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Em um solavanco, o corpo despertou em meio aos destroços, fazendo com que os olhos se abrissem depressa. Elizabeth olhou ao seu redor, constando aquilo que já temia que houvesse acontecido, afinal, sentira a parte detrás do avião se desprender durante a queda, vira o céu enquanto vivenciava a pior experiência de sua vida. Se sentou rapidamente em meio a algumas folhas de arvores, ignorando a dor que sentia na coluna e em sua cabeça, pois a dor no braço deslocado se fazia maior que todas as outras. Com dificuldade, a mulher se colocou de pé e começou a procurar, em completo desespero, por alguém que estivesse por perto. Os passos se faziam rápidos, enquanto ela segurava seu próprio braço deslocado, sentindo a dor dos infernos. Andou para longe de onde havia acordado e então vira um enorme destroço do avião, era a turbina do mesmo. Forçou sua visão e então conseguira ver que havia alguém debaixo daquilo, andou mais rápido em direção ao local, parando apenas quando constatou de fato que havia alguém ali. Ao chegar próximo a turbina, a mulher se abaixou, tentando ficar na mesma altura que o homem preso ali. ━Hm… Fuck… Oi, meu nome é Elizabeth e… Você consegue aguentar mais um pouco?━ Ela dera um leve sorriso, olhou para trás para ver se tinha mais alguém, mas nada achou, então voltou seu olhar ao homem extremamente branco cheio de ferimentos. ━Eu vou tentar achar mais pessoas, essa coisa em cima de você é muito grande e claramente não vou conseguir te tirar dai sozinha! ━ E então se levantou, olhando uma ultima vez para trás antes de sair correndo floresta a dentro.
As pedradas contra o metal acabaram por acordar a indiana, que permaneceu imóvel. Estava de costas, e o barulho calmo de um pequeno riacho fez com que franzisse o cenho. Foram alguns segundos até perceber que do quadril para baixo, estava dentro do riacho, totalmente molhada. Limitou-se a mover pouco a cabeça, parando ao sentir uma dor que lhe deixara tonta. Fechou os olhos novamente, juntando os pedaços da memória do acidente na noite passada, que ainda eram apenas borrões em sua mente, afinal, no momento da queda, estava dormindo tranquilamente ao lado de Victoria. ━ Victoria! ━ Ignorando toda a dor que sentia na cabeça e nas costelas, forçou-se a levantar, tendo cuidado ao pisar nas pedras cobertas de musgo do riacho. Precisava achar a morena, e o fato de que ela pudesse estar machucada seriamente doía muito mais que os atuais machucados em seu corpo. Atravessou a água calmamente, a mão esquerda apoiada sobre as costelas direitas, as quais sabia que no mínimo três estavam quebradas. Pouco após atravessar o riacho, deparou-se com a origem das pedradas que lhe trouxeram a consciência de volta. Apressou o passo para perto da mulher, abaixando-se ao seu lado. ━ Oh god, that looks bad… ━ Observou a porta do avião sobre a perna alheia, coçando a nuca. ━ Vou ser sincera com você, no meu atual estado, vai ser impossível que eu levante isso sozinha. Preciso achar ajuda. I’ll be back. ━ Tentou dar um sorriso para confortar a morena, levantando-se. Rapidamente deu as costas, apressando o passo para procurar os demais passageiros.
O corpo não respondia e mesmo de olhos fechados, Arizona já sentia o pânico tomar conta de si. Sentia dores por todos os lugares, porém a perna se fazia pior que todo o resto, tinha medo de abrir os olhos e ver algo que a pudesse fazer gritar. Levou as mãos até sua cabeça, tentando tatear para ver se achava alguma lesão, porém nada achou além de alguns pequenos ferimentos que provavelmente cicatrizariam por conta própria. Finalmente, os olhos se abriram lentamente encarando as arvores a sua frente, em meio as mesmas, Robbins conseguia ver partes do avião e algumas pessoas que haviam voado com ela, porém, pelo trauma que havia sofrido, não lembrava o nome de ninguém, por mais que reconhecesse os rostos. Olhou para o lado, suspirando profundamente antes de checar a perna, passando a mão pela mesma, constatando por fim o osso exposto. Os olhos azuis, marejados naquele ponto, desceram o olhar em direção a perna e então, Arizona subiu o tecido de sua saia rosa, tendo uma melhor visualização do ferimento exposto. Sua tendência era gritar, gritar o mais alto que podia, pois a dor era insuportável, porém, a mesma apenas engoliu seu grito e começou a chorar de forma silenciosa.












