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Nas festas do campus da universidade, Minjun era menos invisível e mais descolado do que a média geral de dias da sua vida. Era uma variante que fugia dos dados gerais, mas ele gostava muito!
Apesar dos seus amigos serem meio imbecis, conseguia relevar algumas idiotices pra pelos menos ter uma turminha legal pra passar o tempo. Enquanto estava dançando com eles, tudo estava bem. Era engraçado vê-los tentando se aproximar das garotas e todas vezes sendo dispensados, sempre conseguindo arrancar os risos do baixinho mais tímido da turma que adorava falar “olha, acho que dessa vez ela quase quis te beijar, na próxima festa você tenta de novo!”.
No entanto, como toda a festa universitária, depois de três horas, quando todo mundo já está bem bêbado, tudo vira uma bagunça.
A galera fritava na pista de dança e as luzes piscavam muito. Apesar de Minjun não ter ingerido nenhuma bebidinha alcoólica, ficou tonto só com toda aquela luminosidade girando na sua cara. Se estivesse menos tonto, não acabaria esbarrando em duas pessoas - se uma delas fosse menos agressiva, só teria esbarrado em uma. Aconteceu o seguinte: Minjun esbarrou em um rapaz mais forte, só que esse cara não percebeu que o esbarrão foi um acidente, ele acabou empurrando Minjun contra outro rapaz.
Esse outro rapaz, diga-se de passagem, parecia ser mais legal do que o chato musculoso irritante. — “Puxa vida! Nossa…” — Pra não perder o equilíbrio, segurou nos dois braços do mais velho e ajeitou os pés no chão, dando dois passinhos para trás até estar em segurança. — “Me desculpa por esbarrar em você… Aquele cara ali atrás me empurrou, ó.” — A última frase foi dita num sussurro, só pra evitar confusões. Sua missão de vida sempre fora fugir delas.
dg-frida:
Minjun era um doce de rapaz, Frida sabia que ele cativaria quem quer que convivesse, já a estava fazendo sorrir mais do que o normal mesmo sem nenhuma bebida muito forte em seu sistema. “Eu só falo a verdade, senhor!” Exclamou, dando mais uma apertadinha discreta na bochecha levemente corada dele, julgou ser pelo excesso de exercício. “Treine esse rebolado, pois quero te encontrar por acaso aqui de novo! Mas acho que não vai mais precisar de mim para entrar.”
“Preciso mesmo! Eu não tenho amigos descolados como você e os seus amigos. E o senhor precisa beber com a supervisão de um adulto responsável. Que no caso sou eu.” Disse, fazendo uma expressão mais séria e arrumando a gola da blusa alheia, mas soltando logo depois. Devia agradecer ao destino por lhe juntar por acaso com alguém que não ficava o tempo todo olhando para seu decote e que era divertido. Minjun ainda era menor e idade, não iria querer nada além da companhia dela na festa. “Coca cola será! Pede para colocar um limãozinho e gelo no copo, eu faço isso até em casa.” Jogou um charme para o barman que nem lhe marcou na comanda o gelo e as rodelas de limão. “Ser uma estrangeira tem vantagens… Vamos usar delas. Nos Estados Unidos eu tinha era de dar gorjetas por mais gelo.” Bebeu seu drinque, estava bem fraquinho para seus padrões e pediu uma dose de vodca para completar no copo se fosse o caso. “Sempre. Gosto de dançar, e beber em casa sozinha não tem graça… Na verdade eu só bebo vinho sozinha para comer alguma coisa diferente ou pra assistir TV.” Explicou. “E o que vocês e os seus amigos fazem?”
Tinha mesmo bastante disposição para aprender a rebolar, e tava todo sorrisos quando confirmou a Frida cada uma das palavras dela. — “Okay, okay! Você ainda vai me ver rebolar bastante, eu prometo.” — A agitação no bar nem chegava perto da pista de dança - a galera na pista estava muito mais agitada pela música alta e pelos efeitos do álcool, apesar de ter um amontoado considerável de gente no bar onde Minjun e Frida estavam, o rapazinho não precisava berrar ou se aproximar demais para escutar as palavras da noona. — “Ah, você veio dos Estados Unidos? Qual a cidade?” — Depois de fazer um sinal para o garçom sobre o gelo e o limão, Junnie aguardou o seu copo chegar pra começar a tomar os primeiros goles do seu refrigerante no copo que acabara de chegar.
Beber sozinho parecia deprimente pra caramba, mas engraçado porque esse seria exatamente o tipo de atividade no qual Minjun imaginava acabar se envolvendo em uns quinze anos, quando tivesse o seu apartamento sem graça em Seoul, criando seus hamsters e um gato raivoso que tentaria comê-los o dia inteiro.
Ficou tão distraído com a própria visão solitária de si mesmo no futuro que acabou demorando uns segundinhos a mais para respondê-la. — “Ah… Quê?! Sim, hm… O que eu faço é… Estudo engenharia da computação na Universidade de Daegu. Na verdade, muitas das pessoas daqui são da universidade, engraçado como ninguém ainda pareceu perceber que tô aqui!” — Meio “engraçado”, né… Minjun era um nerdzinho invisível, mas tinha superado isso já fazia tempo. — “E você, noona?! O que faz aqui em Daegu?!”
dg-duho:
“Eu tive um colega de quarto na Universidade que não me deixava dormir porque ele ficava jogando online a noite toda. Acabei sabendo o que é um MMORPG.” Duho arregalava os olhos de desespero só de lembrar do monte de barulhos irritantes e repetitivos. No final do seu primeiro semestre ele deu headphones de presente pro colega de quarto e eles ficaram empoeirando na prateleira o resto do ano letivo.
Enquanto Minjun foi na cozinha o celular do Duho vibrou no bolso de novo e ele olhou no visor pra ver quinze mensagens não lidas do Junhyuk. A última era uma série de emojis chorando.
“Seus pais não sabem inglês muito bem então fica díficil de enxergar o quanto você já aprendeu.” Antes de ele conseguir guardar o celular no bolso, ele vibrou de novo. “Ash-! Minjun ah, me diz que você sabe a formula mágica de manter o Junhuk sshi son controle.”
Minjun nem o conhecia, mas já acreditava ter bastante coisa em comum com o antigo colega de quarto da universidade do professor. A imaginação rápida foi bem esperta na hora de imaginar um professor Duho sete anos mais novo (com uma aparência mais magra e roupas descoladas) ao lado de um nerd com óculos pesados e redondos na cara, com a cara quase grudada no notebook, enquanto jogava o seu MMORPG maroto sem headphones.
Riu sozinho por uns cinco segundos, até encontrar forças pra segurar a própria risada porque risos aleatórios costumam render perguntas constrangedoras, e Minjun vivia tentando evitá-las!
— “Diz que vai levar uma fatia de pizza pra ele! Isso deve deixar ele mais controlado por um tempinho… Feito aqueles cãezinhos que ficam quietos quando vão receber petiscos.” — Junhyuk era um Golden Retrevier muito fofo, e Wang Minjun podia provar! — “O que o Junhyuk-ssi falou pra você, hyungnim?!” — A voz escapou mais animada que o normal porque o menor falou com um sorriso crescente no rosto, enquanto seguia para o sofá e sentava lá pra aguardar o tempo de preparo restante da pizza.
dg-jiyoung:
Ouvir aquilo era reconfortante de certa forma, pois o Jeon também preferia ficar só com Minjun naquela noite. Sem socializações desnecessárias; ele gostava de exclusividade e não negava.
Sendo assim, ao saber do aniversário tão próximo do outro, o mais velho ergueu a sobrancelha em surpresa; os lábios procurando pela biqueira para tragar mais uma vez o fumo refrescante. — É sério? Vou ter que achar um presente bom então. E se quiser que eu acerte em cheio, é bom me dar várias dicas. — Disse com certo humor, ainda que Jiyoung realmente não fosse bom com aquele tipo de coisa. Afinal, ele às vezes não lembrava nem do próprio aniversário e passou alguns anos sem comemorar nada de ninguém.
No final das contas, o tatuador se surpreendeu que o estudante realmente queria provar o fumo, porém deixou-o já com um sorriso largo e divertido nos lábios: sabia que ia dar uma crise de tosses. Dito e feito, o mais velho riu sem qualquer hesitação, tirando a biqueira da mão do outro enquanto a própria livre seguia para seus ombros. — Não tem segredo, você acaba morrendo de qualquer jeito. — Respondeu-o em meio a um riso mudo esperando que aquela crise de tosses passasse. — Você está bem, Minjun-ah? Acho que chega de shisha pra você por hoje.
Com isso então, o mais velho nunca podia esperar que o menor tivesse tal iniciativa em seguir com sua brincadeira. Bom, aquilo era divertido de fato, mas será que o garoto sabia que o Jeon gostava de levar certas brincadeiras a outro nível? De qualquer maneira, os olhos escuros fitaram os semelhantes em meio a um pequeno sorriso de canto quando uma das mãos correu para pousar firmemente na perna que ficava sobre as próprias. O rosto pendeu ao que o tatuador achava uma melhor posição para que os lábios ficassem a milimetros dos dele. — Será que dá? — Murmurou ali, uma lembrança de sua lascívia percorrendo aquele sorriso antes que ele tocasse a boca delicada com a própria em um toque sutil e não muito demorado. E era aquilo, porque Jiyoung era um grande filho da puta que gostava de provocar. Assim, quando afastou o rosto, a mão livre do deslizar lento que se iniciara sobre a coxa alheia trouxera a biqueira do fumo para si. Ele dera um grande trago então e expelira a fumaça em formato de círculo – não havia sido perfeito, nem duradouro, mas ele gostava de tentar. — Então, já que não vamos beber, e você não vai fumar, vamos pro arcade? Ou você tem uma ideia melhor?
Demorou, mas Minjun conseguiu recuperar o controle da própria voz. Não iria esquecer da primeira lição hoje: fumar é muito complicado, e se você não souber fazer direito feito Jiyoung, pode acabar morrendo engasgado com tanta fumaça. Bom, de qualquer jeito, Junnie estava disposto para tentar outra hora, com os amigos da faculdade… Perto de gente que não o deixasse tão preocupado em passar vergonha.
É importante dizer também que não iria esquecer da segunda lição: se vai brincar, aguente as consequências.
Depois de todo o joguinho pra fingir ser o namorado de Jiyoung, o baixinho se pegou com as bochechas vermelhas outra vez. Teve absoluta certeza de sentir a respiração quente do hyung colidir contra o seu rosto, justo quando as duas bocas estavam a milímetros de distância; o corpo franzino pareceu estremecer, mas de uma forma que só deve ter sido perceptível ao próprio Minjun. Toda sua pele lisa também ficara marcada por arrepios, mas acreditava que a ausência de luzes mais forte fossem bem eficazes em disfarçar essas reações involuntárias ao garoto. — “Eu acho que dá…” — Apesar da falta de coragem (e da voz meio trêmula), Junniezinho conseguiu ficar com o rosto fixo no rosto do hyungnim até ele decidir se afastar. A carícia sobre a área exposta da coxa foi mais fácil de lidar, deu toda permissão aos dedos para percorrerem sobre a perna colocada no colo de Jiyoung, até a ideia do arcade ser jogada e um sorrisão aparecer na cara inocente.
Wang Minjun nunca parecera tão nerd em toda sua vida.
— “Vem, vamos jogar uma partida de Street Fighter!” — Que por sorte, era uma das poucas máquinas que estavam livres agora. Levantou da mesa, arrastando o maior pelo pulso, segurando o próprio impulso de correr até o arcade porque não queria esbarrar em ninguém. Nem esperou Jiyoung chegar lá pra já selecionar o “2 players” e escolher de primeira a Cammy, sua lutadora favorita. — “Me vencer vai dar trabalho, ombros largos. Grrrr.” — Rosnou mostrando os dentinhos pra Jiyoung, depois sorriu com os olhos na tela, aguardando-o.
🌟 👻 💕
🌟 …someone my muse trusts.
“Jei (@dg-jei). Ela é a pessoa que eu mais confio no mundo, é a melhor irmã que eu poderia ter... Ah, confio bastante no professor Duho (@dg-duho) também.”
👻 …someone my muse considers a best friend.
“Posso responder duas pessoas? Posso, né? A Sarang (@dg-sarang) e o Junhyukssi (@dg-junhyuk).”
💕 …someone my muse loves.
“Jei, de novo! Sou um irmão caçula meio chato, eu sei.”
sensory asks 2 9 11 19 23 26
2. least favourite colour(s)?
“Verde... Não gosto muito dela, não.”
9. favourite non-musical sound?
“Uivos de cães ou de lobos. Awoooo, sabe?! É muito fofinho.”
11. are you very sensitive to smell?
“Pra caramba! As pessoas não percebem porque nunca comento sobre isso, mas eu amo gente cheirosa...”
19. do you enjoy any unusual food combinations that others find unappealing?
“Pode entrar, pipoca com molho barbecue! Eu adoro demais.”
23. do you have a high pain tolerance?
“Se tratando de socos ou chutes, até que tenho sim. Aguento tomar muita surra!”
26. do you ever feel like you have a sixth sense? in what way(s)?
“Minha barriguinha consegue sentir quando vai chover... Parecido com a Karen do Mean Girls, sabe? ‘Tô só brincando! Acho que não tenho, não.”
★: our muses stargaze together
Custou muita coragem a Minjun se levantar de onde estava para ir até a garota, deitada do outro lado do gramado onde estava.
Minjun não queria ficar sozinho, e muito menos queria deixá-la sozinha, ainda mais quando os dois pareciam estar fazendo a mesma atividade: olhando as estrelas no céu!
Claro que não conseguia olhá-las com plena eficácia, porque qualquer vibração do celular no bolso a acusar uma notificação, ele já puxava o aparelho e ia conferir quem tinha falado.
Levantou devagar do seu lugarzinho e foi andando como quem não quer nada... Calculando até mesmo a força que colocava nos pés porque tava com medo de assustar ou ser mal compreendido pela garota. — “Isso vai soar muito esquisito, mas se importa se eu ficar aqui com você? Não quero ficar sozinho.” — Com toda a sua audácia inocente, Minjun nem esperou pela resposta para deitar no chão e deixar os olhos se perderem outra vez nas constelações. — “Também apareci para olhar as estrelas. É isso que você tá fazendo, né?!”
70 horrible questions; 04, 06.
04: Are you insecure?
“Eu não sei... Quer dizer, sou sim! Puxa vida, sou muito inseguro sim. Sou inseguro demais, minha nossa! Eu preciso continuar trabalhando nisso...”
06: How do you want to die?
“Na minha caminha. Dormindo feito um anjo, por baixo de um lençol bem grosso, agarrado no meu travesseiro do Thor.”
👀 …someone my muse likes, but doesn’t trust.
“Todos os meus professores do ensino médio. Espero que eles tenham evoluído bastante como seres humanos!”
18: Are you scared of spiders?
“Eu? Não, não... Eu só grito, corro e taco fogo na casa se eu vejo uma!”
✿ = buying them flowers .
Não entendia nada de flores, algumas delas até lhe faziam espirrar, mas mesmo assim Minjun queria usar sua graninha extra pra fazer um agrado para a irmã mais velha dele. Só pela felicidade em tê-la de volta, depois de Jei ter ficado tanto tempo em Seoul!
Os olhos de Minjun percorriam pelas rosas, pelas tulipas, pelos lírios ou pelos buquês mais grandiosos (e caros) que pareciam espalhafatosos demais para o gosto de Jaekyung. ㅡ “O que você acha dessas tulipas, Eunhye?!” ㅡ Minjun estava a meio caminho de pegar uma delas, mas o dono da lojinha lhe lançou um olhar feioso e ele acabou afastando a mão antes que tomasse uma bronca - ainda assim, quando virou o rosto para a noona, tinha um sorrisão cheio de curiosidade pra ela.ㅡ “Acho que a minha irmã iria gostar dessas, né? São bem bonitinhas.”
👰
👰. someone my muse would consider marrying.
“Shawn Mendes. Puxa vida... Shawnzão, você é lindo.”
70 horrible questions: 1, 15, 25, 30
01: Do you have a good relationship with your parents?
“Tenho sim! Enquanto eles não descobrirem ou desconfiarem de nada que faço escondido, tá tudo certo.”
15: Have any pets?
“Ainda não, mas planejando comprar um hamster ou um porquinho da índia nas próximas semanas.”
25: Do you miss anyone from your past?
“Tenho saudades de passar mais tempo com a Sarang (@dg-sarang), como a gente passava quando estudava junto na escola! Ah, também tô com saudade do Junhyukssi (@dg-junhyuk), mas ele é do meu presente!”
30: What’s irritating you right now?
“Jaekyung, porque ela está usando o carregador do meu celular e ele tá quase morrendo.”
☁ = being caught in the middle a storm with them .
ㅡ“Puxa vida! Corre aqui, corre aqui...” ㅡ Bem quando tava perguntando ao policial onde ficava a praça onde iria encontrar os amigos, a chuva pesada caiu de repente. Aqueles pingos de chuva deviam ter a grossura de seus dedos, cara! Minjun se sentiu ensopado logo nos primeiros e isso só aumentou o desespero dele em agarrar o pulso do homem mais velho e puxá-lo para debaixo do que seria um mini-telhado por cima da porta de uma cafeteria, logo no outro lado da rua.
Devia ter pelo menos outras quatro pessoas se apertando lá, onde os dois estavam - e sequer passou pela cabeça de Wang Minjun que o policial poderia estar pouco se importando para a chuva pesada a cair. Ele podia ter coisas muito mais importantes a fazer, não é mesmo? ㅡ “Nossa... Traiçoeira essa chuva, hein? E minha bolsa tá cheia de livros...”
22 34 69
22. Do you want to have kids? How many?
“Nenhum plano a longo prazo para filhos, sinceramente. Filhos humanos, no caso. Mas planos de ter arranjar um filho hamster, sim. Tô afim de comprar um!”
34: Who/what was your last dream about?
“Eu não lembro do meu último... Mas o sonho mais recente que eu lembro foi de ter levado o Bonggu no doutor Hakseo e de repente o Bonggu começar a me dar sermão sobre estar chegando no meu limite de faltas da universidade. Depois o doutor Hakseo começou a concordar com tudo, foi bem vergonhoso.”
69: Do you believe in soulmates?
“Sim. Meu soulmate se chama Trunks Briefs e ele está no anime Dragon Ball Z, atualmente no Dragon Ball Super. Trunks, eu te amo.”