Sorriu quando ela disse que a família inteira dizia que ele era seu namorado, afinal sabia bastante como aquilo era: seus pais e Alice praticamente não falavam o nome de Dominique perto dele, referindo-se a garota quase que exclusivamente como “a sua namoradinha”. Ele fingia que não gostava, mas secretamente queria que aquilo se tornasse verdade. “Então quer dizer que eu já tenho aprovação da quilométrica família Weasley?” Perguntou em tom de brincadeira, por mais que soubesse que tinha sim a aprovação de vários membros, entre eles Molly, Arthur, Victoire, Rose, Lily e tantos outros.
Desejava que pudesse fazer aquilo de uma maneira mais especial, mas no momento que estavam vivendo era preciso se aproveitar cada segundo, pois o amanhã é muito incerto, então decidiu que a hora era agora. “Sabe, eu sou afim de você acho que desde que a gente era criança. Você sempre jogava Quadribol com a gente e vivia me dando uma surra, mas eu nunca ficava irritado por isso, eu te achava o máximo. Eu ainda te acho o máximo.” Começou, fazendo uma leve carícia na sua bochecha. Se sentia nervoso, não queria levar outro fora da garota, mas também já havia levado vários até chegarem ali. “Eu sei que eu posso ter sido meio chato e insistente todo esse tempo atrás de você, mas eu quero que saiba que é porque eu te acho… Porra, incrível pra caralho. Você é inteligente, engraçada, independente, atenciosa, extremamente leal, confiável, carinhosa do seu jeito…” Riu baixo. “Eu amo tudo isso em você. E até a sua teimosia, o jeito como você briga quando tem que brigar, a forma como você defende quem você ama sem pensar por nenhum segundo nas consequências negativas que isso te traria… Você é literalmente a mulher mais linda e foda que eu já conheci.” Fez uma pequena pausa, sentindo o rosto ficar ainda mais vermelho do que estava anteriormente. “Eu sei que pode ser cedo, você pode não gostar tanto de mim assim, mas… I really want you to be my girlfriend.”
ela sorriu e assentiu rapidamente. todos gostavam de frank, é claro que ele tinha a aprovação da família dela. e na verdade, desconfiava que ele tinha a aprovação de sua família antes mesmo de ter a aprovação dela mesma.
e aí frank começou a falar, e o sorriso de dominique foi diminuindo devagar, mas não de infelicidade, mas de uma emoção velada. um riso foi solto quando ele falou do quadribol, e uma cena facilmente passou por sua mente, dominique e frank pequenos em cima de suas vassouras, e dominique batendo do peito de frank por ter tomado um gol e os feito perder a partida entre os primos. seu coração se acelerou quando ele a tocou, e ela já sabia a resposta para a pergunta que ela queria que ele fizesse. “eu amo tudo isso em você” fez as borboletas se agitarem em seu estômago, e um sorriso escapou de seus lábios novamente. ela suspirou quando ele disse a última frase e merlin, seu coração batia tão rápido, que parecia liderar seus impulsos.
foi assim que ela se inclinou e colou os lábios com frank, começando um beijo não tão lento. suas duas mãos estavam no rosto dele, e parecia simplesmente que ela não conseguiria mais largar dele. nunca mais. e parecia ser a primeira vez que ela se sentia daquele jeito. pelo menos naquela intensidade toda. dominique nunca teve ninguém assim, onde conseguia entrar no lugar chateada e chorando, preocupada, e sair apaixonada como estava naquele momento.
ela se separou de frank e abriu os olhos, fitando os dele de perto, quase que congelada. então era isso. era isso que ela sentia por frank esse tempo todo, e não queria adimitir, por motivos tão bobos, que só a fizeram perder tempo com outras pessoas. ❝ I really want to be your girlfriend ❞ ela disse baixinho, por estarem próximos. e se inclinou novamente, mas dessa vez ela lhe deu um abraço apertado. ❝ você sempre esteve aqui, não é? sempre. eu devia ter percebido antes ❞ ela disse, mais para si do que para ele.