' you didn't expect me to stay
in the dark forever... did you? '
Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é KOZMOTIS PITCHINER, mais conhecido como 𝑷𝑰𝑻𝑪𝑯 𝑩𝑳𝑨𝑪𝑲 ( 𝐵𝑅𝐸𝑈 ) , da história A ORIGEM DOS GUARDIÕES! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado A MANIPULAR SEUS FANTOCHES EM FINAL STATE… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja ASTUTO, você é SÁDICO, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: GERENCIANDO SEUS EMPREENDIMENTOS NO RAMO DO "ENTRETENIMENTO".
𝑯𝑬𝑨𝑫𝑪𝑨𝑵𝑶𝑵𝑺
Outrora, Kozmotis Pitchiner era o dedicado Lorde Alto General das Galáxias, líder dos Exércitos Dourados, que tinha por função proteger o universo dos Piratas dos Sonhos e seus semelhantes. Foi nessa época que Pitchiner se ofereceu para guardar o planeta prisão em que estavam presos os Piratas dos Sonhos, mantendo vigília por anos, forçado a ouvir os constantes sussurros e súplicas dos prisioneiros. Porém, essas entidades da escuridão e dos pesadelos, sentindo sua maior fraqueza, o enganaram para que pensasse que haviam feito sua filha cativa. Contudo, tudo não passou de um engodo. Hipnotizado, Kozmotis acreditou que a filha estava presa junto dos Fearlings no interior da prisão. Frenético, ele abriu as portas para libertá-la, momento em que foi possuído por uma legião de pesadelos, tornando-se, assim, o Breu que conhecemos na atualidade, o Rei do Pesadelo.
Sua mente e coração estavam tão distorcidos com pensamentos de vingança que ele procurou destruir a Era de Ouro, transformando todos os bons sonhos em pesadelos: saqueou planetas, extinguiu estrelas e roubou todos os sonhos que encontrou, deixando apenas miséria a desespero em seu rastro.
Hoje, Pitch é um poderoso mestre do pesadelo devido ao grande medo e terror da humanidade pelo escuro nos tempos anteriores aos Guardiões. Porém, depois que o Homem da Lua escolheu e enviou os Guardiões para dar luz, felicidade e esperança às crianças do mundo, as pessoas perderam sua miséria e medo do “bicho-papão”, fazendo com que o poder de Pitch diminuísse até que sua existência se tornasse tão frágil que ele não pudesse ser visto ou ouvido. Essa existência solitária, em comparação com os Guardiões da Infância que são amados e acreditados em todo o mundo, fez com que Pitch alimentasse um ódio amargo pelos Guardiões.
No Mundo das Histórias, foi relegado por um tempo a viver em Malvatopia após o felizes para sempre de todos (não o dele). Porém, aquela vibe de fracasso estava minando sua confiança, motivo pelo qual deu um jeito de escapar de lá para viver em Final State, onde ainda havia espaço para a disseminação do caos e da desgraça, nas sombras. O que ninguém sabe é que boa parte da desgraça do reino pode ser creditada a ele.
Breu é atormentado por dez mil vozes desde que foi possuído pelos Pesadelos, as quais sempre garantem que ele se manterá do lado errado da força, impedindo que demonstre qualquer sentimento que remeta à sua humanidade. Aliás, não é difícil vê-lo debatendo com as vozes de sua cabeça em seus momentos de maior loucura.
𝑷𝑬𝑹𝑺𝑶𝑵𝑨𝑳𝑰𝑫𝑨𝑫𝑬
Sendo um mestre manipulador, Pitch frequentemente ataca suas vítimas psicologicamente. Seu conhecimento dos piores medos das pessoas lhe permite enervar seus inimigos. Gosta de vê-los se contorcer, muitas vezes deixando seus destinos para sua imaginação por meio de ameaças veladas antes de acabar com eles. Como mostrado várias vezes, Pitch tem um nível perverso de prazer em atormentar de forma brincalhona suas vítimas. Apesar de possuir um ciúme doentio dos Guardiões, Pitch também considera sua rivalidade com eles agradável, de certo modo. Em que pese sua natureza cruel, Pitch tem um lado simpático. Em contrapartida, prefere ser temido em vez de amado. De modo geral, ele está cheio de desprezo e rancor, usando e manipulando que estiver em seu caminho.
𝑻𝑶𝑪𝑨 𝑫𝑶 𝑷𝑰𝑻𝑪𝑯
Trata-se de um antigo palácio que afundou no fundo do oceano, cercado por lama e rocha. É uma enorme base subterrânea com várias gaiolas, pontes e escadas rolantes. Todo o ambiente é construído em um ângulo e parece que está caindo de um penhasco em um abismo. Além disso, tem elementos negativos de todos os mundos respectivos dos Guardiões. Por exemplo, ele tem um globo, assim como North, para manter o controle da crença das crianças do mundo, mas é colorido de cinza e preto. Embora este antigo palácio esteja localizado em Veneza, Itália, ele tem múltiplas entradas que o conectam a diferentes partes do globo. Depois da impossibilidade de acesso aos portais do mundo humano, recriou a Toca no Reino dos Perdidos, sendo seu acesso em um canto mais abandonado da praia.
Boate "Eclipse": uma casa noturna de ambiente sombrio e misterioso, inteiramente iluminada por luzes fracas, com sombras profundas em todos os cantos. O ambiente surgiu quase que imediatamente após o Reino dos Perdidos, e foi projetado para criar uma sensação de desconforto e mistério, com névoa espessa, espelhos deformados, e jogos de luz que distorcem as formas ao redor. Cada noite poderia conta com um tema diferente, todos baseados em medos e pesadelos comuns, como "Noite dos Espelhos" (onde as reflexões mudam e distorcem), ou "Dança nas Sombras", onde as luzes piscam e figuras obscuras parecem se mover pelo salão. Os coquetéis têm nomes que evocam o terror e o desconhecido, como "Pesadelo Interminável", "Abismo Sombrio", "Sombras Dançantes" e "Olho do Medo". Algumas bebidas poderiam ter efeitos ligeiramente alucinógenos, intensificando a atmosfera de mistério e distorcendo a percepção dos frequentadores. Conta, ainda, com uma Seção VIP Secreta; uma sala oculta, onde os visitantes estão livres para fazer o que bem entenderem, desde que paguem pelo seu preço.
A verdade, no entanto, é que, aproveitando-se da fachada de boate exclusiva e envolvente, Pitch Black usa o local como um "coletor" de medo, manipulando a atmosfera e as experiências dos frequentadores para despertar seus piores temores, se alimentando da energia gerada pelo pavor sutil que permeia o lugar.
Vagas para Perdidos:
Recepcionista/Hostess
Bartender
Segurança
Dançarinas
DJ
Como está a posição dele em relação aos perdidos? Odiou ou amou? Responda em um parágrafo simples!
Não odiou nem amou - ele não está muito aí para os humanos, já que estava acostumado a invadir seus sonhos, os considerando pouco intrigantes. Além disso, não é como se sua história tivesse se alterado drasticamente - ele ainda está na merda em relação aos Guardiões mesmo em sua nova história. Porém, essas reviravoltas todas nos contos lhe deixaram intrigado sobre quem está por trás disso e de que não é impossível, como dito por Merlin, que tivessem um destino diferente do traçado na história original, o que abria um mar de possibilidades. Não precisaria ser um saco de pancadas para sempre.
Depois de conhecer Adella, era de se esperar que se mantivesse o mais distante possível do restante da família Triton - sempre havia a possibilidade de que o resto das irmãs também fossem malucas. Mas ele não podia deixar passar uma que tinha um título do governante para chamar de seu e um coração deveras receptivo. O homem tinha olhos voltados especialmente para um colar de pérolas negras que devia ser uma preciosidade de valor inestimável, porém, eram os itens mágicos aqueles que tinham mais apelo a Breu. Podia sentir a energia deles pulsando nas paredes de vidro, mesmo que não os tocasse. Havia itens amaldiçoados naquele museu, em meio às bugigangas arrecadadas pela sereia, ligados a tesouros e vidas de seres de diversas espécies. Duvidava que Ariel soubesse disso quando montou o espaço. Seu ingresso ali havia sido proposital, assim como se colocar no caminho da Triton no momento certo. "Esperava que alguém aparecesse para me acompanhar em um tour pelo museu. Acho que assim meu passeio seria bem mais... Hm, proveitoso" falou, meneando a cabeça. "Mas, é, claro, não quero incomodar se estiver ocupada"
Com a cidade se enchendo da noite para o dia com aquela parafernália temática, tudo o que Pitch Black precisava era se afastar. Não esperava, contudo, que até mesmo as montanhas estivessem ocupadas pelos contos góticos. Era como se não houvesse para onde correr – Drácula e sua trupe eram espaçosos demais. Ainda assim, a placa talvez tenha sido o mais indignante no cenário todo, tanto que fez com que soltasse riso de descrença enquanto interrompia seu caminho por aquela trilha. “Isso é alguma merda de psicologia reversa? Não se aproxime sem um convite. Estou falando sério?! Não dá pra acreditar no que estou lendo” negou com a cabeça, girando com as mãos na cintura para só então perceber que não era o único ali. A julgar pelo rosto desconhecido, só podia supor que se tratava de uma perdida, e o instinto predatório do rei do pesadelo imediatamente se acendeu. “O maldito só está pensando em atrair presas até lá para um lanche rápido. Dá pra acreditar?” prosseguiu, como se estivesse falando com ela desde o princípio. “Se estiver pensando em ir até o castelo só pra provar que não obedece a regra nenhuma, porque é muito maior que elas” fez espécie de imitação, revirando os olhos - se ele estivesse fazendo algum jogo de manipulação, apelaria para a arrogância do interlocutor, “ fique sabendo que, não, ele não está brincando sobre a parte de morrer”
Analisava as barracas com pouco interesse, mexendo numa coisa ou outra como se tivesse a curiosidade despertada, mas não encontrando nada que valesse a pena ser visto. A verdade é que o Halloween era, naturalmente, a época que mais detestava no ano, pois odiava que deturpassem o terror, o medo e o assombro, transformando-os em brincadeiras infantis. Se todos passassem a crer que tudo não passava de uma travessura, ele deixaria de existir – não era óbvio? Era com desprezo que encarava aquelas aranhas falsas e abóboras mal acabadas, porém, se insistia em transitar pela rua, era somente por conta de Verônica. “Quer mesmo ficar aqui? Pensei que essa atmosfera de animais asquerosos não combinasse com sua aparência de perfeição” debochou, limpando a sujeira inexistente na manga do sobretudo, passando, em seguida, uma mão na outra, para se livrar da poeira do lugar. E para não perder a provocação, ele não poderia deixar de dizer: “Às vezes me esqueço que você é uma de nós e já foi algo próximo de uma bruxa. Ou, ao menos, é o que sua amada enteada gosta de dizer por aí”
Ele tinha um apego especial pelo Crimsom Room, mesmo que não fosse exatamente fã de Chapeuzinho Vermelho. Era só que toda aquela raiva externada, itens destruídos e bastões gigantes costumavam despertar em Pitch Black uma espécie de excitação. Como ser que se alimentava de maus sentimentos, seu trânsito no estabelecimento não era incomum, embora naquela tarde ele tivesse motivo diverso para estar lá. Tendo bisbilhotado a agenda do local, sabia que havia um horário marcado por Caelina, e ainda que ele tivesse prometido a si mesmo que se manteria longe da Fada Azul, talvez sua vontade de tortura-la (e se torturar) fosse muito maior do que o desgosto em relação à traição passada. Ele havia se colocado propositalmente na sala designada para ela e escolhido um item que em muito lembrava o boneco que havia mudado a existência de Mistveil - exceto que aquele era de plástico - para amassar com seu taco. Quando a mulher ingressou no local, Pitch limpou o suor inexistente da testa, se apoiando no bastão para descansar. “Tsc. Parece que Gepetto não faz mais bonecos como antigamente”
Sabia que sua vinda até ali só podia ser proposital – Adella não dava ponto sem nó; era visto que estava ali para rir dele, conferir sua reação à diabrura que havia feito. Pitch ainda remoía a noite anterior, o osso da mandíbula pulsando sempre que pensava a respeito e era tomado pela fúria. Por quanto tempo aquela tragédia duraria? Teria de se abster de produzir seus pesadelos enquanto seus poderes não voltassem ao normal, e somente a sereia poderia ter a resposta para que ele voltasse a ser o bom e velho Breu e não uma réplica de Sandman com aqueles pôneis fofinhos. Foi por isso que deixou de lado a bebida que tinha em mãos no momento em que pousou os olhos na Triton, praticamente marchando até onde ela estava, a fim de agarrar seu cotovelo e a afastar da roda de amigos, arrastando-a até seu escritório. Em verdade, apartá-la de outros homens era tudo o que ele mais queria, mas não vinha ao caso, pois tinha assuntos mais sérios a tratar com a morena. “Vou ser bonzinho e te dar vinte e quatro horas para desfazer aquela bruxaria que fez com os cavalos. Não sei com quem você andou fazendo pacto para conseguir mexer nos meus poderes, mas se pôde fazer, quer dizer que também é capaz de desfazer, não é?” ponderou em voz alta, sorrindo para ela como se tivessem chegado àquela conclusão juntos.
"Uau, devo me sentir honrada? Não achei que seria atendida justamente pelo dono do estabelecimento essa noite." Tinha um sorriso de canto tímido nos lábios. Não era a primeira vez que vinha ali, mas ainda não tinha certeza de como se sentia no ambiente e em relação a Pitch. No geral, era mais insegura quando conversava com os moradores do Mundo das Histórias, apesar de nos últimos dias começar a frequentar a boate com mais frequência, como se existisse algum tipo de força mágica que a levasse para lá e quisesse sentir mais da adrenalina do espaço. Ou talvez fosse a presença de Breu que a deixava curiosa. Ele esteve falando algumas coisas que a deixaram pensativa nos últimos tempos e se tudo acontecesse conforme ele prometia, aquele contato seria útil enquanto Esme estivesse presa naquele mundo. "Escuta Pitch, eu estive pensando..." Esme murmurou baixo, erguendo lentamente o rosto para poder encará-lo. "Você disse que poderia me ajudar com os pesadelos... Me proteger desse medo que sinto do que posso me tornar no futuro e das relações que eu teria, como o Gancho, por exemplo. Algo desse tipo, certo?" Mordiscou o canto do lábio. Talvez devesse ter pedido um drink antes de começar a abordar aquele assunto com ele. "Era tudo verdade? Você tem poder para isso?"
"Não me surpreende que seja mal atendida nos outros. Essa gente não sabe agradar" partindo do pressuposto que a maior parte dos estabelecimentos pertencia aos mocinhos, que tinham se alastrado por aquele reino como ervas-daninhas, não era surpresa que os perdidos estivessem sendo tratados como visitantes indesejados, afinal, era isso o que eram para aqueles que viam suas histórias e finais felizes ameaçados. Com Esme, contudo, a questão era diferente. Breu via não só seu potencial vilanesco, mas todos os medos que alimentava do que o futuro lhe aguardava, e de algumas figuras, em especial... Dedicar a ela algumas horas de seu tempo e alguns drinks não era sacrifício algum diante da recompensa que tinha em vista. Quando ela falou, assumiu expressão séria, porque tinha, necessariamente, de passar seriedade. Queria que ela acreditasse em sua proposta. "Ainda está tendo pesadelos?" perguntou, o cenho franzido em falsa preocupação. "Quer me falar mais sobre eles?" estudaria a mente alheia antes de interferir nos sonhos. Talvez todo o CCC fosse um prato cheio para ele, dada a situação da mente daqueles humanos. "E eu falava sério quando disse que posso te proteger dessas coisas. Também não entendo por que está tão preocupada com Gancho - Pan vai cuidar dele, como sempre, e você vai dar conta de Pan" não tinha se inteirado por completo da história reescrita, mas se Esme se tornasse a sanguinária Capitã Fênix que ele projetava, não havia como as coisas saírem errado.
As poucas coisas que Carlota levava a sério, além de sua paixão por cantar, era sua empresa. Seu amor por tudo que era antigo, por transformar o esquecido em algo novo, em restaurar e criar. Sabia que muitos podiam não apreciar, e parte de si não acharia que Breu apreciaria seus gostos. Mas tudo ali custava uma fortuna e era primeira vez que ela o levava para dentro do estabelecimento. "-- Estou pensando em fazer uma exposições de itens macabros e amaldiçoados, talvez um leilão, também. Tudo tem beleza, até mesmo terror. Olha pra você, é lindo!" Sorriu, por breves segundos não acreditando no elogio tão sincero, mas oras, o homem estava a tratando tão bem! Melhor do que certas pessoas que realmente tinham feito mal a ela. "-- Sabe que eu morro de medo disso, no entanto. Então, eu vou precisar de ti para ficar do meu lado, trouxe até um presente que eu mesma recuperei!" Animadamente foi tirar um pano que cobria uma caixa preta e prata com adornos complexos. Possuía uma chave escura e quando aberta, uma coleção de anéis e braceletes. "-- Não sei dizer se é seu estilo, mas posso garantir que são bem caros..." Sorriu de forma pretenciosa, antes de fechar a caixa com tudo. "-- Mas só se me ajudar com meu projeto."
Não era para todos que reservava o terror. Na condição em que estava, tinha de pensar, também, na própria sobrevivência. Não era só o rei do pesadelo no reino dos perdidos, nem mesmo tinha noção de por quanto tempo mais teria de permanecer ali. Também tinha suas necessidades. Com tanto tempo passado na penúria de Final State, era natural que agora Black quisesse desfrutar das coisas boas que a vida tinha a oferecer. Era aí que entrava Carlota. A socialite era tudo o que Pitch procurava naquela momento, e seu desejo de atenção tornava a tarefa do homem imensamente mais fácil. Que ela já estivesse o levando para dentro do L'éternelle Heritage era um excelente sinal, sinal de que confiava nele para ficar próximo de seus tesouros. Era com sutil curiosidade que analisava tudo no interior do estabelecimento, franzindo o cenho para algumas peças. Embora de bom gosto a decoração, Breu não podia deixar que tinha um quê de teatral, como tudo em torno de Carlota. "Então quer dizer que agora você se interessa pelo macabro?" alargou o sorriso quando a encarou, malicioso. "Você tem um ponto" provocou. "Ou seriam apenas os seus olhos?" usar de seu charme com ela tinha sido algo que tinha passado a fazer com frequência, garantindo, assim, que a manteria com ele. "Não há o que temer, sweetie" mentiu, virando o rosto para que ela não percebesse a satisfação estampada ao lembrar que muitas coisas a apavoravam. No entanto, quando Carlota mencionou um presente, Black se virou para ela com a sobrancelha arqueada, dando um passo mais em sua direção para encurtar a distância entre eles e olhar de perto a caixa adornada que acabava de lhe apresentar, repleta de joias que não poderiam ser pra.. ele? Breu estendeu a mão para tocar, os olhos brilhando de fascinação, no exato momento em que a morena fechou a caixa com força. Sorriu brevemente para disfarçar a frustração, evitando que ela percebesse que não gostava que barganhassem com ele. "Assim parece que está tentando me comprar, love" negou com a cabeça, como se ofendido. "Sabe que faria isso por você de bom grado, apenas para vê-la feliz"
Talvez não fosse a coisa mais inteligente entrar no estabelecimento do rei dos pesadelos, mas Raul tentava ao máximo não julgar as pessoas por seus passados, talvez Breu tivesse mudado... E se não tinha, bom, pelo menos a boate parecia ser bem legal. O suficiente para que ele optasse por apenas se divertir naquela noite, era melhor do que apenas focar no próprio sofrimento, apenas precisava de uma boa distração. Sequer viu quando acabou esbarrando em alguém, talvez por que já estivesse começando a sentir os efeitos da embriaguez, um sorriso um pouco idiota surgindo quando levantou os olhos e viu em quem tinha esbarrado. ❝Breu! Olha só você por aqui... Quer dizer, foi mal esbarrar em você. É que você meio que surgiu do nada e ta meio que um breu aqui...❞ Ele só se deu conta do que havia falado alguns segundos depois e isso apenas o levou a uma risada compulsiva, mesmo que não tivesse muita graça no que havia dito, era apenas o álcool falando. Quando finalmente conseguiu se recuperar da crise de riso, optou por seguir a conversa independente do querer alheio. ❝Posso te perguntar uma coisa? O que tem nessas bebidas? Tipo, fora os nomes meio doidos, elas são muito boas, cara!❞
A Eclipse era uma de suas poucas distrações no reino dos perdidos. Se não havia o que fazer se não esperar, se estava preso naquele lugar, então que lucrasse com isso – e ele não estava falando de dinheiro. O ambiente era um dos poucos que faziam com que se sentisse relaxado em toda aquela realidade repleta de princesas e abóboras, sendo este o motivo para que passasse boa parte de seu tempo ali. Ainda considerava o movimento escasso perto do que poderia atingir em termos de medos e pesadelos, mas estava trabalhando em estratégias de marketing. Gostava de manter seus clientes entretidos, especialmente os deprimidos e autodestrutivos; se assim estivessem, passariam mais tempo ali. A força do homem o atingiu com tudo, fazendo com que seus Fearlings se eriçassem, prontos para revidar. Contudo, ao perceber que se tratava de mais um bêbado deprimido – suas emoções atingiam o rei do pesadelo com a mesma força que seu esbarrão – Pitch soube que a abordagem teria de ser diferente. "Eu costumo aparecer do nada, não te disseram?" um sorriso discreto apareceu, sem que ele risse da piada intencional de Raul. "Você já vai perguntar de qualquer forma, não vai?" comentou, soltando risinho sem humor enquanto ouvia. Foi nesse momento que seus olhos se arregalaram um pouco, tomando o copo das mãos alheias e passando um braço por sobre os ombros do outro, o levando em direção ao bar, se inclinando para ele para dizer em tom de confissão: "Não devia estar bebendo a mesma porcaria que os outros estão bebendo. Acho que vai gostar muito mais do que temos a oferecer....Claro que é uma bebida que reservo só aos clientes mais especiais, então não revele a ninguém. O nome dela é Pavor Ininterrupto e o gosto? Ah, você vai saber quando provar"
Dizer que estava deslocada naquele lugar era o mínimo, mas tentava fazer o possível para compreender o que estava acontecendo e correlacionar com algo que ela conhecia, foi justamente por isso que ela parou por alguns segundos depois da explicação de muse tentando achar alguma coisa próxima para comparar. ❝Então, basicamente você tá me dizendo que a gente tipo no seriado de Lost versão Disney? Só que sem avião e ilha mágica, se bem que é um reino mágico, né? Gente que loucura...❞ Não se importou que a pessoa a sua frente fazia alguma ideia do que era Lost ou não, foi a coisa que ela mais conseguiu se aproximar considerando toda aquela dinâmica entre os personagens e os perdidos que lembrava ela bastante toda a situação dos hostis com os passageiros do avião. Ainda que toda aquela comparação não lhe deixasse bem animada com a situação, por isso tentou brincar um pouco com a situação. ❝Qual foi? Só falta você me dizer que tem um maluco chamado Jacob também que é tipo uma entidade que basicamente ninguém vê ou consegue falar com, daquelas bem inacessíveis e que nós os perdidos como vocês chamam fomos escolhidos a dedo por um propósito maior.❞ Se permitiu rir baixo com o quão absurda aquela simples ideia soava, ainda mais quando dita em voz alta. ❝Espero que não, por que a sequência disso em Lost é uma fumaça assassina e eu sou jovem e linda demais pra morrer!❞
Não havia como ignorar, fingir que estava tudo bem e apenas continuar vivendo a vida até que Merlin desse um jeito – isso não ia acontecer. Era nítido que algo estava errado. Os contos que acabavam de chegar, os tratando com se sempre tivessem estado ali; memórias de vidas que nunca tinham sido vividas. Primeiro tinha sido aquele rato cozinheiro, e Pitch pensou que pararia por ali. Contudo, se pessoas fossem simplesmente começar a brotar no reino dos perdidos, estava certo de que isso traria mais efeitos colaterais para o frágil sistema do Mundo das Histórias. O mais inquietante, talvez, fossem os novos perdidos. Se os portais estavam fechados, como mais mortais estavam sendo sugados para aquela realidade? Sondá-los era a única alternativa que restava a Black, e não viu problema algum em se atravessar na conversa da recém-chegada com um de seus colegas do CCC. "O Feiticeiro desistiu de dar explicações a vocês?" elevou ambas as sobrancelhas, se sentando em frente a perdida sem cerimônia. “Aquele pilantra safado. Esse é literalmente o único trabalho dele. Além de agradar Merlin, é claro" negou com a cabeça, como se estivesse decepcionado. A fala seguinte, sobre Jacob, não fez muito sentido para ele, ainda que seu tempo no mundo mortal o fizesse alguém mais próximo dos perdidos do que qualquer personagem do mundo deles. "Se quer acreditar nessa baboseira de que foi chamada para um propósito maior, fique à vontade, mas a minha teoria é que isso é uma espécie de glitch, um erro do sistema. Não era pra vocês estarem aqui " essa definitivamente não era a teoria dele, mas não sairia por aí compartilhando suas suspeitas com qualquer um. "Ah, você certamente é linda demais pra morrer" comentou, agora que parava para avaliar a outra. "Mas um pouco de humildade não faria mal" não que seguisse o próprio conselho.
ㅤ⸻ O amor verdadeiro é hipotético. Nem sempre é entre um homem e uma mulher. Ou entre dois homens. Ou entre duas mulheres. Duas pessoas desconhecidas que eventualmente se apaixonam. — Minutos antes, ela estava sentada, apenas admirando a paisagem, desviando os olhos ocasionalmente para o pequeno livro de bolso que repousava em suas mãos, embalada pelo som da água que caía no chafariz. Não era comum vê-la por ali naquele horário, mas com o clima agradável, um pouco de ar fresco não parecia uma má ideia para a Rainha do Gelo. Ao notar a presença repentina de muse ao seu lado, evitou buscar contato visual. Criar laços com outras pessoas sempre fora um de seus maiores desafios. O isolamento lhe servira bem por muito tempo. Mas, com as mudanças ao seu redor, sentiu a necessidade de transformar algo em sua própria vida também. Elsa, no entanto, fazia isso em seu próprio ritmo, devagar, sem pressa. Sem se preocupar em descobrir a identidade de sua nova companhia, ela continuou a divagar, lembrando-se de algo que havia ouvido antes, de outra pessoa. ⸻ O amor verdadeiro também acontece em família, como entre irmãs. Ou entre amigos. Platônico, puro, leal. Não há comprovação de que o amor verdadeiro seja exclusivo de um único tipo de relação. Não funciona assim.
"Blah blah blah. Whatever. Amor verdadeiro. Vocês só sabem falar dessa coisa? Vão viver" retrucou, com um revirar de olhos, porque a convivência com tanta gente boazinha por metro quadrado já estava o deixando maluco. Assuntos que eram super relevantes para aquelas pessoas para ele não tinham o menor apelo. Detestava o riso das crianças, abraços apertados, dias ensolarados, cachorrinhos fofinhos, todas as músicas do One Direction, mas, acima de tudo, o amor. "Agora, isso é mesmo um dilema, majestade? No fundo, as pessoas só se importam com elas mesmas. Não devia perder seu tempo tentando descobrir que tipo de relação é a melhor. Além disso, está criando um novo padrão inalcançável, o que é um tanto cruel da sua parte... Alcançar o amor verdadeiro com amigos? Algumas pessoas nem mesmo conseguem fazer amigos, quanto mais encontrar o amor verdadeiro numa amizade. Tsc" estalou a língua ao final, negando com a cabeça. "Inclusive, esse não é o seu caso?" perguntou, como se a curiosidade fosse genuína. Não era recente a fama de Elsa de inacessível. "Estar falando sozinha no meio de uma praça só prova o meu ponto"
evangeline já havia perdido a conta de quantas bibliotecas e livrarias tinha visitado desde o início do dia, tamanha era a sua fome por respostas. desde o primeiro evento cósmico que envolvia os perdidos, de alguma forma, ela tentava perceber padrões e criar teorias sobre o que causava tanta euforia no céu. "você se lembra de quando as estrelas se apagaram? naquele primeiro festival." com um livro em mãos, a estrela caída caminhava de um lado para o outro, tentando encontrar nas palavras algo que a fizesse saber mais do que já sabia. "isso nunca tinha acontecido antes, em reino nenhum. mas não foi a única anomalia no reino dos perdidos... a lua também tem piscado durante a madrugada, em dias aleatórios."
Houve uma época, em que tudo o que o cercava era um universo de estrelas e os gemidos dos Piratas dos Sonhos no interior das masmorras. Naturalmente, ele tinha passado a repudiar aqueles seres celestes tanto quanto repudiava os Fearlings. Encontrá-las ali ainda era motivo para que torcesse o nariz. Porém, Evangeline parecia estar construindo um raciocínio que lhe interessava, e se Pitch não pensasse muito sobre o fato dela ser uma estrela, talvez não se sentisse tão sufocado. "É, acho que tenho alguma memória, sim" deu de ombros, recordando daqueles primeiros sinais estranhos, quando ele soube que ficaria preso por um bom tempo naquele reino. "Nenhum reino tinha sido engolido pelo caos também, até então. Há uma primeira vez pra tudo" o sumiço das estrelas tinha sido o menor dos problemas deles naquela noite – não que ele se importasse tanto assim com os reinos daquela gente. Sempre que alguém mencionava a lua, Black torcia o nariz em desgosto, associando-a a seu arqui-inimigo. "Não seriam duas luas? Está me dizendo que ambas estão piscando? Como a porra de um vaga-lume?"
a respiração de violeta estava ansiosa desde o primeiro momento em que se percebeu naquele lugar. todos pareciam bem adaptados, até mesmo os que também não faziam parte das histórias originais, mas ela se sentia deslocada o suficiente para pensar apenas em ir embora. tinha um curso pra terminar na faculdade, não queria acabar reprovando por falta depois de todo o esforço pra ganhar uma bolsa. "AHHHHH!" o grito parecia ter saído do fundo da alma, tamanho fora o susto da aproximação desconhecida. deu alguns passos para trás, prestes a se esconder em algum lugar, e realmente o teria feito se o rosto de muse não parecesse tão amigável. "tinha um inseto esquisito no meu braço, por isso me assustei." mentiu, sequer se importando em soar verdadeira. só era humilhante demais assumir que estava com medo de todo mundo por ainda não confiar em ninguém. "se eu morrer aqui, morro na vida real também? é melhor ter um cuidado dobrado, né? vai saber." as palavras abandonavam a boca de maneira nervosa, sem se dar tempo nem pra respirar. apesar de ter alguém bem na sua frente, violeta fazia questão de olhar para os lados. estava assustada.
Adorava sentir o medo alheio. Era como uma névoa que o envolvia e chamava, impossibilitando que ignorasse. Podia largar o que quer que estivesse fazendo quando era atraído por aquilo. Naquele momento, em específico, não fazia nada digno de nota, suas preces não passando de desculpa para estar presente no local. Afinal, não havia metro quadrado que contasse com mais medrosos do que um templo. O recinto já se esvaziava quando ele ouviu o grito ao seu lado, virando-se para encarar a perdida,. Normalmente, tinha de fazer algum esforço para assustar, mas não raro sua simples presença servia para esse propósito. Ele não costumava se sobressaltar com gritos também, já que era tudo o que mais gostava de ouvir. Aquela parecia uma criaturinha acuada, e não parecia ser apenas em razão dele. "Se tem tanto pavor assim de insetos, não quero nem pensar no que algo maior te causaria" debochou, passando os olhos através dela e percebendo que eram agora os únicos no Templo das Conciliações. A pergunta, no entanto, era algo que ele não sabia responder. "Ninguém testou ainda para descobrir. Digamos que não surgiram muitos voluntários..." começou, estalando a língua e elevando ambas as sobrancelhas. "Mas, no seu lugar, eu não continuaria com essa pergunta. Podem achar que está querendo ser a primeira"
"you should see me in a crown": desde a chegada dos Perdidos que o caos reina no Mundo das Histórias. Pitch vê nisso uma oportunidade única para expandir seu controle, afinal, que terreno seria mais fértil? Ele tentaria manipular figuras influentes no Reino dos Perdidos, como líderes de reinos e membros dos Conselho, alimentando seus medos para ganhar influência e poder.(líderes/representantes/membros do Conselho / 5 vagas)
"não sem perigo": Pitch é confrontado por outros vilões no Reino dos Perdidos que veem a disseminação do caos e medo como invasão de seus territórios. A rivalidade poderia girar em torno de quem consegue causar mais destruição e controlar a narrativa do medo pelas ruas do reino. Essas disputas poderiam resultar em batalhas mentais e psicológicas, já que Black é mestre em manipulação. (vilões / 3 vagas)
"mistério em perdidolândia": Pitch não foi o único a ficar intrigado com as reviravoltas que aconteceram no Reino dos Perdidos, principalmente com a chegada de estranhos futuros personagens de histórias. Ele começa a investigar quem ou o quê está causando essas interferências e se há uma maneira de usurpar esse poder para si, e MUSE acaba entrando em seu caminho, seja para ajudar - por seus próprios motivos - seja para impedi-lo. @investigctor @arieltritcn
"aprendiz do vilão": um perdido que teria se sentido atraído pela escuridão e poder de Pitch, se tornando seu aprendiz, ou talvez algum personagem do Mundo das Histórias que esteja buscando aprender como manipular o medo da mesma maneira que ele. Black veria nisso uma oportunidade de moldar alguém à sua imagem e usá-lo para expandir seu alcance de poder. @horrorwrcter
"a grande conspiração": desde que se deu conta de que é possível mudar a história, que Breu está determinado a "reverter" os papéis anteriormente impostos, trazendo medo e caos em vez de esperança e luz, mesmo que isso afete o mundo humano e o mundo das histórias - é um risco que ele está disposto a correr. Há outros como ele... Vilões, personagens secundários, personagens desfavorecidos, personagens que estão destinados a perder suas vidas, enfim, que se aliaram a ele por se sentirem marginalizados ou descontentes com sua posição, formando um grupo secreto que tem como objetivo manipular o destino das histórias para garantir que desta vez saiam vitoriosos, subvertendo a narrativa tradicional. (vagas ilimitadas) @rainhalouca
"traficante de pesadelos": há quem esteja bastante descontente com a questão dos humanos no mundo das histórias, sem previsão de volta - ainda mais agora, que eles começaram a se estabelecer com ânimo de ficar... Nesse cenário, Breu é visto como um aliado útil, vez que não tem escrúpulos, e é procurado para aterrorizar os forasteiros com pesadelos personalizados, tendo como alvos justamente aqueles que os personagens querem punir, assustar ou manipular. Esses mesmos pesadelos também são usados para extrair informações, quando necessário. (personagens, mas podemos ver de fazer com perdidos também)
um perdido que tenha se viciado nas bebidas ou nos ambientes alucinógenos da boate Eclipse, sem perceber que Pitch está manipulando suas percepções e explorando suas fraquezas. @naovaleumraul
muitos perdidos estão confusos e vulneráveis, tendo Breu visto nisso uma oportunidade. Ele ofereceu proteção a MUSE um pacto, afirmando que seus poderes de manipulação de pesadelos e escuridão podem esconder alguém ou protegê-lo de caçadores ou inimigos. No entanto, ele sempre tem um motivo oculto: o medo que ele desperta e protege é também o que o fortalece. (perdidos) @captainfcnix