Ela com certeza não estava bem, até mesmo Matthew, um homem completamente leigo em decifrar as emoções alheias. Talvez soasse como egoísmo, e talvez até fosse, mas ele nunca se preocupara com aquilo, claro, só havia uma pessoa que ele era capaz de fazer algum esforço, sua irmã e ninguém mais. Porém isso não significava que ele teria de ser frio e insensível com as pessoas em sua volta.
“Você não está bem.” Disse simplesmente, a fitando, tentando entender aquilo tudo. “O que lhe faz tão mal?” Havia curiosidade em sua voz, talvez fosse tanta que transparecia em seu olhar. “Posso lhe levar na enfermaria.” Se ofereceu estendendo-lhe a mão.
Não podia admitir que não conseguia controlar nem mesmo o próprio corpo, afinal, só levantaria ainda mais suspeitas. Precisava correr para Dianne o mais rápido possível, mas também não queria correr o risco de desmaiar quando encontrasse a rainha. Se havia uma coisa que Elena odiava, era demonstrar fraqueza! Sua vida inteira havia sido resultado de sua falta de pulso firme, e agora, mais do que nunca, ela precisava mostar que não era mais a pequena e indefesa finlandesa.
— Eu agradeço. — disse, aceitando de bom grado quando o rapaz lhe estendeu a mão. Recuperou rapidamente a carta no chão e então se pôs de pé, encarando seu benfeitor com um pequeno sorriso. Ainda não se lembrava dele, mas admirava a aparente bondade do rapaz, mesmo sabendo que precisaria se livrar dele. — Eu... — fitou a parede, como se esperasse que ali surgisse uma boa resposta para a curiosa pergunta. — Não deve ser nada. Já acordei me sentindo um pouco mal, no entanto. E e apreciaria imensamente sua companhia... Milorde, mas não quero ser um incomodo. Com licença.













