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E ai
Why? || @ChristopherDavis
Christopher pensou consigo que hoje seria um perfeito dia para fugir do Asylum, aliás, hoje seria perfeito, estava levemente frio e a maioria estava em seu devido quarto analisando como a vida naquele lugar era horrível. Há alguns dias atrás ele e Lola estavam conversando sobre a possibilidade de fuga e, ele teve uma ideia razoável e bem aceitável, mas somente para uma pessoa. Ele não pensava em ninguém no momento, até por que quem haveria de pensar no próximo quando quem realmente precisa de ajuda é você?
Como o pensado ele reuniu tudo o que precisava, para uma fuga perfeita. E para sucesso soube que o Doutor Joseph Abernathy, teria saído do corpo docente, o que seria perfeito para a saída do local. Com cautela, levantou o colchão da sua cama tirando um pedaço de madeira que sobrara de um inteiro do estrado de sua cama, para se defender de algum guarda em plantão, (Uma bela arma para quem não tem nada) encaixou-a em seu tênis, colocando um grande casaco de lã, armando em si o rostinho de “coitadinho”.
Jogado para fora do gramado, aonde ele não queria estar, pensou como entraria no prédio novamente. O tempo frio e seco fazia com que ele congelasse por dentro, trazendo todo o frio para a ponta de seu nariz, mas era hora de começar o trabalho. Rodeou o prédio, até encontrar a macieira pouco conhecida e em poucos minutos já estava em cima dela e o frio já não era mais um problema, olhou para o prédio como quem não queria nada e atracou-se em um galho grosso da árvore, rastejando como um animal em busca de comida, como um preso em busca de sua fuga. Reuniu todas as suas forças e esticou sua mão até encostar-se ao mármore da janela, se caísse seria uma queda feia, agarrou-a com força impulsionando seu corpo para agarrar o rest. UHG feito! Agora era a hora de entrar, similar a um cachorrinho tentando subir uma cadeira, ele tentava entrar pela janela e o pedaço de madeira roçava em sua perna, deixando alguns cortezinhos, sentindo arder. Pensou como a vida seria boa lá fora e já estava dentro do prédio novamente.
Christopher não era tão parecido com Joseph, mas nada que um jaleco e um óculos (apesar do fato dele não usar) ajudasse. Andou pelos corredores que pareciam não ter fim, enfim encontrando as salas das sessões, com o nome de Joseph Abernathy, bingo, Zeus seja louvado. Correu até a porta (que estava entreaberta), encontrando ali os pertences que ficavam em poder do manicômio e que agora, estavam em poder de Christopher. Doutor Abernathy se apresentando, sim ele parecia um doutor, mas não era parecido com ele, sua cabeça sempre baixa e o olhar tenebroso, foi passando pelas pessoas, e sua saída seria triunfante, mas sentiu uma mão quente tocar em seu ombro e o desespero foi enorme que antes de pensar saiu correndo, até o portão, mostrando o crachá e a porta sendo aberta “PEGUEM ELE” sentiu apenas o concreto novo e o ar mais leve do lado de fora, antes de ser pego por uns quatro seguranças. O pedaço de madeira não adiantara e agora ele estava novamente apanhando como um condenado, e a dor não poderia ser maior, ele chorava, não pelo fato de apanhar, mas sim por ter quase conseguido sair.
Tem um tempinho…mas as vezes não me deixam sair
Eu ouvi dizer que não podemos sair daqui.
Não sair pra rua...sair da cela sabe?
É ai? -se aproxima dela, colocando apenas a cabeça pra dentro- Velha e abandonada, como o cara que a gente viu…-entra no local- bem velha
É, esses livros devem estar todos manchados.
-fecha a porta e caminha até uma prateleira, pegando um livro- São relacionados a tratamento
Parei, mocinha, parei. Agora me diz, chegou quando?
Que bom. Ahn .. ontem, eu cheguei ontem. E você?, está aqui a muito tempo ?
Tem um tempinho...mas as vezes não me deixam sair
Vai lá dona coragem
ri - Tudo bem. - vai até a porta e abre entrando na sala escura e empoeirada - Essa é a biblioteca? - faz cara de desaprovação
É ai? -se aproxima dela, colocando apenas a cabeça pra dentro- Velha e abandonada, como o cara que a gente viu...-entra no local- bem velha
Ai Charlie…que mal humor
Eu ahn … sorry. Mas é sério, irrita.
Parei, mocinha, parei. Agora me diz, chegou quando?
Mas eu souuu
Tá, mas não precisa ficar falando toda hora que é lindo.
Ai Charlie...que mal humor
-entra por um corredor, virando a direita, encontrando uma porta no final dele- Será que é ali?
Deve ser.
Vai lá dona coragem
Sou lindo
Dá pra você parar de falar que é lindo ?
Mas eu souuu
Eu não faço ideia -começa a subir as escadad- Vamos tentar aqui
Tudo bem. - diz subindo junto à ele
-entra por um corredor, virando a direita, encontrando uma porta no final dele- Será que é ali?
Alma penada não, Deus me livre
ri - Você deveria acreditar menos nessas coisas Hm, onde é a biblioteca?
Eu não faço ideia -começa a subir as escadad- Vamos tentar aqui
Que penteado? Não vi nada
Não era exatamente um penteado. Mas não importa, você bagunçou meu cabelo.
Sou lindo
Sai da sala junto com ela- Eu nunca me dei bem com filmes de terror ai tenho esse deslize -da de ombros-
Não deveria, aqui é o lugar mais assustador que você poderia estar - diz andando pelo corredor
Alma penada não, Deus me livre
Achei que fosse uma alma penada -da de ombros- Tenho medo -faz bico-
ri - Você não deveria ter medo disso. - diz saindo da sala
Sai da sala junto com ela- Eu nunca me dei bem com filmes de terror ai tenho esse deslize -da de ombros-
-se aproxima do corpo- Deve ter sido abandonado e o barulho são os bichos….-tampa o nariz e ri-
Hum, pensei que fosse algo mais interessante… você estava morrendo de medo.
Achei que fosse uma alma penada -da de ombros- Tenho medo -faz bico-
Tava sim, sou artista em cabelos
Eu acho que não hein. Você tinha estragado meu penteado.
Que penteado? Não vi nada