Ele tinha problemas infinitos, bebia para fugir deles, fumava para se sentir mais calmo. Bebia café enquanto escrevia, saia todo sábado a fim de um sexo rápido. Se recusava a saber as histórias das garotas com quem dormia. Visto de longe ele era extremamente estranho. Não gostava de calor, mas gostava de ir a praia. Seus olhos era uma mistura interessante que se resultava em um azul turquesa. Gostava de saxofone, mas aprendeu violão. Ela era pura calmaria, cursava psicologia e amava o inverno. Preferia chá a café. Seus dedos singelos tocavam muito bem o piano velho do bar da esquina. Tinha um sorriso sincero e sua pernas pareciam livres nos seus shorts rasgados. Seus olhos eram profundos como a escuridão e tinha um brilho imenso. Ela não parecia preocupar com nada, dançava feito as ondas do mar embalando pelo som de um reggae nacional. Embora parecesse extremamente delicada, ela não se recusava em mostrar o dedo do meio ou gritar um “vá se ferrar” para qualquer cara que insistia em lha cantar. Quando os seus olhos se chocaram ela sorriu. Ele sorriu. Ela imaginou como seria o ter a noite toda na sua cama. Ele imaginou como seria ouvir a sua história. Ela imaginou como seria beijar seus lábios perfeitamente desenhados. Ele imaginou como seria a voz dela ao sussurrar seu nome. Ela foi até ele. Ele aguardou ela. Eles se encontraram… Bom, ele ainda não tinha parado de beber, mas parece que ela tinha sido a solução para metade de seus problemas.
Uma história de amor em algumas linhas. Sertanejei e Cartas para Maddox.










