão, ele suspirou mas não se deixou comover. “Vai ficar tudo bem não se preocupe, vou te ajudar.”
Ver o policial soltar a arma fez com que a morena sentisse um frio na espinha, aquela situação tinha tudo para dar errado de tantas maneiras que ela fechou os olhos por um momento, então reconheceu o policial, ele tinha a parado alguns dias antes, Bianka havia até brincado com o homem. Ouviu o que ele disse e assentiu, mas no momento sua cabeça só conseguia pensar que aquele bandido poderia a soltar, mas que ele parecia alguém violento, talvez atirasse no policial e aquilo dava uma enorme sensação de pânico na morena. Não queria que ninguém se machucasse por sua causa.
Jason fazia um trabalho disfarçado em uma das viaturas do seu distrito quando a sua fora acionada por um 155, código usado para indicar assalto. Rapidamente Buckerman chegou ao local que lhe fora indicado já que estava relativamente perto do lugar, sacando a arma o homem saiu do carro e não pediu reforço apenas se afastou de veículo. Havia pego uma jovem como refém, moça esta que lhe parecia muito familiar mas não lembrava de onde, Jay se aproximou do rapaz cautelosamente mostrando o distintivo e sem perder o outro rapaz de sua mira. “Okay, pense no que você está fazendo e largue a arma devagar e deixa a garota ir”
Bianka ainda tentava assimilar o que havia acontecido em um momento estava passando pela loja com calma, no seguinte, uma faca em seu pescoço, enquanto o homem a segurava, a jovem escritora não queria morrer, só queria que alguém a tirasse logo daquela situação. Quando viu o policial ela suspirou aliviada, mas ainda estava com muito medo, temia que o homem não a deixasse ir e ainda havia a faca em seu pescoço.
Você tem um jeito muito peculiar de escolher os melhores lugares para frequentar. Não, não estou muito a par das fofocas de Hamptons, mas fiquei curioso, o que aconteceu com ele?
Mas o café é ótimo, não seja mal humorado, você sabe que eu sou viciada em cafeína e não viria só porque o dono é bonito... Pelo que parece espancaram e torturaram ele, bizarro, eu sei, parece história de livro.
Ah não precisa, eu terei todo o gosto em comprar e ler com eles os livros. Obrigado, tento fazer o meu melhor, bom saber que estou conseguindo. Eu também não sou daqui, cheguei à um ano com os meus filhos. Os Hamptons são um ótimo lugar para se viver, tenho a certeza que vai gostar, eu pelo menos gosto bastante daqui. Veio de onde Bianka?
Vou ter que anotar os nomes pra vocês, então, mas de verdade, não tem problema se ficar com os exemplares que eu tenho no carro. Eles gostam da cidade? Espero gostar sim, eu já me mudei muito, quero parar em um lugar só. Eu vim da Alemanha, antes disso França, mas eu sou da Hungria e você?
Você é escritora? Isso é ótimo, talvez os meus filhos já tenham lido um livro que você escreveu. Sim… as crianças realmente são adoráveis, sinceras e por vezes ingênuas, mas algumas não deixam de ser crúeis. - O bombeiro riu com aquilo e fez uma careta negando com a cabeça. - Pelo menos os meus filhos dizem que sim. Se sente mais segura? Bom saber, mas acho que na praia, não tem muitas coisas perigosas acontecendo.
- Sim, se não tiverem ainda eu posso dar um pra cada depois, tenho alguns no carro. - Bianka comentou com um pequeno sorriso, havia chegado em um ponto, onde dar alguns livros não era prejudicial para si. - Infelizmente algumas de fato são assim, mas é muito importante que os pais tenham a atitude que você teve com sua pequena. - Sorriu de leve e passou uma mão pelos cabelos. - Eu não cheguei aqui tem muito tempo, ainda estou me acostumando com tudo,é um bom lugar.
“Papai é muito legal sim, ele é bombeiro sabia? É um herói, tipo o Capitão América.” - Matt acabou por rir com o que a filha falou e negou com a cabeça. - O prazer é nosso Bianka. - Ele sorriu para morena e viu a filha ficar mais animada, até tinha retirado a toalha que envolveu no corpo, para cobri-lo. - “Vou brincar com Max e o Dan.” - A menina acenou para os dois, correndo até à beira mar, onde estavam os irmãos brincando. - Cuidado! - Matt mantinha a sua atenção nos filhos, mas logo voltou a olhar para a jovem. - Obrigado por ter intervido, não precisava de o ter feito, mas mesmo assim achou boa ideia fazê-lo e realmente…estava certa.
- Aposto que o Capitão América morreria de inveja. - Bianka falou com um sorriso sincero na face, então levou os olhos para o homem, ainda com um pequeno sorriso. - Até mais. - Acenou para a menina e negou levemente com a cabeça para o homem. - Não foi nada, isso é meio que meu trabalho, literalmente, eu sou escritora e meu público em maioria são crianças e adolescentes, é uma fase que pode ser difícil se sentir segura, ainda mais porque crianças podem ser bem cruéis. - A morena deu levemente de ombros. - Então você é como o Capitão América? - Brincou com o homem, trazendo o comentário da filha dele de volta. - Acho que me sinto mais segura.
Matt sorriu para a jovem em sinal de agradecimento e viu a filha abrir um sorriso para ela. - “Acha mesmo? Papai fala que sou inteligente.” - Sophie olhava para Bianka ainda com os olhos brilhando do choro. - Claro que você é inteligente! - Ele piscou para a menina, colocando o chapéu na cabeça dela para proteger do sol. - “Você é bonita.” - A pequena estava realmente feliz por ter ouvido aqueles elogios. - Sou Matt, esta é a Sophie, prazer em conhecê-la.
A húngara sorriu enquanto os olhava. - Eu tenho certeza e digo mais, pais legais estão sempre certos e algo me diz que o seu pai é legal. - A mulher tinha um fraco por crianças, apesar de nunca ter pensado em ser mãe. - Obrigada meu amor, você também é linda. - Falou sincera. - Sou Bianka, é um prazer conhecer vocês.
Na verdade não faço ideia, é a primeira vez que eu venho aqui já fazem alguns anos, a última vez que eu vim era um senhorzinho de idade que era o dono, ou eu posso estar confundido o que é totalmente normal já que eu to morta de ressaca.
Normalmente tem um rapaz aqui, ele é o dono, um cara muito bonito e legal.