Eu sou um OCEANO,
e você só molhou os pés!

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@bomdiaamor
Eu sou um OCEANO,
e você só molhou os pés!
Enquanto procuro uma caneca na Shopee,
penso na duplinha que poderíamos ter comprado.
Quantos cafés se perderam em xícaras comuns, sozinhas,
quantos brindes de café deixamos de dar.
Talvez já estivéssemos casados agora,
juntinhos, se o teu medo não tivesse me desnorteado.
Teu grito foi um trovão no meio do paraíso
me pegou desprevenida,
porque eu nem esperava chuva de você.
Havia tanta doçura entre nós
que eu brincava dizendo que um diabético
não aguentaria quinze minutos ao nosso lado.
E no fim, fui eu quem buscou abrigo
debaixo da própria trovoada,
achando que ela teria dó de mim.
Às vezes me pergunto
se eu precisava da nossa história
só pra ter enredo pra sofrer,
ou se eu realmente acreditei
num amor de cinema
desses que a gente jura que são eternos.
Me apaixonei
como nunca antes,
e fui correspondida na mesma frequência,
na mesma vertigem,
na mesma urgência de se falar
a cada respirar.
Bem que eu disse:
eram dois loucos, dois taurinos,
teimosos, intensos, famintos de sentir.
Que loucura...
Hoje, sem você,
eu posso respirar.
Mas às vezes falta o ar
de tanto lembrar.
Como é que pode?
Um amor me enlouquecer tanto assim
e ainda morar em mim,
mesmo depois do fim.
Fecho os olhos
e te vejo segurando o sono,
enquanto minha voz insiste em ficar.
O brilho nos teus olhos
não se apaga
nem o cansaço
e nem mesmo o tempo apaga.
Você parece sonhar acordado,
e mesmo sem guardar o que digo,
continua ali:
acordado,
sonhando,
respirando o teu desejo por mim.
E eu lembro
de tudo o que fomos,
e do que ainda poderíamos ser.
Quando você acorda,
descobre que não foi sonho
e escreve um mergulho em mim.
E eu,
que já não acreditava mais,
abro a porta devagarinho,
com o coração entre as mãos,
só pra ter certeza...
se dessa vez
eu deixo
você morar em mim.
Eu te chamei de
tsunami,
enquanto você era só uma
marolinha.
Desde o fim,
meu desejo era só um:
que você sangrasse a ausência
como eu sangrei a sua presença.
Quis que doesse,
que te faltasse o ar,
como faltou em mim
quando você partiu olhando pra frente
sem notar meu tropeço.
Você seguiu por ai de moto
Enquanto eu afundava.
Mas finalmente você sentiu minha falta,
só que eu já não queria vingança.
Minhas cicatrizes estavam fechadas
e eu queria carregá-las sozinha.
Lembro da gente, sim.
Com ternura.
Você era filho pro meu pai,
sorriso na casa dos meu avós,
bolo de milho da sua mãe,
abraço da sua mainha no portão.
Tudo isso ainda vive em mim,
E mesmo assim,
o medo me segura.
Medo de que, se você voltar,
descubra que era só minha ausência
que te fazia me querer tanto.
Que na presença, eu seja só eu:
chata,
comum,
desinteressante.
E que eu, de novo,
me curve inteira por um grão do seu afeto.
Suplicando por um olhar,
como quem mendiga o amor que já teve.
Não.
Não quero voltar pra esse lugar.
Não quero reaprender a morrer devagar.
não me conte sobre suas exs
porque eu vou anotar cada erro delas
e passar o resto do tempo tentando não repetir
até virar funcionária do mês
na empresa de agradar você
se você gosta só um pouco de mim
não faz isso
não me dê as armas
pra eu construir minha própria prisão
Você achou que eu era difícil de entender
e eu só era fácil demais de agradar
Achou que eu falava demais
e eu tava te distraindo para você não perceber
O meu silêncio
de dentro
Achou que eu ficava porque era amor
e eu ficava porque estava ocupada demais
tentando ser a melhor coisa que já te aconteceu
Agora não precisa procurar
não tem pista
não tem rastro
o vento que me levava embora
foi o mesmo que apagou minhas pegadas
Eu sei
Um dia você vai pensar em mim
Mas não pensa que perdeu uma mulher perfeita
Você só não soube segurar uma mulher
VIVA
Se lembra?
A gente deitado no sofá,
sua perna bateu na minha cabeça sem querer.
Você entrou em pânico,
com medo de ter me machucado.
Seu olhar era puro susto,
seu cuidado, inteiro.
Lembra disso?
Eu lembro.
E fico me perguntando
em que dia,
em que gesto,
em que silêncio nosso
o medo de me machucar
foi embora.
Vivo tentando me adaptar à minha própria pele.
Uma pele que, tantas vezes, eu quero trocar.
Eu mudo. Me mudo.
Volto a ser quem deixei de ser há dois segundos.
É difícil entender cada onda que vem.
Me movimento.
Sinto o peso das ressacas da maré.
Me perco em correntezas invisíveis.
Porque
eu não sou poça rasa.
Eu sou oceano.
Profundo demais para caber em qualquer cais.
Às vezes, sinto que sou encantamento à primeira vista, mas não permanência.
Tenho esse jeito leve, livre, riso alto
Encanto por fora, mas por dentro...
sou um mar imenso sem mapas.
Quem me vê assim, despojada e falante,
não imagina o silêncio que habita as minhas profundezas.
Mergulho em mim e descubro territórios secretos,
sensações sem nome,
partes minhas que nem eu sabia existir.
Mas, às vezes, esse mergulho é frio
é solidão de fundo escuro que esconde
o medo de nunca saber me dividir,
de não saber nadar ao lado de alguém sem me afogar.
Ainda assim,
Carrego em mim, um desejo suave
feito concha guardando uma pérola:
Que um dia alguém mergulhe em mim
e consiga me amar.
Porque eu sei falar tão bem da dor que você me deixou,
mas me calo diante do amor que senti e me desnorteou.
Toda dor nasceu dos atropelos do meu próprio querer,
da pressa em viver você.
Toda dor ainda está aqui
porque é mais fácil lidar com ela
do que encarar o amor que me atravessou.
Talvez porque eu nunca tive
alguém tão entregue assim.
Você começou a costurar meus cortes
e eu fugi.
Não porque doía,
mas porque estava curando.
E eu nunca soube quem ser
sem a dor.
Acordei às três,
sem conseguir respirar
Puxava com força o ar
E tentava entender se foi sonho ou
você esteve mesmo na minha frente
e eu te pedi para você voltar e
ficar.
Só que dessa vez sem pressa,
vamos tentar de pouquinho?
juro
agora pode dar certo
Não vou ter tempo de te sufocar
Tô equilibrando os pratos do trabalho e dos estudos
e fingindo que isso é viver.
Nessa hora você me mostra fotos nossas,
como se o tempo fosse moldura,
mas me olha como se eu tivesse que ficar lá
Mesmo assim,
Eu falo de novo
Na verdade eu suplico
Em meio a esperança.
por um instante,
parecia que você cedia.
Acordei sem ar.
Vontade de gritar,
mas o grito ficou preso,
como tudo que não te pedi
Não sei se doeu mais por ser eu a pedir,
ou por te limpar,
até nos meus sonhos,
de qualquer culpa.
Essa sensação que
você odiou tudo em mim
corroe a minha garganta como um veneno.
Rolei na cama,
com a ideia de te escrever.
mas me lembrei que apaguei seu número
Por favor,
fala comigo.
Diz que não me odeia.
Depois…
pode ir.
Porque eu já me partir inteira.
Garoto de esquerda,
com consciência de classe
e aquele ar de quem sabe
e gosta de mostrar que sabe.
Me impressiona no violão,
à noite, no hostel,
pés descalços,
com o corpo solto e um olhar
que parece horizonte de mar agitado.
Tem medo escondido no fundo dos olhos,
mas ri fácil,
me faz gargalhar de verdade
querendo me impressionar com investimentos.
Se envergonha por errar na calculadora
e eu só ria,
ria mais ainda por gostar ainda mais de você.
Me chama de linda,
ama minha pele como se ela fosse
algo entre relíquia e abrigo.
Diz que quer fazer um casaco dela.
Eu rio:
"Saí pra lá, morre tu primeiro!"
Mas acho fofo,
do jeito esquisito que faz jus ao seu apelido de adolescência.
Você é aventura,
enquanto eu sou carro a 40 km por hora
na estrada Itacaré–Ilhéus.
Você grita, me assusta
mas me puxa pro agora.
Me faz querer voltar.
Quero te ver mais.
Te ouvir mais.
Ficar perto.
Sentir.
Adoro quando você me toca
sem roteiro,
só desejo,
brincando com meus seios
como quem aprende uma linguagem nova
Sem duolingo.
Sem urgência.
Sem penetração.
Só presença.
E eu, que já era à esquerda,
fico mais ainda.
Mais esquerda, mais entregue,
mais querendo descobrir
que revolução é essa
que você começou
só com uma moto,
sem tatuagem,
um cheiro
e um jeito profundo
de me olhar.
As vozes ecoam:
“Você é difícil.”
“Você fala demais.”
“Você é demais.”
E eu me perco nesses sons,
como quem caminha num corredor estreito
cheio de espelhos que distorcem.
No momento mais gostoso,
quando sinto um carinho sincero,
quando um olhar me diz "fica",
essas vozes voltam — mais altas,
mais antigas.
No momento em que estou sendo vista,
sendo desejada não só por fora,
mas por inteira
as vozes gritam:
"Você não vai ser suficiente."
Mas eu tô sentindo...
Talvez, dessa vez,
seja possível.
Talvez, desse jeito meio quebrado e intenso,
eu caiba no amor que não assusta,
que não exige menos de mim.
É o momento que mais me dá medo.
É o momento que mais parece lar.
É o momento que mais parece sonho.
E é aí que as vozes vêm.
Alguém faz essas vozes parar?