sei que não deveria, mas desde aquele abraço não consigo tirar você da cabeça.
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sei que não deveria, mas desde aquele abraço não consigo tirar você da cabeça.
fica mais um pouco.
mas dessa vez, fica de verdade e não com aquele ar de despedida que tem toda vez que nos vemos.
sei que você não vai ficar pra sempre, eu também não, mas pode ser um sempre nosso, um infinito particular compartilhado e pautado na vontade de ficar.
não queria que você fosse de novo, mas cê sempre quer e nada posso fazer de você gosta de mim, mas não me ama
não sou professora e estou bem distante de ser, mas hoje me sentei numa sala de aula, ocupando a mesa que normalmente, docentes ocupam. fiquei emocionada.
é uma sala vazia com cerca de 48 cadeiras enfileiradas. De um jeito engraçado e emocionante, pela primeira vez me imaginei ocupando esse lugar e comecei a pensar em como seriam meus alunos, o que achariam de mim e se um dia daria aula em uma sala com uma vista tão bonita quanto a que tenho agora. pensei que roupa estaria usando, em como teria me preparado para aula naquele dia, se ainda teria um computador cheio de adevisos como nenhum professor meu teve.
esse texto é para a minha eu de amanhã (literalmente) e de todos os dias em que penso em desistir da minha profissão. é pra me lembrar que o caminho não é fácil e por muitas vezes, solitário, mas que é possível. se hoje sentei aqui, temporariamente, se hoje estou alguns degraus acima, em minha formação, não é só por sonhar, mas por ser competente.
um abraço,
finalmente você foi embora e dessa vez, não te aceito de volta.
não aceito como amor e muito menos como amigo.
assim como todas as alegrias duram o tempo necessário para serem pra sempre, eternizadas, a espera por um afeto que você não pode dar também acabou.
se você me respeitasse mesmo, não teria se reaproximado e muito menos ter me feito esperar mais ainda por algo que nunca cogitou compartilhar comigo.
inesperadamente você chegou até a porta da minha casa em plena quarta-feira de madrugada e eu não soube reagir àquela atitude completamente, inusitada.
falei sobre coisas aleatórias e sem sentido para o momento, mas o que eu poderia dizer às 3:40 da manhã depois de dias de conversas vazias e desinteressadas? o que esperar/como reagir a você parado na minha frente quase que totalmente em silêncio e bêbado?
sei que te falei muita coisa, muitas delas inesperadas e eu odeio não saber o que passa de verdade pela sua cabeça! ás vezes acho que te conheço o bastante para saber da sua sinceridade comigo, mas em grande parte das vezes descubro que não faço a menor ideia do que se passa.
transamos. sentimos tesão de novo, um junto do outro e no ápice do caos instalado naquela situação te pedi pra me dizer as coisas porque eu não consigo adivinhar o que você quer, precisa, o que não quer, o que deseja... Não sei e não posso prever!
você foi embora e eu não penso mais em você.
até quando?
baixei completamente minha guarda e de novo me expus a você e toda as coisas bonitas e dolorosas que acontecem quando tô com você.
Mais uma noite que dormi chorando por você. Por sua indiferença, seu egoísmo e pela saudade que tava organizada com num canto, escondida porque só eu sei quanto tempo demorou pra ajeitá-la naquele lugar. Quanto tempo demorou pra que eu não sentisse tanta dor assim.
Dói, Pedro, dói demais. Dói te amar assim, com cada centímetro do meu corpo, de todo meu coração. Dói respirar e tentar continuar minha vida com seu descaso.
Te odeio do mesmo tanto que te amo. Não apareças mais.
hoje mesmo li um poeminha que falava sobre encontrar afetos, reencontrar afetos antigos e se sentir viva.
pois é, que coisa mais maluca é essa história de se reencontrar. agora de um jeito bom, bonito, sincero e de repente sentir saudade, tesão, afeto... Vida! Tinha me esquecido como era sentir tudo isso de uma vez, com toda a intensidade que tenho sentido e que meu coração não tem me deixado esquecer.
é assim que me sinto nesses poucos e emocionantes dias, depois de ter te beijado de novo naquela esquina caótica, de nossas mãos se entrelaçarem e que pude deitar no seu peito de novo e respirar tranquila.
Pedro,
6 anos atrás você foi embora sem dizer tchau. Aliás, até disse, mas eu não sabia para o quê. Por um longo tempo, mais do que o tempo que passamos juntos, de alguma forma, senti saudade, assim com todas as letras, pausas e desdobramentos que essa palavra-sentimento possa significar.
Durante 6 anos te encontrei três vezes.
Na primeira fingimos que não tínhamos nos visto mesmo que nossos olhares tenham se cruzado no exato instante que entrei naquele lugar.
Na segunda vez você veio até mim e eu estava confusa e furiosa por ver você. Sabia do seu casamento, do seu filho e até o momento em que você fechou seu instagram, sabia que estava feliz.
Na terceira eu baixei minha guarda, mas quis mostrar que era indiferente a você e a todo amor e dor que carreguei e ainda carregava até aquele momento.
Depois disso, descobri como evitar te encontrar ou como amenizar o turbilhão de sentimentos e saudades que brotavam quando você aparecia. Em muitas das minhas solidões e crises existenciais, pensei na vida e em todas elas você aparecia. De uma forma bonita e triste a sua presença ausente compunha os mais diversos cenários. Revisitava com uma certa frequência nossos momentos juntos e pensava que talvez se tivesse dito algo de diferente você teria escolhido a mim para estar ao seu lado.
O que eu não sabia era que de uma maneira inesperada e dolorosa para você, nossos caminhos iam se encontrar de novo, bem ali naquele aplicativo ridículo que nos colocou um no caminho do outro pela primeira vez. No instante daquele “match” meu corpo relembrou todas as sensações gostosas de outrora, sensações que só vivi com você porque de um jeito interessante e particular, só a sua presença conseguiu causar.
Sexta passada nos beijamos de novo.
De novo seus braços envolveram meu corpo e me senti desejada. Não por alguém completamente desconhecido, mas por alguém que amei na medida e por quem sofri desmedidamente.
6 longos anos depois e lá estávamos nós. Mais velhos, mais cansados, mais sinceros. Você nunca me esqueceu. Sempre estive presente na sua vida de alguma maneira, nem que fosse pela lembrança do nosso sexo ou da última mensagem não respondida. Existia e existe em nós uma alegria pelo reencontro.
Hoje revisitei textos de anos atrás e me dei conta de que sinto exatamente as mesmas sensações, desejos, certezas e um jeito de te amar, de te querer perto, de uma alegria que em nenhuma das minhas tentativas frustradas, de relacionamento, passei perto de sentir.
Torço pra te ver o mais breve possível.
Tô com saudade do seu beijo, do seu cheiro e de me sentir completamente eu.
quantas vezes você já disse adeus para o amor da sua vida? quantas vezes você viu o amor da sua vida atravessar o atlântico e você ficar, aos prantos, por nunca ter tido coragem de dizer o quanto a ama?
quantas vezes você vai ter um outro amor da sua vida?
quantas vezes você se permitiu ser feliz e dizer eu te amo?
Hoje me despedi da mulher que mais amei e ainda amo, e me dei conta da quantidade de vezes que poderia ter tido o quanto a amava e nunca disse. Tive medo da rejeição e de perder o que nós tínhamos criado. Um laço de amizade, um companheirismo, um afeto. Me dei conta dos dias em que me perdi observando a atenção com quem ela se dedicava às anotações, do quanto ela fica mais bonita no sol da manhã e em como nossas mãos se enlaçam perfeitamente. Me dei conta que o que me faz ama-lá não é o modo modo ela sorri de uma piada e nem do quanto ela é bonita, o que me faz amá-la é o modo como eu sempre me senti segura ao seu lado e que nunca tive pressa do tempo passar.
Talvez eu tenha me dado conta disso e de outras coisas um tanto quanto tarde pois, logo em breve, o grande amor da minha vida embarca sem chances de voltar, para o outro lado do Atlântico e a mim, só resta cultivar a dor da saudade e a memória dos nossos corações batendo compassadamente no ritmo da despedida. Adeus, amor da minha vida! Seja feliz! Sempre te amarei
cat no banana
Dentro de mim tem um vazio que dói tanto.
É um misto de desprezo, saudade, solidão.
Saudade é um barco que espera dias em alto mar, até ter um lugar para descansar
Tarsila, Há um mês atrás você chegava. Era sábado, choveu, trânsito caótico, um parte de resistência. 51,5 cm e 3,400kg num parto normal. Vocês foram fortes. Desde o seu anúncio, nossas vidas viraram de cabeça para baixo e agora, posso ver tudo a partir de uma perspectiva mais bonita. Feliz um mês de vida. Com amor, Madrinha Passarinha