Eu jamais iria pedir para você ficar, mas nunca imaginei que a sua decisão seria partir. E olha só, perdi você e acabei me perdendo também.
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Eu jamais iria pedir para você ficar, mas nunca imaginei que a sua decisão seria partir. E olha só, perdi você e acabei me perdendo também.
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E eu sempre insistia na tentativa de te conhecer melhor, mesmo quando você tornava isso cada vez mais difícil. Era quase impossível para mim não ter um certo brilho escondido no olhar quando encontrava o seu, mesmo que eu ainda não entendesse isso. Mas não era assim tão complicado de entender. Você só estava me conquistando, mesmo eu acreditando que não conseguiria ser mais conquistada. Você não se importou e colocou todos os meus medos de volta a prova. E eu senti. A terrível sensação de o seu coração não ser mais seu novamente. Foi como se houvesse um buraco em cada parte que meus pés tocassem o chão. Não havia mais para onde escapar, não havia mais desculpas para dar. Estava acontecendo outra vez. E aconteceu tantas vezes. Era como se eu descobrisse que te amava cada vez que tocasse suas mãos. Era um medo de perder que até então eu desconhecia. E hoje, não tenho mais notícias suas. E até me esqueço de vez em quando que sinto um pouco a sua falta. A vontade de sorrir que sentia ao seu lado, não senti com mais ninguém. Isso faz falta. Foram tantas brigas e mágoas que esqueci das coisas pequenas que me deixavam feliz. Eu te conheci em um momento sufocante, onde eu pensava que meu único amor tinha ido embora para sempre, e você devolveu luz aos meus sorrisos quando eu não acreditava mais, com seu jeito estranho e ao mesmo tempo, tão familiar. E por mais que meu coração tenha cismado em permanecer em pedaços depois de nós, não me arrependo. Você é a prova de que fui capaz de amar alguém novamente, de que eu ainda tenho conserto. É um jeito estranho de lembrar que valeu a pena, mas é desse jeito que eu tenho a certeza de que valeu.
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Falo para quem quiser ouvir que não lembro mais de você.
Quando na verdade, eu lembro mais do que deveria. (página-arrancada)
Acordei sem querer, com a luz do sol insistindo em me fazer abrir os olhos. Fiz esforço para levantar, passando a mão nos cabelos castanhos avermelhados, o que os deixou mais embaraçados do que já estavam. O som da voz dele ainda ecoava dentro da minha cabeça, era tão real que eu poderia jurar que ele estava ao meu lado naquele momento. Olhei para a cama, os lençóis cor de marfim estavam espalhados sobre ela e pareciam desesperadamente me chamar de volta. Eu sabia que por mais que a minha vontade fosse passar o dia inteiro trancada no quarto e deitada ao lado dos meus pensamentos, não poderia me entregar a esse desejo. Lutei para mover minhas pernas até o espelho mais próximo. Por mais que as horas de sono tenham sido longas, o meu reflexo me dizia o contrário. Meus olhos estavam fundos e vermelhos, minha boca seca, meu cabelo formado de nós. Abri o estojo onde ficavam minhas maquiagens sem muito esperança de conseguir me sentir melhor comigo mesma. Com certa dificuldade, escondi os vestígios da minha noite, aparentemente, mal dormida. Prendi os cabelos em um coque frouxo, o que não manteria alguns fios finos presos por muito tempo. Escolhi o que vestir sem muita paciência e passei rápido pela cozinha, sem pensar duas vezes em parar para comer alguma coisa e escutar os sermões do meu pai. Logo, eu já estava no caminho da faculdade, pensando em uma maneira de sorrir que não entregasse o meu verdadeiro estado de espírito naquela manhã. O verão estava longe de chegar, mas o clima quente não parecia se importar com datas. Sentia o calor invadindo minha pele enquanto corria para chegar na sala 17. Cheguei atrasada na aula, respirando com um pouco de dificuldade. Passei os olhos entre as pessoas que estavam ali, procurando uma na verdade. Ele não estava ali. Novamente, não estava. Tentei esconder o que já podia ser lido nos meus olhos. Fui andando e sentei em uma cadeira diferente da que eu era acostumada. Longe dos meus amigos, longe do professor. Escolhi um lugar no fundo da sala, onde eu não seria perturbada por olhares curiosos, mas foi meio impossível me livrar deles. A garota que sempre era a primeira a chegar na sala, sentar na cadeira mais próxima ao professor, sorrir para os amigos sem motivo algum, estava agora sentada na última cadeira da fileira perto da porta, com um ar de tristeza e ainda arfando da corrida apressada até a sala. Ela que sempre era tão segura de si, tão por ela e por mais ninguém, agora estava com a cabeça baixa, sentada sozinha no lugar mais longe que havia do seu mundo, perdida em pensamentos tão fundos que nunca era possível enxergar o chão. O sinal da primeira aula tocou, em um susto, olhei ao meu redor e percebi que quase todos os alunos já haviam saído da sala. Peguei minha mochila vermelha e pesada que sequer havia sido aberta, coloquei nas costas e andei em direção a porta. Parei por um momento, olhei para a cadeira vazia que ele sentava, e continuei andando. Meus amigos me esperavam perto da lanchonete onde sempre nos encontrávamos depois da primeira aula. Eu sabia que essa era a hora certa de sorrir e perguntar quais eram as novidades, mas meu corpo não estava me obedecendo naquele exato momento. Tudo o que eu consegui fazer foi dizer que não dormi bem a noite por causa de uma dor de cabeça. Por mais que essa desculpa não tenha sido tão convincente para mim, eles pareceram acreditar. Fui comprar algo para comer pensando que assim evitaria ficar parada ao lado deles em silêncio. Pedi meu suco favorito em dias quentes, laranja natural com alguns cubinhos de gelo para quebrar o calor que estava sentindo por dentro. Bebi tão rápido, meu estômago vazio parecia gritar de felicidade. Olhei para as pessoas que conhecia tão bem, para aqueles que alegravam minhas manhãs com piadas sem graça e brincadeiras bobas, eles estavam rindo alto de algo, acho que tinha haver com a roupa exótica de algum dos professores. Parecia um dia normal como tantos outros, mas não era, afinal, ele não estava ali. Senti um enjoo que me causou náuseas, me arrependi de ter bebido aquele líquido gelado tão rápido, mas eu sabia que não era esse o problema. Antes que alguém pudesse me chamar, fui rápido até o meu carro. Abri a porta e sentei no banco da frente, deixei que as lágrimas borrassem a pintura perfeita que escondia minhas imperfeições. Enxuguei o rosto com as mãos e peguei um espelho que guardava em um bolso pequeno e redondo da minha mochila. A máscara preta que passei nos olhos agora descia em um borrão quase até o canto da minha boca. Meus olhos estavam vermelhos e inchados como quando me vi no espelho depois de acordar. Sabia que não tinha jeito, que eu não conseguiria me manter no papel de pessoa feliz que inutilmente estava tentando fazer. Liguei o carro e o meu destino era casa, quarto, cama. Abri a porta do apartamento tentando ser o mais silenciosa possível, agradeci pelo fato do quarto do meu pai estar aparentemente vazio e corri para o meu, em passos curtos e rápidos. Fechei a porta atrás de mim. E me deixei ser quem eu sou, sem medo, pela primeira vez no dia. Ali, eu não tinha que me importar em sorrir ou manter a maquiagem intacta. Eu poderia me afundar em pensamentos sem ser interrompida pelo sinal que marca as aulas, ou seguida pelos olhares intrusos que insistem em me acompanhar. Me joguei na cama e permiti que a minha mente vagasse por onde bem entendesse. Ela seguiu um caminho que para mim era familiar, uma rua estreita onde não passava muitos carros. Repleta de árvores altas e verdes, com flores em um tom vivo e ardente de amarelo que iluminavam o caminho mais do que os postes de luz. O chão era formados por pedras brancas, quase transparentes, que ao meio dia eram tocadas pelos raios de sol e exibiam uma espécie de azul turquesa em alguns pontos. O canto dos pássaros era alto, era o único som que se podia ouvir além do vendo chacoalhando as folhas esverdeadas das árvores. Eu conhecia aquele caminho muito bem. Parei em frente a uma casa. Pequena e cheia de detalhes nas janelas e portas. E por um momento, eu sabia que meus pensamentos não deveriam ter me levado até ali. Aquela era a casa dele, e eu já deveria ter me obrigado a esquecer aquele caminho. Voltei a realidade e mais uma vez senti as lágrimas invadirem meu rosto. Tão frias quanto o gelo que eu havia me transformado por dentro. Peguei o livro que ficava ao lado da cama, em uma mesinha de madeira. Comecei a ler e assim, tentar me livrar de lembranças que não deveriam estar ali. O livro havia chegado na metade e o dia também. O céu já não estava tão claro, e o calor havia dado uma trégua. Peguei o celular que ainda estava dentro da mochila. Havia algumas ligações perdidas dos meus amigos, mas nenhuma mensagem. Nenhuma mensagem dele, nenhuma ligação. Meu coração apertou e meu corpo se enrijeceu um pouco. Soltei o celular na mesma mesinha onde encontrei o livro, e me obriguei a ir comer um pouco, já estava me sentindo fraca e com náuseas novamente. Depois até pensei que um banho com água morna cairia bem, e deu certo, senti meu corpo mais calmo, minha pele podendo respirar depois de ter passado o dia sufocada pelo suor. Olhei as horas e já era tarde, e para a minha felicidade, estava cansada a ponto de dormir. Eu ficava feliz por poder dormir. Assim, poderia sonhar e esquecer de tudo, deixar os pesadelos para quando eu acordasse. Deitei na cama e estiquei um pouco um dos braços para pegar mais uma vez o celular. E novamente, nada. Devolvi o celular à mesinha. Me permiti fechar os olhos. O último pensamento que me recordo antes de ter caído no sono, foi o do rosto dele, e de pensar que o único coração que eu tinha agora não era mais meu.
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Minha avó me disse que todo mundo espera alguma coisa. Eu só espero que você esteja me esperando por aí.
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Página arrancada,
sou eu, aquela que tira o sentido do livro e ninguém entende mais nada. (via paginaarrancada)
Sei que ainda há tanto tempo para decidir o que fazer com o resto da minha vida. Há tantas pessoas para conhecer, mas você já chegou me deixando desiludido. Porque sei que sou incapaz de amar qualquer uma delas como te amei.
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Falou pra ele o que sentia? Não? Não fez nem a pergunta e já acha que sabe a resposta. Você está partindo seu próprio coração.
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Tem “para sempre” que não dura tanto tempo assim. Tem aquele abraço apertado que ele te deu ontem. Aquela risada no meio do filme com as amigas. Aquela noite de sábado que pareceu maior do que as outras porque você viu ele com outra. Tem o primeiro “eu te amo” que você escutou e até hoje lembra o som da voz de quem falou. Teve aquele domingo em que você passou o dia amaldiçoando a vida porque sente falta de quem não sente a sua. Teve aquela vez em que uma mensagem te fez sorrir por horas. Teve aquela pessoa que te olhou de canto e te pegou olhando de volta. Teve aquela dor depois de perder o seu primeiro amor. Teve aquele “to com saudade” com mais cara de “vem aqui agora”. Teve aquela dia que você nem queria ter acordado ou levantado da cama. Teve aquela discussão besta. Teve aquele sonho que te encantou. Teve ele bem ali do seu lado. Teve de ver ele indo embora e outros chegando. Teve aquele momento em que você pensou que iria durar para sempre. A dor, a vontade, a tristeza, a saudade, o abraço, o sorriso, o amor. A gente sabe que nem sempre dura tanto tempo assim, mas tempo o bastante pra deixar marcas para sempre no coração.
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E cada vez que vejo ou leio algo que me lembra você, isso me parte ao meio. Fingir que isso não me machuca, me parte em mil. E pensar que eu não me importava antes. Agora, quem não se importa é você.
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Você se engana dizendo que já o esqueceu, mas quando ele passa na sua frente a única coisa que você realmente esqueceu é de como ser forte.
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E quando eu tiver um filho, vou ensiná-lo que ele pode duvidar de tudo no mundo, mas nunca de quem ele é.
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Sonho com um mundo que não existe.
Um mundo em que você seja só meu. (pagina-arrancada)
E quando você segurou minha mão, foi como se cada estrela do céu estivesse brilhando dentro de mim.
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Ser derrotado é fácil, difícil é se erguer da derrota como um vitorioso. Difícil é levantar quando todas as forças te empurram para baixo. Difícil é começar algo quando todo mundo diz que vai terminar mal. Difícil é acreditar em si mesmo quando ninguém mais acredita.
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Tá na hora de parar de chorar e endurecer o coração por causa daqueles que passaram só para ferir. Melhor começar a valorizar os que ficaram. Os que nos dias nublados e chuvosos ainda estão com sorrisos ensolarados.
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