E aí que eu fui bem ali assistir “Harry Potter E A Criança Amaldiçoada” e sai com os “zoinhos” tudo brilhando. E ai antes de escrever tudo o que tenho pra falar, tenho a obrigação de citar o Sidney Andrade e a galera do “É Pau, É Pedra Filosofial” nesse texto sobre Harry Potter E A Criança Lazarenta! (quase amaldiçoando Sidney por não conseguir falar o nome dessa peça certo NUNCA mais). Pessoal da Cracóvia, seus lindos! Mas bora lá!
Em primeiro lugar tenho que dizer que minha opinião não deve ser levada muito em conta porque ela sempre esteve comprometida sendo a amante do teatro que eu sou. Foi uma paixão à primeira vista desde pequenininha. Eu era aquela criança pentelha que insistia pra mãe levar ao teatro. E aos 11 / 12 lá estava eu fazendo-o. O namoro não acabou, mas ficou a distância conforme os tempos. Mas eu sempre daria mais valor a algo ao vivo. E nem é pela super produção. Já vi monólogos de arrepiar. Mas quanto a lazarenta... Digo, a Criança?
Anos depois ainda me incomoda o termo Fanfic se referindo a algo ruim. Porque a série Sherlock da BBC é uma Fanfic (ou alguém viu por aí o fantasma de Conan Doyle por aí dando aval pra ela?!?) e está longe de ser ruim. Discussões a parte, acho que Jack Thorne é um grande fã de Harry Potter. Não é a toa que o personagem mais fiel é o que já morreu. Ame ou odei, Snape é o personagem mais fiel a descrição de Rowling. Independentemente da minha opinião sobre o roteiro em si, acho que o maior problema dele é que ele te leva de nada até lugar nenhum. São 4 horas e 45 minutos para NADA. Porque nada se acrescenta na história daqueles personagens. Fora a história da criança em si e furos sobre viagem no tempo as coisas que mais me incomodam são que escolheram usar as cores das casas dos filmes (e mais uma vez os corvinos são meio sonserinos porque cores de Corvinal são azul e bronze e não azul e prata como aparece na peça e nos filmes - prata é cor da Sonserina). E a falta de Ted na história.
Sobre a peça em si... Sou parecer uma adolescente apaixonada, mas a magia que vocês acham que veem nos filmes não é 1% do que eu vi acontecer naquele palco, na minha frente. Ok, o teatro lotado e eu estava sentada no balcão (não sei quem sentou mais perto quebrou a magia), mas lá de cima a magia aconteceu. Os efeitos especiais são incríveis. O elenco inteiro é foda pra carai. O menino que faz o jovem Harry Potter dá um show de carisma. E vou confessar que uma lágrima se formou no canto do olho quando o ator que faz o Snape aparece em cena. Finalmente um ator parecido com a descrição de J.K.! E claro que as melhores atrizes ficaram com as piores personagens. A menina que faz a Delfi é maravilhosa! Tão maravilhosa que é exatamente como eu imaginei a Tonks enquanto lia os livros (cof! Bem escalada pra uma peça que não tem Tedzinho). E a cena da Murta é minha parte preferida de toda a peça. Sério, se a peça fosse só a Murta já teria valido o ingresso. <3
Agora uma coisa que achei curiosa que embora a peça chame “Harry Potter E A Criança Amaldiçoada” tanto lendo o roteiro, quanto assistindo a peça, a criança em si nunca me pareceu o plot principal. Ao ler o roteiro, a primeira coisa que me pegou foram as viagens no tempo. Ao assistir a peça, me deu a impressão que é um texto sobre encontros e desencontros: Ron e Hermione, Scorpius e Albus, Harry e Draco, Harry e si mesmo... Sai do teatro com vontade de reler o roteiro pra tentar ultrapassar essa barreira do texto. Sai do teatro encantada!!!
Descrição da foto: todo o elenco da peça “A Criança Amaldiçoada” ao final da apresentação da segunda parte no teatro Lyric Theater (em NY) em cima do palco traços em formas de arcos fazem o palco parecer uma capela. Os atores que interpretam os personagens de Draco Malfoy, Scorpius Malfoy, Gina Potter, Harry Potter, Albus Severus, Hermione Weasley e Ron Weasley aparecem na linha de frente dos atores.
















