- abri minha boca e baixei minha cabeça para morder vagarosamente o alimento, logo voltando à posição anterior, mastigando, engolindo, e tapando a boca com uma das mãos, dizendo - Obrigado - e sorrindo por achar aquilo meio estranho
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- abri minha boca e baixei minha cabeça para morder vagarosamente o alimento, logo voltando à posição anterior, mastigando, engolindo, e tapando a boca com uma das mãos, dizendo - Obrigado - e sorrindo por achar aquilo meio estranho
Sou uma pessoa muito fácil de se conquistar... Ser você mesmo sem negar seus defeitos, amar animais e confiar em mim é só o que é necessário.
Hm... acho que isso é algo bom de se saber - ri com a boca semiaberta, puxei o armário e tirei as tigelas de sorvete e duas colheres, entregando um dos pares de cada coisa pra ele e apontando para a cama, sugerindo que ele poderia se sentar ou deitar. Abri o DVD e coloquei o filme pra rodar, esperando que os outros trailer's acabassem - Nunca se sabe, eu mesmo já tranquei o carro com a chave dentro - levantei os ombros por alguns segundos como alguém que diz "oops, not sorry" - Wowowow, não me tranque, eu teria que pular do prédio pra fugir e você acabaria sendo acusado por assassinato! - brinquei - Uh... não sou um psicopata, mas a imaginação foi longe - comprimi os lábios e me joguei na cama, sentando-me com as pernas em borboleta e começando a colocar sorvete no meu recipiente
Se você não tiver nojo de comer depois de eu encostar minha boca nele, eu adoraria - sorri simpático colocando minhas mãos nos bolsos do meu casaquinho, tensionando os meus músculos por causa do frio
Cheerleader [Thimmy Small]
Sorri ao sorriso dele, girei meu corpo a 180 graus e apoiei minhas costas na sacada enquanto olhava para Theo - Com o que mais você consegue lidar? - disse num tom sugestivo enquanto olhava pra baixo. Eu mesmo não sabia quais eram minhas intenções, e pra ser sincero, raramente sei o que estou fazendo... mas o dono do corpo ao meu lado(ótimo corpo, por sinal) era alguém maleável e adaptável. E por mais que na maioria das vezes eu fizesse de tudo pra irritá-lo, eu gostava de sua companhia. Ela me divertia, e deixava meus dias menos tediosos - Você não parece alguém tão forte assim... talvez pareça determinado, mas não vai alcançar seus objetivos se morrer de câncer - furtei o cigarro de sua boca, passando-o para a minha - Como eu não tenho muitas expectativas de vida, eu fico com isso - falei com o objeto entre os dentes
Já você, parece curtir bastante uma baladinha, huh, dançarina de corredor? BORA GIRAR! disse aleatóriamente abraçando a garota por trás e dando um giro com velocidade aumentando escalarmente - IÊEEEE
Caralho, que salsichão - ri do que eu mesmo disse - Quem te vê nem imagina que isso cabe no seu estômago. Aliás, tudo o que mata parece ser mais gostoso... se você ao menos soubesse o quanto sua mão vai ficar ensopada de gordura...
Essa mesma! - assenti freneticamente com a cabeça - Não vou te obrigar a nada, mas vou ficar bem bolado contigo… for real. Bem bolado mesmo. - olhava pra trás algumas vezes enquanto falava pra ter certeza de que ele me seguia. Avistando a porta marrom do meu quarto, retirei as chaves da bermuda de pano um pouco mais clara que a madeira da entrada para o meu quase lar. Abri o local, já tirando refrigerantes, sorvetes e chocolates do mini bar - FECHA A PORTA COM A CHAVE PRA DENTRO QUANDO PASSAR - gritei procurando pela cobertura de chocolate
É bom ter certeza de que algo vai ser constante só pra variar, sabe? Nossa vida é movida por certezas pelas quais nos tornamos dependentes. Por exemplo, eu fugi pra fazer faculdade pois sei que, se meus pais morrerem, eu ainda vou ter aquilo, fazer parte daquilo, ter esse constância - pensamento frio, mas confortante - Nah, pintar muros é coisa minha e do Jamie, nossa thing - ri - Hoje vamospintar nossos rostos. Eu acho que você ficaria linda com uma asa de borboleta nos olhos - imaginei o contraste da tinta azul enquanto sorria com o pensamento travado sem deixar de olhar pro seu globo ocular
Ela é gata que nem você? - brinquei dando uma ombrada no ombro dela e ri - Ou ela é emburradinha que nem você?
Ele era uma pessoa que costumava me entender, e quando meus pais se mudaram pro centro de Toronto, os pais dele permitiram que ele morasse no meu prédio, pois era mais perto da faculdade dele e tudo mais. A gente gostava de roubar as tintas dos meus pais, que fazem telas de vez em quando, pra pintar mensagens idiotas, e às vezes até produtivas nos muros livres e abandonados... - senti meu coração aquecer, logo sabendo que este iria esfriar ao falar as próximas sentenças - Aí eu fugi de casa e ele simplesmente não consegue me entender mais, e me julga por ter saído de casa "só pelos meus pais não aceitarem minha opção de faculdade". Às vezes eu sinto que ele faz isso por me querer por perto, mas ele sabe onde o Hostel fica e nunca veio me visitar... e eu to meio chateado com isso, mas eu acabo convertendo isso em raiva, porque eu acabo fazendo palhaçada quando to com raiva, ou pinto em muros... - parei pra pensar e me corrigi - Pintava
Oshe, e você se sustenta como?! - olhei incrédulo - É normal trabalharm sabia?
- ri junto à ela - A Betty é rica, poxa, se veste com roupas caras, mó estilosa - ri mais alto
Cheerleader [Thimmy Small]
Com os cotovelos apoiados no forro verde de uma mesa de sinuca, observei com um sorriso pilantra a única pessoa mais nova que eu do Hostel entrar na cobertura. Com passos incalculados, ele tateava o bolso em busca de algo que julguei ser um fósforo pelo material cilíndrico dentre os lábios rosados e finos, que antes de ver essa cena eu pensava serem inocentes. Saber que não era quase bom, até porquê eu tinha um isqueiro de abrir e fechar no bolso. Sem tocar no dispositivo ainda, me aproximei do garoto, e quando estava atrás dele, tirei o metal do bolso e abri, colocando a chama sob a ponta amarronzada, sussurrando no ouvido dele: - Isso pode causar câncer, bae. Não vai querer destruir sua aparência, não é mesmo?
Vou levar como elogio apesar de eu ter subentendido que você me chamou de burro - anasaladamente fei risada - E você parece a Betty Boop
Eu não pago, mas já fui num cabaré de luxo buscar um amigo - admiti - E mesmo sendo 200 a hora, ela ganharia 2mil. Já é muito!