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Sarah Mcdaniel
Shot by Ted Emmons with Sarah Mcdaniel
I’m in love with Sarah McDaniel now.
Shot by Ted Emmons with Sarah Mcdaniel
Sarah Mcdaniel
DUMP: Ruína
Miriam Solano x Daniel Lyra
Onde após breve envolvimento, Miriam descobre que era uma fachada para ocultar a sexualidade de Daniel. Com: @yiboboca
Daniel não era ruim, mas eles tinham saído duas vezes, ficado uma dessas vezes e a coisa toda veio completamente inesperada. Ela ainda colocaria que o estava conhecendo e a garota ainda estava se interessando por ele como pessoa. Tinha um senso de humor quase ofensivo e eles partilhavam uns poucos gostos em comum e os outros não eram opostos, então, sendo Miriam como ela era, muito provavelmente ela pelo menos tentaria gostar, nem que fosse para ter assunto. Provavelmente seus pais aprovariam o projeto de relacionamento que Miriam estava planejando construir: com um político que era como uma luva para as concepções políticas do seu pai, com uma aparência capaz de agradar a mãe e uma conta bancária que agradava a própria Miriam.
A festa de Ano Novo para a qual ela foi convidada por ele a ser sua acompanhante de festa tinha pouca coisa. Era mais um monte de homens engravatados conversando e mulheres de olhos de falcão analisando todas as outras mulheres, especialmente as mais novas. Entre o tédio e uma bebida ou outra, Daniel sumira e Miriam, mesmo que fosse alguém faminta por materialismos, já não aguentava mais o lugar e foi caminhar em busca do rapaz tão somente para encontrá-lo aos amassos em um canto escondido com outro rapaz.
— Tu podia ter pelo menos me avisado que ia me largar naquele salão pra poder dar o cu, hein. — Miriam cruzou os braços e se apoiou na parede logo perto da dupla, fitando seu plano arruinado, Daniel, com os olhos a beira de faíscarem em duas cores de raiva. O ego estava ferido por ter sido trocada por outro cara, justo ela que era vaidosa até a raiz e se cuidava para nunca ser segunda opção. E até então, ela nunca tinha sido.
Fazia tanto tempo desde a última vez que tinha estado com uma mulher que tudo pareceu bem novo. Mas não era. Tinha conhecido Miriam da mesma forma que conheceu todas as outras e sabia que a história seria muito parecida. Ele teria interesse nela pela comodidade de ter uma acompanhante e ela teria interesse nele nem que fosse só pela conta bancária. Dane se achava uma pessoa até agradável de conviver. Pelo menos se todos estivessem dentro do seu padrão do que é ser um homem de bem. Ou que ninguém tentasse contraria-lo ou tirar o seu trabalho.
E ali estava Miriam fazendo bem o seu trabalho de acompanhante. Se Dane pudesse trazer quem queria com certeza não seria ela, na verdade se ele pudesse nem ali estaria. Mas tinha que lidar com o que podia. Podia oferecer sorrisos falsos e cartões com seu número. Podia conversar sobre futebol com algum dos seus colegas e analisar as belas moças no salão com alguns outros. Mas bastava um olhar para que Dane abandonasse toda a sua máscara de bom moço e fosse atrás de outro bom moço.
O que realmente não contava era que ia ser pego. Talvez até contasse com isso, podia dizer que ficou bêbado e que o outro cara o agarrou. A única parte fácil daquilo era quem tinha encontrado os dois. Ficou observando Miriam com olhos de peixe morto como se a qualquer momento eles fossem se transformar e torrar a mulher com algum tipo de laser. Só esperou ela terminar de falar para dispensar o rapaz, claro que entregando-lhe o cartãozinho antes. - Primeiro, eu não dou o cu. - Daniel revirou os olhos e deu de ombros enquanto soltava um longo suspiro. - Segundo, eu nem ia demorar tanto assim, tá? - Levou uma das mãos a testa esfregando os dedos como se tivesse dor de cabeça, não tinha. Não ainda. - Não tem muito o que explicar, você viu o que viu.
Viu o rapaz dispensado passar por ela e o acompanhou com os olhos frios que o escorraçavam daquele lugar antes que ela decidisse descruzar os braços e socá-lo, porque era essa a vontade que ela tinha no momento. Socar a cara do desconhecido e de Daniel, com força. — E o guri nem é lá essas coisas. — Falou alto para o referido na frase sair ciente de sua desaprovação. Ergueu o olhar com um sorrisinho que demonstrava perfeitamente a sua dúvida quanto àquilo, mesmo que ela só quisesse causar irritação.
— E tu quer que eu acredite no que quer que saia da tua boca, agora? — Ao contrário dele, a expressão e o olhar da garota demonstravam muito bem que ela estava bem puta com a situação e usaria de todo sarcasmo que pudesse para lidar com ela. — Eu nem te pedi explicação também, não sou cega e muito menos burra. O que tu faz do teu rabo não é da minha conta, exceto quando tu acha que é uma boa ideia me arrastar pra merda sem nem me avisar que eu tô aqui pra ser vitrine.
A gaúcha permaneceu com as costas na parede, uma das pernas também apoiada ali e os braços cruzados, quase rosnando as palavras por entre a boca pintada de batom vermelho.
— Ah, e dizer que tu seria rápido não melhora porra nenhuma.
Encolheu o corpo quando sentiu o soco e desaprovou tudo aquilo com o olhar. De longe isso não era apropriado. Daniel até entreabriu os lábios para reclamar mas o comentário que ouviu em seguida fez com que algo completamente inesperado saísse. - Você viu as outras pessoas nessa festa? Se isso fosse um baile de high school norte americano nós seriamos os reis do baile. - Quando terminou de falar percebeu o quanto aquilo era patético e negou com a cabeça seguidas vezes como se fosse apagar o que tinha dito.
- Eu nunca pedi pra você acreditar em nada do que eu disse, mulher! -Ele revirou os olhos e se colocou de frente para ela, cruzando os braços sobre o tórax. A olhava fixo como se isso ajudasse em algo. - Nunca te disse que ia ser uma festa legal ou que a gente ia se divertir. Não, essas festas são um saco. - Agora ele tinha as duas mãos na cabeça, esfregando a testa porque realmente começava a ter dor de cabeça. Por que não tinha bebido mais? Não sabia, mas deveria.
- Oh, claro. Agora nós entramos na terra mágica do: Por que a mulher está com raiva? - As mãos saíram da cabeça e se colocaram calmamente sobre os ombros dela. Repetia na cabeça a frase “não se irrite, é tudo sua culpa” pra não ter que sair dali com a polícia. E depois de um longo suspiro voltou a falar. - Eu não sei o que você espera de mim. Nós saímos sei lá… Duas vezes. E você aceitou vir pra essa festa horrível comigo ainda assim. E quando eu digo que o mínimo de diversão que eu provavelmente vou ter essa noite vai ser rápido, pra eu poder voltar e ficar naquela mesa fingindo que eu gosto daquelas pessoas pra você não ser só “vitrine” você fica puta. - Quando sentiu vontade de apertar as mãos contra o corpo dela rapidamente as afastou, para poder mostrar as aspas de vitrine. Ela até que tinha razão sobre isso, Daniel só precisava de uma vitrine, ela só não precisava saber disso, pelo menos não daquele jeito. - O que você quer de mim? Se quiser ir embora, vai. Eu pago seu táxi ou qualquer coisa assim.
Restou a Miriam apenas rir, ofendida e frustrada e entrando na infantilidade patética. — Se isso aqui fosse um maldito baile desses, eu seria a rainha. — Falava aquilo com a certeza de que o céu era azul. Novamente, Miriam se ofendia fácil quando o quesito era sua aparência. Já tinha sofrido demais por isso até o fim de sua adolescência e não ia para a academia e se cuidava e não comia um chocolate que fosse durante a semana inteira para manter o corpo que conseguira. Tinha confiança em sua beleza como não tinha em nenhum outro atributo.
— E eu nunca achei que nos divertiríamos. Eu não sou burra, Daniel. Eu sei que isso aqui é um compromisso social do trabalho pra ti. — Seu olhar pareceu pegar fogo quando ele a tocou, claramente achando que isso era uma afronta, mas subitamente sentiu-se presa no local onde estava. Os argumentos dele continuavam a soar como barbaridades ofensivas e sem sentido aos seus ouvidos
— Certamente que tu tivesse sido honesto, caralho. Não ter ficado comigo e continuar me chamando pra sair e fazer eu acreditar que isso aqui iria dar em alguma porra — Exigia um esforço muito grande de Miriam para ela não gritar e sair batendo salto, atravessar o salão e demonstrar para Deus e o mundo que estava possessa de raiva, por isso ela disparava em palavrões, em dentes rangidos, em expressões faciais lívidas de ira. — Pra no fim eu descobrir do pior modo que você é viado. Cacete, eu gostava de ti como companhia, talvez até mais-! — Deu-se por bancando a vítima mais do que deveria, tamanha sua vontade de não perder aquilo e isso justificou que uma onda de irritação corresse seu corpo e ela quase rosnasse, afastando o político de si bruscamente, dando um passo em direção ao salão e reconsiderando sua postura. Queria rir, mas foi meramente honesta. — E aí tu vem achando que o dinheiro do táxi vai resolver alguma coisa. — Sorriu desprovida completamente de humor. — Além de tudo, tu me vê como puta. — Tudo bem que ela realmente tinha interesse no dinheiro, mas de uma forma muito mais sutil que o que ele propunha e ser confrontada com isso era duplamente ofensivo.
Realmente estavam na terra do por que diabos a mulher ficou irritada. Se tinha uma coisa que Daniel não entendia de jeito nenhum era como elas se irritavam fácil ou como não conseguiam explicar as suas irritações. Ele não tinha muitas opções e a falta de prática em relacionamentos, principalmente os agradáveis com as mulheres, fazia com que ele não soubesse de forma alguma como tratar a situação. Então ele precisava jogar como jogava no trabalho ou em qualquer outra relação social em que tinha alguma intenção de levar pra frente. - É claro que você seria, você com certeza é a mulher mais linda desse lugar. - Dane disse com um leve sorriso no rosto, o mais forçadamente doce que conseguia fazer. Precisava agradar aquela mulher de alguma forma e como ele tinha uma longa política de não mentir era mais fácil usar a verdade. Não era nem preciso olhar em volta para saber que os dois eram os mais bonitos ali.
Enquanto esperava que ela se acalmasse a ouviu como quem realmente dava a mínima e em alguns pontos esfragava a testa, começando a sentir as dores de cabeça de quando alguém fala algo que ele não quer ouvir. E o pior de tudo, não estava entendendo nada. Nem uma palavra fazia o menor sentido naquele momento. Talvez nunca tivessem chegado a qualquer acordo de onde aquela relação iria chegar, mas ouvir as vontades alheias tornava tudo muito confuso. Ela queria que aquilo fosse pra frente? Daniel quis rir, mas não estava em posição. Eles ainda estavam naquela maldita festa.
Ele esfregou o rosto com as mãos e esperou longos segundos antes de começar a falar. Não podia deixa-la mais irritada e isso era uma tarefa no mínimo difícil. - Eu não sou viado… Eu só… Gosto de sexo fácil. - Balançou os ombros como se não fosse importante, mas precisava deixar aquilo claro, não era gay. - Eu não te vejo como puta. Não estou te pagando por trepar contigo, só tô tentando resolver isso aqui do melhor jeito pra nós dois. E além do mais em momento algum você me disse que queria que isso aqui - Ele usou o indicador para fazer um círculo e mostrar o que estava falando. - Fosse pra qualquer lugar. - Ele soltou um longo suspiro e negou com a cabeça. - O que é que você quer? Quer que eu faça com você o que eu ia fazer com aquele cara? Porque pra mim isso não é problema nenhum.
Claro que ela queria levar aquilo para frente. Já tinha idade o suficiente para saber que não tinha saco para trabalhar demais e ficar rica só quando chegasse à idade da loba. Quem diabos não iria querer ir para frente com Daniel; ela retornava ao ponto inicial onde ele era bonito, rico e pareciadecente. — Guri, na minha terra quem troca uma mulher como eu pra se agarrar com um cara é viado. Quer queira sexo fácil ou não. Ou tu acha que eu saio dando pra qualquer fodido? — Miriam sabia que era bonita da cabeça aos pés e sabia que provavelmente metade do salão cheio de velhos sem escrúpulos que os dois estavam ignorando e que a viram na noite pensaram em algum momento em transar com ela. Estava acostumada ao machismo que a transformava só numa foda-troféu por ela ser bonita e, ao menos, ela considerava que tinha o direito de usar disso para seu benefício. Também deixava claro que não acreditaria, pelo menos não naquele momento, em qualquer coisa que ele dissesse que contrariasse a ideia de que ele era homossexual.
— O melhor jeito de resolver isso aqui teria sido tu não me largar lá pra foder com um macho.
Não tardou para que a garota risse.
— Tu não tá me pagando pra ter sexo, mas tu trocou isso aqui, tua festinha nobre de merda, pela minha companhia só pra ocultar tuas preferências. Resumindo, tô fodida e mal paga mesmo. Eu vim porque eu queria ficar contigo, não porque eu queria estar aqui, que merda, Daniel. — Ao contrário dele, o suspiro que era soltou era mais curto e bruto, irritadiço, de quem não tinha problema nenhum com as consequências. Ela era uma bomba-relógio…
— Se tu encostar um dedo em mim, eu vou dar motivos para tu não ter mais mandato nenhum nem na tua próxima encarnação. Ou talvez você nem precise fazer isso. — … Prestes à explodir.
Finalmente esgotou-se de ter de lidar com os olhos azuis e saiu de perto dele, passando as mãos pelos fios castanhos claros assim que esbarrou e passou por ele; os saltos eram ruidosos e quase sofriam com a ira da gaúcha, estalando a cada passo fluido. Claramente não fazia questão de esconder que estava de, alguma forma, abalada. Que perguntassem o que houve com ela, ela bem falaria a verdade e isso parecia bem claro, mesmo que não fosse um plano cuidadosamente planejado ou sequer enunciado.
Realmente estavam na terra do por que diabos a mulher ficou irritada. Se tinha uma coisa que Daniel não entendia de jeito nenhum era como elas se irritavam fácil ou como não conseguiam explicar as suas irritações. Ele não tinha muitas opções e a falta de prática em relacionamentos, principalmente os agradáveis com as mulheres, fazia com que ele não soubesse de forma alguma como tratar a situação. Então ele precisava jogar como jogava no trabalho ou em qualquer outra relação social em que tinha alguma intenção de levar pra frente. - É claro que você seria, você com certeza é a mulher mais linda desse lugar. - Dane disse com um leve sorriso no rosto, o mais forçadamente doce que conseguia fazer. Precisava agradar aquela mulher de alguma forma e como ele tinha uma longa política de não mentir era mais fácil usar a verdade. Não era nem preciso olhar em volta para saber que os dois eram os mais bonitos ali.
Enquanto esperava que ela se acalmasse a ouviu como quem realmente dava a mínima e em alguns pontos esfregava a testa, começando a sentir as dores de cabeça de quando alguém fala algo que ele não quer ouvir. E o pior de tudo, não estava entendendo nada. Nem uma palavra fazia o menor sentido naquele momento. Talvez nunca tivessem chegado a qualquer acordo de onde aquela relação iria chegar, mas ouvir as vontades alheias tornava tudo muito confuso. Ela queria que aquilo fosse pra frente? Daniel quis rir, mas não estava em posição. Eles ainda estavam naquela maldita festa.
Ele esfregou o rosto com as mãos e esperou longos segundos antes de começar a falar. Não podia deixa-la mais irritada e isso era uma tarefa no mínimo difícil. - Eu não sou viado… Eu só… Gosto de sexo fácil. - Balançou os ombros como se não fosse importante, mas precisava deixar aquilo claro, não era gay. - Eu não te vejo como puta. Não estou te pagando por trepar contigo, só tô tentando resolver isso aqui do melhor jeito pra nós dois. E além do mais em momento algum você me disse que queria que isso aqui - Ele usou o indicador para fazer um círculo e mostrar o que estava falando. - Fosse pra qualquer lugar. - Ele soltou um longo suspiro e negou com a cabeça. - O que é que você quer? Quer que eu faça com você o que eu ia fazer com aquele cara? Porque pra mim isso não é problema nenhum.
Sentia que Daniel apenas se afundava. A irritação dela começava a tomar proporções absurdas e sua vontade de lhe dar um soco também aumentava progressivamente com cada justificativa idiota que recebia.
— Pra algum lugar que não esse mini inferno onde tu me larga entediada no meio de um monte de velhos conservadores corruptos e idiotas pra transar com um cara. — Deu uma pausa e escutou o que ele tinha a dizer, sentindo o sangue ferver sob sua pele e provavelmente estava corada de raiva.
— Desculpa, mas eu não tenho um pau pra tu chupar. — Respondeu-o imediatamente ante a oferta. — Algum lugar não é a cama. Lindinho tu achando que se me comer, vai resolver o assunto todo.
Saiu novamente do corredor isolado onde estavam, quase batendo os saltos no meio do salão e seus passos foram absurdamente rápidos até que ela alcançasse o salão, onde ela ainda cogitava o que fazer, portanto, diminuiu o ritmo com o qual andava quando estava em público. Parou um garçom e virou uma das taças de champanhe que estavam sendo servidas, e depois outra e pegou a terceira, sentindo o álcool aliviar um pouco a fúria em si. Transparente, qualquer um via que ela estava irritada e não tardou para que um dos colegas de politicagem de Daniel se aproximasse para verificar o que acontecia. Sua língua coçava para falar, mas ela ainda preferia que Daniel se apressasse em alcançá-la antes que ela perdesse o controle.
Shot by Ted Emmons with Sarah Mcdaniel

