Amava o sorriso dele... Sempre amei. Mas dessa vez, preferi o meu.
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Amava o sorriso dele... Sempre amei. Mas dessa vez, preferi o meu.
Talvez eu me preocupe demais. Talvez as soluções sejam simples e meu medo de dar tudo errado complica as coisas. Quem sabe eu deva esquecer meu comodismo e seguir em frente? Ser feliz é algo tão relativo. Talvez ninguém seja, e tenhamos apenas momentos tristes ou alegres. Talvez a gente só queira alguém pra não se sentir sozinho pelo resto da vida. Malditas comédias românticas que nos fazem crer que, no fim, tudo será perfeito e que o verdadeiro amor existe. Quando o filme acaba, olhamos ao nosso redor e nos deparamos com algo completamente diferente: a realidade. Traições, decepções, ciúmes, angústias e medos. Bate uma tristeza ao notar que, às vezes, não seremos o personagem principal que se casa e vive feliz para sempre no fim da história. Mas não existem finais felizes. O que existe é você, seguindo em frente quantas vezes forem necessárias, sem ter medo de tentar novamente, deixando de lado todas as inseguranças e levantando-se sempre. Talvez o amor não tenha que ser tão intenso para ser amor. Talvez ele só precise ser sincero e tranquilo para fazer com que o coração sinta que, finalmente, poderá descansar em paz.
Anna Bárbara
Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.
O amor, Tati Bernardi
Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.
Martha Medeiros
De repente você se depara com uma nova oportunidade. Mas infelizmente para agarrar uma terá que deixar todas as outras para trás. Vale a pena? Não sei, talvez este seja um daqueles momentos em que se você pensar muito você não faz é nada. Mas alguma coisa precisa ser feito não é mesmo? Então faça de olhos fechados. Se joga naquilo que teu coração quer, deixe a razão gritando loucamente que você esta fazendo a coisa errada e vá em busca da tua felicidade. Mas volte. Volte e mostre para a tua razão que você aprendeu muito mais errando do que acertando. Mostre á tua razão que o mundo visto com o coração é mais colorido. Pode ser que você quebre a cara, pode ser que dê tudo errado e mesmo assim você há de voltar com os olhos brilhando. Porque você foi, você teve coragem, você enfrentou e, sobretudo, conseguiu voltar sorrindo.
É como se tudo tivesse um sentido, mas não um encaixe. Sabe aquela ultima peça do quebra-cabeça que você consegue encontrar? É bem isso. Parecia tudo tão bom, tão certo.. Mas ainda está, não é? Não sei.. É um sentimento estranho, vindo do mundo do desconhecido. Aquilo que você procura um nome mas não acha, procura explicação mas não tem. É só sentido e nada além.. Já me perguntei o que falta, mas a pergunta ficou reprisando em minha mente. Como se ao mesmo tempo que falta algo, não faltasse nada. Já me perguntei se falta alguém, mas essa eu pude responder. Não, não falta. Será saudades? É, talvez seja. Mas do que? De quem? Não me atrevo a responder, seria mais uma pergunta sem resposta. Fazia tanto tempo que eu não escrevia, é como se o meu eu precisasse de um motivo pra escrever, é como se fosse uma tristeza inventada sabe? Algo que eu só estou sentindo agora, neste exato momento. E na hora em que eu me desligar disso, eu vou sentir por mais alguns minutos e depois vai passar. Eu procurei motivos pra escrever e não encontrei, talvez o meu interior tenha inventado um motivo pra que a falta da escrita não fizesse de mim alguém realmente com motivos. Ninguém vai entender, as pessoas nunca entendem o que eu quero expor. Mas não faço questão disso. É um sentimento tão MEU que pra mim pouco importa se vão ler ou não. Se vão se importar, entender.. Quero apenas isso. Tenho um vazio momentâneo, que me permite sentir e ser aquilo que quero naquele momento. E neste momento AGORA eu quero somente ser alguém triste. Não que isso me faça bem ou que eu sinta falta, mas é que eu preciso disso pra encaixar as palavras uma a uma. Eu preciso desse sentimento, dessa coisa toda, de me colocar no lugar de alguém pra que esse alguém se identifique. É você, sabe, você mesmo que perdeu seu tempo lendo até aqui, você que realmente procura resposta pra alguma pergunta, você realmente que acha que eu posso te trazer alguma, mas sinto lhe dizer, sou apenas um ser humano e também tenho duvidas, talvez mais que você. Mas sou alguém que você talvez se identifique. Pode não ser neste texto, porque como eu já disse, esse é um sentimento inventado, mas já que chegou aqui, leia bem lá trás, os textos passados. Tenho certeza que encontrará semelhanças e chegará a ponto de se perguntar 'como ela chegou aqui?'. Por fim, eu te digo. Aceite o que é, não queira mais do que têm, e aceite o que vier, se não te servir hoje, amanhã vai servir. Aproveite a vida e dê valor á quem merece. Ah e pensamento positivo, acredite, isso funciona.
Parece que recebo mais felicidade entre quatro paredes do que no meio das pessoas. Para mim, nunca foi difícil ficar sozinho. Sempre foi melhor. Era algo natural. Sou como esses animais que cavam buracos, é meu instinto. Quando estou só, recarrego a bateria, construo. Já fui deprimido, suicida, mas nunca fui um solitário. Ser só significa que outra pessoa pode resolver seus problemas. Eu precisava era de mim mesmo.
Charles Bukowski. (via thiaramacedo)
Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. (…) Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Odeio as frases em inglês, mas o tempo todo penso “I don’t care”. Caguei. Foda-se. (…) Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quero mais nada. De verdade. (…) Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. (…) Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir e cagar pra ele. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. O trator da felicidade. Atropelei o mundo e eu mesma. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e… quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.
Tati Bernardi. (via thiaramacedo)
Carta à Princesa
Esses dias eu a vi na rua: a Princesa. Princesa? Sim, era assim que eu achava que todos os babacas que ela amou deveriam tratá-la, apesar de não saber se ela sabe disso. E de todas as pessoas que eu 'costumava conhecer' e me vêem na rua fingindo não ver, ela é a única que eu sinto falta, e dói. Como as coisas são.. Um dia você esbarra com a princesa e observa assim do cantinho, discretamente, escuta baixinho.. Ah como ela cresceu, como está cada vez mais bonita, e enfim parece feliz. O rapaz ao lado dela finalmente aparenta ser o príncipe que ela precisa, que eu sempre desejei pra ela, que a trata como ela sempre mereceu ser tratada. Pronto, é o suficiente pra transformar o dia, talvez até mais que isso, saber que apesar de tudo, todo o tempo longe, de não poder acompanhar a vida dela, ela está realmente bem, e feliz. Me pego pensando as vezes se deveria ter insistido mais, corrido mais atrás, ou até se teria feito alguma diferença, vai saber. Não sei mais da vida dela, mas sei que ela está bem cuidada, afinal ela tem uma amiga maravilhosa ao lado dela, que é uma grande amiga minha e uma pessoa incrível, e eu sei que ela zela pela princesa como eu fiz um dia. E agora o príncipe a ajuda nessa tarefa.. Apesar da saudade, da dor que isso me causa por diversas vezes, poder vê-la mesmo que de longe, ouvir sua voz, ver que ela está verdadeiramente bem, deixa meu coração tranquilo. Se cuida Princesa, te cuido em pensamento. - Uma velha amiga
Porque eu gosto de quem presta atenção em mim. De quem não desiste de me descobrir. De quem se entrega. Sempre.
Clarissa Corrêa (via incompletavel)
Sinto vontade de escrever, mas a inspiração foi embora junto com a última pessoa que eu confiei, é claro que ela foi embora, assim como todas as outras. As emoções se foram junto com os sonhos, eles parecem ter se esgotado quando me vi sem coração, dei ele às pessoas erradas, eu deveria saber que todas aquelas pessoas me abandonariam, mas eu era apenas uma criança tola carente de amor. Eu cresci, e foi inevitável, esfriei, me tornei alguém que jamais pensei em ser. É irreversível, a decepção e a dor mudam qualquer pessoa. Não sei dizer ao certo se tudo está melhor, ou se eu sou uma pessoa mais feliz do que aquela que um dia eu fui, eu só sei que eu mudei, e não foi pouco, e a culpa disso tudo, eu admito, é minha, mas não vou perder tempo reclamando da vida que levo, esse é só mais um daqueles textos de constatação, um texto de auto-retratação. Não vou negar, sinto saudades de como as coisas costumavam ser, não sinto saudade das atitudes que eu tinha, mas sim, de todo o sentimento que me levava a agir daquela forma, sentimento esse, que parece ter desaparecido de dentro de mim.
Cristian.
Não acumule dores.
Causa suicídio.
Perdoar demais, cansa.
Desconhecido.
“Por você, valeu a pena ter amores passados. Por você, também valeu a pena ter me enganado. Por você, sou transparente até com os meus defeitos. Por você, desejo em dobro o que desejo a mim mesmo. Por você, a segurança do meu mundo por nada. Por você, eu posso ser o acostamento da estrada. Por você, escuto aquela mesma história de novo, te deixo o melhor pedaço do bolo, me escondo só pra ter ver. Por você, aceito assim a vida como ela é, pra dividir a dor se ela vier, lutar pra não deixar o amor perecer, e cada dia ser melhor por você. Cada minuto se equivale a meses, pra conquistar o seu amor várias vezes, viver por quem valesse a pena morrer, só por você.”
— Sorriso Maroto.