- Dan, solta! Lá estava eu em pleno final de semana, gritando para aquele imbecil soltar o meu pulso, ridículo até, eu sabia que quanto mais eu gritasse pela liberdade, mais ele me prenderia junto a ele. Que frustrante! Foi definitivamente muito frustrante, por mais que eu me sentisse forte, eu nunca seria o suficientemente forte como o Dan, não apenas em aspectos de força física, até porque se eu quisesse eu poderia ter evitado aquela situação toda, mas também não tinha a força que eu precisava emocionalmente para me libertar dele. Quanto mais eu dizia para ele que tudo estava acabado, mais ele me puxava para perto, e por mais que estivesse difícil resistir, eu resistia, aliás, eu tentava… Sábado à tarde e ele me puxando, dizendo que nada estava acabado, que estávamos juntos porque ele queria, e que devíamos continuar assim, sábado à tarde e ele gritando no meu ouvido que eu não deveria sair pra lugar algum se não fosse com ele, e que eu deveria ficar ali no sofá sentada, curtindo a “maravilhosa” companhia dele. Até bufei uma, duas, talvez até cinco vezes, dizendo para ele parar de me encher e ir pra casa, como se eu não soubesse como aquilo iria acabar, quanto mais eu bufava, mais ele sorria, quanto mais eu reclamava, mais ele se divertia, e com aquele sorriso irônico, e aquela cara de sacana, ele sempre me ganhava, como sempre… Ele me puxava pros braços dele, e me jogava no sofá, ele me tinha ali e por mais que a festa fosse ser muito boa, o cara sabia como me prender, não havia muito o que fazer… Talvez outro dia eu girasse por ai, e ele fosse descobrir, e nós iriamos ter uma nova briga, mas o que seria de mim e do Dan se não fossemos assim, um saco de confusão, cheio de rolos e mais rolos… A gente é isso, e apesar de tudo gostamos de ser assim.
Lembranças de Ana. (via esplandecer)













