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Não foi choque... ou foi? Não, não foi, mas talvez seja, mesmo que remotamente. Pode ser que possivelmente talvez tenha sido, mas é pouco provável.
QUEM IMPRESSIONOU: Mercedes - Superou um primeiro dia ruim, com um problema mecânico encurtando o trabalho no final da tarde, para voltar a andar bastante, a ponto de novamente ser o time que mais quilometragem acumulou. Além da boa confiabilidade, o W06 chamou atenção também pelo excelente ritmo de corrida demonstrado (de sete a oito décimos mais veloz por volta em relação a outras equipes grandes que andavam em configuração similar no mesmo momento). E a volta rápida de Rosberg no final mostrou que ainda há mais performance a transparecer na última semana de testes. Red Bull - Após uma semana marcada por problemas em Jerez de la Frontera, a atual vice-campeã mostrou sua capacidade fazendo funcionar bem todas as soluções introduzidas no carro. O time conseguiu acumular boa quilometragem, sinalizando ter encontrado uma boa instalação para o motor Renault dentro do chassi do RB11. Tem tudo para começar o ano bem mais preparada do que começou a temporada passada. Toro Rosso - A melhor coisa que uma equipe com dois pilotos estreantes pode almejar na pré-temporada é fornecer o máximo de quilometragem possível para eles. Foi o que a Toro Rosso conseguiu. Ainda que a semana não tenha sido perfeita, com alguns problemas mecânicos e dois incidentes com Carlos Sainz, o saldo geral foi positivo. QUEM FEZ O ESPERADO: Williams - O time de Felipe Massa continuou concentrado em acumular quilometragem e apenas no segundo dia deu sinais de seu potencial com o brasileiro andando na casa de 1min24s com pneus macios. A boa confiabilidade e o fato de serem o time com maior velocidade final de reta (como era no ano passado) são sinais positivos. Mas ainda aguardamos saber mais sobre o seu potencial em uma volta lançada. Ferrari - Depois de impressionar em Jerez, os italianos optaram por trabalhar mais na confiabilidade do equipamento, então a semana em Barcelona ficou concentrada em séries longas de volta. Alguns problemas apareceram, o que é esperado em testes de pré-temporada. Encerra a semana tendo aprendido muito sobre o carro, mas ainda sem ter feito nenhuma simulação de corrida, ao contrário de outros times de ponta. Lotus - Ficou no topo da folha de testes em três dos quatro dias realizados, mas foi algo muito relacionado com os pneus e a configuração com que foram à pista, muitas vezes com o composto supermacio. Certamente evoluiu com a utilização dos motores Mercedes e a confiabilidade do carro parece boa. Mas a performance ainda não é totalmente convincente comparando seus tempos com o de outros times, tanto com pneus médios como com macios. QUEM FICOU DEVENDO: Sauber - O time de Felipe Nasr teve uma semana mais atribulada, com o aparecimento de diversos problemas pequenos, mas que somados impediram que o time sequer se aproximasse da quilometragem acumulada em Jerez. Há também uma necessidade de melhora na performance se o time quiser capitalizar a chance de somar pontos no início de temporada, quando times mais ricos ainda podem sofrer mais problemas. Force Índia - Andou com o carro do ano passado e, ainda assim, não completou um número compreensivo de voltas. Pôde testar vários componentes mas, enquanto não pôr o carro novo na pista, o aprendizado é bem limitado. Deve começar a temporada correndo atrás do tempo perdido. McLaren - Uma semana tenebrosa para o time. Que a Honda tivesse problemas neste início de trabalho com a sua unidade de potência era esperado. Que as soluções empregadas para os problemas que surgiram não funcionassem, não. E ainda houve o estranho acidente de Fernando Alonso para coroar as dificuldades. O cronograma da pré-temporada está muito atrasado e vai demorar algumas corridas ainda até estar completamente preparada.
De acordo com circular distribuída aos times, a FIA não vai tolerar que os times tentem se aproveitar das câmeras, que são obrigatórias a todos os carros, para ter ganhos aerodinâmicos. As regras ditam que o tamanho das câmeras devem ser iguais para todos os carros e a estrutura que as prende aos carros não deve ser maior que 15mm. No entanto, Mercedes e Ferrari instalaram as câmeras em uma espécie de chifre, próximo aos braços de suspensão, visando melhorar o fluxo de ar na região. A Toro Rosso também havia sido notificada e já apresentou uma nova solução nos testes da semana passada, em Barcelona. Ferrari e Mercedes devem fazer modificações já na próxima bateria de treinos, que acontece a partir desta quinta-feira, também no circuito espanhol.
A ideia da Monisha é boa.
As notícias neste domingo foram boas e ruins para a Honda. A parte boa é que a McLaren conseguiu mais dois dias em seu programa já atrasado antes que o turbo V6 de 2015 seja homologado. No papel, o prazo é na verdade em 28 de fevereiro, mas cairá num sábado e os inspetores da FIA não estarão de plantão para assinar a papelada até segunda-feira, de acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport. Mas também tem uma má notícia, particularmente pelas dificuldades da McLaren-Honda com seu novo pacote MP4-30. Ron Dennis tem se esforçado para ter mais “fichas” de modo que a Honda possa desenvolver a sua unidade de potência ao longo de 2015, assim como a Mercedes, Renault e Ferrari. Mas a FIA está firme em seu compromisso de deixar a Honda só com o número médio de fichas que sobrarem de suas rivais, quando a corrida começar em Melbourne no próximo mês. A Auto Motor und Sport citou uma fonte da FIA dizendo: “Já fizemos um compromisso e a Honda deveria estar satisfeita com ele”. “Não há nada nas regras para que a Honda possa pedir o valor máximo de fichas,” a fonte acrescentou.
O chefe da Toro Rosso, Franz Tost, acredita que a decisão de realizar os testes na Europa este ano, está prejudicando os preparativos para a nova temporada de F1. (...) “Pessoalmente, não gosto de testes em fevereiro aqui na Europa. Você não tem o feedback sobre todos os temas técnicos que precisa para estar bem preparado para o início da temporada. O teste do ano passado no Bahrain foi muito mais útil”.
“Eu não sei qual a punição. Se for uma multa em dinheiro para a caridade, então estou feliz em ficar mudando o meu capacete”.
A Ferrari bateu a McLaren-Honda e firmou parceria com a “renascida” Manor para fornecimento de motores. A antiga Marussia vem se mexendo visando uma reestruturação para competir em 2015. Escrevendo em seu blog f1-insider, o jornalista alemão Ralf Bach afirma que a McLaren estava tentando convencer a Honda a abastecer outra equipe com seus motores, já que a rival Ferrari já está acertada com a novata Haas para 2016. Mas os italianos seguirão como parceiros da antiga Marussia, apesar de haver uma dívida entre as partes. “Não há nada por escrito no momento”, disse Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari, durante os testes em Barcelona. “Mas a nossa resposta no momento (para o acordo) é sim – (o motor de) 2014″.