“Se quiser ir embora eu já encerrei com a praia, esse negócio de ficar fritando não é comigo.” @cwxyne
“Agora que começa a escurecer e as pessoas vão embora que é bom. Antes tava um saco.”
Show & Tell
One Nice Bug Per Day
Peter Solarz
h

Product Placement

@theartofmadeline
Cosimo Galluzzi
Keni
AnasAbdin

Origami Around
Three Goblin Art

❣ Chile in a Photography ❣
d e v o n

No title available
🪼

JVL
Stranger Things
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

Love Begins
No title available
seen from Australia

seen from Malaysia

seen from United States
seen from Türkiye

seen from United Kingdom

seen from Türkiye

seen from United States
seen from New Zealand
seen from United States

seen from Maldives

seen from India

seen from Japan
seen from United States
seen from France
seen from France

seen from United States

seen from Italy
seen from Germany

seen from United States
seen from Japan
@cwxyne
“Se quiser ir embora eu já encerrei com a praia, esse negócio de ficar fritando não é comigo.” @cwxyne
“Agora que começa a escurecer e as pessoas vão embora que é bom. Antes tava um saco.”
“Yep, pode pegar eu não vou comer tudo isso.” Comentou dividindo os cupcakes que havia ganho na festa de veteranos da marinha. Os filhos de alguns companheiros se empolgavam e sempre sobrava muita comida. Nem era tão fã assim de bolo decorado.
“Hum... Não? É mais enfeite do que gosto essa coisa de qualquer jeito, não gosto muito.” Empurrou-os outra vez na direção do mais velho, sempre achou cupcake um desperdício de bolo.
FLASHBACK.
velhaloucaouma:
“Vai ver meu subconsciente acho que você não merecia por saber que você ia me zoar hoje, já vim armada.” Abriu os braços como se pedisse desculpas. “Até parece, primeiro que você ia dispensar alguém te amando e alimentando o ego? olha minha cara, eu te amando é pra você se achar pro resto da vida. Uma mulher dessa. E segundo, privilégio demais ser amado por mim, duvido você me recusar por causa de jantar.” Jogou o cabelo curto pro lado, como se fosse grande, aumentando ainda mais sua pose de convencimento, mas sempre brincando. Talvez se zoasse esquecesse o papel idiota que estava fazendo. Pensando bem, não tinha pensando muito no porquê de fazer aquilo, só sentiu, maldito clima sentimental do feriado. “Que bom que você assume.” Ergueu os ombros então e colocou as mãos nos bolsos do cardigan da fantasia, não achou que ia sentir-se esquentar pela vergonha. Deu um passo pra trás e tentou esconder isso da melhor forma. “You wish.” Soltou o ar sabendo que o amigo não ligava pra coisas sentimentais então tentou ao máximo enxugar a história que a motivara. “Sei lá, eu ando pra baixo por umas coisas que tem me acontecido. Essa semana foi um lixo, tava me sentindo mal e mesmo você me enchendo o saco… Ah sei lá, toda frase que eu formulo na minha cabeça me faz pensar que você vai se achar por isso e me zoar pra sempre.” Deu um murro de leve no ombro do mais alto. “Se não quiser me devolve, eu adoro essas balinhas.” Estendeu a mão como se pedisse. “Enfim, vai ver to querendo te cativar pra não te perder ou que tu me ponha no teu testamento, essas coisas.” Definitivamente sua única solução era cavar um buraco e sumir nele, não ia conseguir definir o que estava sentindo sem entrar no medo de perder o único amigo a mais tempo.
“Não pode me culpar pelos meus instintos naturais, seria como culpar um gato que caça rato ou qualquer coisa do tipo.” Justificou-se com um balançar de ombros, implicava com Magali pela força do hábito, jamais iria desejar que a mesma mudasse, afinal era daquele jeitinho ‘coice de cavalo’ que gostava da morena. “É assim que você me enxerga? Um egomaníaco?” Levou a mão ao peito em um ar teatral. “Me sinto ofendido, Cadete. Claro, logo vou sair espalhando por aí que você tá dando em cima de mim pros outros ficarem com inveja, poucos tem esse privilégio.”
“Eu nunca neguei.” Arqueou a sobrancelha com um sorriso maroto lhe cortando os lábios. Pegou outra vez o pacote de balas por fim resolvendo abrir e comer algumas ali mesmo. “Eu não sei o que fazer agora.” Admitiu e apesar de levar as coisas na brincadeira praticamente todas as vezes, era péssimo em qualquer razão sentimental, não era um bom amigo nessas partes. “Huum... O que aconteceu?” Tentou abrir o diálogo, por sorte seria algo com o qual conseguiria lidar, algo fácil. Derramou umas balas na mão da morena recusando-se a entregar todo o pacote. “Acho que eu tô me perdendo entre o que é sério e o que é brincadeira aqui.”
Eu como uma boa mulher sapatona que sou, digo mais do que ninguém, que só queria ser o Bradley Cooper pra sentir a cabeça da Lady Gaga no meu ombro, cantando Shallow completamente em sintonia e apaixonada. Aposto que ela tem um bafinho de hortelã, chiclete e gente super rica. Ela poderia fazer o que quisesse comigo.
(o starter não encaixou pra você? curte o post que a gente faz um fechado, bb <3)
“O que é Shallow?” Terminava de comer o sanduíche que segurava em mãos sem prestar muita atenção no que a garota em sua frente falava.
diamondbea:
Existia aquela diferença entre eles, enquanto Beatrice ainda estava na faixa dos vinte e cinco mas com a aparência de uma mulher bem vivida, coisa que era mesmo, o jovem que convidara para o baile era extremamente novo para a idade que diziam que ele tinha, dentre todas as brincadeiras que diziam em que ela era ‘areia demais pro caminhãozinho dele’, discordava completamente. E, bem, o que podia dizer dele naquele momento com todo o visual de época que combinava perfeitamente com ele, enquanto a mulher tinha um vestido justíssimo ao estilo pinup, que destacava as curvas perfeitas que ela tinha, ombros cobertos, porém as costas expostas com o desenho do vestido, fazendo sua tatuagem ficar a mostra junto das demais que carregava nos braços, lábios vermelhos, unhas da mesma cor, havia caprichado o suficiente para ver se pelo menos um elogio conseguiria dele. “ Posso te dizer que foi praticamente isso, usando de metáforas, eu fiquei por sete anos presa em um porão ” Sorriu ao usar aquela caracterização para dizer que ficou presa a um relacionamento abusivo por tanto tempo. “ E você? Qual foi o último encontro que teve? Fiquei curiosa. ” Se aproximou, agora levando a mão até o braço alheio, onde se sentiu livre em entrelaça-los.
Tirou os óculos escuros que usava pendurando-os contra a camisa branca que, como usual, não abotoou até o final. Ficava visível assim a grande cicatriz em seu rosto, a qual deixou de incomodá-lo, esteticamente, depois de um tempo. Não controlou a própria vontade de checar o visual alheio, o vestido da época caía muito bem no corpo feminino que poderia muito bem ter saído direto das páginas de uma revista, Beatrice era realmente maravilhosa, começando pelos olhos que certamente lembraria de elogiar mais tarde. “É a única explicação possível, você é espetacular.” Não sabia de onde tirou a palavra para o elogio e também não sabia em que metáfora o porão poderia se encaixar, mas sentia que não era da sua conta, afinal, ainda não a conhecia direito. Ainda.
Ofereceu a destra tatuada para a morena, era dia dos namorados afinal de contas, não iria queimar sua imagem ser minimamente romântico. “O último encontro? Oficialmente acho que foi aquele da promoção da rádio, lembra?” Não havia visto Elijah depois daquela noite, imaginava se ele estava nesse evento. Sua cabeça de qualquer forma estava totalmente ocupada pela figura ao seu lado. “Vamos pegar algo pra beber.”
Brenton Thwaites as Dick Grayson in Titans (2018 - present)
velhaloucaouma:
“Oi. Eu não falei oi?” Franziu o nariz em confusão. “Sim, é o meu jeitinho.” Tirou a caixa do bolso da saia rodada que havia vestido sob a temática e entregou pro moreno. Era só um daqueles doces de Valentine’s que as pessoas compravam em supermercado, mas foi na fila de um deles que tivera a reflexão que sua vida tava uma droga e faltava pouco pra que ela perdesse uma das poucas pessoas que deixou se aproximar de verdade - em partes o verdade, porque ainda sim, nem ele sabia tudo. Acabou rindo e balançou a caixinha. “Aceita logo que dói menos, em mim. Não posso te pedir pra ser meu Valentine num lugar chique porque meu Valentine tem que entender que eu vivo sem grana, não vou te mimar.” Falou em zoação, pensou em como se explicar, não queria entrar em detalhes porque teria que falar da aposta e de gente constantemente lembrando disso pra ela. O medo atual e constante de perder coisas importantes, como no passado. “Ok, eu sei que isso é algo que a gente não faz, mas vamos colocar assim: se eu fosse pedir pra alguém ser meu valentine seria você… porque eu sei que você não ia chorar.” Acabou completando com algo pra fazer graça pra não demonstrar seu constrangimento.
“Tenho quase certeza que não. Você não tem tanta educação assim.” Brincou em uma piscadela para a morena, não que qualquer formalidade fosse necessária entre os dois, mas não perderia a chance de uma provocadinha. Acompanhou com o olhar identificando que eram os populares doces da data especial. Um barulho ecoou de sua boca como o princípio de uma risada que não foi até o fim, deveria rir se seguisse o instinto, mas caso a situação fosse contrária, sentiria tamanha vergonha que provavelmente entraria em combustão espontânea. “Mas eu gosto de ser mimado, vou ter que negar seu amor.” Brincou com a outra mesmo sentindo-se um pouco estranho, eles nunca mantiveram o tipo de amizade de trocas de presentes, ao menos achava que não. “Ah saquei... E os outros chorariam porque são extremamente apaixonados por você, é um sonho realmente.” Concordou consigo mesmo em um aceno de cabeça. “Are you in love with me or something?”
Após se vestir e se maquiar dentro do tema, Beatrice esperava mesmo chamar a atenção daquele que tinha escolhido pra ser seu par, quer dizer, @cwxyne era um homem lindo e quando o convidou, esperava uma negativa de imediato, ver que não era dessa forma só lhe deixava ainda mais ansiosa. Nem mesmo se lembrava da última vez que tinha ido a um baile, tinha se casado muito cedo e o seu ex-marido era um verdadeiro bosta, varias razões a impediam de sair e ainda era pior quando envolvia maquiagem e uma rouba bonita. Ao se encontrar com o seu par, a morena lhe lançou um sorriso largo e foi inevitável para ela dar um giro no próprio eixo, fazendo um pose engraçada pra descontrair, antes de se aproximar. “ E então? Esse é o meu primeiro encontro de, sei lá, muitos anos, então seja legal comigo ” Brincou, levando o dedo indicador, onde carregava algumas tatuagens, na direção do nariz dele e deixou um toque suave na região, acompanhado de uma risada divertida.
Tudo bem que confiava em seu taco, mas a primeira vez que viu Beatrice imaginou que a mulher estivesse muito acima do nível em que jogava, era lindíssima. Ele, no fim das contas, era um belo rapaz de vinte e sete anos que aparentava, quem sabe, uns vinte e três, o rostinho de menino nunca saiu para dar lugar ao de macho alfa. De qualquer forma, ela o havia convidado e era apenas a certeza de que ele precisava para continuar no caminho certo. “Primeiro encontro de muitos anos? Impossível.” Olhou-a desconfiado, não, não podia funcionar assim, a morena merecia uma fila de homens convidando-a para sair. “Só se alguém te escondeu em um porão até tipo... ontem. Não consigo imaginar esse cenário.” O olhar acompanhou o giro alheio com um sorriso sincero, aquelas roupas estranhas ficavam mesmo bonitas no contexto
“Eu já to esperando você me zoar, só que ao mesmo tempo não sei se quero, então segura as palavras se não eu jogo em você e vou embora.” Nem tinha explicado o que era, muito menos mostrado. Na verdade, nem tinha cumprimentado Cadmus direito ao começar a falar, apenas queria o avisar antes de passar pelo constrangimento. Estava com vergonha e não sabia lidar com isso, o conhecia e se conhecia, talvez aquilo fosse muito estranho. Não era de fazer grandes gestos, mas não queria acreditar que aquele só fazia parte de toda a aposta, na verdade queria aproveitar o melhor amigo enquanto não ia ferrar com tudo por causa do seu segredo e por um momento decidiu presentear a ele. “Eu te trouxe um presente de valentine’s day… Ok, falando em voz alta é mesmo digno de zoação, pode me zoar.” @cwxyne
A face torceu em confusão, não perderia a chance de zoar a amiga, mas precisava entender o que ela queria dizer com tudo aquilo. Cruzou os braços contra o peito esperando que a outra continuasse seu discurso, levantou uma das sobrancelhas. “Joga em mim? Violenta. E... oi pra você também.” Um presente? Tudo bem, não esperava aquilo. Principalmente por ser de Magali, não mantinham esse tipo de amizade cheia de frescuras, e além do mais, era Valentine’s Day, o que deixava tudo ainda mais estranho. Ao mesmo tempo que era estranho era também muito engraçado. “So... You wanna be my Valentine? Devia ter me levado pra um lugar mais chique.”
rothwll:
(FLASHBACK.)
Manteve seus olhos no chão, na água, pois era muito mais seguro do que erguer a face para encará-lo. Sua face estava quente, provavelmente ruborizava por causa da falta de comprensão anterior; às vezes, apesar de ter ouvido a expressão, ainda conseguia demorar alguns segundos para impedir que seu cérebro não a levasse no sentido literal das palavras. Odiava-se por isso, mas era um reflexo que ainda não conseguira se livrar e, na realidade, suspeitava que nunca conseguiria. Não sabia ler as entrelinhas, as pessoas, então não podia ter a certeza de que o que era dito fazia parte de alguma brincadeira. Lhe atrapalhava, sim, principalmente por sua boca trabalhar rápido demais. E isso ficou claro novamentequando o rapaz perguntou sobre a aparência. Elijah prontamente respondeu: ’ — Beleza é algo relativo. O que é bonito para mim, pode não ser bonito para você. Mas foi a comida sim que salvou, afinal, eu nem sabia se você iria mesmo aparecer ou se estava vindo apenas por obrigação.’ encolheu os ombros, reavaliando as palavras e fazendo uma careta, subindo o olhar para o menor. A face de Cadmus possuía traços distintos, o sorriso era bonito demais e os olhos castanhos combinavam bem com o tom de pele e do cabelo deste; seu corpo, então, encontrava-se dentro dos padrões, qualquer pessoa poderia chegar a mesma conclusão de Elijah. ’ — Você é muito bonito.’ acrescentou. ‘ — E por isso eu não sabia se você ia permanecer até o fim.’ já que o rapaz poderia facilmente ter aceito sua sugestão e ido procurar outra companhia. ‘ — Então… não era o campus?’ ele perguntou com curiosidade. Tentava acompanhar as palavras não ditas, mas não conseguia juntar uma informação concreta o suficiente para estar seguro do que o outro queria dizer. Como a mãe dizia: Não seguia a mesma linha que as outras pessoas. E está tudo bem, não enxergar algo implícito significa que sua atenção está em outro lugar. Que lugar era esse, Elijah não fazia ideia. Tinha sorte de ter sido acolhido por um lar com dois médicos, mas a mãe, a psicóloga, lhe confundia desde o momento em que a conheceu. ’ — Acredito que sempre irá ser assim.’ comentou, dessa vez com um ar mais de riso. A frase alheia definitivamente lhe resumia bem. O olhar caiu de novo para baixo, saber como lidar com elogios não era seu forte. ’ — Então eu sou o Cérebro e você o Pink.’ brincou. Elli ficou aliviado de pelo menos uma referência entender. Desenhos não atraíam muito sua atenção quando era menor, mas aquele tinha sido bom. Gostava de ver as idiotices dos ratos e o conceito do desenho era ótimo. ’ — Certamente não morde, mas é normal ficar nervoso quando você vai fazer algo pela primeira vez, não?’
‘ — E eu não estou muito convicto disso. Vai dar frio, isso sim.’ bufou baixinho. A maré baixa permitia que andassem por um local que com certeza de manhã ou de tarde não seria possível, e, com isso em mente, olhou na direção do mar para ver se dava para pisarem mais fundo; a falta de iluminação dificultava, porém, então talvez não fosse a melhor ideia. Pisar em algo estranho e cortar o pé era uma possibilidade real. A mão livre foi esticada para pegar um pouco da pipoca, levando para a boca. ‘ — Oh, é verde! Você lembra das suas respostas? Para estarmos aqui, algo deve ter combinado. O que colocou no negócio da música?’
“Ouch.” Levou a mão ao peito de maneira teatral, acabara de levar um fora? Se sua autoestima não fosse inabalável estaria sentindo-se atacado naquele momento, tudo bem, então Elijah não o achava bonito, poderia superar aquilo porque ao menos ele ainda estava ali então deveria haver algum aspecto de sua personalidade que o atraía. Ou ele nem ao menos estava atraído? Ah, era muito difícil ler aquele homem. “Eu fiquei em dúvida se viria, mas... a chance de encontrar alguém é sempre legal, não foi a comida que me chamou. Apesar de que sim, é boa.” Tornou a olhar o outro com surpresa, o sorriso largo voltou a tomar conta do seu rosto, estava sendo paranoico afinal de contas, mas não deixou de sentir o cutucão. “Finalmente um elogio. Precisou analisar demais minha cara?” Levantou a sobrancelha direita, talvez o estivesse provocando, ou abusando da própria sorte, não precisava de outro corte, mas por vezes não conseguia controlar a língua. “Por que eu não ficaria? You’re hot as fuck. Pode se soltar um pouco mais.” Falou com naturalidade, ignorando a pontinha que realmente estava curiosa para ver a reação alheia, até mesmo se fosse uma simples expressão facial. “Acredito que seja melhor fora do campus, tem uma cidade incrível pra desvendar. Acho que não conheço metade dos bons lugares.” Não sabia direito o que responder, era tudo muito hipotético, talvez nem voltassem a se ver depois daquele dia, como conseguiria estipular um local? Era estranho não ter as respostas que Elli queria. Ele era o Cérebro, pronto, fácil assim tinham uma piada interna, na sua cabeça isso ligava as pessoas de uma maneira toda especial. “Primeira vez o que?” Perguntou sem pensar direito, era a primeira vez dele com um cara? Porque em partes era compreensível, muitos demoravam a ter sua primeira experiência, mas também não iria pular no moreno como um desesperado, não tinha motivos para preocupação ou nervosismo.
Riu do outro chutando um pouco de água em sua frente. “Para de ser um manezão.” Trouxe a pipoca outra vez até sua boca tentando lembrar da cor que havia colocado, não era muito ligado nessas coisas. “Vermelho, eu coloquei vermelho... O que não tem nada a ver com verde.” Deu de ombros, tudo bem, cor era mesmo algo muito superficial pra unir as pessoas. “Born to be Wild, Steppenwolf.” Lembrou sem problema dessa parte. “Get your motor runnin' head out on the highway lookin' for adventure and whatever comes our way...” Cantarolou o começo da música, não que fosse um bom cantor, mas se fazia entender. “E você?” Voltou-se para o outro, o que mais poderiam ter em comum? Entre doce e salgado já divergiam. “Huum... Cachorros ou gatos?”
“Essa é a melhor temperatura que vai conseguir em uma água no inverno.” A água estava de fato gelada, mas queria que @mozzieml também entrasse no mar, afinal, de que bastava ter uma péssima ideia se ninguém cometesse o mesmo erro. Tinha certeza que seus lábios logo ficariam roxos caso não trata-se de ocupá-los.
“Eu levei um soco!” Reclamou enquanto entrava no quarto de @velhaloucaouma sem pedir permissão, segurava o bolo de papel contra o nariz enquanto a mão tremia, tudo bem que ele havia começado a confusão, o que lhe irritava era ter deixado o outro lhe acertar.
[MSG:] Can you pick me up? The threeway turned into a twoway while I sit here alone in the corner…
[text]: yeah let me finish my burguer first[text]: i can get you one if u want[text]: be there in 10
se eu caio, já sei onde vou me agarrar (beatrice)
por favor, me coloco inteiramente a sua disposição. se for pra cair, me chama de muleta e agarra em mim.
# (pc)
what your muse’s name is in mine’s phone
pelé
what your muse’s picture is in mine’s phone
(x)
what your muse’s ringtone is in mine’s phone
waka waka by shakira
my muse’s last text to your muse
[text]: i can’t find my red shirt[text]: can u look around if it’s there?
[drunk text] Please don’t hate me I’m too tired and too dizzy to be hated
[text]: hate you? i would never[text]: i know i can be rude sometimes but [text]: where r u? im gonna pick u up
(FLASHBACK.)
rothwll:
’ —— Está fazendo uma lista?’ indagou com genuíno interesse. Deveria estar grande a mesma. Eles não eram nada parecidos, nem sabia como em nome de Deus havia sido emparelhado com o outro. Ainda tentava achar algum motivo de suas respostas terem combinado, mas nada em Cadmus lhe dava indícios disso. Sua expressão curiosa transformou-se em uma ligeira confusão ao ouvi-lo. ’ —— Um bolo? Não, eu quase não vinha e—’ interrompeu-se rapidamente, o contexto da conversa finalmente fazendo sentido para aquela frase alheia que soara tão aleatória aos seus ouvidos de primeira ocasião. Já havia ouvido a expressão algumas vezes ao longo da noite e podia compreender o que significava. ’ —— Oh, sim! Certo, sim. Um bolo. No sentido de ficar sozinho. Sim, você quase levou.’ concordou. ’ —— A minha intenção era passar aqui para ver se estava tudo cheio demais e voltar… Mas eu vi a comida e não consegui mais sair.’ tinha muito doce ali e esse, sendo o seu fraco, lhe fez superar o nervosismo e apenas permanecer para enfrentar o encontro. ’ —— Se você considerar o campus um lugar calmo, bem, sim.’ olhou-o com o cenho franzido. Mesmo durante as semanas que estudavam, não esbarrava com o rapaz no campus; era improvável que agora que haviam saído para a noite do blind date, começassem a se encontrar na universidade em locais aleatórios. Além do mais, lugar calmo? O campus não era calmo. Nem os corredores eram calmos! Céus, por quê as pessoas eram tão difíceis de entender? Não podiam simplesmente dizer o que exatamente pretendiam? Seu rosto começou a esquentar com a surpresa alheia àquele fato que havia soltado de forma tão aleatória. Elli baixou o olhar para a areia enquanto afirmava com a cabeça. ’ —— Eu já sabia sim. Meus interesses divergiam dos interesses das crianças da minha idade na época.’ assumiu. E isso era o eufemismo do século! Nunca tivera interesse em assuntos banais como qualquer criança. Nem mesmo quando tinha três, quatro anos. Fora esse o motivo, afinal, de acabar na porta de um orfanato. ’ —— Eu não diria um prodígio. Meu QI é um pouco acima da média, sim, e naquela época eu não sabia conter. Mas nada tão extraordinário.’ fez uma careta. Era um assunto complicado. Falar sobre isso acabava muitas vezes lhe fazendo parecer egocêntrico por apenas afirmar o óbvio; atualmente, maneirava nas palavras para definir a sua inteligência. Aprendera com o tempo que ninguém gostava de um sabichão, muito menos um que sabia do próprio potencial. ’ —— E uh, sim. Nervoso. Melhorou apenas um pouco.’ assentiu, erguendo o olhar ao perceber o afastamento alheio. Elli encarou a mão do mais baixo por alguns segundos considerando se era uma boa ideia iniciar novamente o contato, mas não foi tão ruim antes. Cedendo, o espanhol abaixou-se para subir as barras da calça para não molhar com as ondas e aproximou-se, tomando-lhe a mão estendida. No primeiro contato com a água, Elli resistiu ao impulso de pular para longe. ’ —— Minha nossa está muito fria! Seu conceito de coisa boa é muito distorcido!’
“Não. Sim? Não literalmente...” Podia bater o martelo na certeza de que nunca conheceu alguém que tomava sua fala de maneira tão literal quanto Ellijah, ninguém fazia listas reais apesar de usar da expressão e se fosse pra lembrar de tudo que pensou ir para a tal ‘lista’, não conseguiria. A próxima coisa que ouviu só reforçava seu pensamento, não segurou o sorriso que lhe cortava os lábios, segurava o riso que queria invadir o local por não saber se seria ofensivo para o outro. Era inocência que via ali, inocência em um moreno de um metro e noventa com mais de dezoito anos, era no mínimo estranho. “É, esse bolo.” Concordou quando ele mesmo acabou se corrigindo. “Então eu fui salvo pela comida? Pensei que minha boa aparência tivesse garantido sua permanência.” Brincou enquanto esperava uma resposta, ok, talvez tivesse receio da resposta que viria a seguir porque Elli não parecia do tipo que filtra o que fala, era sincero até demais. Cadmus aceitava que era uma pessoa ‘sem filtro’, sua própria mãe reclama disso vez ou outra, mas agora sentia-se até... educado. Recatado por fim. “É o campus é calmo, mas não um bom lugar pra se encontrar com pessoas.” Ao menos não no sentido que colocara aquele ‘encontrar’, que no seu ponto de vista era mais do que esbarrar com alguém por aí, nesse sentido o campus era ótimo. De qualquer forma, a noite não estava no fim e tudo dependia de como ela iria acabar. “Acredito que seus interesses divergem dos interesses das crianças dessa época também.” Usou das mesmas palavras do outro o que não era típico de uma conversa informal qualquer, tudo bem que não eram palavras tão difíceis, mas... quem fala daquela maneira? não havia como negar que era um tanto quanto interessante, um tanto divertido e outro tanto engraçadinho. “Isso pra mim é ser um prodígio. Se eu conseguisse aprender fácil assim as coisas... ia sair pra conquistar o mundo. Tipo o Pinky de ‘Pinky e o Cérebro”, mas no momento tô mais pra Pinky.” Talvez o assunto fosse delicado para o moreno que parecia um tanto quanto desconfortável, não insistiria no assunto se fosse o caso, mas era algo a se orgulhar, quantas vezes a inteligência foi premiada, ainda mais dentro de uma universidade. “Ótimo. Porque não tem motivo pra ficar nervoso. Eu não mordo.”
Soltou um riso leve e divertido, talvez a água estivesse de fato gelada, mas era melhor do que ficar vendo filmes ruins no meio de pessoas incomodativas. “Prometo que depois de um tempo melhora.” Levou o pacote de pipoca até os lábios derramando algumas na boca aberta, não queria largar a mão de Elli por pipocas. Esticou o mesmo oferecendo para o outro. “Me diz uma coisa, qual sua cor favorita?”