você é aquilo que eu achava que só acontecia com os outros

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você é aquilo que eu achava que só acontecia com os outros
Eu te escolhi entre centenas e centenas de pessoas, acha mesmo que eu vou deixar você ir, sabendo que você não irá mais voltar? Eu costumo não abrir mão dos meus ideais, e felizmente você é um deles.
— Carlos Eduardo Saltzman.
toda despedida é breve quando não há intenção de ficar.
aprendi muito mais com o teu silêncio, do que qualquer palavra que tenha me dito.
“Medo de não segurar a lágrima, de ser obrigada a trancar o riso, de procurar e nunca achar. Medo de andar em círculos, de não saber fazer a coisa certa, de não existir a coisa certa neste mundo tão incerto. Medo de que a alegria acabe e que a tristeza dure um tempo maior do que posso aguentar.”
— Clarissa Corrêa.
“Quando as coisas estiverem difíceis, se dê um tempo, se cuide, se dê força. Porque mesmo se todos forem, é preciso sempre enxergar em si alguém pra se contar, confiar, amar. E se não houver quem faça isso por você: se dê paz.”
— Esgotada.
é porque de longe parece que tudo deu errado. que nosso amor não foi forte o bastante ou que talvez nem fosse amor. mas foi. é. e talvez amanhã e depois ainda seja. não tem como planejar a vida. o depois. a gente até promete coisas, tem gente que chega a prometer amor eterno, mas no momento em que prometem, lá no fundo sabem que tudo pode acontecer. tudo. e é esse tudo que desfaz os planos, quebra as promessas e as pessoas. esse tudo que nos quebrou. a ponto de não nos encaixarmos mais. e doeu tentar, doeu insistir, doeu adiar o inevitável. nós dois sabíamos que já tinha acabado. e aceitar que acabou é um problema e tanto. tanto que ainda estou resolvendo essa parte. essa parte que não estava nos planos.
que não prometemos.
porque ninguém pensa no fim. em como termina. só que quando não tem data de validade, tem nível de tolerância.
seu amor venceu e o meu não tolerou ser jogado fora.
trechos não enviados.
“Sentir muito tem dois sinônimos e ambos são divergentes, sentir muito de amar demais e sentir muito pelo pesar, da perda ou da falta da conquista. Sentir muito nunca é fácil, ama-se demais ou perde-se demais. Perder-se demais pode ser, se perder ou perde-se de alguém e ambas as perdas são dolorosas demais de se lidar. Ninguém quer sentir muito, primeiro porque amar demais pode doer demais e segundo porque perder alguém dói ainda mais. Ter alguém e perde-se é como viver com o peito sangrando.”
— Anna Paula Varella.
“Sentir muito tem dois sinônimos e ambos são divergentes, sentir muito de amar demais e sentir muito pelo pesar, da perda ou da falta da conquista. Sentir muito nunca é fácil, ama-se demais ou perde-se demais. Perder-se demais pode ser, se perder ou perde-se de alguém e ambas as perdas são dolorosas demais de se lidar. Ninguém quer sentir muito, primeiro porque amar demais pode doer demais e segundo porque perder alguém dói ainda mais. Ter alguém e perde-se é como viver com o peito sangrando.”
— Anna Paula Varella.
Não se despedace para manter os outros inteiros.
Anjos-na-rebeldia.
eu consigo lembrar daquela sexta a noite que você não queria me deixar ir pra casa e me fez jurar que toda vez que eu me sentisse triste eu falaria com você,
eu também lembro de não querer voltar pra casa porque uma das únicas pessoas que faziam eu me sentir em casa estava ali bem na minha frente
e eu também lembro de jurar que iria te contar, mesmo sabendo que eu iria quebrar esse juramento várias vezes
porque você sabe, eu não gosto de falar sobre as coisas que eu sinto com as pessoas,
principalmente as coisas que me deixam triste.
e sim, elas são muitas e me atormentam todos os dias, acabando com meu apetite e me deixando sem sono
e você não tem culpa nenhuma de eu ser assim, m.
ninguém tem.
ninguém tem culpa da minha ansiedade exagerada e dos monstros que habitam os cantos mais profundos do meu ser
ninguém tem culpa das inúmeras vezes que tentei colocar um fim em tudo, mesmo sabendo que não conseguiria
ninguém tem.
mas essa é uma batalha que eu tenho que travar sozinho, mesmo sendo difícil.
mesmo sendo muito difícil.
meu terapeuta olhou pra mim e disse: você está cansada, não acha? eu encarei a mesa trincada e pensei, eu tenho certeza.
sorri.
trechos não enviados.
Cuidado com o falso amor próprio
eu sempre via o melhor lado da situação, das pessoas e de mim. sempre acreditei no depois, no poder do tempo, no poder da segunda chance. acho que eu sempre acreditei em tudo. fé eu tinha de sobra. sempre estava tudo bem, eu sempre estava disponível, eu sempre estava presente. hoje eu nem sei o que sobrou. não sei o que sobrou de mim. o que sobrou da tamanha felicidade que sentia. ou que acreditava sentir. nunca falei sobre tristeza em tom triste, nunca quis ser triste, eu acho. na teoria é fácil escrever sobre amor próprio, sobre se permitir sentir, sobre virar a página e recomeçar. mas na prática eu ainda não sei nem o que é o primeiro tópico. amor próprio? ja escrevi muito, mas amar, amar mesmo aquele ser no reflexo do espelho é mais que bater no peito e dizer “eu me amo”, ta, eu me amo, mas o quanto eu me amo? ou quando eu me amo? De vez em quando, nos fins de semana, ou sei lá, quando coloco um batom vermelho? Entende? você se ama, mas até que ponto? até errar? se decepcionar? engordar? magoar alguém? talvez você seja tão apaixonada por si, que esquece que é imperfeita e que as vezes precisa de ajuda. as vezes você se preocupa tanto em está sorrindo e bem que esquece que está triste, que quer chorar. e prender isso não é saudável. uma hora ou outra as coisas que varreu para debaixo do tapete sairão para os lados e dessa vez não como uma poeirinha mas como uma montanha de coisas que você deixou pra lá para cuidar de outras, de outras pessoas. amor próprio é cuidar de si no sentido mais profundo da palavra cuidar. cuide da sua mente, do seu coração, do seu corpo, da sua saúde.
cuide-se cuide-se muiito, cuide-se todos os dias, a todo momento. invista em você.
Laryssa Oliveira/Desencontrou.
dessa vez não vou te mandar mensagem perguntando por que você parou de falar comigo do nada muito menos vou gritar de dor ou chorar amanhã pelo resto do dia ao contrário, vou preparar o melhor almoço que minha boca poderia conhecer e lavar a louça pacientemente, pra me lembrar do porquê de eu ainda estar vivo vou comer a manteiga que compramos no mercado domingo e vou ouvir todas as músicas que dançam no meu sangue nada pra você nada pra você não vou implorar nada a você como quem, ressentido, precisa de um último fio de humilhação nada de te perguntar quando virou desinteresse e qual momento que você me confundiu com outros caras, outros que você veste de sonho e depois vai embora não vou questionar qual momento você percebeu que eu era demais e você não queria nada assim em qual parte do caminho você achou prudente me deixar, com todos os toques que criou na minha pele todas as falas que cravou meu coração e me atravessou feito um trem amanhã vou seguir meu dia como se você não tivesse sido a melhor coisa da minha semana passada é isso, é isso. vou fingir que não existiu um raio repartindo meu peito em dois. que existiu um mar me enchendo de paz após um dia fracassado. que não existiu uma fé no amor depois de muito tempo de seca e infelicidade. não vou te questionar nada não vou tensionar nada profundo, não direi nada que possa quebrar o silêncio é pelo silêncio e por amor ao meu orgulho que dessa vez saio ferido calado
calado, como precisa ser.
“Vai me machucar outra vez, como todos os dias, como em todas as horas. Vai fingir que me ama e eu vou acreditar de novo, e de novo, até a lágrima cair. Vai ressurgir assim, com sorriso nos lábios, passos leves e a vida resolvida. Vai me prender no tormento dos dias ruins e me fazer prometer até os meus últimos centavos pela sua felicidade, mas logo partirá, como parte todos os dias. Vejo, e vejo muito. Vejo você de mão em mão, longe de mim. Vejo você, de tristeza à felicidade, saindo de si e esquecendo de mim. Vai me machucar outra vez, como eu me prometi que não mais machucaria. Mas eu gosto, eu devo gostar de martírios. Eu devo te amar. E se queria um texto romântico, encaixe-se na minha dor.”
— Camila Costa.
“Eu demonstrei. Do meu jeito, mas demonstrei. O sentimento estava ali, estava presente em todos os toques, em todos os sorrisos e em todas as vezes que eu pedi para você se cuidar. Estava presente também quando eu pedia que ouvisse alguma música, ou quando simplesmente lhe abraçava, ele sempre esteve presente. Me desculpe se nada disso foi suficiente, me desculpe por não ter sido o suficiente. Me desculpe por deixar você pensar que eu não me importava quando na verdade, você era tudo. Você é tudo. Eu sinto muito por nós termos nos perdido, sinto muito por ter me perdido. Eu sinto muito por ter lhe perdido.”
— Intragável.
não vou te falar aquele clichê sobre eu ser um quebra-cabeça de não sei quantas peças. não sou. mas é que essa coisa toda me embrulha. aperta. pra depois soltar só os ossos. e eu tô cansada. você fica sempre me dizendo aquela frase de a dor precisa ser sentida. me deixa aqui. me permitindo sentir meus baques emocionais, porque tu me conhece. tô sempre enfiando o que me desestabiliza goela abaixo. mas uma hora dá uma indigestão sentimental. e eu sangro. e você sai com as mãos sujas tentando limpar o que já ta esboçado na alma á muito tempo. perdoa se meu caos é desajeitado e pisa no teu pé sempre que a gente dança em cima da loucura. não é minha intenção te afastar. mas se tu esbarra teu corpo no meu, eu já quero fazer até origami com as nossas artérias. e dessa sobrecarga eu já provei, e o ácido dos destroços ainda me queima a garganta. tu sabe, e eu não nego isso. até no olhar mais daltônico dá pra ver teus resquícios me rasgando. e eu sorrindo. mas tô em pausa. uma pausa me sentindo. mesmo que quando você venha foda com tudo e eu me desague no teu abraço. te vejo pela janela, estampando teu charme amargo na minha rua, e te olhar de longe vira arte brincando com as minhas retinas.