Eu não estou pedindo muita coisa. De verdade. Só que não termine agora, assim, sem mais nem menos. Que você não fuja antes que eu possa te conhecer por inteiro, que não enjoe de mim. Que não me faça sangrar como todos os outros fizeram.
Eu não quero falar mal de você para as minhas amigas. Não quero ter que virar o rosto quando te vir no corredor, não quero que você me faça chorar noites inteiras. Eu não quero ter que me esconder de novo nessa casca fria e indiferente e fingir que não me importo com o que eu achei que a gente era.
Só dessa vez, eu queria que gostar das coisas erradas não estragasse tudo. Eu queria que gostar de você não fosse tão errado assim. Que não doesse como dói, ou se tivesse que doer, que fosse só para mostrar que você pode apagar tudo isso em segundos.
Veja bem, não estou pedindo alianças, eternidade ou amor. Só essa coisa leve, essa bolinha quente no meu peito que costumava aparecer quando estávamos juntas. Só nossas conversas de madrugada e seus interrogatórios que me deixavam vermelha. Só o seu ciúme bobo e mal disfarçado e o meu sorriso infantil. Só eu e você.















