mas é que, às vezes, o problema não está na gente…
é estranho admitir isso, porque a dor faz parecer que é tudo culpa nossa.
mas, no fundo, algumas pessoas simplesmente se perdem no caminho, e não há nada que possamos fazer para segurá-las.
existem pessoas que entram na nossa vida só por um instante,
um breve sopro, e depois se vão, deixando apenas o vazio.
e, por mais que doa, isso também é parte da vida.
eu acho que a gente precisa sentir essas perdas para entender o que é deixar ir.
para perceber que não importa o quanto tentemos,
não temos o poder de fazer ninguém ficar.
que às vezes, não somos nós que erramos, não somos nós que afastamos.
se fulano saiu da sua vida, não foi sua culpa.
os caminhos se desalinham, as escolhas se tornam outras, e a gente acaba ficando para trás.
nem sempre é porque não fomos bons o bastante.
nem sempre é porque faltou algo em nós.
mas aceitar isso não é fácil.
é como carregar um silêncio pesado no peito, uma sensação de que algo ficou inacabado.
e o que resta é seguir, mesmo com o vazio.
porque, se você não seguir,
vai passar o resto da sua vida preso a um “e se” que só machuca.
e, vai por mim, esse tipo de dor constante é insuportável.
é como um suicídio lento, uma forma de se apagar por dentro.
a verdade é que talvez nunca deixe de doer completamente,
mas, um dia, você vai entender: algumas pessoas não ficam porque não estavam destinadas a ficar.
céu de júpiter